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domingo, 13 de dezembro de 2020

GUARDA PRISIONAL QUE MATOU PSP JÁ ESTEVE PRESO POR VIOLÊNCIA DOMÉSTICA

O homem que atropelou mortalmente um agente da PSP depois de ter agredido a companheira, em Évora, já tinha sido condenado por violência doméstica. O suspeito é guarda prisional em Sintra.

Segundo apurou o JN, o indivíduo, detido durante a madrugada deste domingo, foi, há três anos, condenado a 50 fins de semana de prisão por violência doméstica. Durante a semana, trabalhava como guarda em Sintra e aos fins de semana cumpria pena em Évora.

Como guarda prisional, José Fortuna Malengue teve problemas no Estabelecimento Prisional de Setúbal por consumo de álcool, tendo sido transferido para a cadeia de Sintra.

No sábado à noite, na zona do Rossio de S. Brás, em Évora, o suspeito atropelou mortalmente um agente da PSP que ajudava a companheira, que estava a ser agredida na via pública. "O agressor arrastou a mulher pelo chão e obrigou-a a entrar numa viatura. No local, encontrava-se um polícia da Polícia de Segurança Pública (PSP), fora de serviço, que presenciou as agressões. De imediato o polícia, em cumprimento da sua missão, interveio para fazer cessar o crime em curso", informou hoje a força de segurança, em comunicado, dando conta de que, ao tentar impedir a fuga do agressor, o agente foi atropelado pela viatura que o homem conduzia e arrastado cerca de 40 metros.

O agente, António Doce, 45 anos, do Comando Distrital de Évora, ainda foi transportado em estado grave para o hospital da cidade, mas acabou por morrer em consequência das lesões sofridas. O agressor conseguiu fugir, mas acabou por ser intercetado por guardas da GNR, na zona de Alcabideche, e o carro foi apreendido.

Por se tratar de um homicídio, o caso passou agora para a alçada da Polícia Judiciária.

"Intencionalmente e covardemente atropelado"

O ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, manifestou, em comunicado, "profundo pesar pela morte do agente", endereçando "as mais sentidas condolências aos familiares, amigos e a todos os polícias da Polícia de Segurança Pública que diariamente cumprem de forma abnegada a sua missão".

Numa mensagem publicada no Facebook, a Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP) lamentou o sucedido, notando que a "PSP está de luto por mais este trágico acontecimento". Também pela mesma via, o Sindicato Nacional da Polícia (SINAPOL) lamentou que o agente, casado e com dois filhos, tenha sido "intencionalmente e covardemente atropelado". "Mais um colega assassinado, mais uma vida sem valor. Apresentamos, neste momento de Dor as nossas condolências à família, amigos e colegas", acrescenta.

A PSP "contactou os familiares e disponibilizou-lhes todo o apoio, nomeadamente psicológico", apresentando as mais sinceras condolências aos familiares, amigos e a toda a "família policial". "A PSP enaltece a ação do Polícia que, honrando a condição policial, levou até às últimas consequências o seu juramento de 'dar a vida, se preciso for', na permanente defesa e proteção dos nossos concidadãos", remata o comunicado.

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