Translate

Mostrar mensagens com a etiqueta CORONAVÍRUS. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta CORONAVÍRUS. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 23 de novembro de 2021

PASTILHA ELÁSTICA PODE REDUZIR PROPAGAÇÃO DA COVID-19?


É o que sugere um estudo feito por um grupo de investigadores da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos.

Uma pastilha elástica experimental com uma proteína que retém partículas de Covid-19 pode reduzir a propagação da SARS-CoV-2 ao reduzir a carga viral na saliva. Esta é a convicção de um estudo feito por um grupo de investigadores da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, publicado na revista científica Molecular Therapy e citado pela Reuters.

A pastilha elástica, de sabor totalmente convencional, tem uma proteína (ACE2), que se encontra na superfície das células, que o vírus utiliza para invadir as células e, de seguida, infetá-las. 

Em experiências em laboratório usando amostras de saliva retiradas das zaragatoas realizadas a indivíduos infetados, os investigadores verificaram que as partículas do vírus se ligaram aos recetores ACE2 na pastilha elástica. Isso fez com que a carga viral nas amostras tenha caído mais de 95%.

Os investigadores garantem que a pastilha pode ser armazenada a temperatura ambiente durante anos e que o ato de mascar não danifica as moléculas da proteína ACE2.

quinta-feira, 18 de novembro de 2021

COVID-19: FRANÇA PODE VOLTAR A CONFINAR E GRÉCIA ATINGE NOVO MÁXIMO DE CASOS DIÁRIOS


Os países europeus estão a analisar quais as melhores medidas a aplicar para conter o crescimento da pandemia.

A pandemia continua a crescer na Europa e está a preocupar as autoridades de saúde. Em Espanha, a agência de medicamentos autorizou o ensaio da segunda fase da vacina da farmacêutica Hipra. Na Grécia foi registado um novo máximo de casos positivos desde o início da pandemia. Em França, sobem os casos e a pressão sobre os hospitais.

O número de doentes nos cuidados intensivos dos hospitais franceses tem vindo a crescer. E a possibilidade de um novo confinamento já está a ser analisada pelas autoridades. Nas últimas semanas foram ultrapassados os 10 mil casos diários.

Em Espanha também está a ser registada uma subida de infetados. O regulador de medicamentos espanhol autorizou o ensaio da segunda fase da vacina contra a covid-19, desenvolvida pela farmacêutica Hipra. Esta fase irá realizar-se em 10 hospitais, contando com a participação de mil voluntários.

Na Grécia, desde o final de outubro que o número de casos tem vindo a aumentar tendo sido registado um novo máximo desde o início da pandemia: mais de 8.000 casos só num dia. Os hospitais estão a ficar sobrecarregados e já há protestos.

O governo grego está a tentar evitar outro confinamento, apesar de apenas 60% da população estar vacinada contra a covid-19. Em cima da mesa estão outras restrições para conter a pandemia, como, por exemplo, a exigência de testes negativos aos cidadãos não vacinados para que possam entrar em cafés e restaurantes ou serviços públicos e bancos.

segunda-feira, 20 de setembro de 2021

EMBAIXADA NEGA QUE CERTIFICADO DE VACINAÇÃO DO BRASIL SEJA ACEITE EM PORTUGAL


O embaixador de Portugal em Brasília esclareceu esta segunda-feira que cidadãos que pretendam viajar do Brasil para território português têm de apresentar um teste negativo à covid-19, negando que sejam aceites certificados de vacinação emitidos pelas autoridades brasileiras.

Visando corrigir "notícias recentes" que indicavam que Portugal reconhecia o certificado de vacinação contra a covid-19 emitido pelas autoridades do Brasil, Luís Faro Ramos negou as informações e frisou que esse "reconhecimento tem que ser mútuo e recíproco".

"Até que os certificados de vacinação português e brasileiro sejam mutuamente e reciprocamente reconhecidos, essa validade não está em vigor. De uma maneira muito concreta, a situação que começou a vigorar em 1 de setembro deste ano não sofreu qualquer alteração", ressaltou o diplomata, num vídeo difundido na página oficial da embaixada na rede social Facebook.

"Qualquer pessoa que queira embarcar do Brasil para Portugal só terá que apresentar um teste negativo à covid-19, nada mais", pontuou.

TESTES COVID VÁLIDOS EM PORTUGAL E NO BRASIL

Neste momento, Portugal aceita teste laboratorial molecular por RT-PCR ou teste rápido de antigénio com resultado negativo, realizado nas 72 ou 48 horas anteriores à hora do embarque do Brasil para território português, respetivamente.

Já o Brasil exige a apresentação de teste RT-PCR negativo realizado nas 72 horas anteriores ao momento do embarque para entrada em território brasileiro, assim como o preenchimento obrigatório da Declaração de Saúde do Viajante.

"Quando as negociações, que se estão a desenvolver entre as autoridades de Saúde respetivas, chegarem a um bom termo, então aí sim, será possível reconhecer os certificados de vacinação. É com muita satisfação que nós, em Portugal, vos voltamos a receber. Quando os certificados forem mutuamente reconhecidos, aí deixará de ser necessária a apresentação de um teste", acrescentou Faro Ramos.

Apesar de registar há várias semanas uma tendência de queda em vários indicadores da pandemia, o Brasil ainda é um países mais afetados pela doença no mundo, totalizando 590.752 mortes e 21,2 milhões de casos.

terça-feira, 24 de agosto de 2021

COVID-19. DOIS DOS MEDICAMENTOS CAPAZES DE COMBATER O VÍRUS SÃO DE VENDA LIVRE


Uma equipa de cientistas portugueses identificou três medicamentos que podem combater o SARS-CoV-2.

Uma equipa de cientistas do Instituto de Tecnologia Química e Biológica (ITQB) da Universidade Nova de Lisboa identificou três fármacos que podem combater o SARS CoV-2, o vírus responsável pela doença covid-19.

Estes medicamentos, cujos nomes não podem ainda ser divulgados, podem vir a ser alternativas terapêuticas para controlar a infeção e permitir que os doentes tratem em casa a covid-19, sem terem de ir para o hospital.

Dois dos medicamentos até já estão no mercado de venda livre, autorizados pelos reguladores internacionais do medicamento para uso noutras situações.

Os fármacos reduzem em 60% a capacidade de reprodução nas células.

Já foram feitos ensaios em células animais, seguem-se os testes em humanos.

quarta-feira, 4 de agosto de 2021

"TENHO MEDO ELENA": O DESABAFO DE UM EX-PILOTO QUE ESTÁ NOS CUIDADOS INTENSIVOS APÓS REJEITAR VACINA


Jorge Lis enviou uma mensagem à irmã, na qual lamenta "ter sido tão idiota".

O antigo piloto espanhol Jorge Lis está internado há 15 dias na unidade de cuidados intensivos do Hospital La Fe, em Valência, com covid-19.

Jorge Lis, de 46 anos, que recusou ser vacinado, enviou uma mensagem à irmã, onde se mostra arrependido de ter duvidado da doença.

"Tenho medo Elena, de que, por ter sido tão idiota, não consiga parar isto agora. Esta semana tem sido uma das maiores lições da minha vida. Passar tanto tempo no Twitter radicalizou-me ao extremo. Quem me dera ter sido vacinado", escreveu o piloto.

A irmã decidiu tornar a mensagem pública para expor o perigo do negacionismo em torno da covid-19.

Segundo o depoimento de Elenao ex-piloto não tinha patologias anteriores e adotava um estilo de vida saudável, com prática desportiva recorrente.

quinta-feira, 22 de julho de 2021

CHINA REJEITA MAIS ESTUDOS SOBRE AS ORIGENS DO CORONAVÍRUS


Pequim critica arrogância da OMS.

A China recusa qualquer novo estudo às origens do coronavírus.

Governo chinês diz-se ainda totalmente surpreendido pela admissão da Organização Mundial da Saúde (OMS) de que o vírus pode ter escapado de laboratório.

A teoria ganhou força quando Donald Trump ainda era Presidente. Acabou por ser descartada mais tarde, inclusive por peritos da OMS que visitaram o país. No entanto, voltou a ganhar força porque a OMS pediu, na semana passada, mais informação sobre os laboratórios de Wuhan. Pedido que para a China é inaceitável.

O vírus, que terá saído da China no final de 2019, está agora diferente. A variante Delta, muito mais transmissível, vai dominar o planeta inteiro no final do verão, de acordo com novos estudos.

Na Austrália obriga a um confinamento, que já vai longo, e a um lamento. O primeiro-ministro pede desculpas pelo país estar muito atrasado na vacinação contra a covid-19.

domingo, 13 de junho de 2021

RUI RIO ACUSA INICIATIVA LIBERAL DE CRITICAR O PCP E FAZER PIOR AO PROMOVER ARRAIAL


O presidente do PSD, Rui Rio, acusou este domingo a Iniciativa Liberal (IL) de ter feito pior do que o PCP, ao organizar um arraial depois de ter criticado os comunistas por causa da Festa do Avante!

"Como é possível a IL ter criticado o PCP e agora ainda fazer pior que os comunistas", questiona Rui Rio numa publicação na rede social Twitter, a que juntou uma imagem do "Arraial Liberal" promovido, no sábado, pelo partido liderado por João Cotrim de Figueiredo em Lisboa, e que juntou centenas de pessoas.

"Assim não!" afirma o presidente do PSD na publicação em que defende que para vencer a pandemia de covid-19 é necessário "ter todo o respeito pelos outros e sentido da responsabilidade".

Rio afirma ainda que "a arrogância não é arma contra a pandemia, nem a favor da recuperação económica".

Apesar de a Câmara Municipal de Lisboa ter cancelado os festejos tradicionais dos Santos Populares e de as autoridades de saúde terem emitido um parecer desfavorável, a IL agendou um arraial comício para a tarde de sábado, ocupando o Largo Vitorino Damásio, em Santos, com dezenas de mesas, quiosques de venda de bebidas, assim como quatro generosos assadores para sardinhas e bifanas.

Num parecer a que a agência Lusa teve acesso, o Delegado de Saúde Regional de Lisboa e Vale do Tejo, António Carlos da Silva, mostrou-se "desfavorável relativamente a todas as atividades que extravasem o referido comício político", defendendo que "atendendo ao princípio de precaução em saúde pública, e pela situação epidemiológica atual na cidade de Lisboa, a mesma não deverá ocorrer e ser adiada".

Em agosto de 2020, depois de o PCP ter decidido manter a realização da Festa do Avante, o presidente e único deputado da IL, João Cotrim de Figueiredo, apresentou na Assembleia da República um requerimento para que fosse divulgado na íntegra o parecer da Direção-Geral da Saúde (DGS) sobre aquela iniciativa.

No requerimento o presidente da IL alegava existirem "dois pesos e duas medidas em matéria de grandes eventos" e Portugal e que a realização da Festa do Avante colocava em causa "os sacrifícios dos últimos meses", ao longo dos quais as regras de contenção da pandemia impediram a realização de festas.

quinta-feira, 10 de junho de 2021

COMPANHIAS AÉREAS PEDEM FIM DAS RESTRIÇÕES PARA VIAGENS NA UNIÃO EUROPEIA


O setor sustenta a posição com o avanço da campanha de vacinação.

O setor da aviação civil reivindicou esta quinta-feira o fim de todas as restrições impostas pela pandemia de covid-19 para viagens no verão dentro da União Europeia (UE), segundo uma declaração da plataforma Airlines For Europe (A4E).

Segundo noticiou a agência EFE, as companhias aéreas defendem ainda o restabelecimento das ligações com os Estados Unidos da América e com o Reino Unido.

A posição do setor assenta na previsão de que em julho, 70% dos adultos terão sido "inoculados com uma dose da vacina contra covid-19".

"Os países da UE devem restabelecer rapidamente a liberdade de circulação dos cidadãos e implementar o sistema de certificados digitais covid sem restrições adicionais", defenderam as principais companhias aéreas europeias no encontro anual da A4E.

CERTIFICADO DIGITAL COVID A PARTIR DE 1 DE JULHO

A UE decidiu adotar um certificado que permite que pessoas vacinadas, recuperadas da doença ou com testes negativos possam viajar nos Estados-membros a partir de 1 de julho, evitando quarentenas e testes diagnósticos.

Os países têm, no entanto, o direito de aplicar restrições adicionais devido à situação epidemiológica de cada um, situação que as companhias aéreas querem evitar depois de um ano e meio praticamente sem voos.

"A ciência é clara. As viagens seguras e sem restrições já são possíveis para muitos voos dentro da Europa", disse o presidente da A4E e CEO da easyJet, Johan Lundgren.

O comissário europeu para o Interior, Diddier Reynders, disse esperar que "este ano seja melhor que 2020", considerando que há "uma tendência" nos 27 para retirar as restrições.

O setor de aviação defende ainda que "as pessoas que, nos últimos seis meses, recuperaram da doença causada pelo novo coronavírus possam viajar sem restrições, desde que apresentem teste negativo, e que as crianças não vacinadas que viajem acompanhados não necessitem de ficar em quarentena ou ser submetidas a testes de despiste da doença se os pais estiverem negativos".

"Se olharmos para as taxas de vacinação nos EUA, na UE ou no Reino Unido, não faz sentido fechar esse corredor", disse Luís Gallego Martín, CEO da AIG, empresa que controla a Iberia e a British Airways.

O setor quer também que as áreas classificadas como de médio risco sejam aumentadas de 50 para 75 novos casos por 100.000 habitantes em 14 dias.

quinta-feira, 6 de maio de 2021

ÍNDIA MORRE ASFIXIADA E CAI NO CAOS DA COVID-19


A cada 30 segundos que passam, um indiano está a morrer com a doença do coronavírus. Quanto aos novos infetados, são quatro por segundo. Os números são os mais graves em todo o mundo. Como foi possível chegar até aqui?

A Índia tem números demasiado alarmantes: a cada minuto que passa, pelo menos dois indianos estão a morrer de covid-19; por dia são 3.980 mortes. O número de novos infetados, e que pode conduzir a mais mortes, é ainda mais catastrófico: quatro pessoas por segundo estão a apanhar a doença respiratória aguda provocada pelo coronavírus, o que dá 292 por minuto, mais de 17 mil por hora ou 421.262 pessoas por dia. Estes são os dados oficiais relativos às últimas 24 horas na Índia.

Desde o início da pandemia, o país, que tem 1,3 mil milhões de habitantes e é o 2.º país mais populoso do mundo, logo a seguir à China, já contabilizou 230.168 óbitos e 21,1 milhões de casos, segundo o Ministério da Saúde indiano.

Mas, o cenário oficial pode pecar por defeito - muitos especialistas dizem que os números reais são muito superiores aos números que estão a ser divulgados.

Incrédulo, o resto do mundo pergunta: mas, mais de um ano depois do início da pandemia, como é que a Índia caiu agora neste absoluto caos de covid?

A culpa é do Governo. E é mesmo

Entre muitas razões, há uma muito evidente e de ordem endógena: más decisões do governo do primeiro-ministro Narendra Modi, que não acautelou as necessárias medidas de contenção e confinamento, permitindo e até facilitando grandes ajuntamentos de pessoas.

Foi o que se viu no caso do Kumbh Mela, festival religioso que em meados de abril juntou milhões de indianos em celebração nas ruas e no rio Ganges. Ninguém se distanciava de ninguém, ninguém usava máscara. O mesmo já tinha acontecido em diversos comícios políticos em março.

De novo: mas, como foi isso possível?

A ilusão da falsa exceção

Foi uma questão de ótica: em janeiro e fevereiro, o número de casos diários na Índia tinha caído para menos de 20 mil por dia, quando atrás, em setembro de 2020, havia picos de 90 mil novos infetados por dia.

Foi aí que primeiro-ministro Modi declarou que a Índia tinha "derrotado o covid" e que era "a exceção mundial". Assim, todos os locais de reunião pública foram reabertos. E as pessoas deixaram de aderir aos protocolos de segurança da covid.

De cima, do Governo, vinham mensagens confusas. Modi dizia uma coisa e depois fazia outra. Por um lado, pedia às pessoas que usassem máscaras e praticassem distanciamento social; por outro, realizava comícios com grandes multidões sem máscara, como se viu durante as campanhas eleitorais em cinco estados da Índia. Vários ministros do governo também foram vistos a discursar em grandes ajuntamentos . E depois veio o festival hindu Kumbh Mela, que teve a bênção do Governo para avançar.

A culpa foi mesmo dos governantes. "Houve total desconexão entre o que eles praticavam e o que pregavam", disse o especialista em políticas públicas e sistemas de saúde Chandrakant Lahariya, citado pela BBC. O proeminente virologista Shahid Jameel, por seu lado, diz que "o governo simplesmente não viu, ou não quis ver, a segunda vaga a chegar e começou a comemorar demasiado cedo".

Sistema nacional de saúde a ruir

A terrível devastação indiana na pandemia está a expor ao mundo uma evidência: o sistema nacional de saúde do país está, há décadas, negligenciado e subfinanciado. As cenas de partir o coração que agora correm pela internet afora, com pessoas a desfalecer nas ruas porque os hospitais rebentam pelas costuras e esgotaram há muito as camas UCI, ou pessoas que morrem literalmente asfixiadas por falta de oxigénio, são as provas da dura realidade das infraestruturas de saúde da Índia.

Estes são os números: os gastos da Índia com saúde, incluindo sistemas privados e públicos, andaram à volta de 3,6% do PIB nos últimos seis anos. A percentagem parece ser baixa. Por comparação, o Brasil gasta em saúde mais de 9,2% do seu PIB, a África do Sul gasta 8,1%, Rússia 5,3% e a China 5%.

Na Europa, a Alemanha gasta 11,2% do seu PIB anual em saúde e os EUA investem ainda mais, 16,9%. Qualquer um destes países está melhor do que a Índia nos rácios da pandemia.

E o oxigénio, por que é que esgotou?

A falta de oxigénio para uso hospitalar é agora o problema mais urgente, a que se juntam, ainda, outras carências graves, como a falta de camas hospitalares, falta de medicamentos antivirais e falta de kits de testes de coronavírus. Ou seja, faltam quase todas as ferramentas de que qualquer país precisa para combater eficazmente uma pandemia.

Os hospitais estão em SOS. Na terça-feira, 4 de maio de 2021, 24 pessoas morreram depois de o hospital distrital de Chamarajanagar, no estado de Karnataka, ter ficado sem stocks de oxigénio. No sábado anterior, 1 de maio, 12 pacientes de covid morreram nas suas camas na Unidade de Cuidados Intensivos do Hospital Batra, na capital Nova Deli, porque o serviço de entrega de oxigénio engarrafado se atrasou 90 minutos.

Vários outros incidentes deste tipo foram relatados em todo o país, noticiou a "National Public Radio", dos EUA, na sua edição online.

E não são apenas os pacientes covid que estão a ser afetados: um hospital infantil perto da capital lançou no último sábado um apelo em forma de SOS, alertando que estava a ficar sem oxigénio e que seis bebés em cuidados intensivos corriam perigo de vida.

"Por favor, ajudem-nos a encontrar cilindros de oxigénio! É para o bem dos nossos bebés e da humanidade", revelou o hospital num comunicado que correu pela internet em milhares de partilhas. O aviso era dirigido "a quem possa interessar".

Isto é um genocídio, diz Tribunal

Agora, o Supremo Tribunal de Allahabad, no norte da Índia, declarou na terça-feira que as mortes em hospitais por falta de oxigénio equivalem a "um ato de genocídio". Na Índia, os tribunais investigam, com frequência, na qualidade de "suo moto", que quer dizer "por conta própria", averiguando assuntos de interesse público sem a necessidade de abrir previamente um processo judicial.

Neste caso, o alarme pela escassez de oxigénio engarrafado é de tal ordem que o Tribunal Superior de Allahabad já está a atuar desde o mês passado. E os atuais governantes, liderados pelo primeiro-ministro Narendra Modi, podem vir a ser judicialmente culpados.

Falta de previsão e de ação

"Quando a primeira vaga do coronavírus estava a diminuir, o governo deveria ter-se preparado para uma segunda vaga, presumindo o pior. Deveriam ter feito um inventário de oxigénio e dos medicamentos necessários e tratar de fazer aumentar a capacidade de fabricação", disse à BBC Mahesh Zagade, médico e ex-secretário do estado.

As autoridades dizem que a Índia produz oxigénio mais do que suficiente para atender a este aumento da procura, mas o problema é outro: é o transporte. Especialistas dizem que também isso poderia ter sido corrigido, e evitado, há muito tempo.

O governo está agora a tentar corrigir a trajetória: criou um reforço de comboios que transportam oxigénio entre os vários estados e proibiu o uso de oxigénio nas indústrias, exceto no exército, mas teme-se que possa ser demasiado tarde.

Relembremos os números: na Índia estão atualmente a morrer de covid 3980 pessoas por dia, o que dá 165 mortos por hora, dois por cada minuto, um a cada 30 segundos que passam. E não se vê forma disto abrandar.

sábado, 24 de abril de 2021

"VOU INFETAR-VOS A TODOS": HOMEM DETIDO APÓS CONTAGIAR 22 PESSOAS COM COVID-19 EM MAIORCA


Em Maiorca, as autoridades detiveram um homem que terá infetado 22 pessoas com covid-19, por ter ignorado os sintomas de infeção. O suspeito optou por ir trabalhar, bem como, a ginásio que frequentava apesar de estar com 40º de febre.

A polícia espanhola começou a investigar o caso no fim de janeiro, no seguimento de um surto de covid-19 na ilha das Baleares. Os agentes acreditavam que a ocorrência teria sido despoletada por uma pessoa que “ficou infetada e escondeu os sintomas”.

Dias antes do surto, o agora detido tinha começou a apresentar sintomas, mas recusou ficar isolado em casa, mesmo perante a insistência dos colegas de trabalho. Como resposta, terá passado o resto do dia a movimentar-se pelo escritório da empresa, a tossir e a gritar: “Vou infetar-vos a todos com coronavírus”. Pode ler-se no relatório policial divulgado este sábado.

O homem acabou por efetuar um teste PCR, tendo testado positivo. Nos dias seguintes, cinco colegas descobriram que estavam também contagiados e tinham infetado vários familiares, incluindo três bebés com menos de dois anos de idade.

No ginásio, o vírus atingiu três pessoas, que estiveram em contacto direto com o suspeito, e que, posteriormente, contagiaram vários membros das suas famílias.

No total, as autoridades espanholas acreditam que o comportamento irresponsável deste cidadão provocou 22 infeções. Nenhuma destas pessoas necessitou de tratamento hospitalar. O homem foi detido sob suspeita de agressão.

domingo, 18 de abril de 2021

"A MÃO DE DEUS". ENFERMEIRA BRASILEIRA IMPROVISA PARA CONSEGUIR CONFORTAR DOENTES DE COVID-19 EM ISOLAMENTO


No mundo, milhões de pessoas estão neste momento, enquanto lê este artigo, isoladas, num quarto de um hospital, a travar uma dura luta contra a covid-19. Os doentes não podem receber visitas e por isso contam apenas com a sua própria companhia.

No Brasil, um dos países mais afetados pela pandemia, uma enfermeira pensou numa solução que servisse para consolar os doentes. Com um simples par de luvas de látex, criou "A mão de Deus".

Lidiane Melo encheu duas luvas com água quente e prendeu-as à mão do paciente, dando a sensação de que alguém está a segurar a sua mão.

Além da sensação de conforto, a enfermeira, que partilhou a ideia nas redes sociais, explica que serve também para "melhorar a perfusão e ver melhor a saturação".

A ideia de Lidiane Melo que ficou conhecida como "A mão de Deus" já está a ser utilizada em outros hospitais do mundo.

O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, partilhou recentemente uma mensagem no Twitter com a fotografia de um paciente, no Brasil, com a "mão de Deus".

"Estou sem palavras para expressar a minha admiração pelos profissionais de saúde na linha de frente da pandemia e as formas incríveis com que eles tentam confortar os seus pacientes. Vocês têm muito a ensinar-nos e há muita coisa que nós devemos fazer para vos apoiar e proteger", escreveu Ghebreyesus.

sábado, 17 de abril de 2021

PSP DETETA 7 ESTABELECIMENTOS NO BAIRRO ALTO A VIOLAREM O ESTADO DE EMERGÊNCIA


Sete estabelecimentos de restauração no Bairro Alto, em Lisboa, foram detetados na sexta-feira a violarem as regras do estado de emergência e acabaram sancionados com coimas, informou este sábado a PSP, em comunicado.

Segundo a mesma nota, as coimas aplicadas variam entre os 2.000 e os 20.000 euros, no caso de pessoa coletiva, e entre 200 e 1.000 euros para particulares.

"Sete estabelecimentos de restauração violaram as medidas de prevenção de contágio da doença covid-19, ao permitirem que clientes consumissem no interior do estabelecimento, ao não encerrarem o serviço de esplanada às 22:30, ao permitirem mais de quatro clientes por mesa no espaço de esplanada e ao não salvaguardarem o distanciamento social entre os clientes de diferentes mesas", referiu a PSP, no comunicado hoje divulgado.

Durante a operação, que fiscalizou 22 estabelecimentos, foram levantados 19 autos de notícia por contraordenação, incluindo os sete espaços comerciais, por desrespeito das normas para evitar a propagação do novo coronavírus.

A PSP acrescentou ter ainda levantado 16 autos de notícia de contraordenação "por infrações diversas, incluindo o fornecimento de bebidas alcoólicas a menores".

A ação policial foi especialmente direcionada às aglomerações de pessoas, utilização dos espaços de esplanadas e a venda de bebidas alcoólicas naquela área de diversão noturna de Lisboa.

"A operação policial dispersou os ajuntamentos nas diversas artérias daquela área e participou infrações", pormenorizou a PSP, no mesmo comunicado.

Segundo a força de segurança, esta foi a última de um ciclo de cinco ações realizadas entre os dias 12 e 16 de abril para verificar o cumprimento das medidas em vigor "por parte dos clientes e dos estabelecimentos de restauração e similares e de ajuntamentos de pessoas nas freguesias de Arroios, Misericórdia, Santo António e Santa Maria Maior".

Além da dispersão de ajuntamentos em diversas áreas, o conjunto das operações resultou em 98 estabelecimentos fiscalizados e 62 infrações verificadas, "sendo que 15 destas infrações são referentes a violações ao atual estado de emergência", indicou a PSP.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 3.000.955 mortos no mundo, resultantes de mais de 139,8 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

domingo, 11 de abril de 2021

LINHA VERMELHA PODE SER ATINGIDA DAQUI A DOIS MESES


                           O índice de transmissão está a aumentar.

Portugal pode chegar aos 120 casos de covid-19 por 100 mil habitantes e atingir a linha vermelha daqui a dois meses, se continuar a progredir à taxa atual.

O segundo relatório de monitorização das linhas vermelhas foi publicado este sábado e, de acordo com as autoridades de saúde, o país regista por esta altura uma transmissão de moderada intensidade e uma reduzida pressão nos serviços de saúde.

O documento refere ainda que o R - o índice de transmissão - tem aumentado desde 10 de fevereiro. A região do Alentejo é a única onde este indicador apresenta valores inferiores a 1, estando nos 0,99.

Na nota é ainda deixado um alerta sobre o período pascal e o início do desconfinamento, que podem interferir na situação do país, com os reflexos a serem sentidos nas próximas semanas.

domingo, 4 de abril de 2021

FRONTEIRA TERRESTRE ENTRE PORTUGAL E ESPANHA FECHADA ATÉ 16 DE ABRIL


A fronteira terrestre entre Portugal e Espanha vai continuar fechada até 16 de abril. Anunciou o Ministério do Interior de Espanha em comunicado.

O Ministério do Interior espanhol explica que está em causa a situação epidemiológica dos dois países.

A circulação é permitida apenas ao transporte internacional de mercadorias, trabalhadores transfronteiriços e sazonais que tenham documentação, e veículos de emergência e socorro.

Na quinta-feira, António Costa já tinha anunciado que as fronteiras iam continuar fechadas.

"Vão manter-se fechadas as fronteiras terrestres com Espanha com aquelas exceções que são conhecidas e têm vindo a ser praticadas", disse António Costa, na conferência de imprensa realizada após o conselho de ministros.

A fronteira terrestre entre Portugal e Espanha está fechada desde 31 de janeiro.

quinta-feira, 1 de abril de 2021

TAXA DE DANOS NOS ÓRGÃOS PARECE TER AUMENTADO EM INFETADOS COM ALTA


Pessoas infetadas com covid-19 e que tiveram alta hospitalar parecem ter aumentado as taxas de danos de órgãos (disfunção multiorgânica), comparando com a população em geral, indica um estudo publicado esta quinta-feira pela revista médica britânica BMJ.

O aumento do risco, de acordo com o estudo, não se limitou a pessoas idosas nem foi uniforme entre grupos étnicos, levando os investigadores a sugerir que vai aumentar, a longo prazo, o peso de doenças relacionadas com a covid-19 nos hospitais e sistemas de saúde.

Ainda que a covid-19, doença provocada por um novo coronavírus, seja mais conhecida por causar problemas respiratórios graves pode também afetar outros sistemas e órgãos do corpo, incluindo o coração, rins e fígado.

Os responsáveis pelo estudo indicam a existência de vários sintomas inexplicáveis que persistem por mais de três meses após a doença, mas dizem também que o padrão, a longo prazo, de lesão de órgãos após a infeção ainda não é claro.

Para investigar a questão os investigadores britânicos do Instituto Nacional de Estatísticas e das universidades de Londres ("College London") e de Leicester procuraram comparar as taxas de disfunção orgânica em pessoas com vários meses de alta hospitalar após a doença, com um grupo de controlo correspondente da população em geral.

As conclusões baseiam-se em 47.780 pessoas, com uma idade média de 65 anos e 55% das quais homens, que estiveram internadas e que tiveram alta até 31 de agosto do ano passado.

Durante o seguimento médio de 140 dias quase um terço dos indivíduos que tiveram alta hospitalar após a covid-19 aguda foram readmitidos no hospital (14.060 de 47.780) e mais de um em cada 10 (5.875) morreu após a alta. Valores quatro e oito vezes maiores, respetivamente, do que no grupo de controlo.

As taxas de doenças respiratórias, cardiovasculares e diabetes também aumentaram significativamente em doentes com covid-19, igualmente superiores do que no grupo de controlo, especialmente no caso das doenças respiratórias.

As diferenças nas taxas de disfunção multiorgânica entre os doentes com covid-19 e os controlos combinados foram maiores para os indivíduos com menos de 70 anos do que para os com 70 ou mais, e nos grupos étnicos minoritários em comparação com a população branca, com as maiores diferenças observadas para as doenças respiratórias.

O estudo, divulgado naquela que é das mais influentes publicações sobre medicina, usou 10 anos de histórico clínico de pessoas para as fazer corresponder exatamente com as pessoas infetadas com covid-19, uma doença que já matou no mundo 2,8 milhões de pessoas e infetou mais de 128 milhões.

segunda-feira, 22 de março de 2021

MÁSCARA E DISTANCIAMENTO SOCIAL VIERAM PARA FICAR


Uma epidemiologista britânica afirmou esta segunda-feira que o uso de máscara e o distanciamento social poderão durar vários anos, até um regresso à normalidade. Mary Ramsay acredita que as medidas sanitárias mais básicas se vão manter até que todos os países tenham um programa de vacinação contra a covid-19 eficaz.

“As pessoas habituaram-se às medidas mais básicas, conseguem viver com elas e a economia continua a funcionar. (…) Acredito que viveremos com elas nos próximos anos, ou pelo menos até a vacinação estar avançada e os números caírem, altura em que poderemos regressar à normalidade gradualmente”, afirmou à BBC.

A especialista lembra que é importante não desconfinar demasiado rápido e que o levantamento de qualquer restrição deve ser discutido e estudado com atenção.

No início do mês, já o diretor-geral da Saúde de Inglaterra tinha admitido que o uso de máscara, assim como uma testagem massiva e a vacinação, iriam permitir manter o vírus sob controlo mesmo depois do verão.

Também o conselheiro científico do Governo britânico, Patrick Vallance, avisou que as máscaras vão continuar a ser essenciais, especialmente no inverno, quando houver um aumento do número de infetados. O objetivo do seu uso é reduzir a transmissão ao máximo.

METADE DOS ADULTOS DO REINO UNIDO JÁ RECEBEU A PRIMEIRA DOSE DA VACINA

Metade dos adultos do Reino Unido já recebeu a primeira dose da vacina contra a covid-19. No Reino Unido já foram administradas mais de 26 milhões de primeiras doses. No sábado, o Reino Unido conseguiu um recorde com mais de 873 mil vacinas administradas num só dia. Uma boa notícia para a imunidade de grupo.

AS QUATRO ETAPAS DO DESCONFINAMENTO EM INGLATERRA

A primeira etapa começou com o regresso às aulas de escolas e universidades, a 8 de março, data em que também passaram a ser permitidos encontros sociais entre duas pessoas ao ar livre.

A segunda etapa chega a 12 de abril, lojas, cabeleireiros, bibliotecas e ginásios vão poder abrir, e bares e restaurantes vão poder servir em esplanadas, e a 17 de maio serão autorizadas cinemas, teatros, salas de teatro e concertos e eventos com até 30 pessoas.

A quarta e última etapa está prevista para 21 de junho, quando o Governo espera remover as restrições de contacto social, permitindo a reabertura de discotecas e grandes eventos públicos, como festivais.

domingo, 21 de março de 2021

BRASIL RECEBE PRIMEIRO CARREGAMENTO DE VACINAS ATRAVÉS DA COVAX


O Brasil recebe hoje o primeiro carregamento de mais de um milhão de doses de vacinas anti-covid-19 através do programa Covax, que pretende assegurar uma distribuição equitativa de vacinas, anunciou hoje o Governo brasileiro.

"Neste domingo, 21 de março, o Brasil recebe o primeiro carregamento de doses da vacina Oxford/AstraZeneca contra a covid-19, produzidas pelo laboratório sul-coreano SK Bioscience e adquiridas no âmbito da iniciativa Covax Facility", referem os ministérios da Saúde e das Relações Exteriores, em comunicado conjunto hoje divulgado.

A primeira entrega é constituída por 1.022.400 doses de vacinas, mas, até ao final do mês, serão entregues mais 1,9 milhões de doses do mesmo fabricante, garante o Governo brasileiro.

A Covax, uma iniciativa da Organização Mundial de Saúde, em parceria com a Aliança Global para as Vacinas (GAVI, liderada pelo antigo primeiro-ministro português José Manuel Durão Barroso) e a Coalition for Epidemic Preparedness Innovations, pretende garantir a vacinação a 20% da população de 200 países e tem acordos com fabricantes para o fornecimento de dois mil milhões de doses em 2021 e a possibilidade de comprar ainda mais mil milhões.

O Brasil é, segundo a lista de distribuição publicada no início de março pela GAVI, o país da América Latina que vai receber mais doses de vacina anti-covid-19 no âmbito do programa Covax.

O país vai receber 9,1 milhões de doses da vacina Oxford/AstraZeneca até maio e terá acesso a um total de 42,5 milhões de doses, de acordo com o comunicado de hoje, que explica que o contrato de adesão do Brasil à iniciativa foi "firmado em 25 de setembro de 2020".

A entrega das primeiras doses, marcada para as 18:00 (21:00 em Lisboa) de hoje, em São Paulo, será feita pelo Fundo Rotatório da Organização PanAmericana de Saúde, "mecanismo que há 35 anos auxilia os países da região ao promover o acesso a vacinas", adiantam os ministérios brasileiros.

A distribuição das vacinas será depois feita consoante o previsto no Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação, acrescentam no comunicado, concluindo que a chegada destas doses "faz parte do resultado de um inédito esforço internacional, do qual o Brasil participou ativamente, com vista a facilitar o acesso a vacinas contra a covid-19".

O Brasil é o segundo país do mundo com mais infetados e mortes causadas pelo novo coronavírus, apenas atrás dos Estados Unidos, apesar de nos últimos dias se ter situado como a nação com os piores números diários.

O país registou, entre sexta-feira e sábado, 79.069 novos casos de covid-19 e mais 2.438 mortes associadas à doença, naquele que foi o quinto dia seguido acima dos 2.400 mortos diários.

Segundo dados do Ministério da Saúde, o Brasil contabiliza 292.752 mortes relacionadas com a covid-19 desde o início da pandemia e 11.950.459 infetados.

sábado, 20 de março de 2021

MANIFESTAÇÃO CONTRA GESTÃO DA PANDEMIA JUNTA PERTO DE 3.000 PESSOAS EM LISBOA


A grande maioria dos manifestantes não usou máscara de proteção individual e não cumpriu a distância social de segurança.

Quase 3.000 pessoas manifestaram-se este sábado em Lisboa contra a gestão da pandemia de covid-19 em Portugal e por uma maior liberdade individual e social, num protesto que se repetiu também em diversas cidades europeias e mundiais.

A manifestação começou no Parque Eduardo VII e desceu pela Avenida da Liberdade até terminar no Rossio, onde se concentrou a maioria das pessoas, onde se entoaram cânticos e onde foram proferidos os discursos dos representantes dos diversos movimentos envolvidos.

A grande maioria dos manifestantes apresentou-se sem máscara de proteção individual e não guardou distância social de segurança, tendo muitos ainda aparecido com bandeiras de Portugal e cartazes com mensagens de protesto, tais como: 'Covid-1984', 'Devolvam a liberdade', 'Deixem as crianças viver', 'O vírus são os media', 'Sabemos pensar e decidir' ou 'Costa, Marcelo e DGS: Vemo-nos em Nuremberga'.

Ao longo de mais de três horas de ação de protesto entoaram-se ainda o hino nacional ou 'Grândola Vila Morena', de Zeca Afonso, mas o foco esteve nos discursos dos diferentes oradores, que criticaram a dimensão das medidas de restrição e lembraram as vítimas não covid, que disseram ter ficado sozinhas e esquecidas nesta pandemia.

Esta ação foi organizada a partir da Internet e contou com a vigilância de um dispositivo da Polícia de Segurança Pública, que não registou incidentes, com exceção de alguns autos levantados por consumo de álcool na via pública.

Em Portugal, morreram 16.762 pessoas dos 817.080 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.







domingo, 14 de março de 2021

BRASIL PODERÁ PRODUZIR UM NOVO VÍRUS SE A COVID-19 NÃO FOR CONTROLADA, ALERTA MÉDICO


O médico brasileiro Miguel Nicolelis avisou que o Brasil constitui um celeiro de novas estirpes do vírus SARS-CoV-2, causador da covid-19, e poderá produzir um novo vírus se a doença não for controlada, um 'SARS-CoV-3'.

"O Brasil virou o foco, o epicentro da pandemia neste momento uma vez que nos Estados Unidos houve uma queda de mais de um terço dos óbitos. O Brasil é o foco (da doença) no mundo", afirmou à Lusa neurocientista, que liderou por onze meses um grupo de especialistas responsáveis por orientar um consórcio de governadores no nordeste do país para o combate à pandemia.

Médico e neurocientista, Miguel Nicolelis é também professor da Universidade de Duke, nos Estados Unidos, e já esteve numa lista dos maiores cientistas do mundo, realizada pela revista Scientific American.

À Lusa, Nicolelis afirmou que a nova estirpe registada no país, conhecida como variante brasileira ou amazónica, é mais transmissível e, embora ainda não existam dados confiáveis sobre sua letalidade, ou seja, não há certeza se ela é ou não mais mortal do que outras variantes do SARS-CoV-2 em circulação no país, é um sinal de alerta já que uma transmissão pode provocar o surgimento de um novo tipo de coronavírus.

"O perigo é que nós estamos dando chance para o coronavírus, aqui no Brasil, se replicar e (infetar) entre 70 mil e 80 mil pessoas por dia e, isto, gera um número incrível de mutações no vírus. Isto pode dar origem a novas variantes e inclusive, no limite, a mistura do material genético de diferentes variantes pode gerar um novo vírus, um SARS-Cov-3", explicou.

HÁ UMA PROBABILIDADE BIOLÓGICA QUE APAREÇA UM NOVO VÍRUS, EXPLICA NICOLELIS

Nicolelis salientou que o aparecimento de um novo vírus ainda é uma possibilidade teórica, mas há uma probabilidade biológica de que este cenário se concretize.

Dados divulgados pelo Imperial College de Londres em 5 de março indicam que a taxa de transmissão da covid-19 no Brasil estava em 1,1.

"Estamos criando um reservatório gigantesco de pessoas infetadas gravemente. Estamos criando (novas estirpes), como esta variante amazónica. É muito provável que nós tenhamos outras variantes surgindo no Brasil, como esta ocorrendo nos Estados Unidos", afirmou. "Quando você tem um reservatório humano muito grande de um vírus e o vírus se multiplica demais é inevitável que ocorram mutações por acidente na replicação do vírus. Nós estamos dando para a biologia (o vírus) o que ela necessita para gerar mutações e variantes", acrescentou.

O Brasil registou uma média acima de 60 mil nos últimos 14 dias, segundo dados do Ministério da Saúde. Mais de 11,2 milhões de pessoas já foram diagnosticadas com a doença desde que houve a confirmação do primeiro caso em território brasileiro, em 26 de fevereiro de 2020. Também foram registadas oficialmente mais de 275 mil mortes provocadas pela doença.

É POSSÍVEL PREVER QUE O BRASIL VÁ SUPERAR A MARCA DE 500 MIL MORTES POR COVID-19 EM JULHO

Nicolelis também explicou que a taxa de crescimento e replicação do vírus muda constantemente, mas usando os valores médios dos últimos 14 dias para fazer uma estimativa, uma curva de crescimento de casos e óbitos, é possível prever que o Brasil vá superar a marca de 500 mil mortes por covid-19 em julho.

"No caso (do Brasil) o valor está tão alto, há um crescimento ainda exponencial, que é possível fazer uma aritmética simples. Estamos com mais de 270 mil óbitos, se fizer (um cálculo) com 2 mil óbitos em média por dia, nos próximos 90 dias, haverá 180 mil óbitos. Em três meses batemos 450 mil óbitos. Se houver um colapso completo vai morrer gente e (muitos) nem vão chegar ao hospital", explicou. "Se usar uma média de 2 mil a 3 mil (mortes diárias) chega nos quinhentos mil óbitos em 90 dias a partir do final de março. Três meses, entre abril até julho, não tem muito segredo, é aritmética", avisou.

TRÊS DOSES DA VACINA DA PFIZER SÃO EFICAZES CONTRA VARIANTE OMICRON

A vacina contra a covid-19 desenvolvida pelas empresas Pfizer e BioNTech "ainda é eficaz" contra a variante ómicron do vírus com &...