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segunda-feira, 16 de novembro de 2020

VODAFONE, MEO E NOS AUMENTAM A MENSALIDADE MAS REDUZ A QUALIDADE

 


Informação avançada pela Autoridade Nacional das ComunicaçÔes.

A Autoridade Nacional das ComunicaçÔes (Anacom) disse esta segunda-feira que a Meo (Altice Portugal), NOS e Vodafone Portugal aumentaram as mensalidades das ofertas de serviço triplo (3P) em 3,3% e, "simultaneamente", assistiu-se a uma "redução da qualidade".

Em comunicado, o regulador refere que, entre outubro e novembro, "os trĂȘs principais prestadores de comunicaçÔes eletrĂłnicas em Portugal (MEO, NOS e Vodafone) aumentaram as mensalidades das suas ofertas base 'triple play' [3P] em 3,3% (mais um euro)".

A Anacom aponta que, "na sequĂȘncia deste aumento de preços, que surge ao mesmo tempo e na mesma proporção, e que Ă© muito superior Ă  taxa de inflação, a mensalidade mais baixa das suas ofertas 'triple play' sobe para cerca de 31 euros", salientando que desde 2018 que "nĂŁo existem diferenças nas mensalidades deste tipo de ofertas, que incluem Internet fixa, telefone fixo e televisĂŁo por subscrição".

VELOCIDADE DE DOWNLOAD BAIXOU DE 100 MBPS PARA 30 MBPS

E, "em simultĂąneo com o aumento de preços, registou-se tambĂ©m uma redução da qualidade deste tipo de ofertas nos trĂȘs operadores, visto que a velocidade de 'download' anunciada baixou de 100 Mbps para 30 Mbps", refere a Anacom.

A Autoridade Nacional das ComunicaçÔes sublinha que a Meo e a NOS "impuseram igualmente limites mensais de trĂĄfego de dados fixos (500 GB e 600 GB, respetivamente), algo que nĂŁo existia nos mercados das comunicaçÔes em Portugal desde os primĂłrdios das ofertas em banda larga", o que representa "uma alteração substancial da configuração de produto tendo como referĂȘncia, pelo menos, a Ășltima dĂ©cada".

Entretanto, refere a Anacom, a NOS "retirou o limite de trĂĄfego acima indicado".

O regulador aponta que "as alteraçÔes ocorridas afetarĂŁo potencialmente um grande nĂșmero de subscritores", uma vez que as ofertas 3P "sĂŁo subscritas por cerca de 1,7 milhĂ”es de clientes em Portugal, representando cerca de 40% do total".

OFERTAS DESFAVORÁVEIS EM COMPARAÇÃO COM OUTROS PAÍSES

A Anacom, entidade presidida por João Cadete de Matos, salienta que "os preços destas ofertas jå comparavam desfavoravelmente com a média internacional".

E cita "os estudos de comparaçÔes internacionais de preços promovidas pela Comissão Europeia", em que em outubro de 2018 "os preços do pacote Internet + telefone fixo + televisão, eram superiores à média da UE28 entre 2% e 12,7%".

A exceção, refere, "eram as ofertas de 1 Gbps que apresentavam preços inferiores à média da UE28 (-22,3%), mas que só são subscritas por 1,6% dos clientes".

"Este aumento de preços e degradação da qualidade das ofertas ocorre numa altura em que os utilizadores estão especial e crescentemente dependentes do abastecimento de conectividade para fins profissionais e educativos, entre outros, devido à segunda vaga da pandemia de covid-19, em que o teletrabalho voltou a ser obrigatório e existe um dever de recolhimento", constata a Anacom.

"Acresce ainda que os consumidores não dispÔem de alternativas equivalentes, pois a oferta do quarto operador não é um sucedùneo porque não tem a mesma cobertura do território", prossegue.

A Nowo, o quarto operador, "oferece as mensalidades de ofertas 'triple play' mais reduzidas (cerca de 24 euros)", mas "não estå presente em todo o território nacional e não dispÔe de rede móvel própria, é um prestador móvel virtual (MVNO) que suporta as suas ofertas de serviços móveis em redes de terceiros", salienta a Anacom.

O regulador refere que "durante vĂĄrios anos" as mensalidades de 3P da Vodafone Portugal "foram consideravelmente mais baixas do que as dos restantes prestadores", mas entretanto foi "aumentando a mensalidade destas ofertas (mais 20% em cinco anos), tendo deixado de existir diferenças relevantes entre as mensalidades praticadas pelos trĂȘs principais prestadores durante o ano de 2018".

As alteraçÔes das mensalidades das ofertas da Meo, NOS e Vodafone "afetam os novos subscritores e os anteriores subscritores no momento em que pretenderem renovar o seu contrato (por exemplo, no final dos respetivos períodos de fidelização)", considera a Anacom.

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