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sábado, 2 de janeiro de 2021

VACINAS NÃO DEVERÃO TER EFEITO ANTES DO OUTONO


A Sociedade Portuguesa de Gestão de Saúde alerta que a ideia de que o fim da pandemia está "já ao virar da esquina" não é verdade.

A Sociedade Portuguesa de Gestão de Saúde alertou este sábado que, apesar de a campanha de vacinação contra a covid-19 tenha início este mês, os efeitos não serão sentidos antes do outono, "na melhor das hipóteses".

A entidade, que tem como objetivos, entre outros, a promoção da gestão de organizações de saúde e a divulgação da investigação em gestão na saúde, divulgou hoje o alerta em comunicado, tendo a direção admitido estar preocupada com algumas reações negativas da população, nomeadamente quando é indicada uma data para a sua vacinação com base no simulador do SNS/DGS.

"Embora a vacinação se inicie no concreto no decorrer deste mês, os efeitos benéficos da mesma não se sentirão na comunidade seguramente antes do outono na melhor das hipóteses", avisa a sociedade, avançando exemplos de calendarização das vacinas.

 "Uma pessoa de 85 anos que não tenha aparentemente nenhuma doença grave só deverá ser vacinada em abril ou maio deste ano se as regras atuais forem mantidas. Se a pessoa tiver 55 anos ainda nem sequer tem data provável, sendo que a sua vacinação poderá acontecer por cálculo simples lá para junho/julho ou até mais tarde", refere.

Sublinhando que a chegada a Portugal do primeiro lote de vacinas antes do fim de 2020 "foi apenas um ato simbólico que visou mostrar uma luz de esperança aos europeus e ao mundo", a Sociedade de Gestão de Saúde garante que a ideia de que o fim da pandemia está "já ao virar da esquina", não é verdade.

"A escolha preferencial de profissionais de saúde de apenas alguns hospitais centrais para as primeiras vacinações terá sido uma estratégia do Ministério da Saúde para criar na comunidade uma dose razoável de confiança na vacinação e nunca um prémio pelo trabalho de profissionais do Serviço Nacional de Saúde (SNS) na luta contra o covid-19", refere.

Ainda assim, a entidade admite que essa decisão "poderá dar a oportunidade de um funcionamento a 100% de todas as unidades de saúde do SNS já no fim deste mês".

Com isto, poderá ser possível "recuperar parcial, mas rapidamente aquilo que se perdeu em 2020 de milhares de consultas, exames e cirurgias que deveriam ter sido efetuadas".

No entanto, apesar de ser possível "ver uma luz ao fundo do túnel", o caminho a percorrer ainda é longo e "é preciso manter a guarda", avisa.

"A quantidade de vacinas a chegar a Portugal tem vários imponderáveis e ninguém poderá garantir o número e o momento exato da chegada das mesmas", refere a direção da Sociedade de Gestão de Saúde, reiterando que ainda não mudou nada no controlo da pandemia e recomendando que se continue "o seu esforço de contenção e cuidados de acordo com as regras já conhecidas".

A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 1.827.565 mortos resultantes de mais de 83,9 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Portugal contabiliza pelo menos 7.045 mortos associados à covid-19 em 423.870 casos confirmados de infeção, segundo o último boletim da Direção-Geral da Saúde (DGS).

O estado de emergência decretado em 9 de novembro para combater a pandemia foi renovado até 7 de janeiro, com recolher obrigatório nos concelhos de risco de contágio mais elevado.

sábado, 26 de dezembro de 2020

UE CONTA COM CONGELADORES E LÍDERES RELIGIOSOS PARA A VACINAÇÃO


O caminho para proteger os 450 milhões de habitantes da União Europeia contra o coronavírus começará numa cidade na Bélgica mais conhecida por fabricar cerveja.

Camiões refrigerados com centenas de milhares de doses de vacinas devem sair da fábrica da Pfizer em Puurs - 24 quilómetros a sul de Antuérpia - nos próximos dias, marcando o início de uma campanha sem precedentes para entregar a vacina a 27 países ao mesmo tempo.

De Malta à Finlândia, a UE está prestes a embarcar numa campanha de imunização com o objetivo de conter o vírus que devastou o continente este ano. Com atraso em relação ao Reino Unido e Estados Unidos, o bloco tem sentido a pressão, especialmente porque a primeira vacina teve origem na Alemanha. A vacina desenvolvida pela BioNTech e Pfizer recebeu aprovação do regulador europeu na segunda-feira, abrindo caminho para as primeiras vacinações em poucos dias.


"É um empreendimento altamente complexo: muitas doses de vacinas a serem distribuídas numa área tão grande", disse Klaus Stohr, que trabalhou na Organização Mundial da Saúde e ajudou a mobilizar governos e fabricantes de medicamentos para se prepararem para pandemias. "Vai levar tempo."

A chegada das vacinas marca um ponto de viragem na batalha para controlar o contágio e reativar economias abaladas. Destacando a urgência, as autoridades de saúde do Reino Unido alertaram sobre uma variante do coronavírus que se espalha rapidamente por Londres e sudeste de Inglaterra. Autoridades da Agência Europeia de Medicamentos disseram que não há evidências de que a vacina não funcionará contra a mutação.

A 2 de dezembro, o Reino Unido tornou-se o primeiro país a aprovar a vacina, seguido por reguladores dos EUA mais de uma semana depois. Agora, o foco muda para a Europa. A UE encomendou 200 milhões de doses da vacina da Pfizer e da BioNTech em nome dos Estados membros, com a opção de obter mais 100 milhões, e o objetivo é fornecer acesso a todos os países ao mesmo tempo com base no tamanho da população. Os fornecimentos serão limitados nos primeiros dias, embora outra vacina possa ajudar em breve a aumentar a disponibilidade.

Ceticismo e suspeita

A Agência Europeia do Medicamento deve tomar uma decisão sobre a vacina da Moderna, que utiliza tecnologia semelhante à da Pfizer, a 6 de janeiro. Os EUA aprovaram-na no final da semana passada.

Porém, nem todos no continente estão ansiosos para tomar a vacina. A hesitação é alta em países como França e Polónia. Vários membros do parlamento francês ofereceram-se para serem vacinados antes com o objetivo de mostrar a confiança no produto. A Áustria estuda uma estratégia mais ousada: oferecer aos imunizados um voucher ou pagamento em dinheiro de cerca de 50 euros, além da liberdade para circularem livremente.

Na Roménia, alguns padres da Igreja Ortodoxa começaram a encorajar as pessoas a imunizarem-se devido a sondagens que mostram que cerca de 40% dos cidadãos se opõem à vacinação.

Supercongeladores

A vacina da Pfizer-BioNTech deve ser transportada em temperaturas mais frias do que as do inverno na Antártida. Após a entrega, deve ser armazenada em congeladores especiais. Pode durar cinco dias no frigorífico ou até 15 dias em pacotes térmicos especiais com gelo seco.

Os fabricantes entregarão as doses num local central em cada um dos 27 Estados-membros e, em seguida, cada país supervisionará o seu próprio armazenamento, distribuição e imunização. A maioria dos países da UE planeia iniciar a vacinação no mesmo dia numa demonstração de unidade.

A distribuição acontecerá gradualmente. A UE pode ter vacinas suficientes para dois terços da população em meados de setembro, três meses depois dos EUA, de acordo com a Airfinity, de Londres.

Alguns surtos de Covid-19 podem persistir até ao outono de 2021 e depois desse período, de acordo com Stohr, ex-funcionário da OMS. "Não devemos acreditar que há perspetiva de voltar ao normal antes de 2022", afirmou.

domingo, 20 de dezembro de 2020

FALSAS VACINAS ESTÃO À VENDA NA INTERNET PARA A COVID-19


Infarmed e PSP avisam que a vacinação será apenas e só feita através de canais oficiais, ou seja, do Serviço Nacional de Saúde.

O número de anúncios de falsas vacinas disparou na Europa. As autoridades europeias e nacionais lançam alertas para o perigos e reforçam a ideia que a vacinação deve ser feita apenas através dos canais oficiais.

Falta pouco mais de uma semana para a vacinação contra a Covid-19 começar em Portugal e um pouco por toda a Europa.

E é precisamente agora que a Interpol, Europol e Agência Europeia do medicamento
avisam: o número de sites que vendem produtos médicos ilícitos para combater a covid-19 disparou, há registos em mais de 190 países.

Anúncios que prometem vacinas por cerca de 300 euros e sugestões de negócio através do whatsapp

Surgem normalmente na darknet, uma zona da internet usada sobretudo para a prática de atos ilícitos

Num estudo da Checkpoint research, uma empresa especializada em cibersegurança surge também o alerta para episódios de roubo de dados informáticos sustentados na pandemia.

Segundo o Jornal de Notícias, em Portugal as autoridades não registaram até ao momento nenhuma fraude relacionada com vacinas falsas.

Mas o Infarmed e a PSP têm avisado que a vacinação será apenas e só feita através de canais oficiais, ou seja, do Serviço nacional de Saúde. Pedem por isso que todas as suspeitas de fraude sejam denunciadas.


sábado, 19 de dezembro de 2020

GRAÇA FREITAS RECUPEROU DA COVID-19: "ESTOU MUITO GRATA À NATUREZA"


A diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, está recuperada da covid-19 e regressa ao trabalho na segunda-feira, cerca de três semanas de ter sido contagiada numa reunião de trabalho, apesar do distanciamento e da máscara.

"Estou muito grata à natureza por ter passado bem por isto", afirma em entrevista ao semanário Sol, referindo estar a sentir uma "sensação de gratidão pela vida".

Graça Freitas diz sentir um "grande alívio" e esperava "ter uma forma grave da doença" por ter "antecedentes de doença complicados". Com 63 anos, a diretora-geral da Saúde diz agora que está duplamente aliviada, por "não ter tido nenhuma complicação e não ter infetado ninguém".

terça-feira, 15 de dezembro de 2020

LONDRES PASSA AO NÍVEL MÁXIMO DE RESTRIÇÕES A PARTIR DA MEIA-NOITE


Londres é a cidade inglesa com o maior índice de contágio.

Com os hospitais a sentir a pressão e os números que insistem em não baixar, quarta-feira, a capital britânica e partes do sudeste de Inglaterra vão passar ao nível máximo de restrições.

As restrições apertam, mas continua a ser possível fazer compras de Natal porque o comércio não essencial não fecha, tal como não fecham os ginásios, os cabeleireiros e os locais de cultos.

Uma "nova variante" de SARS-CoV-2, o coronavírus na origem da covid-19, que se propaga rapidamente foi identificada no Reino Unido, anunciou esta segunda-feira o ministro da Saúde britânico, Matt Hancock.

"Identificámos uma nova variante do coronavírus, que pode estar associada à disseminação mais rápida no sudeste da Inglaterra. A análise inicial sugere que essa variante está a espalhar-se mais rápido do que as variantes existentes", disse aos deputados, numa declaração na Câmara dos Comuns.

A nova variante afeta sobretudo o sul de Inglaterra, onde foram registados mais de mil contágios. Mas 60 casos foram identificados noutras regiões do país.


domingo, 6 de dezembro de 2020

ATÉ QUE 60 A 70% DA POPULAÇÃO ESTEJA VACINADA CONTINUAM AS MEDIDAS DE PREVENÇÃO


O primeiro-ministro afirmou hoje que é essencial manter em vigor medidas de prevenção da covid-19 até que 60 a 70% da população se encontre vacinada, já que só nessa altura se considera haver imunização coletiva.

Esta posição foi transmitida por António Costa em conferência de imprensa, no Palácio Nacional da Ajuda, em Lisboa, depois de apresentar as medidas no âmbito do estado de emergência até ao próximo dia 23.

Questionado sobre até quando vão durar as medidas restritivas por causa da epidemia de covid-19, o primeiro-ministro referiu que "o volume de vacinas vai chegar a Portugal de forma progressiva e gradual e irá sendo administrado também de forma progressiva a gradual".

"Só quando tivermos um volume de vacinação de 60 a 70% se poderá considerar que há um nível de imunização coletiva que permitirá dar por concluído esta situação dramática que estamos a viver. Até lá, temos de ir compatibilizando as medidas de prevenção da epidemia com o programa de vacinação que vai assegurando a imunização contra o vírus. E vão ser longos meses", advertiu o líder do executivo.

Neste ponto referente às vacinas, António Costa fez questão de referir que, desde quinta-feira, já é conhecido o calendário de vacinação, adiantando que, "conforme as doses forem disponibilizadas, irão sendo administradas".

Devemos estar todos gratos à comunidade científica, que fez um esforço extraordinário de ter conseguido hum prazo recorde, aparentemente, identificar e produzir uma vacina", disse, estendendo, depois, esse elogio à indústria.

"A indústria está a fazer um esforço de mobilização geral das cadeias de produção. Será a maior operação à escala global. Cabe-nos termos planos nacionais e organizarmos a operação logística muito complexa, tendo em vista assegurar a vacinação de toda a população", acrescentou.

sábado, 5 de dezembro de 2020

O QUE PODE E O QUE NÃO PODE FAZER NO NATAL E NA PASSAGEM DE ANO



O Governo anunciou as medidas que pretende manter em vigor até dia 7 de janeiro, incluindo para o Natal e passagem do ano. Mas realçando que a 18 de dezembro todas estas limitações e permissões podem ser revistas, caso a situação epidemiológica a isso determine.

Conforme salientou António Costa, na conferência de imprensa que se realizou este sábado, "cada vez que aumentamos as restrições conseguimos conter pandemia, quando aligeiramos aumentamos o risco", por isso, espera poder "continuar a gerir de forma controlada esta situação" e "a minha esperança é que no dia 18 possa estar a dizer que estes 15 dias valeram a pena e que vamos ter um Natal e um ano novo em maior segurança".

Mas, salientou, "tenho de ser franco e dizer que, se as coisas não continuarem a correr como continuaram a correr, e se voltarmos a ter crescimento exponencial, temos de puxar o travão de mão", disse, salientando, ainda assim, que é algo que "ninguém deseja e temos de o evitar".

Por isso, mantêm-se as restrições para os concelhos de risco muito elevado e extremo para a circulação na via pública aos fins de semana e a partir das 23 horas. São agora 113 os concelhos nesta situação a partir de 9 de dezembro.

Nos próximos 15 dias serão, assim, mantidas as medidas em vigor, designadamente nos próximos dois fins de semana com proibição de circulação na via pública a partir das 13 horas nesses concelhos com maiores risco.

O que acontece nos próximos dois fins de semana?

Assim, nos fins de semana de 12 e 13 de dezembro e de 18 e 19 de dezembro haverá confinamento a partir das 13 horas e até às 5 horas do dia seguinte aos sábados e domingos nos concelhos de maior risco (muito elevado e extremo), que têm a circulação na via pública limitada aos dias de semana a partir das 23 horas.

Será permitida a circulação entre concelhos nesses dois fins de semana, sendo que esta regra aplica-se a todo o país.

O que acontece no Natal?

Quanto ao período do Natal, determinou-se também liberdade de circular entre concelhos. E quanto às limitações de circulação na via pública não será aplicada a imposição de recolher entre as 23 horas e as 5 horas do dia seguinte, no dia 23 de dezembro, para quem se encontre em viagem. As restrições abrangem os concelhos de risco elevado, muito elevado e extremo, segundo o comunicado do Conselho de Ministros.

António Costa fez questão de salientar que foi opção do Governo não fixar um limite para o número de pessoas nas reuniões familiares, aliás como fizeram alguns países europeus. E explicou que considera que "não deve ser o Estado a imiscuir-se na organização familiar", mas pediu cuidados e contenções, evitando-se "confraternizações com muitas pessoas e onde estejam longos períodos sem máscara e confraternizações em espaços fechados, pequenos e pouco arejados".

Assim:
- dia 23 - não haverá limitação de circulação às 23 horas para quem se encontre em viagem;
- dia 24  - limitação de circulação acontece das 2 às 5 horas. Ou seja, pode-se circular até às duas da manhã no dia 24.
- dia 25 - pode-se circular até às 2 horas da manhã
- dia 26 - Volta a vigorar a proibição de circulação às 23 horas nos concelhos onde se aplicam as restrições.

Assim, de 23 a 26 não é aplicável o dever geral de recolhimento domiciliário nos concelhos de risco elevado, muito elevado e extremo, assim como entre as 5 horas do dia 31 de dezembro e as 2 horas da manhã de dia 1 de janeiro de 2021.

O que acontece no ano novo?

Mas para a passagem do ano volta a proibição de circular entre concelhos entre 31 de dezembro e 4 de janeiro. A proibição de mudar de concelho começa às zero horas de 31 e termina às 5 horas de dia 4. 

Foram limitados ajuntamentos em via pública a seis pessoas. Impedindo-se festas públicas de passagem de ano e festas em espaços públicos. Desde que não sejam festas religiosas. Segundo comunicado do Conselho de Ministros, "a realização de festas ou celebrações públicas ou abertas ao público de cariz não religioso está proibida nos dias 31 de dezembro e 1 de janeiro de 2021".

Assim:
Dia 31 - Não se pode mudar de concelho, mas pode-se circular na via pública até às 2 horas da manhã (já dia 1 de janeiro)
Dia 1 de janeiro de 2021 - volta a entrar em vigor o recolhimento às 23 horas nos concelhos onde se aplica.



E a restauração?

Nesta época natalícia e no fim do ano a restauração tem mais umas horas para servir refeições. Assim, no natal podem servir almoços e jantares a 24 e 25, tendo de encerrar até à 1 da manhã, e não permitir novas admissões a partir da meia noite. 

No dia 26 podem servir almoços até às 15h30.


Já no final do ano, no dia 31 de dezembro podem encerrar à 1 hora, não admitindo mais clientes a partir da meia noite. E no dia 1 de janeiro nos concelhos de risco muito elevado e extremo os estabelecimentos de restauração só podem funcionar até às 15h30.

E a cultura?
Segundo a informação do comunicado do Conselho de Ministros, nos dias 24 e 25 de dezembro os horários de encerramento não se aplicam aos estabelecimentos culturais.





quarta-feira, 2 de dezembro de 2020

VACINA CONTRA COVID-19, INTERPOL ALERTA PAÍSES PARA SE PREPARAREM PARA A AMEAÇA DO CRIME ORGANIZADO


O "aviso laranja" da Interpol descreve possíveis atividades criminosas como falsificação, roubo e publicidade ilegal sobre as futuras vacinas contra a covid-19.

A Interpol emitiu um alerta global aos seus 194 países membros, incluindo Portugal, alertando-os para se prepararem para os ataques das redes de crime organizado que em breve vão atuar nas vacinas contra a covid-19.

O "aviso laranja" da Interpol (Organização Internacional de Polícia Criminal), descreve possíveis atividades criminosas como falsificação, roubo e publicidade ilegal sobre as futuras vacinas contra a covid-19 e contra a gripe, comportamentos criminosos que já foram detetados durante o período pandémico com outros produtos.

O aviso também abrange exemplos criminosos nos quais as pessoas que os cometem anunciam, vendem e administram vacinas falsas.

Com uma série de vacinas contra a covid-19 a serem brevemente aprovadas e com distribuição a nível global, é essencial os países garantirem a segurança da cadeia de abastecimento e identificar os 'sites' ilícitos que vendem produtos falsificados, tal como já aconteceu com máscaras e álcool gel.

Uma boa coordenação entre os órgãos de polícia criminal e as diversas entidades reguladoras de saúde terá, segundo a Interpol, um papel vital para garantir a segurança das pessoas e o bem-estar das comunidades neste período de pandemia.

"Enquanto os governos se preparam para lançar as vacinas, as organizações criminosas planeiam infiltrar-se ou interromper as cadeias de abastecimento", alertou o secretário-geral da Interpol, Jürgen Stock.

Para o responsável da organização internacional de polícia criminal, "as redes criminosas também terão como alvo o grande público, através de 'sites' falsos e curas falsas, o que pode representar um risco significativo para a saúde e até mesmo para a vida".

"É essencial que a polícia esteja tão preparada quanto possível para o que será um ataque violento de todos os tipos de atividades criminosas ligadas à vacina contra a covid-19, razão pela qual a Interpol emitiu este alerta global", concluiu Stock.

INTERPOL ALERTA TAMBÉM PARA OS TESTES À COVID-19

Além das vacinas, e à medida que as viagens internacionais recomeçam gradualmente, é provável que os testes para a deteção do novo coronavírus se tornem da maior importância, resultando na produção e distribuição paralelas de 'kits' de teste não autorizados e falsificados.

Com uma quantidade crescente de fraudes relacionadas com a doença, a Interpol aconselha também o público a ter um especial cuidado nos acessos à rede de Internet para pesquisar equipamentos médicos ou medicamentos.

Além dos perigos de solicitar produtos potencialmente fatais, uma análise da Unidade de Crimes Cibernéticos da Interpol revelou que há cerca de três mil 'sites' associados a farmácias 'online' sob suspeita de vender medicamentos ilícitos e dispositivos médicos e que 1.700 continham ameaças cibernéticas, como vírus informáticos.

quinta-feira, 19 de novembro de 2020

DINAMARCA CONSIDERA EXTINTA MUTAÇÃO PERIGOSA DA COVID-19 EM VISONS

 


As autoridades dinamarquesas já tinham eliminado no dia 13 de novembro algumas das restrições decretadas em sete municípios do norte da Jutlândia

As autoridades de saúde dinamarquesas acreditam que a mutação do novo coronavírus encontrada em visons, que poderia ameaçar a eficácia de futuras vacinas, esteja erradicada e suspenderam esta quinta-feira as restrições decretadas há duas semanas na área mais afetada.

"Nenhum outro caso da mutação em visons Cluster 5 foi detetado desde 15 de setembro, razão pela qual o instituto encarregado de doenças infecciosas (ISS) acredita que essa mutação está provavelmente extinta", declarou o Ministério da Saúde dinamarquês num comunicado, anunciando o levantamento das restrições na região afetada.

As autoridades dinamarquesas já tinham eliminado no dia 13 de novembro algumas das restrições decretadas em sete municípios do norte da Jutlândia e que, em princípio, deveriam vigorar até 3 de dezembro.

Entre hoje e segunda-feira todas as instituições culturais e desportivas, restaurantes, bares, escolas e institutos serão reabertos. O transporte público será retomado e será retirada a recomendação aos moradores dessas localidades de não se deslocarem para outras partes do país.

O Governo dinamarquês ordenou a morte dos 15 milhões de visons que se encontravam em quintas da Dinamarca, maior produtor mundial, após ter detetado cinco mutações do coronavírus.

A medida gerou uma crise política neste país nórdico, ao se constatar que o Governo não tinha cobertura legal para ordenar o sacrifício obrigatório de todos os animais, mas sim apenas onde tivesse sido detetado o contágio ou na sua área imediata.

Embora o Executivo social-democrata tenha encerrado no início da semana um acordo com vários partidos de centro-esquerda para promover uma reforma legal, as pressões da oposição e aliados obrigaram na quarta-feira o ministro da Agricultura e Alimentação, Mogens Jensen, a renunciar.

Até o momento, 10,2 milhões de animais já foram mortos em toda a Dinamarca.

Com três vezes mais visons do que habitantes, o reino nórdico é o maior exportador mundial e o segundo maior produtor, atrás apenas da China, com um lucro no setor de cerca de 670 milhões de euros.

quarta-feira, 18 de novembro de 2020

JOVEM RECUSA USAR MÁSCAR E AGRIDE POLÍCIA NO METRO DO PORTO

 


Um homem de 19 anos foi detido esta quarta-feira na estação do metro de Francos, no Porto, após agredir um agente da PSP que aconselhara a usar máscara no interior da composição, disse à Lusa fonte da Polícia.

A ocorrência, segundo a fonte, ocorreu cerca das 13:30, na composição que seguia na direção Fânzeres/Matosinhos.

O jovem, acrescentou a fonte, "seguia sem máscara no interior da composição, causando mal-estar às pessoas presentes, situação que motivou a intervenção dos dois agentes, ainda à civil".

"Primeiro aconselhado a colocar a máscara, que disse não ter, o detido recusou depois identificar-se, começando, então, a empurrar os agentes, tendo agredido um deles, que teve de ser assistido no Hospital Militar", relatou.

O indivíduo acabou detido e acusado de resistência e coação e ainda agressão a um agente da autoridade, disse ainda a fonte da PSP.

sexta-feira, 13 de novembro de 2020

SÍNDROME RELACIONADA COM O CORONAVÍRUS EM CRIANÇAS

 


A Organização Mundial de Saúde (OMS) afirmou estar a investigar possíveis ligações entre a Covid-19 e uma doença inflamatória grave que afeta crianças, mas salientou que, por enquanto, se trata de casos “muito raros”. 

“Há descrições recentes de casos de crianças em alguns países europeus que tiveram esta síndrome inflamatória semelhante à síndrome de Kawasaki, que parecem ser muito raros”, afirmou a principal responsável técnica do programa de emergências sanitárias da OMS, Maria Van Kerkhove, numa conferência de imprensa na sede da organização em Genebra.

A responsável da OMS garantiu que a sua rede internacional de médicos está a “estudar especificamente” o assunto, que discutiu na terça-feira numa reunião por teleconferência.

O diretor executivo do programa, Michael Ryan, afirmou que os clínicos têm registado em crianças com Covid-19 “uma forma atípica de síndrome de Kawasaki”, uma doença rara que se manifesta num “processo inflamatório nos vasos sanguíneos”.

Michael Ryan indicou que poderá ser, tal como se tem assistido em casos de Covid-19 em adultos, o novo coronavírus a “atacar outros tecidos além do pulmonar”.

“Estamos numa fase em que os médicos estão a estudar quais são os outros efeitos desta infeção. É algo que vimos em muitas doenças emergentes, que atacam mais do que um tipo de tecidos e podem afetar vários órgãos”, indicou.

O epidemiologista irlandês afirmou que é muito importante que os pediatras e outros médicos continuem a registar e a comunicar estes sintomas, quando acontecem, e recomendou aos pais que “vigiem sempre o agravamento de sintomas em crianças com doenças infecciosas”.

Maria Van Kerkhove notou que a maioria dos casos de Covid-19 registados em crianças tendem a ser menos severos do que acontece nos adultos.

De acordo com o jornal The Guardian, cerca de 100 casos foram reportados em seis países: Reino Unido, Estados Unidos, França, Itália, Espanha e Suíça.

No Reino Unido, pelo menos 19 crianças foram afetadas reação inflamatória que afeta os vasos sanguíneos, o coração e outros órgãos.

Já em França, o ministro da Saúde anunciou que há registo de mais de "15 crianças de várias idades" com inflamação no coração e, embora não houvesse evidências suficientes para provar a ligação com o coronavírus, os casos estão a ser levados "muito a sério".

Nos Estados Unidos há registo de pelo menos três crianças com idades entre os seis meses e os oito anos que estão a ser tratadas por quadros de saúde semelhantes.

PORTUGAL SEM CASOS

As autoridades de saúde britânicas lançaram na segunda-feira um alerta sobre um aumento do número de crianças com sintomas semelhantes à doença de Kawasaki, uma síndrome vascular que afeta crianças pequenas, cuja causa permanece desconhecida.

Na terça-feira, as associações de pediatria do Reino Unido, da Itália e de Espanha pediram aos médicos do setor para estarem atentos a crianças que apresentem uma condição inflamatória rara porque a doença pode estar ligada ao novo coronavírus.

O primeiro alerta partiu, no início da semana, da Associação de Pediatras de Cuidados Intensivos do Reino Unido, mas foi, entretanto, secundada pela Associação Espanhola de Pediatria e pela Sociedade Italiana de Pediatras.

Segundo as autoridades do Reino Unido, “nas últimas três semanas houve um aumento aparente, em Londres e também em outras regiões do Reino Unido, do número de crianças de todas as idades com um estado inflamatório multissistémico que requer cuidados intensivos”.

Em Portugal, a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, disse hoje que até à data não foi verificado nenhum caso em Portugal.

“Os pediatras acompanham esta situação, os médicos em geral, mas até à data não temos reporte de se ter verificado algumas destas situações em Portugal”, disse Graça Freitas durante a conferência de imprensa diária de atualização de informação sobre a pandemia de Covid-19 em Portugal


quinta-feira, 12 de novembro de 2020

COMPRAM RESULTADOS DE TESTES FALSOS NO MERCADO NEGRO PARA PODER VIAJAR

 



O número de casos de coronavírus está a aumentar um pouco por todo o mundo e voltam a endurecer as restrições impostas. Em muitos países é necessário apresentar um teste negativo para permitir a entrada de um turista nesse território. 

Mas o mercado negro tratou de encontrar uma solução para ultrapassar este entrave. A manipulação de testes negativos já se verificou em nações como França, Reino Unido e Brasil, adianta o The Washington Post.

Na semana passada, as autoridades francesas intercetaram uma organização que vendia falsos certificados de testes no aeroporto Charles de Gaulle, em Paris. O grupo vendia esses certificados digitais com resultados negativos para a Covid-19 por valores entre os 150 e os 300 euros, refere a Associated Press.

A polícia francesa acusou o grupo de sete suspeitos de falsificação e fraude. Os certificados falsos estavam guardados nos telemóveis dos suspeitos e tinham o nome de um laboratório de Paris.

Já no Brasil, a polícia deteve recentemente quatro viajantes que apresentaram resultados negativos de testes falsos para visitarem a ilha de Fernando de Noronha num jato privado. A ilha reabriu para o turismo no passado dia 10 de outubro e exige aos visitantes que apresentem resultados negativos de testes realizados com um dia de antecedência.

Também o Reino Unido não escapou à prática de testes contrafeitos. O jornal Lancashire Telegraph falou com uma pessoa que admitiu ter usado o resultado negativo de um teste feito por um amigo para viajar para fora do território britânico. Não é um caso único. Outra pessoa afirmou que um agente de viagens ofereceu-lhe um documento falso para poder viajar.

quarta-feira, 11 de novembro de 2020

BRASIL TEM DE DEIXAR DE SER UM PAÍS DE "MARICAS" DIZ BOLSONARO

 


O Presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, voltou a causar polémica esta terça-feira ao afirmar que o Brasil "tem de deixar de ser um país de 'maricas'", referindo-se ao medo em torno da pandemia de Covid-19.

"Tudo agora é pandemia. Tem de acabar esse negócio. Lamento os mortos, lamento. Todos nós vamos morrer um dia. Não adianta fugir disso, fugir da realidade. O Brasil tem de deixar de ser um país de 'maricas'", disse Bolsonaro, num evento sobre turismo, organizado pelo Governo federal.

 "Olha que prato cheio para a imprensa, para a 'urubuzada' [expressão usada para adjetivar pessoas que desejam o mal de outros] que está ali atrás. Temos de lutar. Peito aberto, lutar", acrescentou o chefe de Estado, em mais uma critica aos órgãos de comunicação, que acusa de denegrirem a sua imagem.

No evento denominado "Retomada do Turismo", Bolsonaro voltou a defender que a atual pandemia foi "sobredimensionada" e criticou quem referiu a possibilidade de uma segunda vaga da doença no país sul-americano.

"Vocês foram na lona nessa pandemia. Que foi sobredimensionada. A manchete amanhã: 'ah, Bolsonaro não tem carinho, não tem sentimento com quem morreu'. Tenho sentimento com todos que morreram. Mas [foi] sobredimensionado", frisou o mandatário.

 

SETOR DO TURISMO

Ao dirigir-se a empresários do setor do turismo do Brasil, o Presidente lamentou as perdas que a pandemia gerou no ramo, e culpou taxas e decretos ambientais de prejudicarem o negócio no país.

"O turismo parou e foi à lona. Fico preocupado com os empresários do setor, mas há muita coisa que não depende de mim, mas do parlamento e dos governos estaduais", afirmou, criticando ainda o "excesso de normas e taxas" que se aplicam no setor.

A faturação do turismo do Brasil, um dos setores mais afetados pela pandemia de Covid-19, diminuiu 33,6% entre janeiro e agosto deste ano, face ao mesmo período de 2019, segundo um levantamento divulgado no mês passado.

O levantamento, feito pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do estado de São Paulo (FecomercioSP), a partir de dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostra que o resultado negativo se deveu, principalmente, a uma queda de 68,8% das viagens aéreas e a uma retração de 43,2% das hospedagens e restauração.

BOLSONARO DESVALORIZA A DOENÇA

Desde o início da pandemia, Jair Bolsonaro tem-se mostrado bastante cético em relação à gravidade da doença e opôs-se ao isolamento social, tendo chegado a declarar que o Brasil está entre os países que menos sofreram com a Covid-19.

Contudo, o Brasil, com 212 milhões de habitantes, é o país lusófono mais afetado pela pandemia e um dos mais atingidos no mundo, ao contabilizar o segundo número de mortos (mais de 5,6 milhões de casos e 162.628 óbitos), depois dos Estados Unidos.

terça-feira, 10 de novembro de 2020

UM EM CADA CINCO SOBREVIVENTES DA COVID-19 PODE VIR A SOFRER DE TRANSTORNO MENTAL

 


Um novo estudo da Universidade de Oxford revela que pessoas que estiveram infetadas com o novo coronavírus correm um maior risco de ser diagnosticadas com uma doença ou transtorno mental, como por exemplo ansiedade ou depressão.

A investigação é já considerada a maior do género a estudar uma relação entre o coronavírus e a saúde mental, depois de os especialistas analisarem o historial médico de 69 milhões de pessoas nos Estados Unidos entre 20 de janeiro de 1 de agosto, das quais 62 mil tinham sido infetadas pelo SARS-CoV-2.

PROBABILIDADE DE 18% DE TER DIAGNÓSTICO PSIQUIÁTRICO

Nos três meses seguintes ao contágio, cerca de um em cada cinco sobreviventes viu a sua saúde mental afetada e recebeu um diagnóstico. Duas vezes mais provável do que para pacientes com outras doenças ou condições médicas estudados no mesmo período, como por exemplo gripe ou outras infeções respiratórias.

O estudo indica que os pacientes correm mais risco de ser diagnosticados com uma doença mental, ansiedade ou depressão depois de terem tido covid-19 do que com outras doenças”, explicou o professor britânico David Curtis à CNN.

“Por exemplo, o estudo mostra que há uma probabilidade de 18% dos doentes receberem um diagnóstico psiquiátrico depois de terem covid-19, comparado com a probabilidade de 13% após uma gripe”.

A justificação, indica, pode estar relacionada com o receio que os pacientes têm de ficar gravemente doentes com covid-19, ou terem de estar isolados por longos períodos de tempo. Os especialistas explicam também que pode ser um efeito neurológico do vírus, dos medicamentos usados para o tratar, ou ansiedade relativa à pandemia.

“Precisamos de ser cautelosos nas nossas interpretações desta questão tão importante”, disse o autor do estudo, Paul Harrison, professor de Psiquiatria na Universidade de Oxford.

quinta-feira, 5 de novembro de 2020

TECNOLOGIA QUE INATIVA O NOVO CORONAVÍRUS E BACTÉRIAS DA TUBERCULOSE

 


As equipas responsáveis pelo projeto pretendem continuar a desenvolver testes noutras bactérias patogénicas.

A tecnologia pioneira AT MicroProtect, que consegue inativar, num minuto, 99,97% das partículas de vírus SARS-CoV-2 no ar, conseguiu agora alcançar a inativação também da bactéria que está na origem da tuberculose, foi anunciado esta quinta-feira.

"Em um minuto, [a tecnologia AT MicroProtect] conseguiu alcançar os 100% de inativação de bactérias que causam a doença da tuberculose em três das quatro variações da tecnologia que foram desenvolvidas", disse hoje à agência Lusa o coordenador da investigação, João Nunes.

A tuberculose é uma doença infecciosa causada pelo Mycobacterium tuberculosis complex, uma bactéria perigosa e que também se transmite de pessoa para pessoa por via área.

"A transmissão aérea de micro-organismos, quer de vírus como de bactérias, é uma das vias mais perigosas e difíceis de controlar", sublinha João Nunes, sustentando que "é urgente desenvolver tecnologia e soluções eficazes, mas também capazes de ser implementadas à escala real e de rápida resposta de implementação".

A nova tecnologia no combate à covid-19 AT MicroProtect "também consegue com a mesma tecnologia combater a doença da tuberculose", afirma o investigador.

A inovadora técnica foi criada no âmbito de um projeto liderado pelo Campus de Tecnologia e Inovação da BLC3, em Oliveira do Hospital, no interior do distrito de Coimbra, em parceria com a Universidade do Minho e as faculdades de Farmácia das universidades de Lisboa e de Coimbra.

"Em um minuto, de 59.250 bactérias Mycobacterium tuberculosis, em três das quatro variações da tecnologia desenvolvida, conseguiu-se alcançar os 100% de inativação e na outra variação 98,75%, em ensaios efetuados em triplicado", explicita João Nunes.

Trata-se de "um resultado muito importante e que demonstra ainda mais o potencial" da AT MicroProtect.

Neste momento, acrescenta, "está-se a avançar para ensaios e testes com as bactérias do género Legionella", que "também causam problemas de saúde graves, como a pneumonia".

Em breve, "existirão novidades já no contexto da aplicação da tecnologia em situações reais", prevê.

"FOI ALCANÇADO UM NOVO PATAMAR DE CONHECIMENTO"


João Nunes salienta ainda que "foi alcançado um novo patamar de conhecimento a nível internacional sobre vírus e bactérias que causam doenças infecciosas e transmissíveis pela via aérea, que permitirão desenvolver novas tecnologias".

Este novo conhecimento permitirá desenvolver "uma tecnologia para funcionar como um alarme microbiológico na deteção de níveis de contaminação aérea de vírus e bactérias acima do nível tolerância humana".

O seu uso poderá ser em interior de unidades de saúde, edifícios e sistemas coletivas de transportes, e outros locais de presença de elevado número de pessoas, como centros comerciais e aeroportos.

Essa investigação só poderá avançar, no entanto, com aplicação dos resultados do projeto AT MicroProtect, porque, "até à data, todo o investimento foi suportado pelas próprias entidades e investigadores do consórcio envolvidos nos trabalhos e que não será possível, nesta fase, avançar com mais desenvolvimentos", esclarece.

João Nunes revela ainda que "é também motivação e missão da introdução no mercado da tecnologia AT MicroProtect criar um laboratório microbiológico de nível 3 de segurança na região Centro e de uso para a investigação e de forma pública", que não existe e é "uma falha da região Centro, com um modelo de gestão e capacidade para ter respostas mais céleres de desenvolvimento de conhecimento e eficazes em situações de pandemias, epidemias ou surtos de contaminação microbiológica".

Isto depois de ter sido admitida a possibilidade de os ensaios e testes com a tecnologia AT MicroProtect serem efetuados em Espanha e Inglaterra, conclui.

domingo, 1 de novembro de 2020

LINHA SNS24 PODE EMITIR DECLARAÇÕES PARA JUSTIFICAR FALTAS AO TRABALHO

 


Para que não seja preciso recorrer ao centro de saúde ou ao médico de saúde pública da área de residência.

A Linha SNS24 vai passar a emitir declarações provisórias de isolamento profilático por causa da covid-19, que justificam as faltas ao trabalho, anunciou este domingo o primeiro-ministro.

"A partir de agora a Linha Saúde 24 procederá à emissão direta das declarações de isolamento profilático para que as pessoas não tenham que ainda recorrer ao centro de saúde ou ao médico de saúde pública da área de residência para obter declaração para justificar as faltas quando é declarado o isolamento profilático", precisou António Costa.

O primeiro-ministro falava aos jornalistas após um Conselho de Ministros extraordinário que decidiu novas medidas restritivas para controlar o aumento de casos de covid-19 no país.

  • As novas medidas de combate à pandemia para os concelhos de maior risco

O chefe do Governo justificou esta medida com a necessidade de "agilizar aquilo que tem sido o relacionamento de muitos utentes da Linha Saúde 24 com a obtenção das declarações para justificar as faltas à entidade patronal e obtenção de pagamento por parte da segurança social".

O comunicado do Conselho de Ministros refere que é criada "a declaração provisória de isolamento profilático preventivo na sequência de contacto com o Centro de Contacto do Serviço Nacional de Saúde".




VÍDEO: EXPLOSÃO EM PARQUE INDUSTRIAL NA ALEMANHA CAUSA UM MORTO E 16 FERIDOS

Pelo menos uma pessoa morreu, 16 ficaram feridas e cinco estão desaparecidas depois de uma explosão que ocorreu esta terça-feira num parque ...