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domingo, 13 de dezembro de 2020

MENINA DE 12 ANOS FOI MÃE EM ESPANHA. PAI TAMBÉM É MENOR E DA MESMA FAMÍLIA


Uma menina de 12 anos deu à luz no passado domingo em sua casa na Cantåbria, Espanha. O pai também é menor, de 17 anos, pertence ao mesmo meio familiar e vivia com ela. Nem os pais da criança nem os serviços sociais da região, que cuidavam da família, considerada vulneråvel e "complicada", sabiam da gravidez.

A gravidez da menina foi descoberta praticamente ao mesmo tempo do parto, que aconteceu "de repente" no Ășltimo domingo, conta o "El PaĂ­s". AtĂ© esse momento, nem os pais nem o sistema de proteção de menores gerido pelo governo regional, que cuida da menor e da famĂ­lia, souberam da situação. Nem sequer a escola que a criança frequentava descobriu. A gestação começou aproximadamente quando foi decretado o primeiro confinamento em Espanha, em março.

No passado dia 6, uma ambulĂąncia foi chamada Ă  casa onde vive a menina para auxiliar um parto que jĂĄ estava a ocorrer. Chegados ao local, os profissionais de saĂșde cortaram o cordĂŁo umbilical e confirmaram o bom estado da criança e do bebĂ©. Depois foram encaminhados para um hospital em Santander, onde uma assistente social avaliou a situação. A nova mĂŁe jĂĄ teve alta, enquanto o recĂ©m-nascido continua a ser observado.

Uma vez atestada a boa saĂșde da menina e do bebĂ©, as autoridades irĂŁo investigar os detalhes do ocorrido para determinar se houve algum tipo de agressĂŁo sexual.

Os serviços sociais recusaram comentar o sucedido. Fontes próximas dos envolvidos explicaram ao "El País" que se trata de uma "família complicada". A guarda da menina pertencia à mãe, enquanto o pai permanece na prisão por tråfico de droga.

Tanto a mãe como a menor "estavam a evoluir bem". Os funcionårios que acompanhavam o caso da criança haviam notado um bom desempenho escolar, com "bons resultados académicos", e não sabiam de nenhum episódio de conflito. Devido à idade da menor, não foi revelada a cidade de origem da menina, por razÔes de segurança e proteção de dados e para não afetar o seu desenvolvimento pessoal e social.

A família da criança jå enviou carta a afirmar que quer entregar o bebé para adoção e em breve deverå ser aprovado o início do processo.

Os porta-vozes da årea dos serviços sociais de Cantåbria indicam que os menores nesta situação passam a fazer parte de um plano de "acolhimento", para que outras pessoas possam cuidar deles temporariamente, antes de entrarem nos centros especializados.

Na Cantåbria existem cerca de 50 pessoas na lista de espera para acolher menores em situação de vulnerabilidade.

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