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quinta-feira, 22 de abril de 2021

INSTRUMENTO DE ROBÔ EM MARTE CONVERTE DIÓXIDO DE CARBONO EM OXIGÉNIO


Um instrumento do robô norte-americano Perseverance, que se encontra na superfície de Marte desde fevereiro, converteu dióxido de carbono da atmosfera em oxigénio, vital para a sobrevivência de astronautas no planeta e o seu regresso à Terra.

A experiência, descrita num comunicado divulgado pela agência espacial norte-americana NASA, que opera o robô, ocorreu em 20 de abril, dois meses depois de o Perseverance (Perseverança) ter pousado em solo marciano, após uma viagem de cerca de sete meses pelo espaço.

O teste, o primeiro de vários, foi feito com um dos instrumentos do robô, o MOXIE, do tamanho de uma torradeira, depois de, um dia antes, um engenho voador, que seguiu com o robô e é parecido com um minúsculo helicóptero, ter descolado e pousado na superfície de Marte, brindando pela primeira vez a História com um voo controlado noutro planeta.

Marte é um planeta inóspito cuja fina atmosfera é composta maioritariamente por dióxido de carbono.

Segundo a NASA, dispositivos como o MOXIE podem um dia ajudar a fornecer ar respirável para os astronautas que permaneçam no planeta e um propelente para foguetões que descolem da sua superfície.

O instrumento separa os átomos de oxigénio das moléculas de dióxido de carbono, que são formadas por um átomo de carbono e dois átomos de oxigénio. Um produto residual, o monóxido de carbono, é lançado na atmosfera marciana.

O processo de conversão de dióxido de carbono em oxigénio requer uma temperatura extremamente elevada. Se se combinar o oxigénio gerado com hidrogénio tem-se água, igualmente essencial para a sobrevivência de astronautas em Marte.

Durante o primeiro teste, o MOXIE produziu pouco mais de cinco gramas de oxigénio, o equivalente a cerca de 10 minutos de oxigénio respirável para um astronauta. O dispositivo, feito com materiais tolerantes ao calor, foi projetado para gerar até 10 gramas de oxigénio por hora.

Em Marte, quatro astronautas precisariam de uma tonelada de oxigénio para respirar durante uma estada de um ano na superfície do planeta, de acordo com o investigador principal do MOXIE, Michael Hecht, do Observatório Haystack do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, nos Estados Unidos.

"TRANSPORTAR 25 TONELADAS DE OXIGÉNIO DA TERRA PARA MARTE SERIA UMA TAREFA ÁRDUA"

Transportá-los num foguetão de regresso à Terra exigiria sete toneladas de combustível e 25 toneladas de oxigénio (um foguetão tem de possuir mais oxigénio em relação ao peso da carga para queimar o seu combustível).

"Transportar 25 toneladas de oxigénio da Terra para Marte seria uma tarefa árdua. Transportar um conversor de oxigénio de uma tonelada - um descendente maior e mais potente do MOXIE que poderia produzir as tais 25 toneladas - seria muito mais económico e prático", salienta o comunicado da NASA, que espera que o instrumento do robô Perseverance extraia oxigénio pelo menos nove vezes durante cerca de dois anos, em diversas condições atmosféricas e temperaturas.

Desde 18 de fevereiro em solo marciano, mais concretamente na cratera Jezero, onde terá havido um lago há 3,5 mil milhões de anos, o novo veículo robotizado da NASA vai procurar sinais de vida microbiana passada em Marte e caracterizar a sua geologia e clima, abrindo caminho para a exploração humana do planeta, uma ambição dos Estados Unidos depois do regresso à Lua, apontado para 2024.

Trata-se do primeiro robô que irá extrair e guardar amostras de rocha e poeira da superfície de Marte que serão enviadas para estudo mais detalhado na Terra em 2031 numa outra missão, que contará com a parceria da Agência Espacial Europeia.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2021

DIRETO: ACOMPANHE A CHEGADA DO "PERSEVERANCE" EM MARTE




terça-feira, 16 de fevereiro de 2021

NASA QUER FAZER UM HELICÓPTERO VOAR EM MARTE PELA PRIMEIRA VEZ


Transportado a bordo da missão Mars 2020, que chega hoje ao seu destino, o pequeno helicóptero Ingenuity deve realizar uma proeza: subir num ar com uma densidade equivalente a apenas 1% da atmosfera da Terra.

Mais de um século depois do primeiro voo motorizado na Terra, a NASA quer provar que é possível fazer um veículo voar noutro planeta, anunciou segunda-feira a agência espacial norte-americana.

O Ingenuity parece um grande drone. O principal desafio para os engenheiros era torná-lo o mais leve possível, para que seja capaz de subir num ar extremamente leve, pelo que pesa apenas 1,8 kg.

Composto por quatro pés, um corpo e duas hélices sobrepostas, mede 1,2 metros de uma ponta à outra de uma hélice.

As hélices giram a uma velocidade de 2.400 rpm (rotações por minuto), cerca de cinco vezes mais rápido do que um helicóptero normal.

O Ingenuity está equipado com painéis solares para recarregar as suas baterias, sendo grande parte da sua energia utilizada para se manter quente (faz -90°C à noite em Marte), e também pode tirar fotografias e vídeos.

O helicóptero viaja preso à parte inferior da sonda Perseverance rover, o veículo principal da missão. Uma vez em Marte, desprende-se e aterra no chão, e a sonda afasta-se dele.

Está previsto que o Ingenuity realize até cinco voos de dificuldade gradual, durante o período de um mês, logo no início da missão. Pode subir até 5 metros de altura, e mover-se até 300 metros, mas não irá tão longe no primeiro teste, adianta a agência espacial.

Cada voo pode durar o máximo de um minuto e meio, "o que não é pouca coisa em comparação com os 12 segundos" do primeiro voo motorizado na Terra, argumenta a NASA.

Devido ao atraso de transmissão de cerca de 20 minutos entre a Terra e Marte, não há como controlá-lo à distância, por isso voará autonomamente: vai programado com alguns comandos, mas depois terá de se gerir a si mesmo graças a um feixe de sensores que o ajudará a locomover-se.

Os resultados dos voos serão recebidos em Terra muito depois da sua conclusão.

Esta experiência é o que a NASA chama de uma missão de demonstração: não tem outro objetivo científico senão provar que é possível voar em Marte e recolher dados sobre o comportamento de uma nave espacial noutro planeta.

No futuro, essas aeronaves poderão "marcar o início de uma nova era na exploração de Marte", disse Bob Balaram, o engenheiro-chefe do projeto, podendo chegar onde os 'rovers' não conseguem ir, como, por exemplo, por cima de desfiladeiros.

Também se calcula que este tipo de nave vá buscar, para depois trazer de volta a uma base, amostras depositadas por missões anteriores, como é o caso das amostras que a Perseverance vai começar a recolher na próxima fase da missão Mars 2020.

domingo, 14 de fevereiro de 2021

SONDA DOS EMIRADOS ÁRABES UNIDOS REGISTA PRIMEIRA IMAGEM DE MARTE


A sonda “Hope” (Esperança, em português) dos Emirados Árabes Unidos enviou este domingo a primeira imagem que recolheu de Marte. A sonda entrou em órbita do Planeta Vermelho na terça-feira, marcando a estreia da primeira missão interplanetária do mundo árabe.

A sonda Esperança vai manter-se numa órbita mais afastada do que as concorrentes chinesa e norte-americana de forma a estudar os sistemas climáticos daquele planeta. Habitualmente, as sondas aproximam-se mais de forma a captar imagens de alta resolução da superfície.

A nova imagem de Marte foi capturada a uma altitude de mais de 24 mil quilómetros da superfície do planeta às 20:36 (hora de Lisboa) de quarta-feira, um dia depois da entrada da sonda em órbita. Na fotografia, é possível observar no canto superior esquerdo o polo norte marciano. No centro, está o Monte Olimpo, o maior vulcão de todo o sistema solar.

“A transmissão da primeira imagem de Marte pela sonda Esperança é um momento que vai definir a nossa história. Temos esperança de que está missão possa trazer-nos novas descobertas sobre Marte que beneficiem a humanidade”, publicou a conta oficial da missão no Twitter.

A sonda irá movimentar-se à volta de Marte em forma de elipse, sendo que no momento em que estará mais perto do planeta deverá ficar a cerca de mil quilómetros da superfície, e no momento mais longe a quase 50 mil quilómetros.

EMIRADOS, CHINA E ESTADOS UNIDOS À CONQUISTA DE MARTE


Pela primeira vez na história, três sondas estão a analisar o planeta vermelho de uma forma nunca conseguida. Com métodos de abordagem diferentes, o objetivo é comum: saber se já houve vida em Marte e se é possível viver no planeta.

Após sete meses de voo e centenas de milhões de quilómetros, os rovers, lançados pelos EUA, pela China e pelos Emirados Árabes Unidos, aproveitaram uma janela de lançamento que ocorre apenas de 26 em 26 meses. Neste período, abre-se uma espécie de autoestrada entre a Terra e Marte, permitindo uma viagem mais curta e mais rápida, com menos combustível e mais barata.

Na frente dos três exploradores robóticos, está o rover dos Emirados Árabes Unidos (Al-Amal ou Esperança) que, na passada terça-feira, fez a descida para a órbita de Marte. O Tianwen-1, da China (nome que se traduz como a "Busca pela Verdade Celestial") já lhe fez companhia. Falta, ainda, o Perseverance, ("Perseverança") lançado pelos EUA que está a chegar. Eventos extraordinários que são "um hino à capacidade de organização das agências espaciais", disse, ao JN, Miguel Gonçalves, comunicador de ciência.

O "engarrafamento" de sondas espaciais, apesar do destino comum, tem objetivos e áreas de pesquisa distintas. A Al-Amal procurará uma órbita alta entre os 22 mil e os 44 mil quilómetros para melhor monitorizar o clima marciano. A missão chinesa está mais próxima do planeta e, em maio, o rover acoplado deverá separar-se da sonda e descer à superfície. O Perseverance vai pousar solo marciano, tal como aconteceu em 2012 com o Curiosit. De todas as agencias espaciais, a americana é aquela que tem mais experiência, mas tanto a China como os Emirados fazem apostas muitos fortes nestes projetos.

Em todos os países, a viagem para Marte está a ser seguida com orgulho e emoção. "Ao povo dos Emirados, às nações árabes e muçulmanas, anunciamos a chegada à órbita de Marte. Louvado seja Deus", comunicou Omran Sharaf, o chefe de projeto da missão, que permitiu ao país ser a quinta nação (depois da União Soviética, Estados Unidos, Índia e a Europa) a chegar até ao planeta vermelho.

HELICÓPTERO E ROVER

A primeira missão independente da China a Marte, a partir do Centro de Lançamento Espacial Wenchang, na província de Hainan. Também foi bem sucedida. Tal como a missão dos Emirados, a sonda Tianwen-1 fará o levantamento da atmosfera marciana. Em maio, será o momento em que irá pousar um rover na parte sul do planeta vermelho (na planície Utopia, onde também assentou a Viking 2, da NASA, em 1976, que operou na superfície de Marte até abril de 1980, quando ficou sem baterias). China quer que o Tianwen-1 seja um primeiro passo para futuras missões que regressem à Terra com amostras de rocha e solo marciano.

A última, mas não menos importante, será a missão americana que envolve o helicóptero Ingenuity e o rover Perseverance, que deverá pousar no Jezero Crater, a cratera que, outrora, esteve inundada por água. "Uma grande grua celeste fará baixar o rover até este ficar sobre as suas seis rodas", informou a agência espacial, que já fez aterrar uma série de rovers em Marte. Segundo os planos anunciados, descerá através da atmosfera marciana a uma velocidade de cerca de 20 mil quilómetros por hora. De fora da aventura, ficou a Agência Espacial Europeia que adiou a empreitada para 2022. Em causa estarão "problemas técnicos" com os paraquedas, a que se juntam os constrangimentos causados pela pandemia.

Pormenores

Al-Amal - Os Emirados Árabes Unidos estão focados numa componente científica e tecnológica que pretende, sobretudo, conhecer as moléculas e o clima. A "Esperança" não vai pousar em Marte.

Tianwen-1 - A missão chinesa quer saber se existe magma em Marte e se o planeta "está vivo por dentro". Em 2028, a China pretende recolher amostras no planeta vermelho e trazê-las para a Terra.

Perseverance - Os Estados Unidos da América querem escrever novos capítulos na história de Marte. A missão está focada na biologia e no carbono. Através da análise de rochas, os cientistas acreditam que será possível saber se é possível haver vida no planeta.

O som do deserto - A NASA colocou microfones na Perseverança para, pela primeira vez, gravarem o som que se escuta em Marte. Em 1996, o astrónomo Carl Sagan propôs à agencia americana a captação de ruído do planeta vermelho.

Sete minutos de terror - São conhecidos como "sete minutos de terror" o tempo que demora uma sonda a entrar na atmosfera de Marte e a pousar na superfície. Minutos em que tudo pode falhar e em que as comunicações com a Terra nem sempre funcionam.

Aniversário - A viagem a Marte é uma das formas de os Emirados Árabes Unidos celebraram os 50 anos da fundação do país.

VÍDEO: EXPLOSÃO EM PARQUE INDUSTRIAL NA ALEMANHA CAUSA UM MORTO E 16 FERIDOS

Pelo menos uma pessoa morreu, 16 ficaram feridas e cinco estão desaparecidas depois de uma explosão que ocorreu esta terça-feira num parque ...