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quarta-feira, 14 de julho de 2021

VÍDEO: 14 DE JULHO FESTA NACIONAL FRANCESA

                                              



A origem da festa nacional francesa de 14 de julho permite confusão. Este ano celebra-se o 232° aniversário da queda da Bastilha, prisão invadida por parisienses que lutavam para derrubar a monarquia absolutista durante a Revolução Francesa, em 1789. No entanto, a data entrou no calendário cívico quase um século mais tarde, em 1880, inspirada em outro evento histórico: a Festa da Federação, ocorrida em 14 de julho de 1790, que marcou a reconciliação do povo francês após um ano de enfrentamentos.

O espírito da Festa da Federação marca até hoje as celebrações de 14 de julho em todo o território francês. Em 1790, 400 mil pessoas se reuniram no Campo de Marte, onde assistiram à uma missa campal celebrada por 300 sacerdotes, aclamaram o rei Luís 16 e recordaram a queda da Bastilha, símbolo da opressão e da tirania do período despótico que prevaleceu durante a Idade Média. O evento durou vários dias e surtiu um efeito apaziguador nas tensões entre monarquistas, moderados e republicanos. 

Quando o feriado nacional foi adotado, quase um século mais tarde, em 6 de julho de 1880, a ideia do Partido Republicano foi de perpetuar na história francesa uma data de duplo significado: para os radicais, o dia 14 de julho seria sempre lembrado como um símbolo da vitória do povo sobre a opressão, com a queda da Bastilha, enquanto para os moderados, este dia lembraria a unidade demonstrada na Festa da Federação. Era um compromisso bom para todos: revolucionários, republicanos, conservadores e até nostálgicos da monarquia. A Assembleia Nacional aprovou o projeto de lei de criação da festa nacional nessa data. A tradição do desfile militar foi instituída mais tarde.

Bastilha: uma fortaleza legendária

Até hoje, a legendária referência à queda da Bastilha persiste nos textos que comentam o feriado de 14 de julho na França. De fato, a tomada dessa fortaleza pelos parisienses, transformada em prisão de Estado durante o reinado de Luís XI (1461-1483), é apresentada como marco do fim do absolutismo. Porém, em 1789, o edifício austero, feito de pedra, já estava destinado à destruição. Quando foi invadida pelos revolucionários parisienses, apenas sete prisioneiros foram libertados: dois doentes mentais, quatro falsários e um homem acusado de incesto. A prisão já não acolhia mais prisioneiros ilustres, como o filósofo e escritor Voltaire, que esteve duas vezes detido na Bastilha. 

Até a Primeira Guerra Mundial, a data de 14 de julho permaneceu ideologicamente marcada como um símbolo republicano, de esquerda, anticlerical e patriótico. Aos poucos, porém, o feriado se tornou uma festa popular, com bandeiras tricolores espalhadas nas ruas, bailes em casernas, festas privadas e queima de fogos. As comemorações costumam começar na véspera, são seguidas pelo pomposo desfile militar na avenida Champs Elysées, em Paris, e se encerram com um show de fogos de artifício apoteótico na Torre Eiffel.





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