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domingo, 14 de fevereiro de 2021

BARRAGEM DO ALQUEVA PERTO DE ENCHER PELA QUINTA VEZ


Dificilmente a Barragem do Alqueva poderia ter melhor prenda. Dezanove anos depois de ter começado a receber água, a 8 de fevereiro de 2002, está próxima de alcançar o quinto enchimento pleno da sua história, atingindo o armazenamento de 4150 hectómetros cúbicos (hm3) de água, à cota de 152 metros.

Esta terça-feira, de acordo com informações da Empresa de Desenvolvimento e Infraestruturas de Alqueva (EDIA) ao JN, o maior lago artificial da Europa, com uma área de 250 quilómetros e 1160 quilómetros de margens, armazenava 3309 hm3 (1 hm3 equivale a 1 000 000 000 litros) e estava à cota de 148,17 metros e com 79,73% da sua capacidade máxima.

Alqueva encheu pela primeira vez em 12 de janeiro de 2010, uma situação que voltou a repetir-se em março desse ano. A água foi libertada para o leito do rio Guadiana pelas comportas secundárias. No início de 2013, a barragem encheu pela terceira fez e dessa feita foram abertas as comportas de superfície e realizadas as maiores descargas de água de sempre, que fizeram subir os limites do Guadiana. Muita gente perdeu os animais, que estavam de forma ilegal no leito do rio.

A última vez que a barragem do Alqueva encheu na plenitude foi no início de 2014, mas na altura, a EDIA não fez descargas para o "grande rio do sul", optando por desviar parte da água para a central hidroelétrica, onde é produzida energia.

Apesar da muita chuva que tem caído nos últimos dias no Alentejo, é de Espanha, onde a pluviosidade tem sido igualmente intensa, através do açude de Badajoz, que tem entrado a maior quantidade de água que levou ao aumento dos níveis de Alqueva, explicou Carlos Silva, da EDIA, ao JN. "A sul de Elvas há diversos afluentes do Guadiana, mas descarregam menos quantidade de água para a barragem", acrescenta.

O enchimento total da barragem "depende da chuva que cair nos próximos dias", mas se tal acontecer também não é certo que venham a existir descargas para o rio Guadiana, podendo a EDIA voltar a optar pela produção de energia elétrica, encaminhando a água para a central hidroelétrica, adiantou Carlos Silva.

21 anos de obra

A Barragem do Alqueva representou um investimento de 2,4 milhões de euros. As obras demoraram 21 anos e foram precisos mais 19 para a encher. Além da produção de energia, o Alqueva "mata a sede" a 200 mil habitantes de 13 concelhos do Alentejo e rega 120 mil hectares de diversas culturas, área equivalente a 120 mil campos de futebol.

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