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quarta-feira, 18 de agosto de 2021

CHEFE DAS PRISÕES CARIOCAS APANHADO A NEGOCIAR COM CRIMINOSOS DO COMANDO VERMELHO


A Polícia Federal brasileira desencadeou, na terça-feira, a Operação Simonia, visando desarticular um esquema de corrupção estabelecido no núcleo da Secretaria de Administração Penitenciária do Rio de Janeiro (SEAP) que alegadamente negociava com uma fação criminosa.

Apesar de a corporação não ter divulgado os nomes e funções dos três detidos, o jornal "O Globo" avança que se trata do secretário estadual da Administração Penitenciária, Raphael Montenegro, e dos subsecretários da pasta Wellington Nunes da Silva, da gestão operacional, e Sandro Farias Gimenes, superintendente.

Segundo a investigação, a SEAP negociou acordos com chefes do Comando Vermelho, a maior fação criminosa de tráfico de droga do estado, "em troca de influência sobre os locais de domínio destes traficantes e outras vantagens ilícitas".

O jornal brasileiro adianta que, entre os acordos, estariam o regresso de criminosos presos na Penitenciária Federal de Catanduvas, no Paraná, para o Rio de Janeiro, a entrada de pessoas e objetos proibidos em unidades prisionais fluminenses e a libertação irregular de Wilton Carlos Rabello Quintanilha, o Abelha, de 50 anos, "um criminoso de altíssima periculosidade, contra quem havia mandados de prisão pendentes".

Durante a operação, a Polícia Federal apreendeu 250 mil reais (equivalente a 40 507 euros) em dinheiro, além de telemóveis e documentos.

Visitas suspeitas

Em maio, um pedido de visita de Raphael Montenegro à Penitenciária Federal de Catanduvas levantou suspeitas. A SEAP justificou-se com a necessidade de recolha de informações para um relatório técnico sobre a possibilidade de regresso de detidos ao Rio de Janeiro.

A solicitação foi aceite e a visita de Raphael Montenegro, Wellington Nunes da Silva e Sandro Farias Gimenes foi marcada para os dias 26 e 27. O que não sabiam é que tinham sido instaladas escutas para registar o encontro em que ficaram gravadas as negociações de Montenegro com vários líderes do Comando Vermelho.

Segundo a decisão que determinou as detenções de terça-feira, o secretário propôs interceder pelo regresso dos chefes do Comando Vermelho para prisões no Rio de Janeiro para que fosse mais fácil comandar as atividades criminosas de dentro da cadeia. Em troca, o grupo faria tréguas em determinadas atividades criminosas, como a venda de cocaína.

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