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domingo, 15 de novembro de 2020

VIDA PODERÁ VOLTAR AO NORMAL NO PROXIMO INVERNO

 


A vida poderá voltar "ao normal" no próximo inverno, mas este ainda vai ser "duro". A mensagem de esperança, acompanhada pelo alerta, é de Ugur Sahin, presidente da empresa biotecnológica alemã BioNTech, que deu esperança ao Mundo com a sua promissora vacina contra a covid-19, em colaboração com a gigante farmacêutica Pzifer.

Ugur Sahin, de 55 anos, acredita que o impacto de uma nova vacina contra a covid-19 poderá ter um efeito significativo durante o verão do próximo ano e que a vida voltará "ao normal" no próximo inverno. No entanto, avisa o co-fundador da BioNTech, este inverno ainda será "duro", pois a vacina ainda não teria um grande impacto no número de infeções.

Em entrevista no programa de televisão "The Andrew Marr Show" da BBC, Sahin disse estar confiante de que a vacina reduzirá a transmissão entre as pessoas, assim como interromperá o desenvolvimento de sintomas em quem for vacinado. É possível que a vacina consiga reduzir a transmissão para metade, o que teria um "grande impacto".

"Estou muito confiante de que a transmissão entre as pessoas será reduzida por uma vacina tão eficaz - talvez não 90%, mas 50% -, mas não devemos esquecer que mesmo isso pode resultar numa redução dramática da propagação da pandemia", garantiu.

Após o anúncio, na passada segunda-feira, de que a vacina da Pfizer seria 90% eficaz, John Bell, professor de medicina da Universidade de Oxford, sugeriu que a vida poderia voltar ao normal já na próxima primavera. "Provavelmente sou o primeiro a afirmar isso, mas digo-o com alguma confiança", assegurou. Porém, Sahin considera que poderá demorar mais algum tempo.

Se tudo correr bem, a vacina começará a ser distribuída no "final deste ano, início do próximo ano", garantiu o presidente da BioNTech. O objetivo é entregar mais de 300 milhões de doses em todo o Mundo até abril, o que "poderia permitir começarmos a causar algum impacto".

O maior impacto, no entanto, só deverá acontecer mais tarde: "O verão vai ajudar-nos porque a taxa de infeção vai cair e o que é absolutamente essencial é que tenhamos uma alta taxa de vacinação até ou antes do outono/inverno do próximo ano", explicou Sahin, acrescentando que era "essencial" que todos os programas de imunização fossem concluídos antes do próximo outono.

Questionado sobre se a vacina foi tão eficaz em pessoas mais velhas quanto em pessoas mais jovens, o responsável disse que espera ter uma ideia melhor nas próximas três semanas, pois ainda não se sabe quanto tempo durará a imunidade após a segunda dose da vacina ser aplicada.

No entanto, uma imunização de reforço "não deve ser muito complicada" se se constatar que a imunidade foi reduzida significativamente após um ano.

Sahin disse ainda que os "principais efeitos colaterais" da vacina vistos até agora foram uma dor leve a moderada no local da injeção por alguns dias, enquanto alguns participantes tiveram uma febre leve a moderada durante um período semelhante.

"Não vimos quaisquer outros efeitos colaterais graves que resultariam na pausa ou suspensão do estudo", acrescentou. A vacina produzida pela BioNTech e Pzifer é uma das 11 que estão atualmente em fase final de testes.

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