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quinta-feira, 22 de abril de 2021

JIADISTA CONDENADO A PRISÃO PERPÉTUA POR ATAQUE DE 2017 EM NOVA IORQUE


Um membro do grupo jiadista Estado Islâmico (EI), Akayed Ullah, que em dezembro de 2017 tentou executar um ataque terrorista no metro de Nova Iorque, foi condenado hoje a prisão perpétua por um tribunal federal de Manhattan.

Ullah detonou uma bomba numa estação de metro, sob o terminal de autocarros da Autoridade Portuária de Manhattan, no dia 11 de dezembro de 2017.

"Tinha a intenção de assassinar o maior número possível de norte-americanos inocentes. O motivo de Ullah era claro e inequívoco: um ódio ideológico e profundo aos Estados Unidos", disse a advogada norte-americana Audrey Strauss.

"Ironicamente, as ações de Ullah só conseguiram reafirmar a grandeza dos EUA, ao mostrar a equidade e imparcialidade que o nosso sistema de justiça representa", completa.

Segundo a acusação, Akayed fabricou uma bomba de tubo e detonou-a "num cruzamento movimentado no centro de Nova Iorque", com a intenção de "causar danos e aterrorizar o maior número de pessoas possível".

O dispositivo explosivo, que estava preso ao corpo de Akayed Ullah, rebentou de forma defeituosa e causou apenas quatro feridos ligeiros, além de ferimentos graves ao próprio bombista.

O autor da tentativa do atentado, que residia no bairro de Brooklyn, tinha afirmado durante o julgamento que não era um terrorista, mas sim um cidadão indignado com a intervenção dos EUA no Médio Oriente.

"Isto não é, de forma alguma, um ataque. É uma tentativa de suicídio em público", defendeu, na altura, a advogada de Ullah, Amy Gallicchio.

O chefe da Polícia de Nova Iorque, Dermot Shea, insistiu hoje que Ullah "aceitou o apelo do EI para atacar e matar nova-iorquinos".

"Ullah foi inspirado pela propaganda do EI", incluindo um vídeo em que aquela organização extremista instruiu os seus seguidores para realizarem ataques nos seus próprios países se não pudessem viajar para o estrangeiro para se juntarem ao EI", concluiu Shea.

A acusação afirma que o Akayed começou a radicalizar-se em 2014, depois de discordar impetuosamente com a política dos EUA em relação ao Médio Oriente.

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