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sexta-feira, 16 de outubro de 2020

ANTÓNIO COSTA ALERTA QUE PODEM VIR "MEDIDAS AINDA MAIS RESTRITIVAS"

 


Primeiro-ministro diz que é preciso agir para travar a pandemia e espera que não se chegue ao ponto de um novo estado de emergência.

O primeiro-ministro, António Costa, reiterou esta sexta-feira que não gosta das medidas preventivas obrigatórias contra a covid-19 que propõe, mas advertiu que a alternativa poderá ser a adoção, dentro de poucas semanas ou meses, de outras ainda mais restritivas.

"Claro que eu não gosto das medidas. A questão é saber se essa medida é necessária, é útil para conter a transmissão da pandemia, e se não é melhor recorrer a esta medida agora assim do que estar daqui a umas semanas ou daqui a um mês ou daqui a dois meses a ter que impor medidas muito mais restritivas, como seja dizer: «olhe, pura e simplesmente não poder ir à rua, nem com máscara nem sem máscara", declarou.

O chefe do executivo recorda que já vários países estão a adotar medidas mais restritivas. António Costa lembra o impacto que teve o estado de emergência. Diz que é preciso agir para travar a pandemia e sublinha que é a única forma de não regressar às medidas que foram tomadas em março e abril.

"Esperemos que isto não chegue ao ponto que o Presidente da República tenha de colocar a questão do estado de emergência."

Costa falava à imprensa no final de um Conselho Europeu, em Bruxelas, no dia em que Portugal regista o valor diário mais elevado de novos casos de infeção desde o início da pandemia de covid-19 e o maior de mortes desde final de abril.

Confrontado com os dados mais recentes, o primeiro-ministro admite que os números vão continuar a aumentar se nada for feito para travar a pandemia.

António Costa deixa o alerta: "se nós não adotamos agora medidas desta natureza, se calhar vamos estar daqui a uns tempos a ter de tomar medidas muito mais constringentes das liberdade, desde logo da liberdade de movimento, como adotámos no início desta pandemia".

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