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segunda-feira, 17 de maio de 2021

BILL GATES DEIXOU MICROSOFT DURANTE INVESTIGAÇÃO POR RELAÇÃO EXTRACONJUGAL


Bill Gates deixou o conselho de direção da Microsoft em 2020, durante uma investigação sobre o relacionamento amoroso do bilionário com uma funcionária da empresa, avançou o "The Wall Street Journal", este domingo.

O fundador e ex-chefe da gigante tecnológica americana deixou o cargo de presidente do conselho de administração em março de 2020. "Os membros do conselho de administração da Microsoft Corp. decidiram que Bill Gates tinha de deixar o seu cargo em 2020, enquanto faziam uma investigação sobre um relacionamento amoroso do bilionário com uma funcionária da Microsoft que foi considerado inadequado", relatou o jornal, que cita fontes próximas do processo.

Trata-se de "um caso há quase 20 anos que terminou amistosamente", disse uma porta-voz de Gates ao "The Wall Street Journal".
De acordo com a porta-voz, Gates deixou a Microsoft para se concentrar mais na sua organização filantrópica, a Fundação "Bill e Melinda Gates".

Gates e a sua mulher, Melinda, que cofundaram esta instituição há duas décadas para lutar contra a pobreza e as doenças no Mundo, anunciaram o divórcio a 3 de maio, após 27 anos de casamento.

Um porta-voz da Microsoft disse à AFP que a empresa foi alertada no segundo semestre de 2019 que "Bill Gates tentou iniciar um relacionamento íntimo com uma funcionária da empresa em 2000. Um comité do conselho de administração analisou o caso, com a ajuda de um escritório de advocacia externo, para realizar uma investigação exaustiva".

"A funcionária, uma engenheira, afirmou numa carta que teve um relacionamento com Gates durante anos", relatou o "The Wall Street Journal".

Segundo o jornal, alguns membros da direção também questionaram os laços entre Gates e Jeffrey Epstein. O financeiro suicidou-se na prisão em 2019, enquanto aguardava julgamento por alegado tráfico de menores.

A equipa de Gates garantiu ao conselho que o fundador da Microsoft se reuniu com Epstein por "razões filantrópicas" e que "se arrependia de tê-lo feito", segundo o jornal.

Gates, que fundou a Microsoft em 1975, renunciou ao cargo de CEO da empresa em 2000, alegando que queria concentrar-se na sua fundação. Em 2008, afastou-se por completo do cargo. A sua posição como diretor do conselho de administração foi a última que o vinculou oficialmente à empresa.

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