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segunda-feira, 17 de maio de 2021

LONGAS HORAS DE TRABALHO MATAM 745 MIL PESSOAS POR ANO


Trabalhar longas horas está a matar centenas de milhares de pessoas por ano, de acordo com um estudo global da Organização Mundial da Saúde (OMS).

O estudo, que é o primeiro deste tipo, mostrou que 745 mil pessoas morreram em 2016 de derrames ou doenças cardíacas causados por longas horas de trabalho.

De acordo com a BBC, o mesmo relatório revelou que pessoas a viver no Sudeste Asiático e na região do Pacífico Ocidental foram as mais afetadas.

Além disso, segundo a OMS, a tendência pode piorar devido à pandemia de covid-19.

A investigação mostrou que trabalhar 55 horas ou mais por semana estava associado a um risco 35% maior de acidente vascular cerebral e 17% maior de morrer de doença cardíaca quando comparado a uma semana de trabalho de 35 a 40 horas.

O estudo, conduzido em conjunto com a Organização Internacional de Trabalho (ILO, na sigla em inglês), apontou ainda que quase três quartos das pessoas que morreram devido às longas horas de trabalho eram homens de meia idade ou mais velhos.

Estas mortes aconteceram frequentemente muito mais tarde na vida às vezes, décadas depois de trabalhar essas longas horas.

O relatório revelou que trabalhar longas horas foi estimado como responsável por cerca de um terço de todas as doenças relacionadas com o trabalho, tornando-se a maior carga de doenças ocupacionais.

Os investigadores explicaram que havia duas formas de as horas de trabalho mais longas levarem a consequências negativas na saúde. Por um lado, através de respostas fisiológicas ligadas ao stress e, por outro, porque os trabalhadores eram mais propensos a adotar comportamentos prejudiciais à saúde, como fumar e beber álcool, dormir menos, fazer menos exercício físico e ter uma dieta pouco saudável.

Embora o estudo não tenha incluído o período pandémico, funcionários da OMS afirmam que o recente salto para o trabalho remoto e a desaceleração económica podem ter aumentado os riscos associados às longas jornadas de trabalho.

"Temos algumas evidências que mostram que quando os países entram em confinamento nacional, o número de horas trabalhadas aumenta em cerca de 10%", disse Frank Pega, oficial técnico da OMS.

O número de pessoas a trabalhar longas horas estava a aumentar antes da chegada da pandemia. Era cerca de 9% da população global total.

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