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domingo, 28 de fevereiro de 2021

PADRE DE PINHEL NUNCA SUSPENDEU AS MISSAS PRESENCIAIS

 


Sacerdote ignora a diretiva da Conferência Episcopal Portuguesa.

O padre de seis aldeias do concelho de Pinhel, no distrito da Guarda, mantém as celebrações presenciais aos sábados e domingos.

A Conferência Episcopal Portuguesa suspendeu em janeiro as missas e catequeses por causa da pandemia, mas o sacerdote diz que a diretiva só se aplica aos centros urbanos e a população precisa de arejar.

Este domingo, o padre reuniu uma dezena de fieis na pequena igreja de Ervas tenras que incentivou a serem parte da história de Deus. Participando na missa e na comunhão.

Os fiéis usaram máscara e estiveram na igreja pouco mais de meia-hora. À saída, reagiram com surpresa à presença de jornalistas e apoio ao sacerdote da terra.

O padre já tinha sido denunciado por continuar a dizer missa indiferente ao momento mais grave da pandemia, mas justificou-se dizendo que só tinha com ele as pessoas que o ajudavam na celebração, mas este domingo valeu-se da lei.

Porém, o regulamento do estado de emergência de 14 de janeiro autorizou celebrações religiosas, incluindo as comunitárias, como autorizou a liberdade de deslocação para votar. Mas no mesmo dia, a Conferência Episcopal Portuguesa suspendeu batismos, crismas e casamentos. E logo a 21 de janeiro, dado o agravamento da pandemia, suspendeu a celebração de missas presenciais, catequese e outras atividades pastorais, até novas orientações.

O distrito da Guarda tinha à data mais de 3 mil casos ativos de Covid-19. A próxima missa já ficou marcada. sábado que vem, às seis da tarde, no lugar de sempre. A SIC contactou a Diocese da Guarda mas até ao momento não foi possível obter uma reação.

ICEBERG MAIOR DO QUE NOVA IORQUE SEPAROU-SE DA ANTÁRTIDA E ESTÁ A PREOCUPAR OS CIENTISTAS


Tem mais de 1.200 quilómetros quadrados. Há a preocupação de que se afaste e fique à deriva no oceano.

Um iceberg gigante soltou-se da plataforma continental da Antártida na passada sexta-feira, 26 de fevereiro, revelaram este sábado, 27, os cientistas da estação britânica de observação no local. No total, esta massa de gelo que agora corre o risco de ficar à deriva, tem uma área de 1.270 quilómetros quadrados, ou seja, é maior do que a cidade de Nova Iorque.

De acordo com os glaciologistas da Estação de Investigação da British Antarctic Survey (BAS), este fenómeno não constituiu uma surpresa para os especialistas, que tinham já indicação de que isto iria suceder a qualquer momento há mais de um ano. Ao longo dos últimos meses, refere um comunicado da BAS, falhas com mais de 150 metros de comprimento foram sendo registadas ao longo deste glaciar, o que indicava que se poderia soltar.

Tudo se precipitou desde o início deste ano, quando as falhas começaram a aumentar ao ritmo de, aproximadamente, um quilómetro por dia. Análises aéreas da zona indicavam que se pudesse soltar totalmente, o que acabou mesmo por acontecer na passada sexta-feira.

Os cientistas mostram-se agora preocupados com o que poderá acontecer a este enorme iceberg. Embora se espere que este pedaço de gelo se mantenha no mesmo local durante um longo período, não está descartada a possibilidade de se começar a mover em direção a águas abertas, o que o deixaria à deriva, constituindo um grave perigo para embarcações e até mesmo para outros continentes.

DEPUTADA DO PS AJUDOU INVESTIDORES QUE QUERIAM COMPRAR DONA DO AVIÃO APANHADO COM DROGA NO BRASIL


Joana Lima intermediou reuniões entre investidores interessados na OMNI.

Os investidores brasileiros que queriam comprar a companhia aérea proprietária do avião apanhado com droga no Brasil - a OMNI - receberam a ajuda da deputada socialista Joana Lima para terem uma reunião com a Parvalorem.

O voo carregado de droga, que transportou João Loureiro entre S. Paulo e Salvador, voava para o Brasil com frequência. Só desde outubro esteje no Brasil três vezes: a informação de voo consultada pela SIC indica que o Falcon de matrícula CS-DTP esteve em S. Paulo em outubro, em dezembro voou para Salvador e em janeiro voltou a S. Paulo, daí voou para Salvador.

O Falcon de três motores é propriedade da OMNI - uma firma do grupo empresrial que José Roquette, ex-presidente do Sporting, e Dias Loureiro venderam à Sociedade Lusa de Negócios - a dona do BPN, por 58 milhões de euros no ano 2000. Com o colapso do BPN, a OMNI está agora a cargo da Parvalorem - a sociedade criada pelo Estado para gerir os ativos do banco.

É aqui que entra Joana Lima, deputada do PS e ex-presidente da Câmara da Trofa. Escreve o Correio da Manhã que Joana Lima, a pedido de alguém que não quer identificar, ajudou empresários brasileiros a reunirem-se com a Parvalorem para agilizar a venda da empresa.

A deputada confirmou à SIC que o fez, convencida de que estava a ajudar um investimento em Portugal. Não consegue precisar se houve uma ou duas reuniões, que julga terem acontecido em setembro ou outubro do ano passado.

"Enquanto deputados, nós ajudamos as empresas. Procurei apenas o interesse público, desbloquear processos e arranjar reuniões. É para isso que somos eleitos", disse.

A Parvalorem recusou a proposta porque, de acordo com o CM, a empresa recusou libertar os avales pessoais dos donos da OMNI, porque duvidava do pagamento de 17 milhões de euros.

No Brasil e em Portugal prossegue a investigação à apreensão de 578 kg de cocaína escondida nos locais mais invulgares na fuselagem do Falcon.

UNIÃO EUROPEIA CONDENA REPRESSÃO E CONFIRMA SANÇÕES


ONU afirma ter "informações credíveis" de que pelo menos 18 pessoas foram mortas na violenta repressão aos protestos contra o golpe de estado.

O chefe da diplomacia da União Europeia, Josep Borrell, condenou a repressão violenta da junta militar no poder contra os protestos em Myanmar, que provocaram pelo menos 18 mortos nas últimas horas.

"A violência não dará legitimidade ao derrube ilegal de um Governo eleito democraticamente. A disparar contra cidadãos desarmados, as forças de segurança mostraram um flagrante desrespeito ao direito internacional e devem ser responsabilizadas", advertiu Josep Borrell, em nota enviada à imprensa.

Nas últimas horas, houve um aumento acentuado da violência contra os manifestantes, com o uso de balas de borracha, canhões de água e gás lacrimogéneo, para além de munições reais, matando pelo menos 18 pessoas e fazendo mais de 30 feridos em várias cidades, incluindo Rangum, Dawei, Mandalay, Bago e Pokokku.

A ONU afirma ter "informações credíveis" de que pelo menos 18 pessoas foram mortas hoje na violenta repressão aos protestos contra o golpe de estado em Myanmar (antiga Birmânia).

"As forças militares devem imediatamente cessar o uso da força contra civis e permitir que a população tenha o direito de fazer uso da liberdade de expressão. A União Europeia tomará brevemente medidas como resposta a estes acontecimentos", anunciou Josep Borrell.

Na passada segunda-feira, a União Europeia decidiu sancionar os interesses económicos e financeiros dos militares, durante uma reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros.

As sanções deverão ser finalizadas nos próximos dias e entrarão em vigor após publicação no Jornal Oficial da União Europeia.

As manifestações têm-se repetido de forma ininterrupta desde o golpe de estado em 01 de fevereiro que destituiu a chefe do Governo civil, Aung San Suu Kyi, colocando os militares de regresso no poder, após um interregno de 10 anos.

DIAS DE SOL LEVAM MUITOS A PASSEAR À BEIRA-MAR NO PORTO E EM MATOSINHOS


A temperatura aumentou e o Sol espreitou, este fim de semana, o que levou dezenas de portugueses a privilegiar os passeios higiénicos junto às praias do Porto e de Matosinhos. O plano de desconfinamento só é conhecido a 11 de março, mas já há quem não resista a sair de casa.

ASSUMO INTEIRA RESPONSABILIDADE PELO QUE ESTÁ A ACONTECER NO BENFICA


Em dia de aniversário, o presidente do Benfica quebrou o silêncio e abordou o momento do Benfica, assumindo "inteira responsabilidade" pelo mau momento.

"Ninguém baixou os braços e peço a todos os benfiquistas para acreditarem. Só assim vale a pena a existência do Benfica. É importante estarmos juntos. Todos temos de estar unidos e a pensar sempre que é possível lá chegar. O principal responsável sou eu. Os sócios do Benfica elegeram-me para ser presidente. Na hora da derrota, só há um responsável, que sou eu. Assumo inteira responsabilidade pelo que está a acontecer no Benfica neste momento. Mas quero lembrar que nos últimos dez anos ganhámos seis campeonatos", disse à BTV.

Luís Filipe Vieira considerou, ainda, que os adeptos nas bancadas "fazem falta".

"O Benfica em março do ano passado era dos clubes mais rentáveis da Europa. O 12.ª jogador é muito importante para o Benfica. Esse benfiquismo, o público, arrastava o Benfica para as vitórias. Faz-lhes muita falta os adeptos no Estádio. Mesmo quando estão a jogar, os jogadores pensam muito nisso", acrescentou, garantindo a continuidade de Jorge Jesus.

"Claro que ele vai continuar, tem um contrato para cumprir. Porque não haveria de continuar? É um treinador competente e é mais titulado que passou pelo Benfica".

AFINAL, JOÃO LOUREIRO VIAJOU NO AVIÃO CARREGADO COM MAIS DE 500 KG DE DROGA


Ex-Presidente do Boavista disse que não tinha estado no voo.

João Loureiro viajou no avião carregado com mais de 500 quilos de cocaína entre São Paulo e Salvador da Baía, no Brasil. O ex-Presidente do Boavista e o espanhol Mansur Herédia foram os únicos passageiros.

O voo deveria seguir depois para Cabo Verde daí para Tires, em Cascais, mas já com mais passageiros a bordo, mas um alegado problema detetado pela tripulação levou o comandante a chamar a manutenção que, no dia 9, encontrou a droga escondida da fuselagem.

Exatamente à mesma hora, João Loureiro voava para S. Paulo para daí voltar para Lisboa. A informação foi confirmada à RTP pelos dois empresários do futebol que viajaram com ele, o que contraria o que João Loureiro disse à SIC.

À SIC João Loureiro confirma que, afinal, viajou naquele avião e que acabou por mudar de ideias depois de a data da partida ter sido adiada três vezes.

GALO INDIANO MATA DONO COM LÂMINA USADA EM LUTAS ILEGAIS


Um galo utilizado em lutas ilegais de animais matou o seu dono com uma lâmina que tinha atada à pata, desencadeando uma caça ao homem para encontrar os organizadores do evento, numa região rural da Índia. A ave tinha uma faca presa à sua perna pronta a enfrentar um adversário quando infligiu ferimentos graves na virilha do homem, enquanto tentava fugir, revelou a polícia.

A vítima morreu por perda de sangue antes de chegar a um hospital no distrito de Karimnagar, no estado de Telangana, no início desta semana, disse o agente da polícia local B. Jeevan à AFP. O homem estava entre 16 pessoas a organizar a luta de galos na aldeia de Lothunur quando ocorreu o estranho acidente, disse Jeevan.

O galo foi brevemente retido na esquadra da polícia local antes de ser enviado para uma exploração avícola.

"Estamos à procura das outras 15 pessoas envolvidas na organização da luta ilegal", disse agente, que podem ser acusadas de homicídio involuntário, apostas ilegais e de terem organizado uma luta de galos.

As lutas de galos são proibidas mas ainda comuns nas zonas rurais dos estados de Telangana, Andhra Pradesh, Karnataka e Odisha - particularmente na altura do festival hindu de Sankranti. Os galos, de raça especial, têm facas de 7,5 centímetros ou lâminas amarradas às suas pernas e os apostadores apostam em quem irá ganhar a terrível luta.

Milhares de galos morrem todos os anos nas batalhas que, apesar dos esforços dos grupos de defesa dos direitos dos animais, atraem grandes multidões.

EUA APROVAM USO DE VACINA DA JOHNSON & JOHNSON CONTRA COVID


(ANSA) - A Agência de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos (FDA) autorizou neste sábado (27) o uso emergencial da vacina de dose única desenvolvida pela Janssen-Cilag, o laboratório belga que pertence à Johnson & Johnson.

Este é o terceiro imunizante aprovado no país, depois das doses da Pfizer-BioNTech e Moderna, e poderá ser aplicado em adultos com 18 anos ou mais. A aprovação abre caminho para a autorização em outros países.

A expectativa é de que milhões de americanos sejam vacinados já nas próximas semanas com o medicamento que teve 66% de eficácia contra casos considerados moderados e graves. Além disso, os testes indicaram um nível de proteção de 85% somente nos pacientes graves.

A J&J prometeu fornecer aos Estados Unidos 100 milhões de doses de sua vacina até o final de junho. A quantidade irá se somar aos 600 milhões de ampolas prometidas pela Pfizer-BioNTech e pela Moderna até o final de julho. No geral, haverá doses suficientes para imunizar todos os adultos americanos.

A vacina usa um adenovírus de resfriado inativo para levar ao corpo instruções genéticas de como produzir a proteína spike, espécie de coroa de espinhos que o Sars-CoV-2 utiliza para atacar as células. Por usar um método mais tradicional de produção, o imunizante pode ser mantido em temperaturas de 2°C a 8°C, valores de uma geladeira comum. (ANSA). 

VIOLÊNCIA E DECAPITAÇÕES EM ATAQUE A ALDEIA EM MOÇAMBIQUE


Um grupo armado invadiu e matou residentes da aldeia costeira de Quirinde, norte de Moçambique, na noite de sexta-feira, disseram à Lusa várias fontes locais.

Seguiu-se outro ataque, durante a noite deste sábado, na mesma zona, contra o posto fronteiriço de Namoto entre Moçambique e a Tanzânia, junto ao rio Rovuma, acrescentaram, sem outros dados disponíveis.

Helicópteros das forças moçambicanas têm sobrevoado a zona em perseguição aos agressores e carros com militares têm-se deslocado da sede de distrito, Palma, para a zona, descreveram fontes no local.

Com as duas incursões contra Quirinde e Namoto, este passou a ser o segundo fim-de-semana consecutivo de ataques na área do posto administrativo de Quionga, zona costeira onde até agora não havia registo de incursões dos grupos armados que há três anos aterrorizam Cabo Delgado.

Quionga tem acesso por mar e por uma estrada em terra batida, situando-se 20 quilómetros a norte de Palma, vila e sede de distrito que acolhe o megaprojeto de exploração de gás natural do Rovuma, maior investimento privado de África.

A 19 de fevereiro fontes locais relataram um ataque contra Quionga com a morte de quatro pessoas, sendo os agressores repelidos no dia 20 pelas forças moçambicanas, fugindo para norte, em direção à fronteira, para a zona de conflito deste fim-de-semana.

Segundo os relatos do ataque à aldeia de Quirinde, na última sexta-feira, os agressores entraram por terra e pela praia ao princípio da noite, pelas 18:00, surpreendendo a população durante a hora de jantar.

O grupo armado usou metralhadoras e catanas e iniciou-se uma fuga em massa para as matas, tal como tem acontecido noutras incursões.

Os relatos preliminares indicam que sete pessoas morreram, três das quais decapitadas.

Também à semelhança do que tem acontecido noutros ataques, as fontes locais relatam destruição de casas, saque de alimentos e de outros produtos das bancas de venda, além do rapto de residentes.

Quirinde fica seis quilómetros a leste de Quionga.

A Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), partido no poder, defendeu na quinta-feira, no parlamento, que há "notícias animadoras" da luta contra os grupos armados que atuam na província de Cabo Delgado, norte do país, defendendo uma cooperação global contra o "terrorismo".

"Temos notícias que nos dão ânimo da crescente neutralização e liquidação dos terroristas que se tentam apoderar das nossas riquezas em Cabo Delgado", afirmou o chefe da bancada da Frelimo na Assembleia da República (AR), Sérgio Pantie.

A violência armada na província nortenha de Moçambique, onde se desenvolve o maior investimento multinacional privado de África, para a exploração de gás natural, está a provocar uma crise humanitária com mais de duas mil mortes e 670 mil pessoas deslocadas, sem habitação, nem alimentos.

A violência surgiu em 2017, algumas das incursões foram reivindicadas pelo grupo 'jihadista' Estado Islâmico depois de 2019, mas a origem dos ataques continua sob debate.

sábado, 27 de fevereiro de 2021

COMBUSTÍVEIS MAIS CAROS NA SEGUNDA-FEIRA


Preços estão a subir desde o início do ano.

O gasóleo e gasolina voltam aumentar na segunda-feira. Os preços estão a subir há várias semanas.

Desde o início do ano, os combustíveis não pararam de aumentar em Portugal. Os dados da Entidade Nacional para o setor energético revelam que desde 4 de janeiro o gasóleo aumentou 10 cêntimos e a gasolina 11 cêntimos.

A cada segunda-feira os combustíveis ficam mais caros do que início da semana anterior.

Uma subida que acompanha os preços do petróleo. Nestes dois meses o barril de Brent ficou 10 euros mais caro, mas ao mesmo tempo está a subir também a margem bruta das empresas de combustíveis.

Os números finais de fevereiro ainda não estão fechados, mas as contas do mês passado revelam que perto de metade do aumento dos preços resulta da subida das margens brutas

De facto, em Portugal essa parcela é bem superior à média europeia. No nosso país a margem bruta tem quase mais 5 cêntimos por litro do que no resto da Europa, o que ajuda a explicar que, por exemplo, em janeiro, o preço médio antes de impostos da gasolina 95 em Portugal fosse o terceiro mais alto de toda a União Europeia.

MIANMAR DEMITE EMBAIXADOR NA ONU POR PEDIR FIM DO GOLPE MILITAR

 


A junta militar no poder em Mianmar destituiu neste sábado seu embaixador na ONU, que havia pedido o "fim do golpe" no país asiático, onde a repressão a protestos por democracia continua.

"Não seguiu aos ordens, nem as diretrizes do Estado, e traiu o país. Por isso, é retirado do cargo hoje", anunciou na noite deste sábado a TV estatal, referindo-se ao embaixador Hyaw Tun.

Uma onda de protestos sacode o país desde o golpe militar que derrubou a dirigente civil Aung San Suu Kyi em 1º de fevereiro. Autoridades aumentaram gradualmente o uso da força para dispersar os manifestantes, com gás lacrimogêneo, jatos d'água, balas de borracha e, em alguns casos, munição real.

O embaixador havia pedido ontem, em discurso emocionado, o "fim do golpe militar", depois que a polícia dispersou os manifestantes em três cidades importantes do país. Quase 100 pessoas foram detidas na sexta-feira, 31 delas em Yangon.

"Precisamos da ação mais enérgica possível da comunidade internacional para colocar um fim imediatamente ao golpe de Estado militar, acabar com a opressão das pessoas inocentes e devolver o poder do Estado ao povo", declarou Kyaw Moe Tun durante uma sessão especial da Assembleia Geral dedicada a Mianmar.

Em poucas frases em birmanês, ele pediu aos "irmãos e irmãs" que continuem a luta contra a junta. "Esta revolução deve vencer", afirmou, com três dedos levantados, o gesto de união dos manifestantes, ao final de seu discurso, que durou 12 minutos e foi muito aplaudido. 

O anúncio da demissão do ministro foi feito após um novo dia de repressão e prisão de manifestantes, no momento em que o país entra na quarta semana de mobilização contra o golpe de Estado militar.

- Centenas de prisões -

Neste sábado, a polícia usou balas de borracha para dispersar uma manifestação no cruzamento Myaynigone, em Yangon, que havia sido cenário de um grande confronto na véspera. "O que a polícia está fazendo? Está protegendo um ditador louco!", gritaram os manifestantes.

Centenas de manifestantes da etnia Mon se reuniram para celebrar sua data nacional, aos quais se uniram outros grupos étnicos para protestar contra o golpe de Estado. Os manifestantes, muitos deles usando máscaras de gás, capacetes e escudos improvisados, montaram barricadas nas ruas próximas, para conter os agentes. Repórteres locais transmitiram as cenas caóticas ao vivo no Facebook, incluindo os momentos em que os tiros foram ouvidos.

Ao menos 20 pessoas foram detidas, incluindo três jornalistas: um fotógrafo da agência americana Associated Press, um cinegrafista e um fotógrafo das agências Myanmar Now e Myanmar Pressphoto, respectivamente.

Na cidade de Monywa, centro do país, uma manifestação havia acabado de começar quando a polícia e o Exército agiram contra os participantes, contou o socorrista Htwe Zin, dando conta de um homem gravemente ferido. Jornalistas locais foram detidos quando transmitiam pelo Facebook imagens ao vivo da manifestação.

A ONG AAPP, que apoia os presos políticos, calculou em mais de 770 o número de pessoas detidas, acusadas ou condenadas desde o golpe. Dessas, 680 foram presas, mas o balanço deve aumentar. "Mais de 400 pessoas foram detidas hoje", indicou Bo Gyi, representante da AAPP. 

- Audiência segunda-feira -

Para justificar o golpe de Estado, os militares alegaram fraudes nas eleições gerais de novembro, as segundas desde a dissolução da junta em 2011 e que foram vencidas por ampla margem pelo partido de Aung San Suu Kiy.

Suu Kyi, prêmio Nobel da Paz em 1991, não é vista em público desde sua prisão domiciliar na capital Naypyidaw no momento do golpe. Ela foi acusada de importar ilegalmente walkie-talkies e, posteriormente, de violar as restrições do coronavírus. 

Apesar de vários pedidos, seu advogado Khin Maung Zaw não terá contato com a cliente até uma audiência programada para segunda-feira. 

IRÃO PEDE A IRAQUE PARA IDENTIFICAR AUTORES DE ATAQUES CONTRA EUA EM BAGDADE


O Irão pediu este sábado ao Iraque para identificar os autores dos recentes ataques à embaixada dos Estados Unidos e aos interesses ocidentais no seu território, denunciando que a intenção deles era perturbar as relações Irão-Iraque.

Na segunda-feira, Bagdade foi atingida por mísseis que caíram perto da embaixada norte-americana, naquele que foi o terceiro ataque numa mesma semana contra interesses ocidentais no Iraque.

Em retaliação, na madrugada de sexta-feira, as Forças Armadas norte-americanas mataram 22 combatentes num ataque aéreo contra milícias pró-iranianas, acusando-as de estarem envolvidas no lançamento de mísseis contra Bagdade.

Agora, o Governo iraniano pede ao Iraque para identificar os autores do ataque a Bagdade.

"Realçamos a necessidade de o Governo iraquiano identificar os autores desses incidentes", disse o ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros, Mohammad Javad Zarif, num comunicado.

"Os mais recentes ataques são suspeitos e podem ter sido planeados com o objetivo de minar as relações Irão-Iraque e a estabilidade do Iraque", disse Zarif.

O chefe da diplomacia iraniana reuniu-se hoje com o seu homólogo iraquiano, Fouad Hussein, numa visita a Teerão, na sequência dos ataques dos EUA contra milícias pró-iranianas no leste da Síria, perto da fronteira com o Iraque.

Zarif condenou o ataque dos Estados Unidos contra as forças iraquianas, lembrando que essa iniciativa foi "ilegal" e violou a soberania do Iraque.

Os Estados Unidos indicaram que o Irão será considerado "responsável pelas ações dos seus apoiantes que ataquem interesses norte-americanos" no Iraque.

Os ataques com mísseis em Bagdade não foram reivindicados, mas Washington atribuiu-os ao Kataeb Hezbollah, uma fação da coligação paramilitar liderada por Hashd al-Chaabi, com ligações ao regime iraniano.

Os ataques e retaliações ocorrem no meio de uma escalada de tensão entre os EUA e Teerão, que mantêm divergências sobre o programa nuclear iraniano.

GRANDE CARRO ROMANO É DESCOBERTO PERTO DE POMPEIA NA ITÁLIA


O parque arqueológico de Pompeia anunciou neste sábado a descoberta de um grande carro para cerimônias, encontrado em excelente estado, poucas centenas de metros ao norte do famoso sítio cultural italiano.

"Um grande carro cerimonial de quatro rodas, com seus elementos de ferro, bonitas decorações de bronze e estanho, restos de madeira mineralizada, digitais de elementos orgânicos (até mesmo cordas e restos de decorações de plantas), foi encontrado quase intacto", afirma um comunicado divulgado pela direção do parque arqueológico.

O carro foi descoberto diante de um estábulo onde, em 2018, foram encontrados os restos de três equídeos, lembra o comunicado.

A descoberta aconteceu na Civita Giuliana, um bairro a a centenas de metros ao norte do parque arqueológico de Pompeia. A localização ocorreu em meio à luta contra ladrões de tumbas, especialmente concentrados nesta região da Itália, repleta de tesouros arqueológicos que ainda não foram descobertos.

"Pompeia segue nos assombrando com suas descobertas e assim será durante muitos anos, com outros 20 hectares que estão por serem escavados", disse o ministro da Cultura, Dario Franceschini, citado em um comunicado de sua pasta.

"Trata-se de uma descoberta extraordinária para o conhecimento do mundo antigo. No passado encontramos em Pompeia veículos de transporte, dois carros mas nada parecido com o carro de Civita Giuliana", celebrou o diretor do parque arqueológico, Massimo Osanna.

"É um carro de cerimônia, não se utilizava para a vida cotidiana nem para o transporte agrícola, e sim para acompanhar os momentos festivos da comunidade, dos desfiles e das procissões", garantiu o especialista.

Assim como a maioria dos sítios culturais italianos, Pompeia, sepultada por uma erupção do Vesúvio no ano 79 D.C., permaneceu fechada nos últimos meses por causa da pandemia de covid-19 e só abriu suas portas em 18 de janeiro.

Em 2019, o lugar recebeu mais de 3,9 milhões de visitantes, o que o torna o terceiro local mais visitado da Itália, depois do Coliseu de Roma e do museu dos Uffizi em Florença.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2021

QUATRO BANCOS PORTUGUESES SOMAM LUCROS SUPERIORES A MIL MILHÕES DE EUROS


Instituições reforçaram provisões em 1300 milhões para enfrentar eventuais perdas futuras.

Num ano marcado pela pandemia, quatro dos maiores bancos em Portugal lucraram mais de 1100 milhões de euros. Trata-se de uma quebra de 813 milhões de euros face aos resultados alcançados em 2019. Nesse ano, os quatro bancos - Caixa Geral de Depósitos, Millennium bcp, Banco BPI e Santander - lucraram quase 2000 milhões de euros.

Por detrás da quebra nos lucros em 2020 estão provisões totais de 1300 milhões de euros que os bancos constituíram para fazer face a eventuais perdas futuras, nomeadamente as relacionadas com créditos de clientes. "Continuamos sem ter visibilidade sobre a profundidade e duração desta crise", disse ontem Miguel Maya, presidente-executivo do BCP, na divulgação dos resultados anuais do banco.

O FIM DAS MORATÓRIAS

Os quatro bancos registam mais de 20 mil milhões de euros em moratórias ativas. Grande parte termina em setembro, mês em que acaba o prazo da moratória pública. Analistas temem que nessa altura possa disparar o nível de crédito malparado na Banca. "Estou preocupado. O mais importante vai ser o que vai acontecer a partir de março", disse Filipe Garcia, economista da IMF - Informação de Mercados Financeiros. Os clientes têm até ao fim de março para aderir a moratórias no crédito. Mas algumas moratórias de clientes começam a vencer. Os banqueiros têm defendido medidas para ajudar as empresas e famílias que não consigam retomar os pagamentos das respetivas prestações do crédito quando terminar o prazo das suas moratórias.

Uma das dúvidas é se as almofadas que os bancos estão a pôr de lado serão suficientes para cobrir eventuais perdas com incumprimento de clientes.

Menos 90 balcões e saída de 926 funcionários

No total, os quatro bancos que já apresentaram as contas anuais cortaram 926 postos de trabalho em termos líquidos, em 2020, e fecharam 90 agências bancárias. O BPI foi o que fechou mais balcões (55). Seguiu-se o BCP (27) e a Caixa (8). O banco público foi o que perdeu mais trabalhadores em 2020, com a saída de 517, em termos líquidos. O BPI perdeu 218 e o BCP 191 funcionários.

PASSOS CADA VEZ MAIS PRESSIONADO PARA REGRESSAR


Saiu da liderança do PSD por causa de um resultado das autárquicas de 2017. Quatro anos depois, poderão ser outros resultados autárquicos a pressionar o regresso de Pedro Passos Coelho.

São cada vez mais as vozes internas que consideram que só Pedro Passos Coelho poderá unir o PSD e recolocar o partido no caminho rumo ao regresso ao poder. Esta quinta-feira, em entrevista ao Público, o autarca Carlos Carreiras reafirmou-o. Para já, o antigo primeiro-ministro vai gerindo aparições públicas. A próxima será dia 25.

Pedro Passos Coelho já liderou um Governo de "salvação nacional", conforme Rui Rio admitiu ao suceder ao antigo primeiro-ministro na liderança do PSD. E é isso que os críticos internos esperam que Passos Coelho volte a fazer, caso se agudize a crise económica, criada pela pandemia.

"Passos Coelho não é passado, é presente", afirmou Carlos Carreiras, em entrevista ao Público e à Rádio Renascença. Há uma semana, o autarca de Cascais admitira que gostaria de o ver regressar à liderança do PSD. O "timing" será precisamente depois das autárquicas, cujo resultado o líder Rui Rio já chamou para si a responsabilidade. "Não são vitais para o presidente do PSD, são vitais para o partido", disse, há uma semana, ao Observador.

As três condições de Passos

Mas um cenário de regresso de Passos Coelho não será fácil de concretizar, conforme os seus apoiantes admitem. Segundo fontes próximas do antigo primeiro-ministro, Passos Coelho dificilmente aceitará candidatar-se à liderança, caso Rui Rio não se demita. É que, o antecessor do atual presidente do PSD saiu garantindo que seria sempre um fator de unidade no partido.

"Estou aqui como um soldado a contribuir para a união do nosso partido", prometeu Passos Coelho, ao passar o testemunho a Rio.

Acresce que Passos Coelho até se poderia sentir tentado a experimentar uma governação numa conjuntura diferente daquela em que geriu os destinos do país, ou seja, em crescimento económico. Mas o que se perspetiva é um agudizar da crise. Por outro lado, dificilmente o ex-líder do PSD se imaginaria a repetir uma situação como a das legislativas de 2015, em que não obteve maioria suficiente para aprovar o seu Governo.

Por isso, Passos Coelho vai gerindo com pinças as suas aparições públicas. A próxima será no dia 25, para falar sobre "os problemas que o país enfrenta na atual conjuntura", na escola de gestão INSEAD. Na última presença pública, a 18 de dezembro passado, o ex-líder do PSD defendeu o seu legado e atacou a "inação, o "passa-culpas" e os "populismos" do atual Governo socialista, galvanizando as hostes sociais-democratas.

ALFREDO QUINTANA: O FIM DA VIDA CHEGOU DEPOIS DA IMORTALIDADE


"Tenho lutado desde que era criança. Não sou um sobrevivente. Sou um guerreiro extraordinário", afirmou, no ano passado, Alfredo Quintana. Mas até o melhor dos guerreiros tem as suas fraquezas. O dono das balizas de andebol do F. C. Porto e da seleção nacional não era exceção. Defendeu muitas bolas, algumas de forma milagrosa, mas nada pôde fazer perante este ataque, silencioso e covarde, direto ao coração.

O bom gigante, Alfredo Quintana, não resistiu à paragem cardiorrespiratória que sofreu na passada segunda-feira. O guarda-redes luso-cubano faleceu, esta sexta-feira, no Hospital de S. João, no Porto. Tinha 32 anos.

Deixa mulher portuguesa, Raquel Ferreira, e uma filha de quase dois anos, a pequena Alicia, que eram a luz dos seus olhos. Eram também o principal motivo do sorriso aberto que sempre o caracterizou.

"Desde que fui pai, a minha vida fora do andebol mudou toda. É uma sensação indescritível. Gosto de brincar com ela, de andar com ela às cavalitas pela casa toda. Na próxima competição em que esteja muito tempo longe de casa, a minha mulher e a minha filha têm de ir lá. Nem que seja por uns dias", disse há sensivelmente um ano, em entrevista ao JN. Sintomático.

Quintana deixa também uma legião de amigos e fãs. Fãs do homem e do atleta. Foi a brilhar nas balizas de andebol, no F. C. Porto e na seleção nacional, que ganhou notoriedade neste país adotivo e permitiu que muitos conhecessem o extraordinário ser humano por detrás do equipamento do não menos brilhante guarda-redes.

Pela porta do F. C. Porto, levou o andebol português para outra dimensão. Chegou ao país em 2010, para representar os azuis e brancos, e em 2014 naturalizou-se português, passando a integrar também as opções da seleção lusa, que ajudou a atingir os melhores resultados de sempre em campeonatos Europeu (6.º lugar) e Mundial (10.º).

Ao serviço dos dragões enriqueceu o currículo com as conquistas de seis campeonatos, uma Taça de Portugal e duas Supertaças nacionais. Também na Invicta enriqueceu em termos familiares e culturais. Estudou na Faculdade de Desporto da Universidade do Porto, habitava Gaia e, apesar de tudo, ainda não se tinha adaptado totalmente ao país.

"Costumo dizer que, na minha vida, tive sempre de me adaptar. Quando vim para Portugal, custou-me muito, mas não a jogar andebol. Nisso, eu sabia que, mais tarde ou mais cedo, com trabalho iria ter sucesso. Nunca entrei em paranoias, de que tinha de fazer 20 defesas no primeiro dia, porque a vida não é assim. Só tinha de trabalhar e esperar. O que me custou foi o frio e o idioma. Já estou habituado, mas ainda me custa", afirmou, também ao JN.

Quintana nasceu em Havana, Cuba, a 30 de março de 1988. Em idade escolar, no país natal, sentiu a obrigação de praticar uma atividade desportiva e escolheu o... basquetebol, tal como o irmão gémeo. A alternativa era passar tardes inteiras a estudar, algo que na altura não gostava. Depois, ainda praticou basebol, mas foi, por fim, no andebol que encontrou o porto de abrigo.

"Jogava a lateral. Mas um dia tivemos de ir a uma competição e não tínhamos guarda-redes. Eu já era alto e disse ao treinador que podia ir para a baliza. Nunca mais saí. Tinha oito ou nove anos", contou ainda ao nosso jornal. O resto é história.

Diz a sabedoria popular que "nós só morremos quando somos simplesmente esquecidos". Portanto, Alfredo Quintana apenas partiu nesta sexta-feira, dia 26 de fevereiro de 2021, pois há muito atingiu a imortalidade.

UNIÃO EUROPEIA ADMITE CRIAÇÃO DE PASSAPORTE COVID PARA EVITAR QUARENTENA


A União Europeia admite a criação de um passaporte covid-19, um documento que evite as quarentenas para cidadãos a circular na Europa.

O primeiro-ministro, António Costa, rejeitou a expressão "passaporte sanitário" e adiantou que a União Europeia (UE) está a ponderar a criação de "um documento que ajude a dispensar a realização de quarentenas" a quem viajar pelo espaço europeu, particularmente no verão.

Pode ser um documento que prove "a vacinação das pessoas, a imunidade natural por ter tido a doença ou a realização de um teste com um resultado negativo", explicou António Costa, em declarações após o fim da reunião do Conselho Europeu, que versou duas linhas de preocupação, uma da defesa e outra do combate à covid-19.

A chanceler alemã, Angela Merkel, tinha afirmado, quinta-feira, que os parceiros europeus se preparavam para instaurar "para o verão" um passaporte de vacinação do novo coronavírus que poderia tornar "possíveis" as viagens no interior do espaço da UE.

Em conferência de imprensa que se seguiu à reunião virtual de líderes da União Europeia (UE), a chanceler explicou que todos os países da União estão de acordo com o desenvolvimento de um sistema que permita compatibilizar os diversos passaportes de vacinação que estão a ser elaborados pelos 27 Estados-membros.

Esta sexta-feira, António Costa confirmou essa intenção, de criar um chamado "documento verde" que permita a circulação de cidadãos dos estados-membros no espaço europeu.

Os líderes europeus acordaram, ainda, a criação de um mecanismo conjunto que permita detetar identificar novas variantes de covid-19. "Um esforço articulado de cooperação entre as diferentes entidades de investigação e autoridade de saúde dos diferentes estados-membros", disse António Costa.

"Um passo muito importante", segundo António Costa. "Fundamental para que todos estejam prevenidos para o aparecimento de novas variantes", acrescentou o primeiro-ministro de Portugal, o país que preside, atualmente, a União Europeia.

Não há pedidos de russos ou chineses para aprovar vacinas na Europa

Questionado pelos jornalistas, Costa disse que, até agora, não chegou à Agência Europeia do Medicamento (EMA) qualquer pedido de aprovação de vacinas russas ou chinesas.

"A Agência Europeia do Medicamento está naturalmente apta para, de forma não discriminatória, qualquer pedido de avaliação de vacina que lhe seja pedida", disse António Costa, revelando que "há processos neste momento em curso que estão em análise na EMA e que até já foram aprovadas por outras instituições".


quinta-feira, 25 de fevereiro de 2021

"O DIABO ESTÁ AQUI" VARIANTE CALIFORNIANA É MAIS TRANSMISSÍVEL E LETAL


A nova variante do coronavírus da Califórnia parece ser mais mortal, propaga-se mais facilmente e pode debilitar a eficácia da vacina, alertam especialistas.

Os cientistas rotularam a estirpe como "o diabo" após descobertas alarmantes, reporta o jornal The New York Times

A variante foi apelidada de B.1.427/B.1.429 e foi registada pela primeira vez na Califórnia, nos Estados Unidos, neste inverno. Tendo entretanto já sido identificada na Austrália, Dinamarca, México e em Taiwan. 

Tal como acontece com qualquer nova variante, a californinana contém novas mutações acerca das quais os cientistas estavam cientes de que poderiam dar-lhe uma vantagem significativa relativamente à estirpe 'original' do vírus.

Os dados apurados ainda estão a ser estudados por cientistas - nomeadamente, as conclusões ainda não foram divulgadas numa publicação científica e revistas pelos seus pares - e estão a causar preocupação. 

Para efeitos daquela pesquisa, os investigadores analisaram 2.172 amostras do vírus recolhidas no estado da Califórnia entre setembro de 2020 e janeiro de 2021.

Durante este intervalo de tempo, a variante tornou-se a cepa mais dominante, com casos causados pela mesma a duplicar a cada 18 dias, informou o The New York Times.

A publicação destaca que os estudos laboratoriais detetaram que a variante era "pelo menos 40% mais eficaz a infetar células humanas", comparativamente com outras cepas

Charles Chiu, líder do estudo e virologista na Universidade da Califórnia, em São Francisco, disse ao jornal LA Times: "o diabo já está aqui".

"Quem me dera que fosse diferente. Mas a ciência é a ciência."

Chiu e sua equipa de investigadores também analisaram 300 casos de B.1.427/B.1.429 de forma a determinar se mais pessoas morreram com essa estirpe em comparação com outras. E descobriram que o risco de morte era mais elevado.

Estudos laboratoriais descobriram igualmente que os anticorpos no sangue de pessoas que tinham sido previamente infetadas com Covid ou vacinadas não funcionavam tão bem quando se tratava de 'matar' a estirpe californiana do coronavírus.

Chiu diz, no entanto, que são necessárias pesquisas mais amplas para determinar com precisão a gravidade associada à B.1.427/B.1.429, sobretudo o seu grau de fatalidade.

MÁSCARAS PODEM SER DISPENSADAS NO VERÃO E VOLTAR NO OUTONO, MESMO COM VACINA


As máscaras podem vir a ser descartadas no verão, pelo menos em Inglaterra. Mas devem regressar no inverno, mesmo com uma população vacinada.

Os habitantes do Reino Unido podem não ter de usar máscaras durante os meses de verão. Uma proteção contra a covid-19 que deve voltar a ser necessário no outono e no inverno, defende Jenny Harries, médica da equipa de combate à pandemia do Reino Unido.

Os meses mais quentes do verão são "um período geralmente muito mais seguro, com menos necessidade de intervenções" na socialização, que pode dispensar o uso da máscara, argumentou Jenny Harries numa reunião em Downing Street, uma residência oficial do primeiro-ministro britânico, Boris Johnson.

"É bem possível que durante os meses de verão, como anunciar no ano passado, quando vemos o número de novos casos a cair, não precisemos de usar máscaras o tempo todo", disse Jenny Harries, ressalvando que estas não podem ser descartadas a longo prazo.

"À medida que entramos no outono, quando chega o inverno e passamos mais tempo dentro de casa, podemos estar sujeitos ao perigo", acrescentou a médica.

Já no início desta semana, o principal conselheiro científico do governo britânico, Patrick Vallance, alertou que as máscaras podem ser necessárias em certas situações no próximo inverno, mesmo depois de todos os adultos do Reino Unido terem sido vacinados.

Durante o "briefing", Harries argumentou, ainda, que as crianças devem evitar abraçar os avós, mesmo que tenham tomado a vacina da covid-19, "até que haja certezas do impacto da vacinação".

A PIOR QUINZENA DO ESTADO DE EMERGÊNCIA E A RESPONSABILIDADE DOS PORTUGUESES, SEGUNDO O MINISTRO DA ADMINISTRAÇÃO INTERNA


Relatório do estado de emergência da segunda quinzena de Janeiro, a pior desde o início da pandemia, é discutido nesta quinta-feira no Parlamento, antes da renovação de mais duas semanas de confinamento.

Depois do “disse mas não queria dizer” do ministro da Economia, Siza Vieira, no início de Fevereiro, quando atirou as culpas pelo descalabro no controlo da disseminação da pandemia em Janeiro para o comportamento dos portugueses na época de Natal, é o ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, que volta ao assunto e aponta também o dedo à população.

Na segunda quinzena de Janeiro, apesar da adopção de medidas mais restritivas no quadro do estado de emergência e de se verificar um crescimento de novos casos diários de contágio da doença, “constatou-se, numa fase inicial, que a população em geral não interiorizou a gravidade da situação vivida e a necessidade de cumprimento estrito das novas regras em vigor, razão pela qual o Governo teve de fazer duas alterações ao decreto do estado de emergência”, escreve Eduardo Cabrita no relatório de aplicação da declaração do estado de emergência entre 16 e 30 de Janeiro.

O ministro da Administração Interna referia-se às sucessivas decisões de António Costa de aumento de restrições. No início desse estado de emergência, mandou-se fechar todo o comércio que não fosse de bens de primeira necessidade, mas mantendo a entrega de produtos ao postigo. Cinco dias depois acabaram as entregas de produtos ao postigo (havia quem bebesse café ou bebidas alcoólicas à porta dos cafés) e seis dias depois foram suspensas as aulas presenciais.

As inúmeras estatísticas do relatório de 152 páginas que será debatido esta quinta-feira no Parlamento, antes da discussão e votação de mais uma renovação do estado de emergência, comprovam a gravidade da situação epidemiológica na segunda quinzena de Janeiro, quando se atingiram valores máximos de testes, novos casos, internamentos, mortes.

192.047 novos casos em duas semanas

Só nesse período Portugal registou 192 mil novos casos, o que representa um quarto do total de infetados durante toda a pandemia (720 mil, de Março de 2020 até 30 de Janeiro de 2021), e quase o mesmo rácio de óbitos (3939 nessas duas semanas, de um total de 12.482). Apesar de o país ter entrado em confinamento na segunda semana, a quinzena terminou com mais 42% de casos ativos (181.623) do que começara, com as regiões norte e Lisboa e Vale do Tejo a concentrarem 80% das novas infeções. O país atingiu a média recorde de 1659,6 novos casos por 100 mil habitantes em 14 dias.

76.965 testes num só dia

Foi na sexta-feira antes das eleições, dia 22 de Janeiro, que os portugueses mais acorreram aos centros de testes desde o início da pandemia, fazendo um total de 76.965 testes num só dia. Na segunda quinzena de Janeiro realizaram-se 983.457 testes e desde o início da pandemia a contagem chegou aos 7.293.654 de testes a 30 de Janeiro. Nesse dia, a taxa de positividade a 7 dias era de 19,7%, mantendo-se a tendência crescente desde o final de Dezembro.

3,33 vacinados por 100 habitantes

Até 30 de Janeiro de 2021, Portugal tinha administrado 3,33 doses de vacina por 100 habitantes, num total de 342.663 doses de vacina contra a covid-19. Destas, 272.847 correspondiam a primeiras doses e 69.816 a segundas doses, mas ainda todos da fase 1, entre os quais 75 mil profissionais de saúde e 164 mil idosos dos lares.

133.038 inquéritos pelas Forças Armadas

Até 30 de Janeiro, os voluntários das Forças Armadas tinham efetuado um total de 133.038 inquéritos epidemiológicos que permitiram identificar 244.488 contactos.

Mais 357 casos positivos nas prisões

Depois dos grandes surtos de Novembro em Tires, Lisboa, Guimarães, Izeda e Santa Cruz do Bispo, entre 15 e 30 de Janeiro foram detetados mais 357 casos positivos no sistema prisional: 124 trabalhadores (81 guardas prisionais, 25 profissionais de saúde, dois técnicos profissionais de reinserção social e 16 de outras categorias profissionais), 228 reclusos e cinco jovens internados em centros educativos. Os números acumulados mostram 964 casos de doentes recuperados – 364 trabalhadores, 600 reclusos.

475 pessoas controladas nas fronteiras com Espanha

Com a reposição das fronteiras e da proibição de circulação, foram controladas, segundo o Ministério da Administração Interna, 475 pessoas e 218 veículos ligeiros nas fronteiras terrestres, a que se somam 58.887 passageiros nas fronteiras aéreas e marítimas, com o aeroporto de Lisboa a ser a fronteira com maior afluência.

101 pessoas detidas por desobediência e 3567 coimas

As forças de segurança detiveram, pelo crime de desobediência, 110 pessoas durante a segunda quinzena de Janeiro por violarem a obrigação de confinamento (estavam sujeitas a isolamento profilático devido a infeção por covid-19 ou contacto com doentes), por violarem o recolher domiciliário e a limitação de circulação entre concelhos, por venderem ou consumirem álcool na via pública.

3567 coimas e 204 estabelecimentos encerrados

Foram aplicadas 3567 coimas por infrações como a violação do dever geral de recolhimento domiciliário (1592) ou da proibição de circulação entre concelhos (276), falta de uso de máscara ou viseira em espaços públicos (740), transportes públicos (55) e edifícios públicos (91) como escolas, incumprimento dos horários do comércio (43), encerramento de lojas (18), ou excesso de lotação (95). E foram encerrados 204 estabelecimentos por violação das regras de funcionamento.

Casamentos e divórcios continuaram...

Apesar da pandemia e das limitações, houve mudanças na vida que continuaram: entre 15 e 30 de Janeiro houve 408 divórcios, 322 casamentos (sem festa) e 2769 registos de nascimento.

... e a atividade empresarial também

Procurando contrariar a ideia de que a atividade empresarial está estagnada, o relatório contabiliza, desde o início da pandemia, a constituição online de 19.447 empresas, o licenciamento de 15.645 casas prontas. Foram também apresentados online 1.510.608 pedidos de registo automóvel e 525.352 pedidos de registo predial.

INTERVENÇÃO NA PONTE DO FREIXO DURANTE MÊS E MEIO PODE CONDICIONAR TRÂNSITO

A Infraestruturas de Portugal está a proceder à colocação de barreiras de proteção nas laterais da Ponte do Freixo, podendo os trabalhos, co...