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quarta-feira, 4 de novembro de 2020

60% DA POPULAÇÃO MUNDIAL SOFRE DE FADIGA PANDÉMICA

 


Ordem dos Psicólogos portugueses alerta para já haver "estimativas que prevêem que entre 20% a 30% das pessoas sofram com o impacto psicológico da pandemia" e deixa alguns conselhos para combater o cansaço provado pelas consequências trazidas pelo novo vírus.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) realizou um estudo que revela que cerca de 60% da população mundial já sofre de "fadiga pandémica". A fim de tirar todas as dúvidas sobre este fenómeno, a Ordem dos Psicólogos portugueses divulgou, esta segunda-feira, um esclarecimento sobre o que é e como combater o "cansaço da pandemia".

"Trata-se de um sentimento de sobrecarga, por nos mantermos constantemente vigilantes, e de cansaço, por obedecermos a restrições e alterações na nossa vida", começa por definir a ordem profissional. 

Recordando que a Covid-19 "exigiu e exige de todos nós uma grande capacidade de adaptação", o organismo ressalta que, agora, ao fim de oito meses de pandemia e sem um fim à vista, "é natural que nos possamos sentir menos motivados para seguir as orientações e os comportamentos de proteção, após tantos meses a viver com limitações, sacrifícios e incerteza. Ou seja, em pouca palavras, é natural que "nos sintamos cansados e fartos desta situação".

Contudo, este cansaço representa um perigo para toda a sociedade, de acordo com a Ordem dos Psicólogos, devido à fadiga pandémica, "a nossa percepção de risco relacionada com a Covid-19 pode diminuir". Mais, a acrescer a esta diminuição de sensibilidade em relação à gravidade do vírus, "os efeitos colaterais da pandemia são igualmente devastadores", especialmente devido a fatores como "o desemprego, a perda de rendimentos ou a deterioração das condições de vida, por exemplo".

"A crise pandémica e sócio-económica gera insegurança, medo e ansiedade acerca do presente e do futuro, podendo agravar ou conduzir a dificuldades e problemas de Saúde Psicológica (como a depressão, a ansiedade ou o stresse). Há estimativas que prevêem que entre 20% a 30% das pessoas sofram com o impacto psicológico da pandemia", alerta a Ordem. 

Como combater a fadiga pandémica? 

De acordo com a Ordem dos Psicólogos, "apesar do cansaço", a verdade é que vivemos num momento em que é preciso redobrar esforços para combater o vírus e não "podemos baixar a guarda". "Os nossos comportamentos são críticos para conter a sua propagação e para nos protegermos a nós e protegermos os outros". Contudo, é importante continuarmos a fazer a nossa vida, procurando "atividades que aumentem o nosso bem-estar e, simultaneamente, minimizar o risco em todas as situações em que nos encontremos".

Quatro dicas para não ceder ao cansaço e desleixo no combate à Covid-19: 

1.Comprometa-se. Usar máscara, lavar as mãos e manter o distanciamento físico é como parar no sinal vermelho ou usar o cinto de segurança. Mantenha-se seguro a si e aos outros.

2. Repita. Há comportamentos que temos de repetir até se tornarem um hábito e os fazermos sem esforço.

3. Tenha sempre à mão. É mais fácil não nos esquecermos se tivermos sempre desinfectante à mão, assim como uma máscara (na mala, no carro, na entrada de casa).

4. Aceite e persista, não desista. A pandemia ainda está para durar, mas adaptar a nossa vida ao novo coronavírus é possível (e necessário). Há poucos anos era comum a oferta de um número elevado de sacos de plástico descartáveis nos supermercados. Hoje tal não sucede e adaptamo-nos a essa nova realidade, ajustando o nosso comportamento.

Recorde-se que, esta segunda-feira, a diretora-geral da saúde, Graça Freitas abordou a "fadiga pandémica" durante a conferência de imprensa de informação sobre a evolução da pandemia no país. Em direto do Ministério da Saúde, a responsável pediu aos portugueses para manterem as recomendações essenciais de prevenção contra a Covid-19 e não cederem a cansaço provocado pelo novo vírus. 

"Não podemos baixar a guarda por muito cansados que estejamos (...) Não podemos facilitar e dar passos que nos desprotejam, temos de fazer tudo para não adoecer e, sobretudo, para não sermos propagadores da doença", apelou.


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