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quinta-feira, 21 de janeiro de 2021

ATÉ AO FINAL DE FEVEREIRO PODEM MORRER MAIS SETE MIL PESSOAS EM PORTUGAL


Especialistas dizem que esta é uma previsão otimista, que pode ser ultrapassada caso não seja decretado um confinamento geral mais apertado.

Portugal pode ultrapassar as 16.500 mortes por covid-19 no final de fevereiro. Henrique Oliveira, matemático do Instituto Superior Técnico, admite que as previsões estão, neste momento, a ser excedidas.

"Ontem foi muito evidente. A nossa previsão era 173. Todos os dias as nossas previsões são excedidas e neste momento só podemos falar de números mínimos de óbitos e de casos", disse.

Ontem, Portugal registou 218 mortes, mais 45 do que o matemático previa. O número de mortes no final de fevereiro pode ser, assim, quase o dobro das registadas até agora, desde o início da pandemia.

"No final de fevereiro prevemos 16 mil a 16.500 óbitos. Considerando que as autoridades de saúde, depois das presidenciais, vão ter particular atenção ao estado de calamitoso em que o país e que decretem um confinamento geral. Um verdadeiro confinamento geral".

Ou seja, vão registar-se pelo menos mais sete mil mortes até ao final do próximo mês.

TOMADA DE POSSE DE JOE BIDEN

 


Joe Biden tornou-se nesta quarta-feira (20.01) o 46º Presidente da história dos Estados Unidos, ao tomar posse na cerimónia oficial diante das escadarias do Capitólio e em meio a fortes medidas de segurança. 

Faltavam alguns minutos para as 12:00 locais quando Joe Biden, de 78 anos, colocou a mão sobre uma edição da bíblia de 1893 para jurar defender a Constituição, perante o presidente do Supremo Tribunal, John Roberts, e perante o olhar de Kamala Harris, que minutos antes tinha tomado posse como sua vice-Presidente. 

No seu empossamento, Biden afirmou: "Este é o dia da América, o dia da democracia, um dia de história e de esperança".

O novo Presidente lembrou que os Estados Unidos enfrentam "um aumento do extremismo político, da supremacia branca, do terrorismo doméstico, que devemos enfrentar e iremos derrotar".

Nesta contexto, pediu que o país rebata a ideia de que "os factos são manipulados e, até mesmo, fabricados". Donald Trump, o seu antecessor, não participou do evento, tornando-se, em cerca de 150 anos, o primeiro Presidente do país a boicotar a tomada de posse de um sucessor. Já o seu ex-vice presidente, Mike Pence, marcou presença na tomada de posse, que também contou com os ex-Presidentes George W. Bush, Bill Clinton e Barack Obama.  

No discurso da cerimónia, Amy Klobuchar, a nova líder democrata no Senado, recordou o episódio do ataque ao Capitólio, a 6 de janeiro, afirmando que a democracia resiste a todas as investidas, dizendo que é também um exemplo de que a democracia não deve ser dada por garantida. 

"Celebramos um novo Presidente que vai restaurar os valores da democracia", disse Klobuchar, sem esconder alguma emoção, referindo-se ainda a Kamala Harris como a primeira sul asiática na vice-Presidência, como sinal de novos tempos de diversidade. 

Referindo-se aos eventos de 6 de janeiro, o número um dos EUA prometeu que isso não acontecerá novamente "nem hoje, nem amanhã". 

Momento de unificação

O senador republicano Roy Blunt, do Missouri, disse que é importante preservar as "liberdades conquistadas" e que as democracias "nunca estão terminadas", e que a tomada de posse de sucessivos presidentes mostra que as instituições são perecíveis. 

"Este não é um momento de divisão, é um momento de unificação", disse Blunt, admitindo que, na tomada de posse do democrata Joe Biden, "há um partido mais satisfeito do que outro", mas que não é isso que deve diminuir o esforço de todos os legisladores.

O novo Presidente dos EUA apelou a que seja encerrada o que classificou como "guerra civil" entre democratas e republicanos e pediu que seja assumida no país a responsabilidade de defender a verdade e derrotar as mentiras.

Biden, católico praticante, ouviu ainda uma oração proferida pelo padre Leo O'Donovan, um amigo de longa data, que abençoou a nova equipa governamental, sublinhando a necessidade da "fé necessária" para ultrapassar os grandes desafios. 

E a Covid-19...

O sucessor de Trump disse que este é o momento "para baixar a temperatura", para acalmar ânimos políticos desavindos, perante graves desafios. 

"Vamos derrotar a pandemia. Mas vamos fazê-lo juntos. Temos de o fazer juntos", prometeu Biden, recordando que a crise sanitária que se vive já matou tantos norte-americanos como a Segunda Guerra Mundial. 

O estadista pediu mesmo uns segundos de silêncio pelas vítimas mortais da pandemia, colocando o problema como prioridade da sua agenda política. 

Alias, a cerimónia decorreu diante de um público reduzido devido aos protocolos para evitar contágios do coronavírus.

Política externa 

Ainda no seu discurso, Joe Biden prometeu reparar "as alianças" tradicionais do país, que se voltará a relacionar "uma vez mais com o mundo", depois da política de isolamento do antecessor, Donald Trump.

Mas Biden também deixou uma mensagem para o exterior, dirigindo-se aos inimigos e aliados: "Seremos aliados de confiança. Seguros e fortes".

O novo estadista disse acreditar que os Estados Unidos podem "voltar a ser um aliado em que se pode confiar".

Depois da cerimónia de empossamento do novo homem forte da Casa Branca, Joe Biden efetuará a entrada inaugural na Casa Branca. 

As outras estrelas da festa...

A cantora Lady Gaga interpretou o hino nacional, num espampanante vestido vermelho, com uma imagem dourada da pomba, símbolo de paz, antes de Biden prometer defender os Estados Unidos dos seus inimigos, internos e externos. 

Também Jennifer Lopez cantou nesta cerimónia, que antecede uma série de eventos festivos que se prolongam ao longo do dia e noite de quarta-feira (20.01). 

E uma estrela africana abrilhantou a festa com uma das suas músicas nesta esperada festa, Burna Boy.

A canção "Destiny" da mega estrela nigeriana, estava na "playlist" da cerimónia. O "afrobeat" do cantor nigeriano constou de uma lista com outros artistas internacionais como Beyoncé, Kendrick Lamar e Stevie Wonder.

Burna Boy, compositor, cantor e rapper, é um dos músicos mais conhecidos de África a nível internacional.

GOVERNO DECIDE FECHAR ESCOLAS A PARTIR DE SEXTA-FEIRA


O Governo vai decidir esta quinta-feira, em Conselho de Ministros, o encerramento de todos os estabelecimentos de ensino, do Básico ao Superior, com efeitos a partir de sexta-feira, disse à agência fonte do executivo.

"A informação que o Governo recebeu na quarta-feira, após reunião com epidemiologistas, foi considerada muito relevante e determinante para a decisão, tendo em conta o crescimento da variante britânica do novo coronavírus em Portugal", salientou a mesma fonte.

Com esta medida, o objetivo principal do Governo, "é isolar todo o sistema escolar", já que, "não havendo aulas, evita-se que as pessoas sejam forçadas a sair de casa". Os pormenores das medidas de agravamento do confinamento geral serão comunicados esta quinta-feira no final da reunião do Conselho de Ministros.

Também esta quarta-feira, António Costa reuniu-se, por videoconferência, com a ministra da Saúde, Marta Temido, a ministra da Presidência, Mariana Vieira da Silva e o ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, para discutir o assunto do encerramento das escolas.

Para além do encerramento das escolas, o Governo vai ainda analisar em Conselho de Ministros a “alarmante progressão” da epidemia em Portugal, com particularidade para a variante britânica do novo coronavírus.

"Esta quinta-feira reuniremos o Conselho de Ministros, analisaremos todas estas informações e decidiremos em conformidade, com a certeza de que a nossa prioridade é salvar vidas e controlar a pandemia", escreveu António Costa na sua conta de Instagram.

 

Marta Temido tinha admitido essa possibilidade

Marta Temido admitiu, esta quarta-feira, que existe a possibilidade de fechar todas escolas de imediato devido ao aumento de novos casos covid-19. A decisão será tomada no Conselho de Ministros, agendado para esta quinta-feira, disse ainda a ministra da Saúde em entrevista à RTP3.

"A situação mudou, agravou-se", disse a ministra da Saúde. Quando questionada se o encerramento das escolas estava em cima da mesa do Conselho de Ministros, Marta Temido respondeu "sim". Marcelo Rebelo de Sousa reagiu entretanto à resposta da ministra, considerando ser "uma boa solução". "Como imagina eu já calculava", disse ainda o Presidente da República em entrevista ao Porto Canal.

A ministra da Saúde disse ainda que foi que a ponderação sobre deixar as escolas abertas está relacionada com "a sua imprescindibilidade para a vida das gerações futuras".

"Sob o ponto de vista mais cómodo, a opção do encerramento poderia ser até, eventualmente, mais fácil de ser tomada. Mas a questão é que tem um peso e impacto enorme", reforçou.

Durante o dia, Marta Temido e Mariana Vieira da Silva, ministra da Presidência, participaram numa reunião com epidemiologistas para avaliar o impacto do fechar as escolas no controlo da pandemia. Nessa reunião, os especialistas mostraram que houve "alterações ao que eram as estimativas anteriores o que obriga a novas reflexões sobre medidas a tomar".

"Essas medidas que foram hoje [quarta-feira] acertadas entre alguns ministros como possíveis, amanhã serão discutidas em Conselho de Ministros e depois serão transmitidas pelo primeiro-ministro aos portugueses", disse a ministra.

Marcelo disse que a decisão iria ser conhecida "entre hoje e amanhã"

Também Marcelo Rebelo de Sousa tinha dito, durante uma ação de campanha, que a decisão sobre a interrupção do ensino presencial seria conhecida “entre hoje e amanhã”.

O Presidente da República falava perante cerca de 50 alunos no auditório da Escola Secundária Pedro Nunes, em Lisboa, numa ação de campanha como candidato às eleições presidenciais do próximo domingo.

Segundo o chefe de Estado, o Governo irá ponderar "se se deve esperar até à sessão com os epidemiologistas marcada para terça-feira" para tomar uma decisão sobre a manutenção ou não da abertura de escolas.

Testes rápidos nas escolas dos concelhos mais afetados pela covid-19 já começaram

O Governo marcou presença no arranque de uma campanha anunciada em Novembro pela Direção-Geral da Saúde e que avança agora numa altura em que o executivo mantém as escolas abertas, apesar do aumento número de casos.

Por agora são só os alunos do secundário a ser testados e em caso de surto os testes são alargados aos restantes graus de ensino.

Os testes antigénio permitem detetar em minutos a infeção pelo coronavírus.

Governo estava a ser pressionado para encerrar as escolas

A pressão para que o Governo encerre as escolas, perante os números crescentes da pandemia de covid-19, é cada vez maior.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, revelou esta terça-feira que o cenário será analisado na reunião de terça-feira com o Infarmed.

O primeiro-ministro, António Costa, já admitiu implementar a medida que, para alguns especialistas, é de recurso inevitável.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2021

"TEMOS OS NÚMEROS MAIS NEGROS E OS CULPADOS ASSOBIAM PARA O LADO"


Desde março que o enfermeiro do Curry Cabral Nuno Moreira relata, na sua página de Facebook, a luta contra a pandemia da Covid-19 dos profissionais de saúde portugueses.

Hoje, dia em que Portugal bateu mais uma vez dois trágicos recordes, com quase 15 mil novos casos de Covid-19 e 219 mortes relacionadas com a doença, o profissional de saúde decidiu publicar mais um emocionante testemunho onde, além de descrever o que está a acontecer, pede que sejam apuradas responsabilidades, depois de o Governo ter aliviado as medidas no Natal.

"E parece que se entrou num estágio letárgico e já não se reage a tamanha barbaridade. Ninguém questiona porque se abriu o país na semana de Natal, para se contagiarem e morrerem milhares de pessoas. E, mesmo agora, com números tão elevados, vamos esperar mais uns dias para se voltar a confinar de forma total. Que desilusão e perda irreparável", começa por escrever Nuno Moreira numa nota intitulada “Tragédia, horror e morte”.

No mesmo testemunho, o enfermeiro reitera que os trabalhadores de saúde estão “exaustos, desesperados e impotentes” e, admite, já escolhem “entre quem vive e quem morre”. Perante esta “tragédia”, Nuno questiona como é que ninguém assume as responsabilidades.

“Temos os números mais negros do mundo e não acontece nada? Quem se acusa? Ninguém! É a normalidade no país onde os culpados assobiam para o lado. O Presidente da República e o primeiro-ministro concordam que o pacto social do período de Natal falhou, mas as escolas não precisam de encerrar, vai haver eleições e vamos falhar de novo, para quê?!”, questiona o profissional de saúde, acrescentando que “o amanhã será pior se continuarmos a colocar em causa o trabalho levado à exaustação de todos quantos deram o melhor de si, até muito para além do dever”.

Em jeito de conclusão e já em desespero, Nuno Moreira apela aos portugueses que cumpram as medidas sanitárias decretadas pelas autoridades de saúde, para evitar uma ainda maior propagação do novo coronavírus.

“Peço-vos mais do que nunca que sejam tidas em consideração as normas sanitárias que continuam a ser sistematicamente ignoradas como nos mostram estes números assustadores. Por todos nós e, especialmente, por aqueles que são vítimas desta pandemia, por todos os que perderam esta batalha e pelo país exangue que queremos ver renascer”, rematou.

HOTEL EM MESÃO FRIO PODE LEVAR O DOURO A PERDER ESTATUTO DE PATRIMÓNIO DA HUMANIDADE


Parecer técnico da Unesco abre caminho a uma futura exclusão do Douro vinhateiro do património mundial, devido a um hotel de cinco estrelas que Mário Ferreira quer construir. O projeto conta com o “apoio inequívoco” da autarquia socialista. Artigo de Interior do Avesso.

O jornal Público noticiou neste domingo que este projeto antigo, para construir um hotel no lugar da Rede no concelho de Mesão Frio, que foi retomado pelo empresário Mário Ferreira, irá colocar em perigo a inclusão da paisagem do Douro vinhateiro na lista dos bens classificados.

O projeto está em consulta pública até dia 29 de janeiro e conta com o apoio Câmara Municipal, que tem maioria do PS.

Em ofício enviado pelo embaixador José Moraes Cabral, presidente da Comissão Nacional da Unesco (CNU), para a comissão de avaliação e que acompanha o parecer técnico do Conselho Internacional de Monumentos e Sítios (ICOMOS) refere-se que o projeto abrirá “caminho para uma futura exclusão da lista de património mundial”.

O ICOMOS considera que a construção terá impactos “negativos, diretos, indiretos, certos, permanentes, irreversíveis, de magnitude elevada e não minimizáveis”, segundo a notícia do Público. José Moraes Cabral recomenda assim que o Estado não licencie o empreendimento e que siga as recomendações técnicas da ICOMOS em projetos futuros.

O processo de tentativa de licenciamento deste projeto da sociedade Douro Marina Hotel, propriedade de Mário Ferreira, começou há 22 anos, tendo já sido recusado por duas vezes, a última em abril de 2018, quando foi chumbado devido à Avaliação de Impacto Ambiental. Neste momento encontra-se, novamente, em consulta pública, no portal Participa.pt, até dia 29 de janeiro.

A insistência no projeto demonstra a fragilidade do processo burocrático em que podem cair as questões de ordenamento de território. Desta vez, Mário Ferreira submeteu à avaliação ambiental um estudo prévio, em vez de um projeto de execução, fintando uma declaração de desconformidade à semelhança da de 2018. Tenta ainda agora responder a todas as questões levantadas e ao cumprimento do Plano de Pormenor da Rede, um documento aprovado em 2010, onde está contemplado o empreendimento hoteleiro.

No Estudo de Impacto Ambiental em consulta, o promotor minimiza os riscos de cheia e, apesar de admitir que o empreendimento constituiria o elemento de maior expressão volumétrica da zona, descarta a importância de tal facto, considerando-o não “necessariamente negativo” e, segundo o Público, que até poderá tornar-se um novo ícone na paisagem.

O parecer da Unesco não concorda com esta posição, sustentando que “o bem do Património Mundial é icónico em si mesmo e acarretará uma competição desnecessária entre a paisagem e a arquitetura. A paisagem patrimonial deve ter precedência aqui, pois esta não é uma paisagem sem personalidade que precisa de elementos icónicos”. Também as medidas sugeridas de mitigação do impacto visual não são bem aceites pelo ICOMOS.

Câmara de Mesão Frio tem sido das principais defensoras do Hotel

Os possíveis benefícios socioeconómicos do projeto, como a criação de emprego, são minimizados pelo ICOMOS, que considera que o futuro do turismo numa realidade pós-pandémica é incerto e ainda não foi avaliado. A criação de novos postos de trabalho e a fixação de novos residentes têm sido os principais argumentos da autarquia de Mesão Frio para defender o projeto.

A Câmara socialista tem, de resto, segundo o Público, sido uma das principais defensoras do empreendimento, desde o seu início em 2009. A expectativa terá sido tal que se criaram inclusivamente cursos de formação para preparar a população local e se aprovou em 2010 o Plano de Pormenor da Rede que previa o hotel.

O presidente Alberto Pereira, em declarações ao Público, diz que além de defender o hotel irá levar à próxima reunião “uma proposta no sentido do apoio inequívoco a este projeto”. Apesar de no local não faltar oferta hoteleira, nomeadamente segundo o Plano Intermunicipal de Ordenamento de Território do Alto Douro Vinhateiro.

O império do empresário que inicialmente apresentou o projeto, Carlos Saraiva, sucumbiu às dívidas superiores a 800 milhões de euros, agravadas pela crise económica mundial. Os hotéis ficaram ao encargo dos bancos, regressando depois a Mário Ferreira. O Público tentou contactar Mário Ferreira, que disse não se pronunciar enquanto não existir uma decisão da Comissão de Avaliação que está a analisar o Estudo de Impacto Ambiental. “Quem esperou 22 anos, também espera mais uns dias”, disse.

GOVERNO MEXEU COM HONRA DA CHINA E ISSO NÃO SAI DE GRAÇA, DIZ PROFESSOR SOBRE INSUMO DE VACINAS


Após dar o pontapé na campanha de vacinação no domingo passado, o Brasil agora se vê envolvido em dificuldades para conseguir manter o ritmo de imunização inicialmente planejado. Isso porque insumos necessários para a continuidade da produção pelo Instituto Butantan estão parados na China e sem eles a programação de quem receberá as doses poderá ser alterada. O Estadão conversou sobre o assunto com o professor e diplomata Fausto Martha Godoy, coordenador do Núcleo de Estudos e Negócios Asiáticos na ESPM. 

                                      Leia a entrevista:

Por que a demora na negociação de insumos entre Brasil e China?

O governo chinês tem atualmente tremenda má vontade em relação ao Brasil. A China se recuperou do que passou, mas eles têm um conceito de honra muito importante, é um dos pilares de sua estrutura. O governo brasileiro cutucou a honra desse país e isso não vai sair de graça.

A demora tem relação com a crise diplomática provocada por Eduardo Bolsonaro no ano passado?

Quando começaram as primeiras manifestações do Bolsonaro e do filho, a embaixada reagiu de maneira contundente para os padrões chineses. Sei por experiência própria que nenhum diplomata se manifesta daquela maneira sem autorização do governo e principais autoridades do país. Desde então existe essa má vontade com relação ao governo atual.

A boa relação do governo de São Paulo com o laboratório chinês Sinovac pode ajudar nesse acordo?

Acontece que quando aconteceu essa crise, o governador de São Paulo já foi logo tratar com a Sinovac e garantiu a remessa para o Estado. O governo chinês sempre honrou com suas parcerias estratégicas. Existe uma relação do governo chinês com São Paulo e outra com o Brasil. Não digo que a China vai boicotar o Brasil porque iriam contra humanidade. Mas vão priorizar quem têm boa relação com eles inicialmente. São Paulo não é Brasil e quem sabe pode conseguir melhorar essa relação.

VIDEOS: FORTE EXPLOSÃO NO CENTRO DE MADRID CAUSA PELO MENOS 2 MORTOS


Terá sido causada por uma fuga de gás. Há também oito feridos, um em estado grave. Três andares ficaram destruídos.

Pelo menos duas pessoas morreram e oito ficaram feridas - uma em estado grave - na sequência de uma forte explosão, por volta das 15:00 (14:00 em Lisboa) desta quarta-feira, que provocou o desmoronamento de parte de um edifício do centro de Madrid.

A explosão atingiu a fachada e destruiu três andares de um edifício localizada na Rua de Toledo, no bairro de La Latina, muito perto da Porta de Toledo, ao lado da igreja de La Paloma.

Neste momento, muitos polícias e pessoal das forças de proteção civil estão na área, que foi completamente isolada, estando em curso a evacuação de transeuntes, segundo imagens das televisões.

Segundo o El Pais, que cita o autarca de Madrid, José Luis Martínez Almeida, ter-se-á tratado de um acidente causado por uma fuga de gás.

O edifício fica junto a um lar de idosos, cujos utentes estão a ser levados para um hotel próximo do local.



DONO DE PIZZARIA REAGE A ASSALTO E MATA DOIS HOMENS


O dono de uma pizzaria em São Paulo reagiu a um assalto e matou dois suspeitos na terça-feira (19). De acordo com a Polícia Militar, os dois homens estavam praticando roubos na região. As informações são do 1º Jornal, da Band TV.

Antes de chegar na pizzaria, a dupla havia assaltado uma hamburgueria. Na ação, eles chegaram a apontar uma arma para a cabeça do filho do dono do lugar, de 6 anos. Na sequência, foram à pizzaria, onde também anunciaram um roubo.

No entanto, o dono do local, que possui porte de arma, reagiu sacando um revólver. Os assaltantes se assustaram e correram, mas foram perseguidos pela vítima, que atirou na direção dos suspeitos e baleou os dois.

Um dos homens morreu no local. Já o outro, de 16 anos, chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos. O proprietário da pizzaria não se feriu. A Polícia Militar foi acionada e descobriu que os dois bandidos usavam simulacros de revólver e pistola.

A arma do dono do estabelecimento foi confiscada para perícia. O comerciante foi levado, acompanhado de um advogado, para prestar depoimento. O caso foi registrado no 33º DP, que ficará responsável pelas investigações.

CARRINHA DE TRANSPORTE DE VACINAS DA COVID-19 DESPISTA-SE NA A2


O acidente que ocorreu no sentido Norte/Sul, ao quilómetro 60, causou um ferido.

Uma carrinha com vacinas despista-se na A2. O acidente provocou um ferido ligeiro, confirmou ao DN fonte oficial da GNR. A viatura que transportava as vacinas contra a covid-19 tinha como destino Ourique, no distrito de Beja.

O ferido ligeiro é o condutor da carrinha, que foi embater no separador da autoestrada.

O acidente ocorreu no sentido Norte/Sul, ao quilómetro 60 da A2. A viatura que transportava as vacinas contra a covid-19 vinha de Coimbra e tinha como destino Ourique, no distrito de Beja.

MILITAR DOS EUA DETIDO POR TENTAR AJUDAR O ESTADO ISLÂMICO A REALIZAR ATAQUES


Um militar norte-americano foi detido acusado de tentar conspirar com o Estado Islâmico (EI) na realização de um ataque a Nova Iorque e na ajuda ao grupo terrorista para matar tropas dos EUA no Médio Oriente.

Segundo divulgaram na terça-feira as autoridades dos Estados Unidos, Coles James Bridges, de 20 anos, nascido no Estado do Ohio, estava destacado na base de Fort Stewart, na Geórgia, como membro da terceira divisão de infantaria do exército norte-americano e foi detido após uma investigação do FBI.

Bridges começou a comunicar em outubro de 2020 com uma pessoa que supostamente estava em contato com combatentes do EI, mas que na verdade era um agente do FBI, revelou a acusação, citada pela agência EFE.

Nessas conversas, o soldado manifestou a sua frustração com o exército dos EUA e o seu desejo em auxiliar o grupo terrorista, oferecendo ajuda direta para facilitar possíveis ataques em locais emblemáticos de Nova Iorque, como o memorial dos ataques do 11 de setembro, acrescenta.

O detido forneceu ainda ao agente federal um manual de treino do exército e informações sobre táticas de combate, discutindo ainda formas de atacar as tropas norte-americanas no Médio Oriente.

Entre outras informações, forneceu diagramas de manobras militares para ajudar o EI a maximizar os danos nos seus ataques, e conselhos sobre como fortalecer um acampamento militar para repelir ataques das forças especiais dos EUA.

Em janeiro, Bridges enviou ao agente do FBI, que acreditava ser um simpatizante do grupo terrorista, um vídeo no qual ele aparece ao lado de uma bandeira usada por membros do grupo terrorista e mostra o seu apoio à organização.

Uma semana depois, continua a acusação, enviou um outro vídeo onde, com a voz manipulada, narrava uma mensagem de propaganda em apoio a uma possível emboscada contra as tropas norte-americanas.

"Bridges Ã© acusado de dar conselhos militares e instruções sobre como matar outros soldados a indivíduos que ele acreditava fazerem parte do EI. Esta suposta traição pessoal e profissional aos seus camaradas e ao seu país é terrível de ver, mas felizmente o FBI foi capaz de identificar a ameaça que representava", destacou o procurador-geral do distrito sul de Nova Iorque, em comunicado.

O jovem agora detido começou a consumir propaganda jihadista através da Internet em 2019, expressando apoio ao EI nas redes sociais, antes de começar a comunicar com o agente disfarçado do FBI.

Atualmente recaem sobre ele duas acusações, com pena máxima de 20 anos de prisão cada uma, segundo a acusação.

BRASIL DEVE ENFRENTAR PIOR FASE DA PANDEMIA NAS PRÓXIMAS SEMANAS


Nos últimos dias, a pandemia no Brasil foi marcada por imagens de dor e de esperança. De um lado, a falta de oxigênio em Manaus mostrou a tragédia causada pela falta de coordenação contra a covid-19. Do outro, a aprovação das primeiras vacinas deu o primeiro sinal, ainda bem distante, de que essa crise sanitária vai ter um fim.

Em meio a tantas notícias, especialistas ouvidos pela BBC News Brasil alertam que a situação da pandemia no país deve se agravar entre o final de janeiro e o início de fevereiro.

"Estamos num momento bem preocupante. Talvez as pessoas não estejam percebendo ainda, mas tudo indica que as próximas semanas serão complicadas", antevê o bioinformata Marcel Ribeiro-Dantas, pesquisador do Institut Curie, na França.

De acordo com o levantamento feito pelo Conass (Conselho Nacional de Secretários da Saúde), o país contabiliza até o momento 8,5 milhões de casos e 210 mil mortes por covid-19. Nos últimos dias, a confirmação de novas infeções e óbitos pela doença tem se mantido num patamar considerado alto.

A tendência, de acordo com epidemiologistas, bioinformatas e cientistas de dados ouvidos pela reportagem, é que esses números se mantenham elevados ou subam ainda mais daqui para a frente.

Mas qual a razão para isso? Há pelo menos quatro fatores que ajudam a explicar esse momento da pandemia no Brasil.

Efeito Natal e Réveillon

Não foram poucos os relatos de aglomerações nos últimos dias de dezembro. A despeito das orientações das autoridades em saúde pública, muitos familiares e amigos resolveram se reunir para celebrar o Natal e a passagem para 2021.

Os efeitos das festas começam a ser sentidos agora. E isso pode ser explicado pela própria dinâmica da covid-19 e o tempo que a doença demora a se manifestar e se desenvolver.

"A transmissão do vírus pode até ter ocorrido durante essas festas, mas a necessidade de ficar num hospital ou até a morte do paciente leva semanas para acontecer", nota o estatístico Leonardo Bastos, pesquisador em saúde pública da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro.

Em linhas gerais, o indivíduo que é contaminado pelo coronavírus pode demorar até 14 dias para ter algum sintoma (como febre, tosse seca, dores, cansaço e falta de paladar ou olfato).

O problema é que, nesse ínterim, ele pode transmitir o agente infecioso para outras pessoas, criando novas cadeias de transmissão na comunidade.

Já nos quadros mais graves da doença, que evoluem para falta de ar e acometimento dos pulmões, há uma janela de cerca de sete dias entre o contato com o vírus e a necessidade de internação.

Depois da hospitalização, os pacientes que morrem por covid-19 podem ficar até cinco semanas num leito antes de falecer.

Considerando esse tempo todo de evolução da doença e o atraso nas notificações, é de se esperar que as infeções pelo coronavírus que aconteceram entre os dias 24 de dezembro e 1º de janeiro apareçam com mais frequência nos boletins epidemiológicos daqui pra frente.

Essa bola de neve do final de ano pode ser emendada com outra, provocada pelas aglomerações relacionadas ao Enem.

É preciso considerar que, no último domingo (17/12), mais de 2,5 milhões de brasileiros se deslocaram até o local da prova e permaneceram por várias horas em locais fechados com desconhecidos ao redor.

Os epidemiologistas e cientistas de dados poderão medir o efeito dessa movimentação de tanta gente nas cidades brasileiras a partir de fevereiro ou março.

Onda de mutações e variantes

Nas últimas semanas, cientistas detetaram variantes do coronavírus que causaram grande preocupação.

Três dessas novas versões ganharam destaque. Elas foram encontradas no Reino Unido, na África do Sul e no Brasil (mais precisamente em Manaus).

O que chamou atenção é que esse trio traz mutações nos genes relacionados à espícula, uma estrutura que fica na superfície viral e permite que ele invada as células do nosso corpo para dar início à infeção.

Tudo indica que essas mudanças genéticas deixaram o vírus ainda mais infecioso e podem facilitar a sua transmissão. Isso ajudaria a explicar, por exemplo, o aumento de casos que ocorreu em algumas cidades britânicas ou em Manaus.

Por mais que essas variantes não tenham sido relacionadas a quadros mais graves de covid-19, elas podem ter um efeito indireto na mortalidade — afinal, se mais gente pegar a doença, o número de internações e mortes subirá.

"Os vírus sofrem modificações a todo o momento e, quanto mais ele circular entre as pessoas, maior será a chance de ele ter mutações e se tornar mais ou menos agressivo", pondera o médico Marcio Sommer Bittencourt, do Centro de Pesquisa Clínica e Epidemiologia do Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (USP).

Demora na atualização dos dados

No mês de dezembro, é comum que muitos funcionários tirem férias. Setores e departamentos de empresas privadas ou órgãos públicos entram em recesso por alguns dias. Alguns setores chegam a trabalhar com equipes reduzidas.

Isso, claro, aconteceu com trabalhadores da área de saúde e de vigilância epidemiológica dos estados e dos municípios brasileiros.

"Uma coisa que notamos desde o final de 2020 é um atraso muito grande na digitação dos dados de pacientes com covid-19 confirmada. No Rio Grande do Sul, por exemplo, 68% dos casos de infeção pelo coronavírus que apareceram nos sistemas do governo em janeiro ocorreram nos meses anteriores", observa o cientista de dados Isaac Schrarstzhaupt, coordenador da Rede Análise Covid-19.

Os laboratórios que fazem testes dos casos suspeitos da doença também estão demorando muito mais para soltar o resultado, segundo os relatórios do Gerenciador de Ambiente Laboratorial, plataforma mantida pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

No mês de novembro, 91% das amostras dos pacientes com suspeita de covid-19 eram processadas e avaliadas num período de até dois dias e 8% demoravam entre três e cinco dias.

Já em dezembro, 73% dos exames tiveram seu lado liberado em menos de 48 horas. Cerca de 18% das análises levavam entre três e cinco dias e 9% tiveram que aguardar até dez dias para ter um diagnóstico confirmado ou descartado.

É claro que atrasos já aconteciam antes, mas eles estão mais graves e preocupantes nas últimas semanas, afirmam os especialistas.

Novas gestões e acúmulo de trabalho

Outro fator que parece ter atrapalhado ainda mais a coleta das estatísticas foi a transição de governo em muitas cidades brasileiras. Várias prefeituras tiveram uma troca de comando a partir de janeiro.

"Há casos em que o novo prefeito modificou o secretário de saúde e reformulou a equipe que acompanha essas questões. Há um tempo até que esses novos gestores se acostumem ao ritmo e às necessidades da pandemia", afirma Schrarstzhaupt, da Rede Análise Covid-19.

Por fim, os profissionais de saúde estão sofrendo com o acúmulo de funções. Em muitos lugares, são os próprios médicos e enfermeiros que precisam alimentar o sistema de informática com os novos casos confirmados de covid-19 no hospital.

"E isso envolve até uma questão ética. Entre digitar uma ficha no computador e tratar um paciente que demanda cuidados, a segunda opção é sempre mais urgente. Necessitamos de mais investimento em vigilância e profissionais que façam esse trabalho de atualização", aponta Bastos, da Fiocruz.

"Tenho visto cada vez mais médicos postando nas redes sociais fotos da montoeira de fichas de papel que aguardam digitação no sistema. É uma pilha que parece nunca diminuir", completa Schrarstzhaupt.

Realidade paralela

O descompasso entre o que mostram as curvas epidêmicas desatualizadas e o verdadeiro cenário da pandemia pode fazer muito estragos.

Para início de conversa, essa subnotificação de casos e mortes por covid-19 traz uma falsa sensação de segurança, como se o pior já tivesse passado.

"E isso ajuda a vender uma retórica que agrada algumas pessoas. Quantas vezes já ouvimos gente anunciar que a pandemia estava chegando ao fim? Que teríamos uma queda dos casos e mortes a partir da próxima semana?", questiona Ribeiro-Dantas, do Institut Curie.

A principal lição é sempre tomar cuidado com as estatísticas mais recentes. "É preciso ter mais transparência e evidenciar que os dados dos últimos 15 dias não são absolutamente confiáveis e sofrerão atualizações. Se os números estiverem caindo, devemos ter um pouco de calma antes de anunciar que a situação está tranquila", ensina o bioinformata.

A parte que nos cabe

Bittencourt, do Hospital Universitário da USP, diz que o aparecimento das variantes do vírus era algo esperado durante a pandemia. "O comportamento do vírus é altamente previsível. Mas a mesma coisa não pode ser dita sobre o comportamento das pessoas", diz.

O especialista se refere ao papel de cada cidadão no enfrentamento da pandemia. Afinal, apesar do cansaço acumulado dos quase 12 meses pandêmicos, as medidas preventivas continuam essenciais.

Todos precisamos seguir com os cuidados básicos, como a limpeza das mãos, o uso de máscaras e o distanciamento físico das pessoas que não fazem parte de nosso convívio diário. Outro ponto pouco lembrado na lista das recomendações básicas é a preferência por locais abertos e com boa circulação de ar.


Se, por um lado, há uma série de responsabilidades individuais muito importantes, por outro não podemos nos esquecer também das políticas de saúde pública, que sempre carecem de reforço das autoridades municipais, estaduais e federais.

Nesse sentido, o recrudescimento da pandemia vai exigir ações mais contundentes para diminuir a circulação das pessoas.

"Não há a menor dúvida de que temos que aumentar medidas de controle. Isso depende da dinâmica de cada lugar, mas no geral o maior impacto ocorre quando as intervenções são feitas em lugares fechados, onde as pessoas ficam mais próximas umas das outras ou não usam máscaras. Esses locais não deveriam estar abertos agora", esclarece Bittencourt.

A chegada das primeiras vacinas sinaliza um caminho promissor para o fim da pandemia. Mas ainda há muito chão a ser percorrido antes que a covid-19 se torne um tormento do passado.

Danny Altmann, professor de imunologia na Universidade Imperial College, em Londres, diz que não aconselharia ninguém a se considerar seguro 14 dias após a primeira dose da vacina contra o coronavírus. "Me comportaria exatamente como se ainda não tivesse tomado a vacina", diz Altmann. "Não baixaria minha guarda ou faria algo diferente."

Deborah Dunn-Walters, professora de imunologia da Universidade de Surrey, na Inglaterra, concorda, inclusive para quem tomou duas doses. "Uma razão é que você não estará totalmente protegido. E outra é que ainda não há evidências de que ter tomado a vacina vai impedir que você pegue o vírus e passe adiante".

Dunn-Walters faz questão de salientar que a imunidade leva tempo para se desenvolver. Então, independentemente de uma única dose de qualquer uma das vacinas covid-19 poder fornecer proteção, não estaremos totalmente imunes nas primeiras semanas.

PRESIDENTE IRANIANO SAÚDA "FIM" DA ERA DO "TIRANO"TRUMP


O presidente iraniano, Hassan Rohani, saudou o "fim" da era do "tirano" Donald Trump, presidente cessante dos Estados Unidos, que cumpre o último dia na Casa Branca.

"A era de outro tirano está a chegar ao fim e hoje é o último dia do seu terrível reinado", disse Rohani.

"Ao longo dos seus quatro anos só trouxe injustiça e corrupção e só trouxe problemas ao seu próprio povo e ao resto do mundo", disse o presidente iraniano, num discurso televisivo.

Teerão e Washington romperam as relações diplomáticas em 1980.

Em 2018, Trump retirou unilateralmente os Estados Unidos do acordo internacional sobre o programa nuclear iraniano alcançado em Viena em 2015, reinstalando as sanções norte-americanas que o pacto tinha levantado em troca de uma limitação drástica do controverso programa atómico da República Islâmica.

O regresso das sanções mergulhou o Irão numa violenta recessão e, em resposta à saída dos Estados Unidos do acordo de Viena, Teerão libertou-se, desde 2019, da maioria dos seus principais compromissos assumidos em Viena.

Numa audiência de confirmação do Senado, Antony Blinken, que foi escolhido por Biden para ser o responsável pelos negócios estrangeiros, disse, na terça-feira, que as políticas de Trump tinham tornado o Irão "mais perigoso".

Blinken confirmou a vontade do Presidente eleito, Joe Biden, de trazer rapidamente os Estados Unidos de volta ao âmbito do Acordo de Viena, mas condicionou este regresso do Irão ao estrito cumprimento dos seus compromissos.

O democrata Joe Biden toma posse hoje como Presidente dos EUA, numa Washington deserta, por causa da pandemia, e invadida por 25 mil soldados, por causa da segurança.

"NÃO NOS VAMOS ORGULHAR COMO PORTUGUESES" DO QUE VAI ACONTECER


O médico intensivista do Hospital de São João, Roberto Roncon, admitiu, na noite desta terça-feira, na SIC Notícias, que as imagens que chegaram de Itália, em março, quando a pandemia começava a chegar a Portugal, podem repetir-se no nosso país nas próximas semanas.

"ɠóbvio. ɠóbvio que nós estamos a tomar decisões erradas, decisões tardias e acima de tudo, não estamos a conseguir. Os agentes políticos estão a falhar redondamente naquilo que é a eficácia da mensagem que tem de ser passada", afirmou ao ser questionado sobre essa possibilidade.

Por exemplo, explicou o especialista, "não se pode ir para a Assembleia da República pedir de forma muito piedosa que todos ajudem, mas depois organizar com grande fanfarra o início das campanhas de vacinação que, infelizmente, todos nós sabemos que vai demorar muito tempo".

"ɠóbvio que a vacinação não vai a tempo de evitar as piores consequências na segunda e terceira vaga e todos nós sabíamos isso, incluindo os decisores políticos. Não podemos tentar capitalizar as boas notícias e não perceber que essa instrumentalização podem interferir na estratégia de comunicação correta e verdadeira que é explicar às pessoas que tudo isto são quimeras", atirou o profissional de saúde do maior hospital da cidade do Porto.

Apesar de admitir que "a vacinação é extremamente importante para voltarmos ao novo normal", Roberto Roncon defendeu que tem de ficar claro, para os portugueses, que "não vai ser a vacinação, em nenhum país da Europa, que vai evitar estas mortes e este estado de sítio a que nós estamos a assistir e que vamos assistir nos próximos meses".

Para o médico, estas mensagens contraditórias dos decisores políticos têm de ter "responsabilidades" no futuro, porque agora, "estamos num tempo de ação e de salvar vidas". Contudo, defendeu o médico, é hora de "uma vez por todas, de parar com estas contradições e assumir de uma vez por todas que estamos a falhar, que não há milagre nenhum português que a segunda e terceira vaga vão nos tocar fundo e que aquilo que vamos assistir nas próximas semanas são cenas de que não nos vamos orgulhar como portugueses".

Sobre o encerramento das escolas, Roberto Roncon salientou que o que é realmente preocupante é o adiamento de cirurgias urgentes, que está a acontecer, desde novembro.

"Quando oiço alguns decisores políticos falarem daquilo que se perde com o ensino à distância, eu quero ver o que é que se vai perder com as cirurgias adiadas, as oncológicas. As pessoas têm de perceber o que está a acontecer no imediato. Isto é absolutamente dramático, nós só vamos conseguir quantificar esta desgraça daqui a uns meses o daqui a alguns anos", frisou.

Por fim, questionado sobre o facto de os hospitais portugueses já estarem a escolher os doentes a quem salvar, Roberto Roncon apenas disse que "as escolhas são sempre feitas mediantes as circunstâncias".

"Por maior empenho que possa existir, por maior organização, quando um serviço ou hospital está dimensionado para uma missão e subitamente lhe é exigido uma missão muito maior do que aquela pela qual dimensionou os seus recursos humanos não é difícil perceber que a resposta não pode ter a mesma qualidade por mais empenho, por mais profissionalismo que os seus profissionais possam ter", concluiu.

terça-feira, 19 de janeiro de 2021

PROTEÇÃO CIVIL ALERTA PARA CHUVA, NEVE E VENTO NAS PRÓXIMAS 48 HORAS


A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) alertou esta terça-feira para o agravamento do estado do tempo em Portugal Continental nas próximas 48 horas, com períodos de chuva forte, neve, vento e agitação marítima.

Em comunicado, a ANEPC recorda as previsões do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) que apontam para "períodos de precipitação, por vezes forte", que podem ser acompanhados de trovoada nas regiões montanhosas do Norte e Centro, em especial junto ao litoral, nos próximos dois dias.

Está igualmente prevista, nas próximas 48 horas, a intensificação do vento, podendo ser atingidas rajadas até aos 95 quilómetros por hora no litoral oeste e até 110 quilómetros por hora nas terras altas (Norte e Centro).

O IPMA alertou ainda para o aumento da agitação marítima a partir desta noite e para a possibilidade de queda de neve acima dos 1600 metros, que "poderá acumular até aos cinco centímetros" nos distritos da Guarda e de Castelo Branco.

Face a este quadro meteorológico, há a possibilidade da ocorrência de cheias em meio urbano e nas áreas de maior vulnerabilidade, assim como a acumulação de gelo, neve e formação de lençóis de água na estrada.

Nesse sentido, a ANEPC recomenda a adoção de "comportamentos adequados", sobretudo nas zonas de maior risco.

Esta manhã, em declarações à Lusa, a meteorologista Patrícia Gomes já tinha adiantado que Portugal continental iria ser afetado a partir da tarde desta terça e até quarta-feira por vento e precipitação fortes e agitação marítima associadas à passagem da depressão Gaetan.

ATÉ AO FINAL DE FEVEREIRO PODEM MORRER MAIS SETE MIL PESSOAS EM PORTUGAL

Especialistas dizem que esta é uma previsão otimista, que pode ser ultrapassada caso não seja decretado um confinamento geral mais apertado....