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quinta-feira, 11 de fevereiro de 2021

MILITARES BRASILEIROS COMPRARAM 80 MIL CERVEJAS E 700 TONELADAS DE PICANHA COM DINHEIRO PÚBLICO


Denúncia feita por deputados do PSB seguiu para a Procuradoria-Geral da República e revela que as Forças Armadas brasileiras comparam mais de 700 toneladas de picanha e milhares de cervejas recorrendo aos cofres públicos.

Primeiro, milhões gastos em leite condensado, pastilhas elásticas, barras de cereais, batatas fritas e bombons. Agora, uma despesa equivalente em cerveja e picanha.

Pouco tempo depois de os partidos brasileiros terem pedido a abertura de uma investigação aos gastos do Governo de Jair Bolsonaro com alimentação em 2020, um novo relatório citado pela imprensa dá agora conta de que as Forças Armadas compraram 80 mil cervejas e mais de 700 mil quilos de picanha com dinheiro público.

De acordo com o documento entregue pelos deputados do PSB à Procuradoria-Geral da República (PGR), as compras revelam o "uso de recursos com ostentação e superfaturamento", assim como "falta de zelo e responsabilidade com o dinheiro público" por parte das Forças Armadas.

O relatório da denúncia revela que foram compradas 500 garrafas de cerveja Stella Artois, três mil de Heineken e 3050 de Eisenbahn, "bebidas mais caras" e, portanto, "distantes dos cidadãos mais pobres".

Além disso, os deputados apontam que muitas delas foram adquiridas a um preço muito superior ao normal de mercado. Mais de mil latas de Bohemia Puro Malte de 350 ml, por exemplo, terão sido compradas pelo valor unitário de 4,33 reais (0,66 euros), sendo que a mesma cerveja custa 2,59 reais (0,40 euros) nos supermercados.

As garrafas de 600 ml foram compradas pelas Forças Armadas por 7,29 reais (1,12 euros), quando a pesquisa de mercado revelou que o produto está à venda por 5,79 reais (0,89 euros). Cada quilo de picanha custou 118,25 reais (18 euros).

"Não é possível conceber que agentes públicos possam estar a deleitar-se com banquetes e bebidas alcoólicas à custa dos cofres públicos", concluem os deputados, considerando o comportamento "ilegal e imoral", sobretudo "num ano de pandemia e crise económica".

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