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segunda-feira, 4 de outubro de 2021

MAIOR DEMONSTRAÇÃO DE FORÇA DE SEMPRE: CHINA ENVIA 52 AVIÕES DE COMBATE PARA TAIWAN


A China enviou, esta segunda-feira, 52 aviões de combate em direção a Taiwan, na maior demonstração de força já registada, prosseguindo três dias de contínuo assédio militar à ilha autogovernada.

A incursão aérea envolveu 34 caças de combate J-16 e 12 bombardeiros H-6, entre outras aeronaves, de acordo com o Ministério da Defesa Nacional de Taiwan. A Força Aérea taiwanesa destacou jatos e monitorizou os movimentos dos aviões de combate chineses através do seu sistema de defesa aérea.

A China reclama como seu território a democraticamente governada ilha de Taiwan, afirmando que recuperará o controlo da mesma pela força, se necessário for, recusando-se a reconhecer o Governo da ilha e tentando incessantemente isolar a administração independente do Presidente Tsai Ing-wen.

Especialistas têm classificado os voos de aviões de combate e outras manobras militares de Pequim como "área de guerra cinzenta" ou qualquer tipo de ação militar que não seja o combate direto, e muitos dizem não acreditar que a demonstração de força e a retórica agressiva, muita da qual repetitiva, conduza à guerra.

Taiwan e a China separaram-se durante uma guerra civil em 1949, e Pequim opõe-se ao reconhecimento internacional de Taiwan como Estado independente e à participação da ilha como Estado membro em organizações internacionais.

Taiwan anunciou a 23 de setembro que se candidatou a aderir ao acordo de comércio livre da Parceria Transpacífica (TPP), uma semana após a China ter apresentado a sua própria candidatura para adesão ao acordo comercial.

A 01 de outubro, o Dia Nacional da China, o Exército de Libertação Popular enviou 38 aviões de combate para aquela zona e, no dia 02, mais 39, número que era, até agora, o máximo já enviado num só dia, desde que Taiwan começou a divulgar dados sobre o número de aviões militares, em setembro de 2020. No dia 03, a China enviou mais 16 aviões de combate.

As mais recentes manobras da Força Aérea chinesa elevam o total para 814 sobrevoos de aviões de combate.

O número de incursões na zona de defesa aérea de Taiwan levou a uma declaração do porta-voz do Departamento de Estado norte-americano, Ned Price, no fim de semana, a advertir a China de que a sua atividade militar perto de Taiwan é um erro de cálculo e está a minar a paz e a estabilidade regionais.

"Instamos Pequim a cessar a sua pressão e coerção militar, diplomática e económica sobre Taiwan", lia-se na declaração.

Os últimos voos ocorreram em grupos separados, com incursões diárias e noturnas. Os voos noturnos são dignos de nota, segundo os analistas, porque são mais difíceis, devido à visibilidade reduzida.

"Eles têm o tipo de confiança necessária para operar durante a noite", observou Chen-Yi Tu, investigador do Instituto de Investigação de Defesa Nacional e Segurança, em Taiwan.

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