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sexta-feira, 13 de novembro de 2020

INTOXICAÇÃO DE MEDICAMENTOS E ALCOOL MOTIVO DA MORTE DO VOLUNTÁRIO DA CORONAVAC

 


Brasileiro de 33 anos participava na terceira fase do ensaio da vacina.

As autoridades do estado brasileiro de São Paulo confirmaram esta quinta-feira que o voluntário da Coronavac, potencial vacina chinesa contra a covid-19, morreu devido a intoxicação aguda por sedativos, analgésicos e álcool.

A informação foi confirmada à imprensa brasileira pela Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), que acrescentou que os relatórios "dos institutos de Criminalística (IC) e Médico Legal (IML) do referido caso foram concluídos e encaminhados à autoridade policial do bairro de Jaguaré".

"Os resultados apontam que a morte se deu em consequência de uma intoxicação exógena por agentes químicos. Foram constatadas as presenças de opioides, sedativos e álcool no sangue na vítima", indicou a SSP-SP, citada pela rede televisiva CNN Brasil.

Na sequência da morte desse voluntário, um homem de 33 anos que participava na terceira fase do ensaio da Coronavac, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decidiu suspender os testes na segunda-feira, enquanto aguardava recomendações por parte de um comité internacional independente, que analisa o desenvolvimento do imunizante.

Contudo, na manhã de quarta-feira, o órgão regulador do Brasil autorizou a retoma dos testes da Coronavac.

"A Anvisa informa que acaba de autorizar a retomada do estudo clínico relacionado à vacina Coronavac, que tem como patrocinador o Instituto Butantan", de São Paulo, indicou o órgão brasileiro em comunicado.

"Após avaliar os novos dados apresentados pelo patrocinador depois da suspensão do estudo, a Anvisa entende que tem subsídios suficientes para permitir a retomada da vacinação e segue acompanhando a investigação do desfecho do caso, para que seja definida a possível relação de causalidade entre o evento adverso grave inesperado e a vacina", acrescentou.

A agência informou ainda que não iria divulgar a natureza do evento adverso ocorrido "em respeito à privacidade e integridade dos voluntários da pesquisa".

Apesar de a Anvisa não ter confirmado oficialmente as causas da morte do voluntário de 33 anos, em 29 de outubro, a imprensa brasileira teve acesso ao boletim de ocorrência da polícia brasileira sobre o caso, que indicou suicídio como causa do óbito.

A coronavac tem sido alvo de uma forte politização no Brasil, principalmente entre o Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, e o governador de São Paulo, João Doria, que se tornou um dos adversários mais ferrenhos do chefe de Estado no campo conservador.

No mês passado, Bolsonaro posicionou-se contra a aquisição da vacina chinesa, tendo obrigado o seu Ministério da Saúde a recuar na intenção de comprar o imunizante, argumentando que o imunizante ainda nem sequer havia superado a fase de testes clínicos.

A recusa de Bolsonaro contrasta com um outro acordo - firmado pelo seu Governo com a Universidade de Oxford e com o laboratório AstraZeneca - para a compra de 100 milhões de doses da vacina, que ambas as instituições desenvolvem e que se encontra na mesma fase de estudos que o imunizante da Sinovac.

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