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quarta-feira, 31 de março de 2021

ENTROU EM CASA DE HOMEM PARA COBRAR DÍVIDA E ACABOU MORTO À FACADA


A Polícia Judiciária, através da Diretoria de Lisboa e Vale do Tejo, com a colaboração da Guarda Nacional Republicana, deteve quatro homens, de idades compreendidas entre os 22 e os 27 anos, por fortes indícios da prática de crimes graves e violentos.

Em comunicado, a PJ refere que os factos na madrugada de ontem, no concelho de Salvaterra de Magos, quando um grupo de quatro homens entrou na casa de outro, já seu conhecido, supostamente para cobrarem uma dívida de um negócio ilegal que havia sido efetuado anteriormente.

O visado "reagiu de forma muito violenta", tendo esfaqueado mortalmente um dos quatro homens, o que determinou a sua detenção por crime de homicídio, ao qual se associaram os de detenção de arma proibida e tráfico de estupefacientes.

Os restantes três homens foram detidos por crimes de extorsão agravada e violação de domicílio.

Os detidos vão ser presentes a primeiro interrogatório judicial, no qual serão submetidos à aplicação das medidas de coação processual adequadas, acrescenta a PJ.

PARAFARMÁCIAS VÃO TER TESTES RÁPIDOS A 6,79 E 6,99 EUROS


Parafarmácias começarão a vender, entre hoje e amanhã (entre quarta e quinta-feira) autotestes rápidos de deteção de covid-19, por valores entre 6,79 e 6,99 euros. O teste de antigénio, comercializado pela Roche, é o primeiro a passar o crivo do Infarmed, que está a apreciar outros pedidos de autorização.

As lojas Bem Estar, do Pingo Doce, asseguram que ainda hoje, quarta-feira, terão à venda pacotes de 25 unidades de kits de testes, 6,79€ cada unidade - ou seja, por 169,75€. Amanhã, quinta, todas as 25 parafarmácias da marca estarão a comercializar os kits.

A Well's, do Continente, começará a vender os testes já amanhã, quinta-feira, na maioria das lojas do continente nacional. No dia seguinte, estarão à venda em todo o território continental, por 6,99€.

Da parte das farmácias, Duarte Santos, da direção da Associação Nacional de Farmácias, disse ao JN que todas estão prontas para começar a vender os kits, ajudar os clientes a interpretar os resultados e aconselhá-los sobre a comunicação desse resultado às autoridades de saúde.

O teste de antigénio é de venda livre a maiores de 18 anos (não exige receita médica) e poderá ser feito por qualquer pessoa, em casa, através da colheita de uma amostra retirada da área nasal anterior interna. O Kit integrará todos os produtos necessários, desde uma zaragatoa (menor do que a utilizada nos testes genéticos, de PCR) até ao reagente químico.

O resultado deverá ser conhecido dentro de meia hora e terá que ser comunicado às autoridades de saúde. No caso de pessoas com sintomas ou que tenham estado em contacto com um caso confirmado, terão que informar SNS 24, pelo número 808 24 24 24 (custo de uma chamada local). O reporte é obrigatório, quer o resultado seja positivo ou negativo.

Se não tiver sintomas nem tiver tido um contacto de alto risco, só deve ligar para o SNS 24 se o resultado for positivo ou inconclusivo. De futuro, estará disponível um formulário em covid19.min-saude.pt. Deve também indicar que teste usou (marca, fabricante e código identificativo do lote).

Nos casos em que o teste foi promovido por uma entidade patronal, o reporte poderá ser feito por um médico assistente ou da medicina do trabalho.

Autorização dada há três semanas

A venda de autotestes em farmácias ou parafarmácias (locais de venda de medicamentos não sujeitos a receita médica) foi autorizada pelo Governo há quase três semanas, através de um regime excecional que vai vigorar durante seis meses.

Na portaria do Ministério da Saúde, a autorização é justificada com o atual contexto epidemiológico e apoia-se na mesma decisão já tomada por outros países, como a Áustria e a Alemanha. "Importa intensificar os rastreios laboratoriais regulares para deteção precoce de casos de infeção como meio de controlo das cadeias de transmissão, designadamente no contexto da reabertura gradual e sustentada de determinados setores de atividade, estabelecimentos e serviços", lê-se no documento.

Após a portaria, no dia 19 de março foi publicada uma circular informativa da Direção-Geral de Saúde, Infarmed e Instituto Ricardo Jorge detalhando os procedimentos da autorização e comercialização.

Ao JN, o Infarmed disse que está a apreciar outras submissões de autorização de comercialização, mas não revelou quantos, quais nem quando é expectável que dê luz verde a outros testes.

O Ministério das Finanças já disse que estes testes não pagarão IVA. O JN perguntou se poderão ser dedutíveis no IRS como despesas de saúde, mas não obteve resposta.

COSTA MANDA DIPLOMAS DE APOIOS SOCIAIS PARA O CONSTITUCIONAL


O primeiro-ministro, António Costa, anunciou esta quarta-feira que o Governo vai enviar os diplomas de reforço dos apoios sociais para o Tribunal Constitucional.

António Costa afirmou, numa comunicação ao país, na residência oficial em São Bento, que o Governo vai pedir ao Tribunal Constitucional (TC) caráter de urgência na apreciação do pedido de fiscalização sucessiva da constitucionalidade dos diplomas aprovados pelo parlamento que reforçam apoios sociais.

"Vamos pedir urgência, porque é urgente clarificar esta situação, quer para o Governo que tem de executar as leis, quer sobretudo para os beneficiários que têm de ter certeza e segurança sobre aquilo que é o universo de apoios que vão ou não receber", justificou o primeiro-ministro.

Na conferência de imprensa, após classificar como inconstitucionais este conjunto de diplomas promulgados no domingo pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, António Costa disse esperar que a decisão do Tribunal Constitucional, caso os declare contrário à Lei Fundamental, apenas produza efeitos a partir dessa altura.

Dessa forma, os beneficiários desses apoios aprovados pelo parlamento, no âmbito do combate à epidemia de covid-19, não serão obrigados a devolvê-los mais tarde ao Estado.

No início da comunicação ao país, António Costa começou por dizer que "a resposta à pandemia tem exigido um enorme esforço financeiro do Estado" e que "tudo é sempre pouco para satisfazer as necessidades de cada um".

"Não nos temos poupado a esforços para procurar responder às várias necessidades sociais. Procuramos sempre fazê-lo com justiça, eficácia e assegurando a indispensável cobertura orçamental", assumiu.

"Este aumento da despesa social tem sido assumido, sem aumento de impostos, sem cortes no investimento público, nos salários ou nas pensões. No curto espaço de um ano passamos de um orçamento com excedente orçamental em 2019, o primeiro excedente orçamental da democracia, para um défice de 5,7% no ano passado", recordou Costa.

"É um esforço orçamental totalmente justificado, porque perante uma conjuntura tão adversa, qualquer medida de austeridade seria profundamente errada, e, sobretudo, porque não podemos hesitar em gastar o que for necessário para que nada falte ao Serviço Nacional de Saúde e temos de mobilizar todos os recursos possíveis para apoiar a manutenção do emprego, a sobrevivência de empresas paralisadas pela crise e proteger os rendimentos das famílias", acrescentou.

"Os apoios extraordinários já representam 45% do valor despendido pela Segurança Social nesse tipo de apoios no conjunto do ano que passou, em três meses já despendemos 45% do que gastamos no ano passado. É um aumento do reforço dos apoios devidamente negociado por iniciativa do Governo. A nossa Constituição é muito clara na repartição de poderes. O parlamento é soberano na aprovação do Orçamento e o Governo é totalmente responsável pela sua execução. Por isso, uma vez aprovado o Orçamento, a Assembleia [da República] não pode nem aumentar a despesa nem diminuir a receita previstas nesse Orçamento. Violam por isso a Constituição as três leis da Assembleia da República que impõem um aumento da despesa fixada no Orçamento", disse o primeiro-ministro.

Costa apontou que "por iniciativa do Governo, já estão - e estarão - em vigor medidas de apoio à família, aos trabalhadores independentes e incentivos aos profissionais de saúde". "Todas estas situações têm financiamento garantido no Orçamento do Estado. [Mas] o que a Constituição não permite é que, agora, o parlamento possa aumentar a despesa com estes apoios, para além do previsto no Orçamento que o próprio parlamento aprovou".

"Não está por isso em causa o mérito ou demérito das medidas" aprovadas pelo parlamento, sublinhou Costa. "O que está em causa é a defesa da Constituição e o modo como esta garante a estabilidade do orçamento e estabelece o equilíbrio de poderes entre o Governo e a Assembleia da República. Lei é Lei e a Constituição é a Lei Suprema, que é nosso dever cumprir e fazer cumprir, sejam as medidas populares ou impopulares, estejamos ou não em ano eleitoral, seja ou não o Governo maioritário. A Constituição é sempre a Constituição", reforçou o primeiro-ministro.

"Esta crise tem de ser enfrentada com o escrupuloso respeito pela lei. O Governo não pode deixar de cumprir uma lei da Assembleia enquanto esta vigorar. Só o Tribunal Constitucional pode declarar uma lei inconstitucional. Não se alcança forma justa de conduzir estas leis parlamentares aos limites orçamentais. Por isso, o Governo vai enviar estes diplomas para o Tribunal Constitucional", anunciou António Costa.

Questionado pelos jornalistas sobre se existe uma rutura entre Belém e São Bento, Costa garantiu que "não há nenhum conflito". "A mensagem que o Presidente da República emitiu é muito clara: a lei tem de cumprir os limites da lei-travão e tem de haver um esforço para conter os danos constitucionais".

O primeiro-ministro disse ainda que o Governo não pode deixar de cumprir a lei que está em vigor, de acordo com o Orçamento do Estado e que tem a competência para requerer a fiscalização das medidas, tal como Marcelo Rebelo de Sousa indicou na promulgação do diploma. "Não há nenhum problema com o Presidente da República", assegurou.

A comunicação, na residência oficial em São Bento, surge na sequência da aprovação pelo parlamento e da promulgação pelo Presidente da República de diplomas que reforçam apoios sociais no âmbito da pandemia de covid-19, que o Governo considera inconstitucionais e em que já admitiu suscitar junto do Tribunal Constitucional a respetiva fiscalização sucessiva.

No domingo, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, promulgou três diplomas aprovados pelo parlamento de reforço de apoios no âmbito da pandemia por considerar que não existe uma violação indiscutível da Constituição e as medidas são urgentes - posição que contrariou frontalmente a interpretação do Governo.

Em causa estão três diplomas aprovados apenas com a oposição do PS: um alarga o universo e o âmbito dos apoios sociais previstos para trabalhadores independentes, gerentes e empresários em nome individual; outro aumenta os apoios para os pais em teletrabalho; e um terceiro estende o âmbito das medidas excecionais para profissionais de saúde à recuperação dos cuidados primários e hospitalares não relacionados com covid-19.

VIDEO: COMUNICADO DE EMMANUEL MACRON

 


O Presidente francês Emmanuel Macron anunciou esta quarta-feira que as escolas vão fechar durante três semanas para tentar travar a terceira vaga de covid-19 e as medidas em vigor, nas regiões mais afetadas, vão ser alargadas a todo o país.

terça-feira, 30 de março de 2021

MARCELO SOBREPÔS "ABUSIVAMENTE O SEU JUÍZO POLÍTICO AO DO GOVERNO"


Vital Moreira considera que o Presidente da República deixou "prevalecer as suas próprias opiniões políticas nas suas decisões institucionais" e desrespeitou a separação inscrita na Constituição. O constitucionalista defendeu ainda que Marcelo falhou no seu dever de ser neutral na disputa entre o Governo e a oposição.

O constitucionalista Vital Moreira voltou a deixar críticas a Marcelo Rebelo de Sousa a propósito da promulgação das três leis do Parlamento que reforçam os apoios sociais. 

Num texto divulgado, ontem, no blogue Causa Nossa, o antigo juiz do Tribunal Constitucional e eurodeputado sublinhou que o Presidente da República, na justificação apresentada, deixou "claramente entender que optou pela promulgação, ignorando a lei-travão, porque concorda com a solução política das leis em causa, assim sobrepondo abusivamente o seu juízo de mérito político ao do Governo".

Recordando o sistema político desenhado pela Constituição da República, Vital Moreira alerta que "o Presidente não governa nem é eleito para governar nem para se ingerir na esfera governativa, que é competência exclusiva do Governo, pela qual responde politicamente perante o Parlamento e perante os eleitores nas próximas eleições legislativas".

"O Presidente não pode fazer prevalecer as suas próprias opiniões políticas nas suas decisões institucionais" 

Mais. Para o constitucionalista o chefe de Estado "não se limitou a suspender a norma-travão orçamental", mas também "os principais parâmetros constitucionais que balizam a sua ação".

"Pela sua gravidade, esta decisão ficará seguramente a assinalar um momento crítico no entendimento e na prática do mandato presidencial entre nós", advertiu. 

Vital Moreira defendeu também que Marcelo Rebelo de Sousa "desconsiderou uma das mais estritas normas constitucionais de separação de poderes, que é a reserva governamental de criação de novas despesas além do orçamento em vigor, como penhor da disciplina orçamental, pela qual o Governo é politicamente responsável". 

"Ou seja, o Presidente coonestou deliberadamente o confisco parlamentar de um poder constitucionalmente exclusivo do Governo"

Ainda na opinião do professor catedrático da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, o Presidente da República falhou também no seu dever de ser neutral na disputa entre o Governo e a oposição. 

"No caso concreto, o Presidente tomou explicitamente partido pela posição dos partidos da oposição contra a do Governo, sacrificando a norma-travão, que excluía à partida qualquer ponderação presidencial do mérito das soluções contidas nas leis sujeitas a promulgação", considerou. 

Estas críticas surgem depois de Marcelo Rebelo de Sousa ter promulgado, no domingo, três diplomas aprovados pelo Parlamento de reforço de apoios no âmbito da pandemia, considerando que não existia uma violação indiscutível da Constituição, e que representavam "medidas de apoio social urgentes".

Um dos diplomas alarga o universo e o âmbito dos apoios sociais previstos para trabalhadores independentes, gerentes e empresários em nome individual; outro, aumenta os apoios para os pais em teletrabalho; e um terceiro, estende o âmbito das medidas excecionais para os profissionais de saúde no âmbito da pandemia também à recuperação dos cuidados primários e hospitalares não relacionados com Covid-19.

O Governo tem defendido que os diplomas representam "uma violação ostensiva" da lei-travão inscrita na Constituição, desvirtuando o Orçamento em vigor, por aumentarem os limites de despesa aprovados no Orçamento do Estado para 2021.

TIARA DE DIAMANTES E SAFIRAS DA RAINHA D. MARIA II VAI A LEILÃO


Várias joias que pertenceram a casas reais europeias, entre as quais a de Portugal, vão a leilão no dia 12 de maio, em Genebra. Entre elas, está uma tiara de safiras e diamantes que pertenceu a D. Maria II,. O diretor do Palácio Nacional da Ajuda quer tê-la no novo museu.

Segundo a descrição da leiloeira Christie's, a coroa que foi da rainha D. Maria II (1819-1853), cravejada de diamantes e safiras, com "uma notável safira birmanesa no centro". Terá sido herdada pela filha da rainha infanta D. Antónia, quando se casou, em 1861, com Leopoldo, príncipe de Hohenzollern-Sigmaringen.

A Direção-Geral do Património Cultural (DGPC), contactada pela agência Lusa, afirmou que "está a analisar a situação e a obter todas as informações necessárias (relativamente a uma eventual aquisição)", através do diretor do Palácio Nacional da Ajuda, José Alberto Ribeiro. O palácio tem previsto inaugurar, em breve, uma exposição sobre a rainha, no âmbito dos 200 anos da Revolução Liberal de 1820. O Estado tem previsto a efetivação do Museu do Tesouro Real, no Palácio da Ajuda, com abertura prevista para junho.

Em Genebra, a leilão vai também um conjunto de adornos, igualmente em safiras e diamantes, da coleção de Estefânia de Beauharnais, filha adotiva de Napoleão I (1769-1821), que foi grã-duquesa de Baden (1789-1860), por casamento com Carlos I, de Baden, em abril de 1806. O conjunto totaliza nove peças, incluindo uma tiara, um par de brincos, dois pingentes e broches, bem como um anel e uma pulseira, que vão à praça em lotes individuais. Para este conjunto foram utilizadas 38 safiras originárias do Ceilão, atual Sri Lanka, segundo a leiloeira.

Um documento, encontrado no estojo, atesta que as joias foram oferecidas a Estefânia, sobrinha da imperatriz Josefina, que Napoleão adotou como filha em março de 1806, pela sua prima Hortense de Beauharnais. "Uma origem muito provável", indica a leiloeira em comunicado, referindo as "muitas pinturas", nas quais Hortense e a mãe, a imperatriz Josefina, podem ser vistas usando adornos preciosos". Documentação relativa a Hortense, atualmente no Arquivo Napoleão, em Paris, "evidenciam a sua fortuna, entre 1817 e 1837, quando faleceu".

Os documentos, segundo a mesma fonte, demonstram que, em 1816, Hortense deixou Paris com pouco dinheiro, mas muitas joias. Após a morte de Estefânia, o conjunto foi herdado pela sua segunda filha, Josefina, princesa de Hohenzollern-Sigmaringen. Do conjunto faria parte um cinto decorado com pedras preciosas, um adereço comum na corte de Napoleão I.

Os cintos decorados com pedras preciosas faziam parte de qualquer conjunto de joalharia, já que, segundo o figurino de moda, a cintura era muito alta nos vestidos e as damas da corte precisavam de um cinto que era colocado logo abaixo do decote. Segundo a mesma fonte, "parece que o cinto foi remodelado em 'bandeau-tiara' e pulseira pela princesa Josefina, que morreu em 1900, aos 83 anos".

GUARDA-REDES DO NACIONAL DA MADEIRA LUTA CONTRA CANCRO


Daniel Guimarães, guarda-redes brasileiro do Nacional, luta contra um cancro, segundo confirmou o JN. O jogador vai iniciar os necessários tratamentos e é certo que não jogará mais na presente temporada.

O guarda-redes da equipa insular estava sem competir desde janeiro e, inicialmente, pensava-se que isso se devia a uma lesão traumática. Como a recuperação tardava, foi sujeito a novos exames médicos e, no final da semana passada, foi-lhe detetado o problema oncológico.

Daniel Guimarães tem recebido várias manifestações de apoio por parte de colegas e dirigentes do Nacional. Devido a esta doença, foi retirada a inscrição do brasileiro na Liga Portugal e, em contrapartida, o clube insular inscreveu o guarda-redes António Filipe, de 35 anos, que assinou contrato na passada segunda-feira.

Rúben Micael: "Será um daqueles penáltis que vais defender"

O capitão do Nacional da Madeira deixou uma mensagem de apoio ao companheiro de equipa.

"Daniel Guimarães Meu amigo, tens o jogo mais difícil da tua vida Sabes perfeitamente que, além da tua família, tens o balneário contigo para te apoiar nesta luta. Tenho a certeza que todos os Nacionalistas também estão contigo.
Acredita que será um daqueles penáltis, ou uma enorme defesa, que irás defender e sair desta situação. Grande Homem. Abraço deste teu amigo. Conta comigo para o que precisares", escreveu Ruben Micael no Facebook.

TEMPESTADE DE POEIRA CHEGA A PORTUGAL E MUDA COR DO CÉU. TAMBÉM É ESPERADA "CHUVA DE LAMA"


Portugal acordou esta terça-feira com uma tonalidade diferente no céu. Mais laranja e sem o sol a aparecer. É a consequência da tempestade de poeira com origem no norte de África, e que chegou ao país esta segunda-feira, tendo vindo a intensificar-se.

O alerta já tinha sido dado pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) e pela Direção-Geral de Saúde (DGS).

Esta terça-feira, vários utilizadores das redes sociais deram conta de um céu diferente, bem como de muita poeira sobre os carros. Outro fenómeno esperado é a "chuva de lama", na sequência da fusão entre a precipitação e a poeira existente no ar.

A presença de poeiras na atmosfera durante o fim de semana, vindas do norte de África, fez-se de forma mais visível na zona sul do território continental. Também os cidadãos da zona centro que olhassem para o céu virados para sul, terão visto à distância o céu de uma cor acinzentada", começa por dizer o IPMA, que alerta para a permanência da situação.

Durante estes dias, e segundo o IPMA, o céu deverá apresentar uma tonalidade acizentada, ainda que a presença de nuvens altas possa tornar menos visível o efeito. A luz solar também será afetada, sendo esperado um efeito de filtração constante, mesmo quando houver menos nebulosidade. 

 Estas poeiras estão a chegar a Portugal Continental através da circulação induzida por uma depressão em altitude que afetou o território do arquipélago da Madeira e que se encontra em deslocação na direção do Continente", explica o IPMA.

Além da pouca visibilidade, são também esperados alguns aguaceiros, que, associados à poeira, se podem traduzir em "chuva de lama", como refere o IPMA, que alerta para a repetição do fenómeno na terça-feira.




DESCOBERTA COM MEGA-ACELERADOR DE PARTÍCULAS PODE ABRIR CAMINHO PARA "NOVA ERA DA FÍSICA"


Físicos que trabalham no maior acelerador de partículas do mundo, o Grande Colisor de Hádrons, descobriram uma possível falha em uma teoria que explica como se comportam os blocos de construção do Universo, nome dado a micropartículas ainda menores que os átomos.

A teoria, conhecida como Modelo Padrão, é a melhor resposta que a humanidade tem até hoje para explicar o funcionamento do mundo ao nosso redor em uma escala precisa.

Mas já sabemos há algum tempo que o Modelo Padrão é apenas o ponto de partida para uma compreensão mais completa do cosmos.

A novidade é que indícios de um comportamento inesperado de uma partícula subatômica chamada quark bottom podem expor rachaduras nos fundamentos dessa teoria que existe há décadas.

As descobertas surgiram a partir de dados coletados por pesquisadores que trabalham no Grande Colisor de Hádrons. O colisor é uma máquina gigante construída em um túnel circular de 27 km sob a fronteira franco-suíça.

Ele esmaga feixes de partículas de prótons para pesquisar os limites da física como a conhecemos.

O comportamento misterioso do quark bottom pode ser o resultado de uma partícula subatômica ainda não descoberta. Ela estaria exercendo uma força inesperada por cientistas.

Mas os físicos enfatizam que mais análises e dados são necessários para confirmar qualquer resultado. Mitesh Patel, do Imperial College London, mostrou a importância da discussão para a comunidade científica em entrevista à BBC News.

"Estávamos tremendo quando vimos os resultados pela primeira vez, estávamos muito animados. Nossos corações batiam mais rápido", disse.

"É muito cedo para dizer se isso é realmente um desvio do Modelo Padrão, mas as implicações potenciais são tamanhas que esses resultados são a coisa mais empolgante que tive em 20 anos no campo. Foi uma longa jornada para chegar aqui."

Segundo a ciência, as partículas conhecidas como blocos de construção de nosso mundo são ainda menores do que o átomo.

Algumas dessas partículas subatômicas, por sua vez, são feitas de constituintes ainda menores, enquanto outras não podem ser decompostas em partes menores. Estas últimas são conhecidas como partículas fundamentais.

O Modelo Padrão descreve todas as partículas fundamentais conhecidas que compõem o Universo, bem como as forças com as quais interagem.

Mas ele não pode explicar alguns dos maiores mistérios da física moderna, como a chamada "matéria escura" ou a natureza da gravidade. Assim, os físicos já sabem que o Modelo Padrão precisará ser substituído em algum momento por ideias mais avançadas.

O Grande Colisor de Hádrons foi construído para entender a física além do Modelo Padrão.

As tais partículas subatômicas chamadas de "quarks bottom" são produzidas pelo acelerador e normalmente não são encontradas na natureza. Elas passam por um processo conhecido como decaimento, no qual uma partícula se transforma em várias outras menores.

De acordo com o Modelo Padrão, os quarks bottom devem decair em números iguais de partículas de elétrons e múons (uma partícula elementar semelhante ao elétron).

Em vez disso, no entanto, o processo produz mais elétrons do que múons.

Uma possível explicação é que uma partícula ainda não descoberta, conhecida como leptoquark, esteja envolvida no processo de decaimento e torna mais fácil a produção de elétrons.

Paula Alvarez Cartelle, da Universidade de Cambridge, foi uma das líderes científicas por trás da descoberta.

Ela comentou: "Este novo resultado oferece dicas tentadoras da presença de uma nova partícula ou força fundamental que interage de forma diferente com essas partículas".

"Quanto mais dados temos, mais forte esse resultado se torna. Essa medição é a mais significativa em uma série de resultados descobertos com o acelerador na última década e que parecem estar alinhados. Juntos, eles podem apontar para uma explicação comum."

A cientista, no entanto, é cautelosa.

"Os resultados não mudaram, mas suas incertezas diminuíram, aumentando nossa capacidade de ver possíveis diferenças com o Modelo Padrão."

Na física de partículas, o padrão ouro para uma descoberta é um nível chamado cinco sigma, no qual há uma chance em 3,5 milhões de o resultado ser um mero acaso. A medição do acelerador é três sigma, o que significa que há aproximadamente uma chance em mil de que a medição seja uma coincidência estatística.

Assim, as pessoas não devem se precipitar com essas descobertas, de acordo com o líder da equipe Prof Chris Parkes, da Universidade de Manchester.

"Podemos estar no caminho para uma nova era da Física, mas se estivermos, ainda estamos relativamente no início dessa estrada neste ponto. Já vimos resultados dessa importância irem e virem, então devemos ser cautelosos", disse ele.

Mas se for confirmada por análises e dados adicionais quando o Grande Colisor for reiniciado no próximo ano, esta poderá ser uma das maiores descobertas recentes da física, de acordo com Konstantinos Petridis, da Universidade de Bristol.

"A descoberta de uma nova força na natureza é o santo graal da física de partículas. Nossa compreensão atual dos constituintes do Universo é notavelmente insuficiente, não sabemos do que 95% do Universo é feito ou por que existe um desequilíbrio entre matéria e antimatéria. "

Os resultados foram apresentados para publicação na Nature Physics.

segunda-feira, 29 de março de 2021

F. C. PORTO-CHELSEA PODE JOGAR-SE EM SEVILHA


A notícia é avançada pela "Sky Sport Itália", adiantando que o Sevilha já disponibilizou o Estádio Sánchez Pizjuán para o jogo da primeira mão dos quartos de final da Liga dos Campeões.

A receção do F. C. Porto ao Chelsea, a contar para a primeira mão dos quartos de final da Liga dos Campeões, pode não ter lugar no Estádio do Dragão.

Esta segunda-feira, a "Sky Sport" italiana avançou a possibilidade de o duelo ser transferido para Sevilha e realizar-se, assim, em campo neutro em virtude das restrições provocadas pela pandemia de covid-19.

A notícia acrescenta que o clube andaluz já disponibilizou o Estádio Sánchez Pizjuán para acolher o encontro marcado para 7 de abril.

Recorde-se que, pelas mesmas razões, o Atlético de Madrid foi obrigado a defrontar o Chelsea em Bucareste e não em Madrid, nos oitavos de final da competição. Já os "blues", na segunda mão, jogaram no seu estádio, o Stamford Bridge.

VIDEOS: CAMIÃO DESGOVERNADO BATE EM PRAÇA DE PEDÁGIO E DEIXA QUATRO MORTOS NA BR-050


Um grave acidente envolvendo quatro veículos deixou quatro mortos na manhã deste domingo (28) em uma praça de pedágio localizada na BR-050 em Campo Alegre de Goiás, no sudeste do estado.

De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), por volta das 10h o motorista de um caminhão-baú carregado com desodorantes que seguia no sentido Brasília-Catalão perdeu o controle da direção ao se aproximar da praça de pedágio no km 226 da BR-050, e colidiu contra a defensa metálica.

Em seguida, o mesmo caminhão colidiu contra um carro de passeio ocupado por uma família, sendo 2 adultos e 1 criança; e outro automóvel com 3 pessoas, que ficaram ilesas. Essas colisões em série provocaram um incêndio que atingiu um caminhão graneleiro que estava parado no pedágio, mas o motorista conseguiu desembarcar antes que o fogo atingisse a cabine e saiu ileso.

Uma criança e três adultos morreram. Uma das vítimas fatais é o motorista do caminhão-baú. Oito funcionários da concessionária que trabalhavam na praça de pedágio onde o acidente aconteceu tiveram ferimentos e foram socorridos.

Os oito funcionários da ECO 050, concessionária responsável por administrar a rodovia, foram atingidos por estilhaços de vidros e fogo. Eles foram socorridos e encaminhados à unidade de saúde de Catalão.

Com o acidente a rodovia ficou totalmente interditada em ambos os sentidos, e um desvio foi providenciado por dentro de propriedades rurais da região, no esquema “pare e siga”, fluindo, portanto, nas duas direções.

Agentes da PRF, IML, Bombeiros e Concessionária estão no local controlando o tráfego, realizando o atendimento do acidente, perícia e limpeza do local, e socorro às vítimas.



CÃO DE RUA ROUBA VÁRIAS VEZES O MESMO PELUCHE E ACABA POR RECEBÊ-LO DE PRESENTE

 


Dos Estados Unidos da América chega a história de Sisu, um cão de rua que continuava a roubar o mesmo peluche de uma loja. Após cinco "roubos", o animal acabou por receber um presente.

A loja Dollar General em Kenansville, na Carolina do Norte, contactou os serviços de controlo animal devido aos contínuos roubos de Sisu. O cão de rua já tinha visitado a loja cinco vezes para roubar sempre o mesmo peluche.

De acordo com a CNN, o funcionário que ficou encarregue de o ir buscar à loja acabou por presentear o animal com o unicórnio roxo.

Esta segunda-feira, o departamento estatal publicou nas redes sociais uma fotografia do Sisu agarrado ao seu novo brinquedo, e a história do animal tornou-se viral.

Com a publicação nas redes sociais, o cão tornou-se famoso e foi adotado um dia depois, de acordo com os serviços.

PORTUGAL COM 32 CONSELHOS COM INCIDÊNCIA ACIMA DO LIMITE PARA DESCONFINAR


Portugal tem 32 concelhos com mais de 120 novos casos por 100 mil habitantes a 14 dias, um valor acima das metas nacionais definidas pelo Governo para o desconfinamento, segundo a Direção-Geral de Saúde.

Em 11 de março, na apresentação do plano de desconfinamento, o primeiro-ministro, António Costa, avisou que as medidas da reabertura serão revistas sempre que Portugal ultrapassar os "120 novos casos por dia por 100 mil habitantes a 14 dias" ou sempre que o Rt, o número médio de casos secundários que resultam de um caso infetado pelo vírus ultrapasse 1.

O boletim da Direção-Geral de Saúde de hoje revela que 32 concelhos tinham uma incidência cumulativa, entre 10 e 23 de março, acima dos 120 novos casos por 100 mil habitantes.

Destes 32 concelhos, nove têm valores acima dos 240 casos por 100 mil habitantes, destacando-se Alcoutim com 417 casos e Machico com 601 casos, este último classificando-se num risco muito elevado.

No anterior boletim o concelho madeirense de Machico já se encontrava em risco muito elevado, ou seja, com uma incidência entre 480 e 959,9 casos por 100 mil habitantes.

Saíram desta lista de risco muito elevado os concelhos madeirenses de Ponta do Sol e de Santa Cruz (548) e o concelho alentejano de Alcoutim.

Na nota explicativa dos dados por concelhos é referido que a incidência cumulativa "corresponde ao quociente entre o número de novos casos confirmados nos 14 dias anteriores ao momento de análise e a população residente estimada".

Relativamente ao grupo com incidência cumulativa entre 120,0 e 239,9 casos por 100 mil habitantes o boletim de hoje revela que integram esta lista os concelhos de Armamar (156), Golegã (225), Gouveia (170), Lagoa (127), Lagoa (Açores) (136), Portimão (186), Póvoa de Varzim (124), Santa Cruz (212), Câmara de Lobos (172), Castelo de Vide (171), Montijo (148), Sobral de Monte Agraço (169), Soure (158), Cinfães (197), Cuba (131), Figueira da Foz (146), Viana do Castelo (147), Penacova (146), Penela (167), Peso da Régua (178), Ponta Delgada (168), Ponta do Sol (151) e Funchal (173).

Com uma incidência cumulativa entre 240 e 479,9 casos por 100 mil habitantes estão os concelhos de Alcoutim (417), Ribeira Brava (386), Rio Maior (280), Belmonte (297), Marinha Grande (293), Moura (386), Figueiró dos Vinhos (269) e Odemira (336).

Ao todo, 47 concelhos registaram zero casos nos últimos 14 dias: Aguiar da Beira, Alijó, Almodôvar, Alter do Chão, Angra do Heroísmo, Ansião, Gavião, Horta, Idanha-a-Nova, Lajes das Flores, Mação, Manteigas, Porto Moniz, Sabrosa, Sabugal, Santa Cruz da Graciosa, Santa Cruz das Flores, Avis, Barrancos, Bombarral, Calheta, Calheta (Açores), Marvão, Mêda, Miranda do Douro, Monchique, Mora, Moura, Murça, São Vicente, Sousel, Tarouca, Terras de Bouro, Tondela, Constância, Corvo, Ferreira do Zêzere, Oleiros, Ourique, Penamacor, Penedono, Velas, Vila de Rei, Vila Nova de Poiares, Vila Velha de Ródão e Vinhais.

Portugal registou hoje seis mortes relacionadas com a covid-19 e 309 novos casos de infeção com o novo coronavírus, valores que se têm mantido estáveis desde meados de março, segundo a Direção-Geral da Saúde (DGS).

O boletim epidemiológico da DGS revela que estão internados 623 doentes (menos 10 do que no domingo), o mais baixo desde 24 de setembro, dia em que estavam internadas 588 pessoas.

Nos cuidados intensivos, Portugal tem hoje 136 doentes, menos seis em relação a domingo, valor mais baixo desde 13 de outubro, dia em que estavam também internadas nestas unidades 132 pessoas.

Os casos ativos em Portugal continuam a registar uma diminuição, com 28.024 contabilizados hoje (menos 155), estando o número de novos casos confirmados, hoje de 309, com uma evolução estabilizada desde meados de março.

Desde março de 2020, Portugal já registou 16.843 mortes associadas à covid-19 e 820.716 casos de infeção pelo coronavírus SARS-CoV-2, que provoca a doença covid-19.

As autoridades de saúde têm em vigilância 15.625 contactos, mais 23 relativamente ao dia anterior, alterando pelo quinto dia a tendência decrescente que se verificava desde 30 de janeiro.

O índice de transmissibilidade (Rt) do novo coronavirus em Portugal continua a subir, situando-se hoje em 0,94, enquanto a incidência desceu para 70 novos casos de infeção por 100.000 habitantes, segundo dados oficiais.

De acordo com o boletim conjunto da Direção-Geral da Saúde (DGS) e do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), o Rt é de 0,94 em Portugal continental e ilhas, mais 0,01 em comparação com a última atualização, na sexta-feira, e de 0,93 quando considerado apenas o continente, também mais 0,01.

No que respeita à incidência de novos casos de infeção com SARS-CoV-2, os dados revelam que situa-se nos 70 casos por 100.000 habitantes (75,7 por 100.000 habitantes na sexta-feira) e nos 63,4 casos por 100.000 habitantes se for considerado apenas o continente (66,8 por 100.000 habitantes na sexta-feira).

A incidência refere-se ao número de novos casos por 100 mil habitantes nos últimos 14 dias.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.784.276 mortos no mundo, resultantes de mais de 127 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

DGS ALERTA PARA FRACA QUALIDADE DO AR DEVIDO A MASSA DO NORTE DE ÁFRICA


Uma massa de ar do Norte de África está a provocar uma "fraca qualidade do ar no continente", alertou esta segunda-feira a Direção-Geral da Saúde (DGS), que recomendou cuidados redobrados para a população mais sensível, como crianças e idosos.

"Está a ocorrer uma situação de fraca qualidade do ar no continente, prevendo-se que a mesma se mantenha hoje e terça-feira", um fenómeno que se deve à "intrusão de uma massa de ar proveniente dos desertos do Norte de África", adiantou a DGS.

Segundo a mesma fonte, o efeito deste fenómeno pode ser enfraquecido com a chuva que está prevista para algumas zonas do país, o que permitirá reduzir a concentração de partículas no ar.

Estas partículas inaláveis têm "efeitos na saúde humana, principalmente na população mais sensível, nomeadamente nas crianças e idosos, cujos cuidados de saúde devem ser redobrados durante a ocorrência destas situações", adiantou ainda a DGS.

Nesse sentido, é recomendado que a população em geral reduza os esforços prolongados, limite a atividade física ao ar livre e evite a exposição a fatores de risco, como o fumo do tabaco e o contacto com produtos irritantes.

"Os grupos de cidadãos, pela sua maior vulnerabilidade aos efeitos deste fenómeno, para além de cumprirem as recomendações para a população em geral, devem permanecer no interior dos edifícios e, se viável, com as janelas fechadas", avisou a DGS.

Além das crianças e idosos, a DGS aponta como vulneráveis pessoas com problemas respiratórios crónicos, principalmente asma, e doentes do foro cardiovascular, recomendando que, em caso de agravamento de sintomas, devem contactar a Linha Saúde 24 (808 24 24 24) ou recorrer a um serviço de saúde.

VIDEO: PORTA-CONTENTORES "EVER GIVEN" VOLTOU A NAVEGAR NO CANAL DE SUEZ


O navio "Ever Given", que estava encalhado no Canal de Suez há quase uma semana, já está a navegar. Segundo a Autoridade responsável pelo canal, a passagem de navios será reestabelecida.

"O Almirante Osama Rabie, presidente da Autoridade do Canal de Suez, anunciou a reabertura do tráfego marítimo no Canal de Suez", escreveu num comunicado o organismo responsável pelo canal. O porta-contentores de 400 metros estava encalhado desde terça-feira.

A autoridade já tinha anunciado ao início da manhã desta segunda-feira que o "Ever Given" tinha começado a flutuar.

O Canal de Suez, no Egito, é uma das rotas mais importantes para o comércio marítimo e a circulação na travessia vai ser reestabelecida. Pelo menos 400 navios continuam a aguardar a passagem na via que liga o mar Mediterrâneo e o mar Vermelho.

domingo, 28 de março de 2021

MILITARES DA GNR "CERCADOS" POR VÁRIAS PESSOAS EM DESACATO EM OLHÃO


Duas pessoas foram detidas, este sábado, em Olhão, na sequência de confrontos com elementos da GNR e da PSP. Um agente da PSP foi atingido com uma pedra.

Segundo apurou o JN, uma patrulha da GNR deslocou-se à cidade de Olhão, por volta das 22 horas, para entregar uma carta de condução que tinha sido extraviada. No caminho deparou-se com uma situação de agressões na via pública e parou para prestar auxílio.

Os militares foram recebidos de forma hostil, com a viatura em que seguiam a ser rodeada por cerca de 30 indivíduos, que os injuriaram, ameaçaram e tentaram agredir.

Os militares acabaram por pedir auxílio à PSP, que detém a jurisdição daquela zona. Os agentes também foram recebidos de forma hostil. Várias pedras foram arremessadas contra elementos policiais e viaturas. Um polícia acabou por ser atingido num braço.

A PSP conseguiu deter dois homens, pai e filho, que terão estado envolvidos no cerco à GNR, e dispersar a multidão, que estava na via pública sem máscara nem distanciamento social.

PCP ACUSA GOVERNO DE ANDAR A "CONTAR TOSTÕES NOS APOIOS SOCIAIS"


O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, acusou este domingo o Governo de andar a "contar tostões nos apoios sociais" aprovados pelo parlamento, e avisou que a 'lei-travão' não travou nem a epidemia nem os abusos.

Numa intervenção na iniciativa do partido alusiva ao Dia Nacional da Juventude "Mil lutas no caminho de Abril", que decorreu num largo ao ar livre na Baixa de Lisboa, Jerónimo de Sousa aludiu aos diplomas de reforço dos apoios sociais que aguardam decisão do Presidente da República.

"Hoje, a persistência da epidemia coloca a necessidade de uma resposta que exige uma outra mobilização de meios que continuam a ser negados, o que é incompatível com a atitude do Governo de contar tostões nos apoios sociais aprovados na Assembleia da República, como ainda estes dias aconteceu, com a tentativa de invocar a chamada 'lei-travão' para impedir a sua concretização", criticou.

O secretário-geral do PCP avisou que, "por muito que se queixe o Governo junto do Presidente da República", essa norma inscrita na Constituição "não travou a epidemia e o Governo não teve a capacidade de travar os abusos".

"Foi uma e outra que levaram tantos portugueses à situação de necessitar destes apoios sociais, que o Governo agora procura recusar", criticou.

VIDEO: BOLA DE FOGO CRUZOU O CÉU DE CASTILLA-LA MANCHA E ANDALUZIA ESTA MADRUGADA


Uma brilhante bola de fogo cruzou o céu de Castilla-La Mancha e Andaluzia esta madrugada, um fenómeno que ocorreu quando uma rocha proveniente de um asteroide entrou na atmosfera terrestre, a cerca de 96 mil quilómetros/hora.

O fenómeno foi gravado pelos detetores da rede de Meteoros do Sudoeste Europeu que opera no Observatório Astronómico La Hita, em Toledo, segundo informou a Fundação AstroHita.

Estes detetores trabalham no projeto SMART, coordenado desde o Instituto de Astrofísica da Andaluzia, com o objetivo de monitorizar continuamente o céu para registar e estudar o impacto contra a atmosfera terrestre de rochas provenientes de distintos objetos do sistema solar.

A bola de fogo também foi gravada pelos detetores que este mesmo projeto de pesquisa instalou nos observatórios de Sierra Nevada (Granada), Calar Alto (Almería), La Sagra (Granada), Sevilha e Madrid (Universidade Complutense).

O fenómeno foi analisado pelo responsável pelo projeto, o astrofísico José María Madiedo, do Instituto de Astrofísica da Andaluzia, que determinou que a rocha que originou esta bola de fogo entrou na atmosfera a cerca de 96.000 quilómetros por hora na Andaluzia, especificamente no nordeste da província de Jaén.

Devido a esta alta velocidade, o súbito atrito com o ar fez com que a rocha ficasse incandescente a uma altura de cerca de 82 quilómetros, e essa incandescência foi a que gerou a brilhante bola de fogo que, devido a sua grande luminosidade, podia ser vista de mais 500 quilómetros de distância.

A bola de fogo, de acentuado tom esverdeado, avançou na direção nordeste e sobrevoou Castilla-La Mancha, extinguindo-se sobre o sudoeste da província de Albacete a uma altitude de cerca de 29 quilómetros.

SEM VAGAS NAS UTIS, HOSPITAIS DE PARIS SE PREPARAM PARA TRIAGEM DE PACIENTES


Médicos que coordenam as células de crise dos hospitais parisienses publicaram um texto neste domingo (28), no Journal du Dimanche, onde afirmam que se preparam para fazer uma triagem dos pacientes diante da grave situação epidêmica na capital francesa e seus arredores.

Apesar das novas medidas de restrição adotadas em 19 regiões, a França registrou neste sábado (28) um novo aumento de pacientes internados nas unidades de terapia intensiva (UTIs) dos estabelecimentos, que contam agora com 4.791 doentes - o número mais alto registrado desde o início do ano.

O rápido avanço das contaminações se explica pela predominância da cepa britânica, mais contagiosa e mortal, e que atinge pacientes mais jovens, que permanecem mais tempo hospitalizados.

"Nos próximos quinze dias, como as contaminações já ocorreram, podemos antecipar o número de leitos que serão necessários em unidades de terapia. Sabemos, desde já, que nossa capacidade será insuficiente", escrevem 41 médicos que atuam nos Pronto-Socorros e UTIs de Paris.

"Nessa situação de 'Medicina de catástrofe', onde há uma discordância flagrante entre as necessidades e os recursos disponíveis, seremos obrigados a fazer uma triagem dos pacientes, para salvar o maior número de vidas possível", salientam.

Essa triagem, alertam, envolverá todos os pacientes, inclusive aqueles que não são positivos para a Covid-19. Nesses casos, os doentes com maiores chances de sobreviver à intubação, por exemplo, são privilegiados.

"Nunca enfentamos uma situação dessas, mesmo durante os piores atentados dos últimos anos", declaram os urgentistas encarregados da gestão da crise sanitária. "Não podemos continuar em silêncio sem trair o juramento de Hipócrates que fizemos um dia", completam.

No Twitter, diversos profissionais franceses, sob pseudônimo, revelam a difícil situação nos estabelecimentos e a incompreensão diante de medidas que eles julgam insuficientes para frear o vírus.

Medidas mais restritivas

O governo francês optou, por hora, por medidas de lockdown regionais e parciais para frear a epidemia, mas as restrições não controlam a circulação do vírus. A taxa global de incidência na França, dos últimos dias, é de cerca de 350 diagnósticos positivos para 100.000 pessoas. Em Paris, ela é superior a 630.

Epidemiologistas alertaram para o risco da terceira desde janeiro, caso o país não adotasse um lockdown mais rígido, com escolas, empresas e lojas fechadas, como em março de 2020. Mas o governo francês preferiu adotar a estratégia de "viver com o vírus."

O presidente francês, Emmanuel Macron, defendeu, em uma entrevista publicada neste domingo (28) sua decisão de não trancar o país. Mas, ao mesmo tempo, nunca conseguiu atingir sua meta, desde a segunda onda, em outubro, de limitar as infecções a cerca de 5.000 casos diários.

Segundo Macron, apesar da gravidade da situação, nenhuma decisão sobre um novo lockdown total foi tomada. 

Um Conselho de Defesa previsto para quarta-feira (31) discutirá a possibilidade de novas medidas, como o fechamento das escolas, que vem sendo defendido por associações de professores e pais diante do aumento da incidência nos estabelecimentos. "Vamos observar, nos próximos dias, a eficácia das medidas e tomaremos as decisões necessárias. Mas, por enquanto, nada foi decidido", frisou Macron.

A França aposta na vacinação e garante que poderá imunizar cerca de 30 milhões de franceses até o final de junho, e o restante da população até setembro, quando termina o verão no hemisfério norte.

COVID-19 NO BRASIL: AUTORIZADA IMPORTAÇÃO DIRETA DOS MEDICAMENTOS PARA INTUBAÇÃO

Congresso deu início a uma comissão parlamentar de inquérito para investigar atos e omissões do Governo de Bolsonaro durante a pandemia. No ...