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quarta-feira, 6 de abril de 2022

OCIDENTE RESPONDE AO HORROR DE BUCHA COM SANÇÕES: NEM AS FILHAS DE PUTIN ESCAPAM


Ao 42.º dia de guerra, continuam a chegar relatos desconcertantes do massacre em Bucha, nos arredores de Kiev. O Reino Unido e os EUA já responderam com sanções, que atingem inclusivamente as filhas do chefe de Estado russo.

Esta quarta-feira começou com ataques aéreos e explosões em Lviv e Dnipropetrovsk. Segundo fontes ucranianas, ninguém ficou ferido nos bombardeamentos.

O representante da China na ONU, Zhang Jun, juntou-se ao coro internacional para afirmar que as imagens do massacre de Bucha, nos arredores de Kiev, são "profundamente perturbadoras". Ainda assim, defendeu que "qualquer acusação deve ser baseada em factos". "As circunstâncias relevantes e as causas específicas devem ser verificadas e estabelecidas. Até que todo o contexto fique claro, todas as partes devem agir com moderação e evitar acusações infundadas", defendeu.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou esta quarta-feira que as forças russas estão a tentar avançar no leste da Ucrânia, mas que o exército ucraniano está a resistir. Ao final do dia, as autoridades pediram aos residentes no Donbass que saiam "já" da região, perante receios de uma grande e destrutiva ofensiva russa no atual alvo prioritário do Kremlin.

O chefe da administração militar de Gostomel, Taras Dumenko, disse que mais de 400 pessoas estão dadas como desaparecidas na cidade, perto da capital ucraniana. "Atualmente, estamos a fiscalizar os sótãos de Gostomel juntamente com os serviços de emergência e a polícia de patrulha. Temos cerca de 1200 residentes que nos informaram sobre o paradeiro de certas pessoas que partiram", explicou. Nas aldeias em redor de Gostomel foram encontrados corpos de moradores alegadamente assassinados, disse o militar.

A cidade de Mariupol continua a ser alvo de ataques aéreos, registando-se igualmente fortes combates no terreno.

O presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, defendeu esta quarta-feira que as sanções da União Europeia (UE) à Rússia deverão abranger, "mais cedo ou mais tarde", às importações de petróleo e gás russo.

A UE enviou quase três milhões de comprimidos de iodo, que protegem dos efeitos da radiação, para a Ucrânia e está a constituir reservas estratégicas de capacidades de resposta a riscos de saúde.

Dirigindo-se ao Parlamento irlandês, o presidente ucraniano, Zelensky, defendeu que a Rússia está a usar a fome como arma na tentativa de conquistar território.

O presidente da Câmara de Mariupol, Vadym Boychenko, disse esta quarta-feira que as tropas russas "estão a tentar encobrir os seus rastos" e começaram a utilizar crematórios móveis para fazerem desaparecer os "vestígios dos crimes" na cidade.

A Assembleia-Geral da ONU vai votar na quinta-feira uma proposta apresentada por países ocidentais para que a Rússia seja suspensa do Conselho de Direitos Humanos devido à invasão da Ucrânia. Para avançar, a proposta terá de ser votada favoravelmente por uma maioria de dois terços dos países presentes.

A proposta do PAN para que Volodymyr Zelensky discurse perante a Assembleia da República portuguesa por videoconferência foi aprovada, esta quarta-feira, mas com a oposição do PCP.

O presidente da câmara de Bucha, Anatoliy Fedoruk, afirmou que pelo menos 320 pessoas foram mortas a tiro pelas tropas russas naquela cidade.

A invasão russa da Ucrânia já matou pelo menos 1480 pessoas e feriu 2195, a maioria das quais atingidas por armamento explosivo de grande impacto, indicou a ONU.

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