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sexta-feira, 19 de fevereiro de 2021

INCÊNDIO NA BAIXA DO PORTO FOI "ATO TERRORISTA"


A procuradora do Ministério Público criticou duramente o empresário chinês e dois arguidos acusados de incendiar um prédio no centro do Porto, em fevereiro de 2019. Fizeram "um autêntico ato terrorista e não merecem qualquer simpatia", afirmou Adriana Faria, esta sexta-feira de manhã, durante as alegações finais.

A magistrada chegou a comparar o incêndio que viria a causar a morte a um homem com o incêndio do Meia Culpa, em 1997, em Amarante, que matou 13 pessoas: "Foi mais odioso. No Meia culpa havia uma escapatória, a porta das traseiras, mas não funcionou", apontou.

O empresário chinês, acusado de ter ordenado o incêndio para assim vender o prédio, mereceu especial censura por parte da procuradora. "Era capaz de gastar 3500 euros em champanhe numa noite, quando bem acompanhado, mas não era capaz de gastar algumas centenas ou milhares de euros com os seus arrendatários", criticou.

"Não havia tanta necessidade de violência e maldade". E o arguido ainda aparece no julgamento como "vitima dos arrendatários mentirosos, arrogantes e maldosos", sublinhou a responsável pela acusação. Com "lágrimas de crocodilo, com sede de sensibilizar o tribunal, mas nem a conta do hospital considerou pagar". Uma atitude indesculpável porque "não teve qualquer respeito ou consideração pelos nossos concidadãos".

Segundo o Ministério Público (MP), o empresário agiu movido por intuitos de especulação imobiliária: estava determinado a revender, sem inquilinos, um prédio que comprara na Rua Alexandre Braga, do número 100, junto ao Mercado do Bolhão, no Porto, mas não conseguiu negociar a saída dos únicos locatários que ali restavam (uma octogenária e três filhos, no terceiro piso). Mandou, por isso, atear dois incêndios no prédio, o segundo dos quais resultou na morte de um dos inquilinos, de acordo com o despacho de acusação.

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