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segunda-feira, 14 de junho de 2021

HOMEM BALEADO EM FESTA ILEGAL PELO COMPANHEIRO DA EX-MULHER


Vítima foi atingida no braço e no tórax e levado ao hospital em carro particular. Disparos não foram denunciados à Polícia.

Um homem, com 28 anos, foi baleado com dois tiros durante uma festa ilegal, ocorrida na madrugada do último domingo, no bairro Cova da Moura, na Amadora. Em seguida, foi deixado à porta do Hospital Santa Maria, onde foi tratado aos ferimentos no ombro e no tórax. O autor dos disparos será o atual companheiro da ex-mulher da vítima.

A festa, proibida no atual estado de calamidade, reunia muita gente e já ia longa quando os disparos se ouviram. Na sequência de uma discussão motivada por questões passionais, um dos homens pegou numa arma e disparou em direção ao opositor. Atingiu-o duas vezes, nomeadamente num braço e no tórax.

Ferido, o indivíduo foi transportado numa viatura particular para o Hospital Santa Maria, que integra o Centro Hospitalar Lisboa Norte e onde, pelas 5 horas, foi deixado à porta, na companhia de um amigo. O carro abandonou o local rapidamente e o ferido foi, de imediato, sujeito a tratamento médico. Não corre perigo de vida e também não colaborou com as autoridades, a quem disse que não conhecia o autor e o motivo dos disparos. A mesma postura apresentou o acompanhante que se encontrava no hospital.

Contudo, algumas diligências efetuadas pela PSP, que não foi chamada ao local do crime, permitiram concluir que o autor dos disparos será o atual companheiro da antiga esposa da vítima e que na origem da discussão terá estado o novo relacionamento amoroso da mulher. Não foram, contudo, feitas detenções.

Festas ilegais juntam centenas de pessoas

Certo é que os disparos tiveram lugar durante uma das muitas festas ilegais que, mesmo em tempo de pandemia, continuam a ser realizadas no interior da Cova da Moura. Inúmeros vídeos publicados nas redes sociais mostram que, ao longo de toda a madrugada, sobretudo ao fim-de-semana, centenas de pessoas juntam-se no interior de alguns estabelecimentos daquele bairro para dançar e beber álcool sem se preocuparem com a distância social ou o uso de máscara. Há casos em que as festas se prolongam até à rua.

Numa primeira fase, a PSP ainda efetuou algumas operações para colocar um ponto final nestas festas ilegais e para encerrar, nalgumas ocasiões com recurso a portas soldadas, os espaços que acolhiam os eventos. Porém, já há muitas semanas que não há notícia de iniciativa semelhante na Cova da Moura.

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