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quarta-feira, 21 de outubro de 2020

CENTENO ALERTA PARA RISCO DE NOVA CRISE FINANCEIRA

 


O Governador do Banco de Portugal foi ao FMI defender "mudanças na proteção dos empregos existentes e mais apoio a novas contrataçÔes nos setores dinùmicos".

A atual crise económica pode resvalar para uma nova crise financeira se não forem usados todos os instrumentos de política orçamental e monetåria disponíveis, de forma direcionada, preferencialmente, alertou Mårio Centeno, o governador do Banco de Portugal (BdP), numa intervenção feita no ùmbito dos encontros anuais do Fundo Monetårio Internacional (FMI).

Nesse mesmo discurso, na sexta-feira, dirigido a uma audiĂȘncia internacional de decisores de topo, o ex-ministro das Finanças sublinhou ainda que os governos tĂȘm de usar muito bem os fundos que vĂŁo receber para sair da crise e tentar nĂŁo acumular mais dĂ­vida. É que esta terĂĄ de descer num futuro prĂłximo. A dĂ­vida tem de ser sustentĂĄvel, insistiu.

A presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, tem evitado referir-se diretamente Ă  possibilidade de uma nova crise financeira, uma que deite abaixo os mercados e perturbe o custo da dĂ­vida. Lagarde tem tido esse cuidado, mas jĂĄ por vĂĄrias vezes se referiu aos riscos crescentes para a estabilidade financeira.

Centeno aproveitou o palco do FMI para deixar vårios avisos à navegação, muitos deles, certamente, para consumo interno.

Primeiro, num tom mais genĂ©rico, mais europeu, o governador alertou para a "miopia" dos agentes do mercado, que podem estar a fazer investimentos como se as taxas de juro nunca fossem subir dos atuais mĂ­nimos histĂłricos. É algo que pode concentrar dinheiro e criar bolhas que ameaçam a estabilidade financeira.

Por exemplo, jĂĄ vĂĄrios economistas e instituiçÔes alertaram para o facto de os bancos (os portugueses sĂŁo um exemplo disso) estarem a acumular demasiada dĂ­vida pĂșblica nos seus balanços, o que ressuscita os medos da crise anterior. Quando a dĂ­vida começou a ter problemas, os bancos acabaram por ser arrastados. Isto nĂŁo aconteceu sĂł em Portugal. A anterior crise financeira e da dĂ­vida foi sistĂ©mica e global.

"Devemos assegurar-nos de que possĂ­veis movimentos de procura por rendibilidade nĂŁo ameaçam a estabilidade financeira, principalmente se os agentes tĂȘm expectativas mĂ­opes e esperam taxas de juro baixas por muito tempo", referiu Centeno.

Nesse aspeto, o governador assegurou que as autoridades (o BCE sobretudo) tĂȘm ao seu dispor "um conjunto de polĂ­ticas macroprudenciais e microprudenciais" caso seja necessĂĄrio calibrar os incentivos dos bancos e de quem pede emprestado. Essas repostas podem ser dirigidas, podem ser desenhadas Ă  medida dos setores em causa e dos paĂ­ses, disse.

E se for preciso "outro tipo de respostas", "elas certamente serĂŁo analisadas".

Isto para concluir que, nesta fase da crise pandémica, "todos os instrumentos são necessårios" pois "a crise atual não pode transformar-se numa crise financeira", acenou Mårio Centeno.

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