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segunda-feira, 12 de outubro de 2020

"NÃO FALTA VONTADE" DIZ IGREJA SOBRE TORNAR PÚBLICAS AS CONTAS DE FÁTIMA

 


"Não falta vontade para isso (divulgar publicamente as contas do Santuário de Fátima)", afirmou esta segunda-feira o também bispo de Setúbal, numa conferência de imprensa na Cova da Iria, onde decorre entre hoje e terça-feira a peregrinação de outubro.

Segundo José Ornelas, que preside à peregrinação, é preciso "criar as condições necessárias para que isso se faça como deve ser", considerando que há um ponto delicado, que tem que ver com a Concordata (tratado que regula as relações entre o Estado e a Santa Sé).

"No Santuário, há uma vertente que vem dos dons voluntários e isso tem um regime específico tutelado na lei portuguesa. Quando o Santuário tem dormidas, tem outras coisas, isso já entra noutra contabilidade. Essa dupla valência exige uma clarificação que no estatuto legal não está devidamente esclarecida", referiu.

Para José Ornelas, a Igreja não está "a fazer tempo", antes a tentar esclarecer junto com o Estado uma forma de encontrar "meios adequados para resolver esta questão", salientando que, apesar de não serem públicas, as contas do Santuário são auditadas "pelas melhores empresas de controlo".

O bispo de Leiria-Fátima, António Marto, realçou que a dúvida centra-se em tentar perceber "até onde vão os fins religiosos que depois isentam de alguns impostos" o Santuário de Fátima.

"Pensava-se que a comissão paritária entre a Santa Sé e o Estado esclarecesse em breve tempo, num ano, dois anos, três anos. Isso até hoje não aconteceu. Estou desejoso de que aconteça", vincou o cardeal, realçando que não teria "problema nenhum" que as contas se tornassem públicas.

De acordo com António Marto, as contas não são apresentadas "porque não é possível ainda determinar exatamente a quantia de impostos que se devem ou não se devem".

"Por mim, não tenho problema. Não há segredo nenhum. Não é sociedade secreta nenhuma".

Já em 2017 o reitor do Santuário de Fátima, Carlos Cabecinhas, afirmava à agência Lusa que a não divulgação das contas da instituição devia-se à existência de interpretações diferentes em relação à Concordata no âmbito tributário.

A divulgação do resumo das contas do Santuário de Fátima aos peregrinos foi iniciativa do bispo emérito da Diocese de Leiria-Fátima, Serafim Ferreira e Silva, e começou no ano 2000, com informação relativa ao ano anterior.

A apresentação foi interrompida em 2006, depois da apresentação dos dados financeiros da instituição aos peregrinos que se encontravam no recinto do santuário a 13 de julho.

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