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sexta-feira, 19 de fevereiro de 2021

CAI DENTRO DE HOSPITAL PRIVADO E RECUSAM-LHE SOCORRO


Trofa Saúde de Alfena exigiu 600 euros a Fernanda Teixeira para lhe tratar os ferimentos.

"É desumano! Só quiseram saber do dinheiro!", diz, indignada Fernanda Campelo. A mulher, de 46 anos, caiu nas escadas rolantes do hospital Trofa Saúde Alfena, em Valongo. Exigiram-lhe 300 euros para a saturar, outros 300 para RX e TAC. Como recusou pagar, mandaram-na chamar uma ambulância e ir para um hospital público. Levou 15 pontos na cara e partiu o pulso.

Fernanda foi acompanhar a sogra, Manuela Teixeira, a fazer umas análises. Ao descer do 1.º andar para o rés-do-chão, nas escadas rolantes, Manuela diz que a escada deu "um arranque de repente". A mulher, de 76 anos, desequilibrou-se. Fernanda, ao tentar ajudá-la, caiu de cabeça. "Perguntaram-me se tinha algum seguro de saúde. Como disse que não, explicaram-me que, para suturar as feridas, eram 300 euros e mais 300 para fazer RX e TAC", conta.

Ligaram ao marido de Fernanda, que esperava, no parque de estacionamento, pelas duas mulheres.

"Fiquei indignado! Perguntei-lhes se não tinham seguro. Disseram-me que a minha esposa também podia cair na rua, que já tinham feito muito em limpar o sangue e lhe colocar gases na cara, porque 'isso custa dinheiro' ", explicou Rui Teixeira, que, à chegada ao hospital, encontrou a mulher a sangrar no nariz e na testa, com vários hematomas nas pernas e sem conseguir mexer o pulso.

Acabou no Hospital de S. João

"Ou pagava ou chamava uma ambulância e ia para um hospital público", continua a contar Rui. A situação foi tão "desumana", diz, que "nem os bombeiros chamaram. Deram-me o número, mandaram-me ligar a mim e esperar à porta, porque não a iriam buscar a dentro do hospital". Fernanda acabou transportada pelos Bombeiros de Ermesinde para o Hospital de S. João. Levou 15 pontos na cabeça e no nariz e partiu o pulso.

"Ela bateu com a cabeça. Podia ser grave e morria à espera", salienta Rui. Garante que não quer indemnizações: "Só quero justiça. Isto não pode acontecer". Fernanda já apresentou queixa na GNR e participou o caso à Entidade Reguladora da Saúde.

Hoje, Fernanda foi fazer perícias médicas ao Instituto de Medicina Legal (IML) e, mais de 48 horas depois, Rui não deixa de lamentar que, da parte da Trofa Saúde, "nem um telefonema a perguntar se ela ficou bem".

Mais 1.400 partilhas

Rui publicou o caso no Facebook. A história tem já mais de 1.400 partilhas e 570 comentários, um deles de uma mulher que garante que, na semana passada, viu uma mulher cair naquelas mesmas escadas. "Começam a ser vários casos nesse sítio. Algo não está bem", alerta.

O JN questionou o grupo Trofa Saúde, mas ninguém respondeu às nossas perguntas.

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