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terça-feira, 6 de abril de 2021

PROVA ESCONDIDA NUM COFRE. SÓCRATES COM "HERANÇA" DE 34 MILHÕES NA SUIÇA


Na recta final para se conhecer a acusação da Operação Marquês, surge a informação de que o Ministério Público (MP) encontrou um documento, num cofre na Suíça, que coloca José Sócrates como “herdeiro” de uma fortuna de 34 milhões de euros que estão numa conta bancária no nome de Carlos Santos Silva.

A informação é avançada pelo Correio da Manhã (CM) que salienta que esta “era a peça que faltava para avançar para a acusação pública”.

“Na abertura dessa conta” do amigo próximo do antigo primeiro-ministro e para o “salvaguardar” quanto aos fundos ali depositados, “foi feito constar que, por morte do arguido Carlos Santos Silva, 80 por cento do saldo da conta seria de José Paulo Pinto de Sousa, actuando este na qualidade de fiduciário de José Sócrates“, aponta o procurador do MP, Rosário Teixeira, num documento a que o CM teve acesso.

José Paulo Pinto de Sousa, que é primo de Sócrates, é também o dono do apartamento onde o antigo primeiro-ministro vive actualmente na Ericeira.

Segundo a tese do MP, Pinto de Sousa e Santos Silva eram “testas-de-ferro” de Sócrates, e os 34 milhões de euros da conta na Suíça são de facto do ex-governante, reportando-se a alegadas “luvas” que terá recebido.

Contudo, falta saber se o documento descoberto no cofre será validado por Ivo Rosa. Note-se que o magistrado não é especialmente defensor das chamadas provas indirectas que são a base de todo o processo da Operação Marquês.

Sócrates está acusado de 31 crimes

O ex-primeiro-ministro está acusado de 31 crimes de corrupção passiva, branqueamento de capitais, falsificação de documentos e fraude fiscal, num processo com 28 arguidos e que já dura há sete anos.

O juiz Ivo Rosa marcou para sexta-feira, 9 de Abril, a leitura da decisão instrutória, altura em que se ficará a saber quem vai a julgamento e por que crimes. Só o MP pode recorrer da decisão.

Às 19 pessoas que são arguidas no processo, foram imputados 159 crimes, nomeadamente corrupção passiva e activa, branqueamento de capitais, falsificação de documento e fraude fiscal qualificada, falsificação de documento, abuso de confiança e peculato e posse de arma proibida.

Sócrates, que reclama estar inocente e insinua que o caso tem contornos políticos, é o principal arguido de uma lista que inclui ainda o ex-presidente do BES, Ricardo Salgado, o antigo ministro socialista Armando Vara, os ex-líderes da PT Zeinal Bava e Henrique Granadeiro, o empresário Helder Bataglia e Carlos Santos Silva.

O processo é um dos mais mediáticos de sempre da justiça portuguesa e o primeiro que envolve acusações de corrupção dirigidas a um ex-chefe do Governo.

A investigação arrancou em Julho de 2013 e reuniu extensa prova documental e digital, incluindo mais de três mil documentos em papel e 13.500 milhões de ficheiros informáticos.

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