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sábado, 22 de janeiro de 2022

GESTOR DO NOVO BANCO APANHADO EM NOVA ESCUTA COMPROMETEDORA


As escutas da Operação Cartão Vermelho que tem como alvo Luís Filipe Vieira, ex-presidente do Benfica revelaram mais uma conversa comprometedora para António Ramalho, presidente executivo do Novo Banco. Esta escuta, divulgada pelo jornal Público, mostra que havia dentro da própria direção do do banco quem considerasse que estava em curso “uma tentativa de saque” ao Fundo de Resolução.

A conversa em causa aconteceu em julho de 2021, altura em que o Novo Banco tinha acabado de pedir uma nova tranche de 600 milhões de euros ao Fundo de Resolução.

Os protagonistas são ex e atual gestor do próprio banco: Vítor Fernandes, antigo braço direito de António Ramalho, com quem se desentendeu e acabou por sair oito meses antes por alegadas divergências estratégias; e Rui Fontes, atual responsável pela gestão do risco que transitou da administração de Ricardo Salgado no BES.

Os dois foram apanhados, nas escutas da Operação Cartão Vermelho, a discorrer sobre a venda da sucursal espanhola do banco. O negócio só se consumou em meados de 2021, mas foi registado nas contas do banco logo em 2020, para que o previsível prejuízo pudesse ser coberto pelo Fundo de Resolução.

Vítor Fernandes, então responsável pela operação em Espanha, revela que, na altura, não concordou com a decisão e até comunicou a Ramalho que a considera pouco ética. O antigo administrador vai mais longe dizendo que se tratou de “uma arbitragem contabilística” e de uma “tentativa de saque” ao Fundo de Resolução tentativa, porque o Fundo de Resolução não chegou a pagar e o caso está agora no Tribunal Arbitral.

É mais uma conversa comprometedora para António Ramalho, que não quis falar à SIC sobre o assunto. Fonte oficial do Novo Banco diz que o presidente executivo não fará mais declarações enquanto o Banco Central Europeu estiver a decidir se reavalia ou não a idoneidade do gestor.

1 comentário:

Mosaicos em Português disse...

Parece-me muito bem que novos factos sejam apurados no decurso de investigações sérias e exaustivas. Mas tenho as maiores reservas quanto à vantagem em prejudicar o curso dessas mesmas e fundamentais investigações recorrendo à corrupção ativa de elementos afectos ao processo para trazer à praça pública factos que, com vantagem para todos menos para a tesouraria dos órgãos de informação que os divulgam, muito mais bem guardados ficariam no cofre do segredo de justiça.
Votos de um excelente Domingo.

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