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quarta-feira, 8 de dezembro de 2021

TRÊS DOSES DA VACINA DA PFIZER SÃO EFICAZES CONTRA VARIANTE OMICRON


A vacina contra a covid-19 desenvolvida pelas empresas Pfizer e BioNTech "ainda é eficaz" contra a variante ómicron do vírus com "três doses", mas "provavelmente" insuficiente com apenas duas, garantiu, esta quarta-feira, a BioNTech, em comunicado.

De acordo com a empresa, estudos realizados pelos seus laboratórios concluíram que "a vacina ainda é eficaz contra a covid-19, também contra a variante ómicron, se tiver sido administrada três vezes".

No entanto, acrescentou, esta variante "provavelmente não é suficientemente neutralizada após duas doses".

Apesar da eficácia com três doses, a BioNTech afirmou que quer finalizar uma vacina adequada à variante ómicron "até março".

terça-feira, 30 de novembro de 2021

AS NOVAS REGRAS PARA ENTRAR NOS AEROPORTOS NACIONAIS

 


Certificado digital válido e um teste PCR ou antigéneo negativo. São estas as condições para poder desembarcar nos aeroportos portugueses já a partir desta quarta-feira, 1 de dezembro e até 9 de janeiro.

As novas regras vão entrar em vigor devido ao agravamento da situação epidemiológica da covid-19, sobretudo relacionada com a nova variante Ómicron, detetada originalmente na África do Sul.

Também é recomendado o preenchimento do Passenger Locator Form (formulário de localização do passageiro).

Os viajantes com certificado de recuperação da doença, que tem uma validade de seis meses, não precisam de apresentar teste negativo à chegada a Portugal.

“O aeroporto é um ponto sensível de entrada de pessoas em Portugal e, em vez de ser visto como ameaça, deve ser visto como uma oportunidade de controlo de cadeias de transmissão do vírus”, explicou Bruno Castro, médico especialista em Saúde Pública.

Se o teste não for apresentado, o passageiro não entrará em território nacional e as companhias aéreas estarão sujeitas a coimas, que podem ir até aos 40 mil euros.

Os viajantes são também alvo de uma contraordenação, entre os 300 e os 800 euros.

Rui Alves, diretor Aeroporto Humberto Delgado (Lisboa) apelou, a que as pessoas apenas se desloquem ao aeroporto em caso de “necessidade absoluta”, uma vez que a área das chegadas vai estar encerrada devido às novas regras de fiscalização.

Além de Lisboa, as medidas serão aplicadas nos aeroportos do Porto e de Faro, Açores e Madeira.

A Presidência do Conselho de Ministros esclareceu que “o teste negativo é exigido a todos os passageiros que cheguem a território continental provenientes de voos internacionais, não se aplicando, portanto, aos voos das regiões autónomas.”

ÓMICRON PODE SER O PRINCÍPIO DO FIM DA PANDEMIA, DIZ EPIDEMIOLOGISTA


Contra as várias opiniões relativas à nova variante da Covid-19 (Ómicron) que sublinham o perigo da mesma devido à sua transmissibilidade, há quem acredite que esta pode ser o princípio do fim da pandemia. 

Salim Abdool Karim, um dos principais cientistas sul-africanos envolvidos no combate à Covid-19, acredita que a pandemia poderá até acabar mais cedo do que o esperado. 

A justificação para a convicção do especialista é de que, como, ao que tudo indica, esta variante causa doença leve, e poderá ser tratada cada vez mais como uma constipação comum. 

De acordo com o especialista, mesmo os pacientes que têm sintomas (como dores de cabeça, cansaço e dores musculares), ficam assintomáticos poucos dias depois.

sexta-feira, 26 de novembro de 2021

OMS FAZ ALERTA AOS VACINADOS SOBRE QUARTA ONDA DA COVID-19


Com a quarta onda da covid-19 ganhando velocidade na Europa, o diretor da Organização Mundial da Saúde (OMS), diretor-geral, Tedros Adhanom Ghebreyesus, fez um alerta importante, dessa vez para os vacinados.

Segundo ele, preocupa a falsa sensação de segurança causada pelas vacinas. “As vacinas salvam vidas, mas não evitam totalmente a transmissão da covid-19”, afirmou.

“Em muitos países e comunidades, estamos preocupados com a falsa sensação de segurança de que as vacinas acabaram com a pandemia da covid-19 e que os vacinados não precisam tomar quaisquer outros cuidados”, completou.

A preocupação é com a retomada das atividades sociais, especialmente com a proximidade dos feriados de fim de ano, que devem aumentar a mobilidade e os encontros.

“Se você for vacinado, terá um risco muito menor de covid grave e morte, mas ainda corre o risco de ser infetado e infecta outras pessoas. Continue a tomar precauções. Isso significa usar máscara, manter o distanciamento, evitar multidões e encontrar outras pessoas do lado de fora, se puder, ou dentro, mas em um espaço bem ventilado”, afirmou.

Olhos voltados para a Europa

Nos últimos dias, vários dirigentes da OMS têm feito alertas sobre o aumento do número de casos da covid-19 em países europeus.

A delegação europeia da entidade afirma que 25 países do continente correm risco de ficarem sem leitos hospitalares e enfrentarem mais de 700 mil mortes pela doença até março de 2022, caso a tendência atual se mantenha.

Apesar da situação estar crítica na Europa, Tedros afirma que nenhum país ou região está fora de perigo.

A diretora técnica da OMS, Maria Van Kerkhove, destacou ainda a preocupação com as sequelas da doença chamada de covid longa.

A condição faz com que as pessoas continuem sentindo os sintomas da doença, mesmo após se recuperarem da infeção.

“Quanto mais pessoas se infetarem, maior será o número de pessoas com Covid prolongada. Ainda não sabemos quantas pessoas vão sofrer disso”, disse Maria Van Kerkhove.

quinta-feira, 25 de novembro de 2021

OMS ALERTADA PARA NOVA VARIANTE COM "ELEVADO NÚMERO DE MUTAÇÕES" NA ÁFRICA DO SUL


Anúncio é da diretora da Organização Mundial de Saúde para África, Matshidiso Moeti.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) foi alertada para a "ocorrência de uma nova variante de covid-19" na África do Sul e Botsuana, com "elevado número de mutações", anuncia esta quinta-feira a diretora da OMS para África, Matshidiso Moeti.

"Fomos alertados ontem (quarta-feira) para a ocorrência de uma nova variante de covid-19, que a OMS classifica como variante em monitorização, a B11.529, acerca da qual precisamos de obter mais informação", indica a responsável na conferência de imprensa semanal da organização através da internet.

Moeti destaca que "é importante saber até que ponto esta variante se encontra em circulação na África do Sul e no Botsuana" e que a organização está igualmente muito atenta ao que se conseguir saber sobre as "características deste vírus", que está agora no centro das preocupações dos laboratórios de análise e investigação dos daqueles países.

"Há uma preocupação de que apresenta um elevado número de mutações na proteína 'spike' (usada pelo coronavírus para entrar nas células), que poderá ter implicação no seu grau de infecciosidade", acentua Moeti.

"Isto significa que todas as medidas colocadas no terreno têm de ser reforçadas, incluindo a aceleração da vacinação, em particular das populações mais vulneráveis", remata.

A diretora da OMS afirma que o número de novos casos de infeção se tem mantido relativamente estável nas últimas duas semanas, mas "África tem que manter o nível de alerta, à medida que vemos o aumento dos casos na Europa".

"Vamos voltar a entrar num período de maior deslocação da população com as festas do Natal e fim do ano, que originou um aumento de casos de infeção em dezembro último", recorda.

Por outro lado, chama a atenção, "estamos já a assistir a um aumento de novos casos na África Austral, com um aumento de 48% de novos casos de infeção na última semana, em comparação com a semana anterior".

Esta tendência sucede a um período de 18 semanas de declínio sustentado de novos casos, com uma ligeira curva ascende apenas na África do Sul.

"Sabemos que a vacina é a nossa melhor proteção, mas enquanto muitos países desenvolvidos apresentam taxas de vacinação na ordem dos 60%, apenas pouco mais de 7% da população africana se encontra com a vacinação completa, apesar do aumento recente da receção de vacinas pelo continente", volta a sublinhar a responsável.

A conferência de imprensa desta semana teve como foco o estado de vacinação entre os profissionais de saúde no continente, a grande maioria dos quais não se encontra vacinada, estando, por conseguinte, exposta à infeção severa de covid-19.

"Isto coloca em causa não apenas a saúde destes funcionários como dos pacientes ao seu cuidado", sublinha Moeti.

Os dados da OMS, com base em informação recolhida em 25 países africanos, apontam para que apenas pouco mais de 1 em 4 funcionários de saúde (27%) estão totalmente protegidos.

Este número difere da taxa de proteção acima dos 80% no caso dos funcionários de saúde em países com economias mais desenvolvidas, ilustra a diretora regional da OMS.

"À medida que o continente ultrapassa os constrangimentos no acesso às vacinas, é crucial que estes problemas sejam solucionados", sublinha.

O mau registo na vacinação dos funcionários de saúde é parcialmente atribuído ao mau funcionamento dos sistemas, em especial nas áreas rurais.

"A desconfiança em relação às vacinas é também um desafio a ultrapassar. Estudos recentes concluíram que apenas 40% dos funcionários de saúde tinham a intenção de ser vacinados no Gana, e menos de 50% na Etiópia", exemplifica Matshidiso Moeti.

A preocupação sobre a segurança das vacinas e sobre os efeitos secundários foram identificadas como as principais razões de hesitação.

FRANÇA AFASTA CONFINAMENTO, MAS ALARGA TERCEIRA DOSE AOS MAIORES DE 18 ANOS


O Governo francês anunciou, esta quinta-feira, que todos os maiores de 18 anos poderão vacinar-se, a partir de sábado, com uma terceira dose da vacina contra a covid-19, numa altura em que o país enfrenta uma quinta vaga de infeções.

"O número de franceses nas unidades de cuidados intensivos fala por ele próprio: as pessoas vacinadas são 10 vezes menos frequentes do que os não vacinados nestes serviços. Ser livre não é recusar as medidas: estas pequenas restrições no nosso quotidiano são a chave da nossa liberdade", disse o ministro da Saúde francês, Olivier Véran, em conferência de imprensa.

Apesar da quinta vaga de infeções que está a afetar o país, o executivo francês optou por afastar nesta fase um eventual confinamento ou recolher obrigatório, decidindo avançar para um reforço do processo de vacinação e para um endurecimento de algumas medidas.

Assim, a partir deste fim de semana, todos os franceses com mais de 18 anos podem efetuar uma marcação para receberem uma terceira dose da vacina anti-covid, caso tenham tomado a segunda dose há mais de cinco meses. "Na prática, isso diz respeito a 25 milhões de franceses, seis milhões dos quais já receberam o seu reforço, o que significa que existem 19 milhões de franceses que são elegíveis, neste momento, para este reforço e apelamos para que o façam nos próximos dois meses", precisou o ministro.

As autoridades vão dar dois meses de tolerância aos vacinados com as duas doses para tomarem a terceira dose. A partir de 15 de janeiro, os passes sanitários de quem decidir não tomar a dose de reforço serão desativados, impedindo assim o acesso a locais públicos como espetáculos, restaurantes ou bares.

O ministro assegurou que a França tem 25 milhões de doses disponíveis para esta nova etapa de vacinação. As estimativas apontam que nos próximos dois meses mais de 10 milhões de franceses terão de tomar a dose de reforço para conservar a validade do respetivo passe sanitário.

Para quem rejeitar a vacinação, o Governo francês anunciou a redução da validade dos testes PCR (teste molecular) e antigénicos para 24 horas, sendo que até agora era de 48 horas. No que diz respeito a medidas preventivas, a utilização da máscara volta a ser obrigatória em todos os locais fechados, incluindo discotecas, e nalguns sítios ao ar livre, por exemplo, nos populares mercados de Natal que se realizam em várias cidades francesas.

Na área da educação, França vai deixar de encerrar as turmas do ensino primário quando um caso positivo é detetado, com as autoridades a preferirem testes a todos os alunos e a continuação das aulas para os que não estão infetados, segundo anunciou, por sua vez, o ministro da Educação, Juventude e Desporto, Jean-Michel Blanquer.

Esta semana, estão fechadas em França 8500 turmas devido a casos positivos de covid-19.

A França registou esta semana mais de 30 mil novos casos diários de covid-19, o número mais elevado desde o início de agosto. A pandemia provocou cerca de 119 mil mortos em França, em mais de 7,4 milhões de infeções.

O PLANO DE MEDIDAS APRESENTADO HOJE POR COSTA


Conheça as novas medidas de combate à pandemia de covid-19.

O primeiro-ministro António Costa anunciou esta quinta-feira as novas medidas de combate à pandemia de covid-19, em Portugal, que vai entrar em situação de calamidade a partir de 1 de dezembro.

Entre as medidas anunciadas pelo chefe de Governo estão o uso obrigatório de máscara em todos os espaços fechados e o teste obrigatório para entrada em lares e recintos desportivos.

Estas medidas entram em vigor a 1 de dezembro.

Na semana a seguir à passagem de ano, entre 2 e 9 de janeiro, haverá medidas mais restritivas para evitar o cruzamento de pessoas fora dos agregados familiares.

AS NOVAS MEDIDAS

Recomendações gerais:

  • Testagem regular;
  • Teletrabalho.

Declarada a situação de calamidade a partir de 1 de dezembro.

Máscara obrigatória em espaços fechados e todos os recintos não excecionados pela DGS.

Certificado digital obrigatório no acesso a:

  • Restaurantes;
  • Estabelecimentos turísticos e alojamento local;
  • Eventos com lugares marcados;
  • Ginásios.

Teste negativo obrigatório (mesmo para vacinados) no acesso a:

  • Visitas a lares;
  • Visitas a pacientes internados em estabelecimentos de saúde;
  • Grandes eventos sem lugares marcados ou em recintos improvisados e recintos desportivos.

Teste negativo obrigatório para todos os voos que cheguem a Portugal.

Sanções fortemente agravadas para as companhias de aviação, que serão multadas em 20 mil euros por cada passageiro sem teste.

Semana de contenção de contactos (entre 2 e 9 de janeiro):

  • Teletrabalho obrigatório;
  • Recomeço das aulas a 10 de janeiro;
  • Encerramento de discotecas.

Veja aqui o documento completo do Conselho de Ministros.

quarta-feira, 24 de novembro de 2021

ÓRGÃO REGULADOR DO BRASIL APROVA DOSE DE REFORÇO DE VACINA DA PFIZER


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) brasileira aprovou esta quarta-feira a inclusão da dose de reforço na bula da vacina da Pfizer contra a covid-19 em pessoas maiores de 18 anos, informaram fontes oficiais.

De acordo com a determinação do órgão regulador, a administração do imunizante deve ser feita, no mínimo, seis meses após o utente ter completado o esquema vacinal contra a doença.

"A agência avaliou os dados e estudos apresentados pelo laboratório e concluiu que as evidências científicas demonstram segurança e eficácia para a aplicação da dose de reforço da Pfizer", atestou a Anvisa, em comunicado.

A indicação de reforço aprovada pela agência é de uso homólogo, ou seja, para pessoas que receberam a mesma vacina (Comirnaty) na primeira imunização.

O pedido de alteração na bula foi feito pela farmacêutica em setembro.

"As doses de reforço não são recomendadas para os menores de 18 anos. As evidências disponíveis no momento apontam que o benefício da dose adicional pode ser pequeno para esse grupo", afirmou Meiruze Freitas, uma das diretoras da Anvisa.

A agência encontra-se ainda a analisar a inclusão de doses de reforço das outras vacinas usadas no país.

O Ministério da Saúde brasileiro não esperou a decisão da Anvisa para informar a população, na semana passada, que passaria a disponibilizar a dose de reforço.

Na ocasião, o executivo brasileiro anunciou doses de reforço das vacinas contra a covid-19 para toda a população maior de 18 anos e a redução de seis para cinco meses no intervalo mínimo para a nova imunização, num momento em que o órgão regulador ainda se encontrava a debater com os fabricantes dos antídotos e aguardava dados sobre a eficácia do reforço.

Desde o fim de setembro, o Brasil já indicava doses de reforço para pessoas acima de 60 anos e que integravam grupos de risco.

Nesse sentido, a Anvisa pediu explicações à tutela sobre os "elementos técnicos" que contribuíram para a decisão de aplicar doses de reforço das vacinas contra a covid-19.

Apesar de frisar que a "disponibilidade de doses de reforço das vacinas é importante para a manutenção da proteção contra a covid-19", a Anvisa destacou que outras decisões semelhantes tomadas em outros países, de aplicar doses extra, contaram com a participação das agências reguladoras dos respetivos sistemas de saúde.

"Para fins da sua atuação regulatória e monitorização do uso dos diferentes esquemas vacinais no Brasil, a Agência solicita que sejam informados quais foram os estudos, pareceres e nota técnicas, contendo evidências científicas e dados clínicos, que subsidiaram a decisão do Ministério da Saúde para ampliar a aplicação de dose de reforço para toda a população adulta", pediu a Anvisa, na semana passada.

segunda-feira, 22 de novembro de 2021

DESCOBERTO ANTIVIRAL À BASE DE PLANTAS CAPAZ DE BLOQUEAR VARIANTE DELTA

 


A variante Delta do novo coronavírus SARS-CoV-2, causador da Covid-19, não é apenas a estirpe mais dominante atualmente em circulação, como também debilitou a eficácia das vacinas existentes, e fez com que muitos necessitassem de tomar doses de reforço.

Cientistas da Universidade de Nottingham, no Reino Unido, observaram que a variante Delta, em comparação com outras estirpes, tem uma maior capacidade de replicação e multiplicação viral. Além do alto nível de contágio, a Delta também é responsável por causar reinfeções e casos de infeção mesmo em indivíduos que tomaram as duas doses recomendadas das vacinas contra a Covid-19, conforme reporta um artigo publicado no jornal Times of India.

Em coinfeções com duas variantes diferentes de SARS-CoV-2, a Delta também impulsionou a multiplicação das outras estirpes. 

Num estudo conduzido pela mesma equipa de investigadores do Reino Unido, demonstrou-se que um novo antiviral à base de plantas causa efeitos tremendos na limitação dos efeitos da variante Delta e diminui o risco global de propagação. O medicamento antiviral natural chamado thapsigargin (TG), recentemente descoberto e capaz de bloquear outros vírus, incluindo o SARS-CoV-2 'original', foi igualmente eficaz no tratamento de todas as variantes mais recentes do novo coronavírus, incluindo a variante Delta.

Em estudos anteriores, a equipa de cientistas demonstrou que em pequenas doses, o antiviral desencadeia uma resposta imune inata altamente eficaz de amplo espetro centrada no hospedeiro contra três tipos principais de vírus respiratórios humanos, incluindo o coronavírus. 

Neste último estudo, publicado na revista Virulence, os investigadores propuseram-se a descobrir quão eficazmente as variantes emergentes Alfa, Beta e Delta do SARS-CoV-2 são capazes de se multiplicar em células humanas, em relação umas às outras como a única variante e em infeções em que as células estão infetadas com duas variantes ao mesmo tempo.

A equipe também queria saber o quão eficaz o TG era no bloqueio dessas variantes emergentes.

Das três, a variante Delta mostrou a maior capacidade de multiplicação em células e a maior capacidade de propagação para as células vizinhas; a sua taxa de amplificação em 24 horas de infeção foi mais de quatro vezes superior à da variante Alfa e nove vezes mais do que da variante Beta.

Em coinfeções, a Delta impulsionou a multiplicação dos seus parceiros coinfetados. 

Além disso, a coinfeção com a Alfa e a Delta ou a Alfa e Beta amplificou significativamente a multiplicação sendo que a produção total de novos vírus foi mais elevada do que a soma de infeções únicas de outras variantes. 

Notavelmente, durante o estudo todas as variantes do SARS-CoV-2 mostraram ser altamente suscetíveis ao tratamento com TG. Uma única dose de TG pré-infeção bloqueou todas as infeções por variantes do coronavírus e todas as coinfecções em mais de 95%, em relação a fórmulas de controle. 

Do mesmo modo, o TG foi eficaz na inibição de cada variante durante a infeção ativa.

"O nosso novo estudo deu-nos uma melhor perspetiva sobre a dominância da variante Delta. Embora tenhamos mostrado que esta variante é claramente a mais infeciosa e promove a produção de outras variantes em coinfeções, estamos satisfeitos por ter mostrado que o TG é tão eficaz contra todos elas", disse o principal autor do estudo o professor Kin Chow Chang.

sexta-feira, 12 de novembro de 2021

MARTA TEMIDO: "TODOS OS CENÁRIOS ESTÃO EM ABERTO" NA QUINTA VAGA


A ministra da Saúde, Marta Temido, admitiu esta sexta-feira que "todos os cenários" estão em aberto, em relação à quinta vaga da pandemia de covid-19, apelando à toma da terceira dose da vacina para os maiores de 65 anos.

"Os cenários têm de estar todos em aberto. Não o desejamos. Desejamos que não tenhamos de ter essa conversa (novos confinamentos), desejamos que numa próxima reunião de peritos possamos ter informação que evidencie que estamos a conseguir controlar a situação", afirmou a governante.

A ministra falava aos jornalistas após a visita que realizou ao hospital de Penafiel, no distrito do Porto, onde inaugurou a nova unidade de hemodiálise e serviços de pneumologia.

Sobre a nova fase da vacinação, Marta Temido admitiu que haverá "momentos de constrangimento no acesso", sublinhando que o país vai ter "casa aberta novamente e autoatendimentos locais".

"Para a semana vamos ter muita pressão, como já tivemos no passado. É natural que se formem algumas filas, procuraremos melhorar as condições de espera para as pessoas e provavelmente não vai correr tudo bem", reforçou.

Questionada se o país está preparado para responder à quinta vaga, respondeu: "Estamos a assistir à situação da Europa, onde países muito robustos estão debaixo de uma quinta vaga muito evidente. É o caso da Alemanha. Nós temos de fazer a nossa parte, estamos preparados para responder o melhor possível".

Apesar disso, observou a governante, "há sempre uma capacidade", que se tem "vindo a reforçar, mas que não é infinita".

"Está tudo nas nossas mãos, se não formos surpreendidos por mais uma variante. Se fizermos tudo ao nosso alcance, estaremos seguramente mais protegidos", indicou aos jornalistas.

Marta Temido assinalou, por outro lado, que no contexto português "aquilo que está mesmo em cima da mesa é olhar para as medidas não farmacológicas, apelar ao seu cumprimento, apelar à vacinação da população elegível, o quanto antes, de forma a estarmos o mais protegidos possível".

quarta-feira, 10 de novembro de 2021

BULGÁRIA BATE RECORDE DIÁRIO DE MORTES POR COVID-19 DESDE O INÍCIO DA PANDEMIA


Bulgária registou o maior número de mortes diárias de covid-19 desde o início da pandemia.

Na passada terça-feira, a Bulgária registou 5282 novas infeções, menos do que no pico no final do mês de outubro, e 334 mortes em apenas 24 horas.

A Bulgária é o país com a menor taxa de vacinação da Europa, com apenas 30% dos adultos totalmente vacinados. Desde 21 de outubro, introduziu um passe de vacinação obrigatória para a maioria dos espaços fechados.

Muitos búlgaros continuam céticos quanto à vacinação devido à desconfiança difundida pelas instituições do governo, desinformação e a mensagens contraditórias de políticos e especialistas.

EUROPA PODE SOMAR MAIS MEIO MILHÃO DE MORTOS ATÉ FEVEREIRO, ADVERTE OMS


A Organização Mundial da Saúde (OMS) advertiu, esta quarta-feira, que a Europa poderá somar mais meio milhão de mortos por covid-19 até ao início de fevereiro se a tendência de crescimento da pandemia continuar no continente.

"Segundo uma projeção muito fiável, a continuar esta trajetória, poderemos ter mais meio milhão de mortos por covid-19 na Europa e na Ásia Central antes de 1 de fevereiro do próximo ano", disse o diretor-regional da OMS para a Europa, Hans Kluge, numa iniciativa em Barcelona, Espanha.

Hans Kluge realçou que os países da região europeia da OMS, que inclui Estados da Europa e Ásia Central, nomeadamente a Rússia e antigas repúblicas soviéticas, vão "enfrentar uma pressão elevada ou extrema" da capacidade hospitalar até fevereiro.

Em dezembro de 2020, a Europa tornou-se a primeira região do mundo a registar meio milhão de mortos por covid-19.

De acordo com Kluge, a região europeia volta a estar no epicentro da pandemia, uma vez que o número de infeções acumuladas "está a aproximar-se rapidamente dos 80 milhões", tendo na semana passada se verificado dois milhões de novos casos.

Na terça-feira, o médico já tinha alertado para o aumento dos contágios, hospitalizações e mortes por covid-19 na Europa, apelando à intensificação da vacinação da população, em especial dos profissionais de saúde.

domingo, 3 de outubro de 2021

CAMIONAGEM, CONSTRUÇÃO CIVIL E RESTAURANTES. EMPRESAS NÃO ENCONTRAM TRABALHADORES



Razões são várias e nem todas estão ligadas à pandemia.

A falta de mão-de-obra afeta cada vez mais empresas portuguesas de vários setores. Os relatos são feitos por quem trabalha na área dos transportes de mercadorias, restauração e construção civil, ficando o alerta para um previsível aumento dos preços pagos pelos consumidores.
O fenómeno tem-se agravado em certos casos há anos e piorou com a Covid-19, mas noutros o problema surgiu apenas com a pandemia.

Viver num camião

No Reino Unido o Governo já teve de chamar os militares para abastecer as bombas de gasolina devido à falta de motoristas, mas em Portugal o problema está longe de ser tão grave.

O presidente do Sindicato Independente dos Motoristas de Mercadorias (SIMM) avisa, contudo, que a tendência é para que o problema se agrave. Anacleto Rodrigues explica que vamos ter problemas semelhantes "porque não há novos motoristas a entrar na profissão. Os que chegam são imigrantes que usam Portugal como ponto de passagem para ter documento para depois irem para o Norte da Europa onde as condições são mais atrativas e para onde muitos motoristas portugueses têm ido nos últimos anos".

O representante dos trabalhadores diz que a falta de motoristas está a ser disfarçada pelas empresas "matando de cansaço aqueles que estão ao serviço" e recrutando trabalhadores fora da União Europeia.

"Já tenho conta de Facebook há muito tempo e nunca vi tantas empresas a publicitar vagas. Todos os dias dezenas de empresas publicam vagas de emprego. Isso é indicativo, pois há pouco tempo o que as empresas diziam era que tinham muitos motoristas", refere.

"Viver num camião é viver em quatro metros quadrados. Esses trabalhadores estrangeiros que vêm é para viver neste espaço 24 sobre 24 horas e isso não é saudável mesmo emocionalmente e psicologicamente", diz o sindicalista, que acrescenta que a pandemia agravou o problema com as encomendas feitas pela Internet que obrigam a uma maior movimentação de camiões.

O maior problema da construção civil

O presidente da Confederação Portuguesa da Construção e do Imobiliário também adianta que os inquéritos que têm feito aos empresários indicam que a falta de mão-de-obra é o maior problema atual do setor.

Reis Campos conta que têm estimativas que apontam para 70 mil trabalhadores em falta o que acaba por ter reflexos na capacidade de resposta do setor às obras públicas e na construção de casas, sendo "natural" um aumento de preços pois têm de pagar mais a quem está disponível para trabalhar.

O representante do setor da construção diz que o Governo tem de fazer alguma coisa, reclamando o reforço da formação profissional e que se aproveitem os trabalhadores inscritos nos centros de emprego, seja daqueles que vêm da área ou reconvertendo quem trabalhava noutros setores.

Reis Campos sublinha a fuga de muitos trabalhadores, nos últimos anos, para o estrangeiro e a falta de atratividade da construção civil para os jovens.

Trabalhadores da restauração mudaram de vida

Noutro setor com falta de mão-de-obra, o presidente da Associação Nacional de Restaurantes (PRO.VAR) explica que a alternativa que estão a encontrar são os trabalhadores imigrantes asiáticos e brasileiros, sobretudo, não apenas para empregados de mesa mas também para as cozinhas.

O fenómeno não é simples de explicar, mas Daniel Serra diz que por vezes encontram antigos trabalhadores e percebem que com a pandemia muitas pessoas que ficaram em casa perceberam aquilo que estavam a perder por trabalharem num setor que exige disponibilidade à noite ou ao fim de semana.

"Muitos habituaram-se a outra vivência. Procuraram outras atividades, mudando de vida", conclui Daniel Serra que destaca, em paralelo, que muitos também estão no subsídio de desemprego e preferem continuar nesse estado até que o subsídio termine em vez de regressarem ao trabalho na restauração.

terça-feira, 28 de setembro de 2021

TESTES RÁPIDOS DEIXAM DE SER COMPARTICIPADOS A PARTIR DE OUTUBRO


Os testes rápidos de antigénio vão deixar de ser comparticipados a partir de outubro, tendo em conta que Portugal está próximo de atingir os 85% da população totalmente vacinada contra a covid-19, anunciou o ministério da Saúde.

"É expectável que a população-alvo abrangida por este regime, maiores de 12 anos que não tenham completado o seu esquema vacinal há pelo menos 14 dias e que não tenham tido covid-19 há menos de seis meses seja residual, pelo que não se justifica a prorrogação deste regime", confirmou à Lusa o gabinete de Marta Temido após a notícia ter sido divulgada pelo jornal Eco.

Uma portaria do final de junho estabeleceu um regime excecional e temporário de comparticipação de testes rápidos de antigénio (TRAg) de uso profissional, com o objetivo de prevenir e conter a transmissão do vírus SARS-CoV-2 e da doença covid-19, tendo sido prorrogada nos meses seguintes, a última das quais até 30 de setembro.

De acordo com o ministério, este regime excecional tem sido sujeito a uma "monitorização regular da sua necessidade, em função da conjuntura, nomeadamente da taxa de vacinação dos habitantes de Portugal, bem como da situação epidemiológica do país".

A medida previa a comparticipação limitada a um máximo de quatro testes por mês e por utente e não se aplicava aos utentes que têm o certificado de vacinação (que ateste o esquema vacinal completo) ou o certificado de recuperação, nem aos menores de 12 anos.

Em Portugal, desde março de 2020, morreram 17.962 pessoas e foram contabilizados 1.067.775 casos de infeção, segundo dados da Direção-Geral da Saúde.

quarta-feira, 22 de setembro de 2021

BOLSONARO E COMITIVA EM ISOLAMENTO APÓS CONTACTO COM MINISTRO INFETADO


O Presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, e a comitiva que o acompanhou a Nova Iorque para a Assembleia-Geral das Nações Unidas, estão assintomáticos e ficarão em isolamento após terem contactado com um ministro infetado, informaram esta quarta-feira fontes oficiais.

De acordo com o secretário Especial de Comunicação Social, André Costa, toda a comitiva presidencial, que envolve cerca de 50 pessoas, foi orientada a cumprir o isolamento social face à infeção do ministro da Saúde brasileiro, Marcelo Queiroga, que testou positivo à covid-19 na reta final da viagem a Nova Iorque.

"Cabe salientar que toda a comitiva que retornou ao Brasil está assintomática e, de acordo com esse guia (guia epidemiológico para o novo coronavírus do Ministério da Saúde), ficará em isolamento e, ao 5.º dia após o último contacto com Marcelo Queiroga (que ocorreu na terça-feira), será submetida a um novo teste RT-PCR", explicou André Costa em conferência de imprensa.

O secretário frisou que, caso o teste feito ao 5.º dia seja negativo, "a pessoa ficará livre do isolamento e será acompanhada por um médico até ao 14.º dia".

Ainda de acordo com Costa, Bolsonaro encontra-se no Palácio da Alvorada, a sua residência oficial em Brasília, está "totalmente assintomático" e "seguirá as indicações" de permanecer em isolamento social.

O chefe de Estado brasileiro, que não foi vacinado com nenhuma dose de vacinas contra a covid-19 e que já esteve infetado no ano passado, deverá realizar um novo teste à doença entre "a noite de sábado e a manhã de domingo", segundo indicou o secretário.

Além de ministros e assessores, a comitiva era composta pelo chamado "escalão avançado", que são funcionários, seguranças e diplomatas que viajaram com antecedência e prepararam toda a logística da viagem.

As autoridades sanitárias brasileiras recomendaram hoje que Jair Bolsonaro e a delegação que o acompanhou à Assembleia-Geral das Nações Unidas, nos Estados Unidos, cumpram quarentena após o ministro da Saúde testar positivo à covid-19.

Em nota enviada à Presidência da República, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) transmitiu a recomendação vigente para esses casos, que implica em quarentena de 14 dias para todos os integrantes da comitiva por terem estado em contacto com Queiroga.

Após recomendação de isolamento feita pelo órgão reguladores, Jair Bolsonaro cancelou uma viagem que faria na próxima sexta-feira ao Estado do Paraná, segundo informou o líder do Governo na Câmara dos Deputados, Ricardo Barros.

O titular da pasta da Saúde, que já havia recebido as duas doses de vacina contra a covid-19, chegou a Nova Iorque no domingo no avião que transportava Jair Bolsonaro e outros elementos da delegação brasileira, e ficará pelos próximos 14 dias confinado num hotel em Nova Iorque, após ter testado positivo pouco antes de voltar ao Brasil, na terça-feira.

segunda-feira, 6 de setembro de 2021

MÁSCARA NA RUA ACABA NO PRÓXIMO DOMINGO


As máscaras vão mesmo deixar de ser obrigatórias na rua, a partir da próxima semana. Os sociais-democratas "veem com bons olhos" que o diploma, em vigor até domingo, não seja renovado. Os socialistas concordam e colocaram-se ao lado de Governo e da Direção-Geral de Saúde (DGS), que recomendam o uso de máscara em aglomerados na via pública durante o inverno.

O PSD tinha requerido, no dia 21, uma audição de peritos no Parlamento, considerando que a decisão sobre a manutenção ou o fim do uso de máscara "não é exclusivamente do foro político, uma vez que pode ter consequências para a saúde pública". Mas, "face às evidências ao nível da vacinação" e às declarações de anteontem da diretora-geral de Saúde, Graça Freitas, os sociais-democratas decidiram recuar e não apresentar na conferência de líderes de amanhã qualquer iniciativa para renovar a obrigação que vigora desde 28 de outubro. O PS segue o mesmo caminho.

Nível de vacinação

O país já atingiu o patamar de 85% da população com a primeira dose da vacina. Com as duas doses será "na terceira ou quarta semana" do mês. E Graça Freitas considera a medida "positiva".

"A opinião da DGS é a dos cientistas e da ciência. O risco de transmissão ao ar livre é muito menor, e com 85% da população previsivelmente vacinada com duas doses, a circulação do vírus será muito menor", admitiu a diretora-geral de Saúde, embora considere que será "de muito bom tom andar sempre com uma máscara".

Esta segunda-feira, o secretário de Estado da Saúde anunciou que "haverá uma flexibilidade dessa medida". Mas António Lacerda Sales concorda com Graça Freitas: "Estou convencido de que, de acordo com o bom senso, em momentos específicos, em aglomerados ou em ambientes mais fechados, vamos continuar a usar máscara durante o inverno".
Perante isto, antecipa o líder parlamentar dos sociais-democratas, Adão Silva: "O PSD vê com bons olhos que a atual lei não seja renovada, salvaguardando-se as recomendações da DGS".

"Defendemos a não obrigatoriedade e que se sigam as recomendações da DGS", anunciou, ontem, a bancada socialista, que tinha tido a iniciativa da última renovação. Os outros partidos já defenderam que se prossiga em direção à normalidade.

O diploma que se encontra em vigor sobre obrigatoriedade do uso de máscara em espaços públicos foi promulgado pelo Presidente da República em 11 de junho, por um período de 90 dias. Marcelo Rebelo de Sousa destacou então a "permanência de um consenso alargado" no plano político sobre essa matéria, consenso que considerou "muito importante" para o processo de desconfinamento "que se quer irreversível".

"Sublinhando a permanência de um consenso alargado quanto ao uso de máscara em espaços públicos, o que pode ser muito importante para o processo, em curso, de gradual desconfinamento, que se quer irreversível, o Presidente da República promulgou o diploma da Assembleia da República que renova a imposição transitória da obrigatoriedade do uso de máscara nesses espaços públicos, prorrogando por 90 dias a vigência da Lei n.º 62-A/2020, de 27 de outubro", referiu a nota da Presidência.

Na Assembleia da República, este diploma foi aprovado na generalidade, especialidade e votação final global com votos contra do Chega e da Iniciativa Liberal, abstenção do BE, PCP, PAN e Verdes e deputada não inscrita Joacine Katar Moreira, tendo contado com votos favoráveis do PS, do PSD, do CDS-PP e da deputada não inscrita Cristina Rodrigues.

Nesta terceira renovação do diploma, o PS foi o autor do projeto-lei, ao contrário das duas vezes anteriores, em que a iniciativa tinha partido do PSD. O diploma ainda em vigor determina que é obrigatório o uso de máscara (que não pode ser substituída por viseira) aos maiores de dez anos para o acesso, circulação ou permanência nos espaços e vias públicas "sempre que o distanciamento físico recomendado pelas autoridades de saúde se mostre impraticável".

Pode haver dispensa desta obrigatoriedade "em relação a pessoas que integrem o mesmo agregado familiar, quando não se encontrem na proximidade de terceiros" ou mediante a apresentação de um atestado médico de incapacidade multiusos ou declaração médica que ateste que a condição clínica ou deficiência cognitiva não permitem o uso de máscaras.

Também não é obrigatório o uso de máscara quando tal "seja incompatível com a natureza das atividades que as pessoas se encontrem a realizar".

domingo, 5 de setembro de 2021

AUTORIDADES SANITÁRIAS INTERROMPEM JOGO ENTRE BRASIL E ARGENTINA


Agentes da Agência Nacional de Vigilância Sanitária do Brasil (Anvisa) entraram no relvado do Arena Neo Química, em São Paulo, e interromperam o jogo entre Brasil e Argentina, de qualificação para o Mundial2022 de futebol. Depois da intervenção, feita já com o jogo a decorrer, a seleção argentina deixou o relvado.

Emiliano Martínez, Giovani Lo Celso e Cristian Romero, três dos quatro jogadores que este domingo estiveram perto de serem deportados, por ordem da Anvisa, estavam entre os 11 eleitos por Lionel Scaloni para o superclássico com o Brasil. Emiliano Buendía, o outro jogador envolvido na polémica, foi a única exceção.

Antonio Barra Torres, diretor da Anvisa, explicou à "TV Globo" o motivo que levou à interrupção do jogo.

"São quatro jogadores. Eles, ao chegarem em território nacional, apresentam a declaração de saúde do viajante. Neste documento não falava que eles passaram por um dos três países que estão restritos, justamente para a contenção da pandemia. Mas depois foi constatado que eles passaram pelo Reino Unido. Foi constatado, entre ontem de noite e hoje. Chegamos nesse ponto porque tudo aquilo que a Anvisa orientou, desde o primeiro momento, não foi cumprido. Eles tiveram orientação para permanecer isolados para aguardar a deportação. Mas não foi cumprido. Eles se deslocam até o estádio, entram em campo, há uma sequência de descumprimentos", explicou o diretor da Anvisa.

terça-feira, 24 de agosto de 2021

FRANÇA VAI DAR A TERCEIRA DOSE DA VACINA AOS MAIORES DE 65 ANOS


A Alta Autoridade da Saúde francesa deu o seu acordo para a administração da terceira dose da vacina contra a covid-19 a quem tem mais de 65 anos e para as pessoas consideradas frágeis.

"Esta dose deve ser administrada após, pelo menos, seis meses da toma completa da primeira vacina (com uma ou duas doses), dependendo do laboratório", segundo o comunicado divulgado esta terça-feira. Por enquanto, segundo esta agência pública, não há necessidade de uma terceira dose da vacina para toda a população.

"A administração de mais uma dose será provavelmente necessária nos próximos meses, sem que seja ainda possível pronunciarmo-nos de forma precisa, nem sobre a população alvo, nem sobre o calendário", esclareceu a Alta Autoridade da Saúde.

O ministro da Saúde, Olivier Véran, tinha indicado na segunda-feira que após a aprovação por esta entidade pública, a terceira dose da vacina contra a covid-19 estaria disponível a partir dos maiores de 65 anos.

Para as pessoas vacinadas com a vacina Janssen, que receberam apenas uma dose, a Alta Autoridade da Saúde estipulou que o reforço pode ser feito através de uma dose da vacina que recorre à tecnologia do ARN mensageiro, ou seja, da Pfizer ou da Moderna.

segunda-feira, 23 de agosto de 2021

ASSISTENTE DE BORDO DA RYANAIR DENUNCIA FOCO DE COVID-19 NA BASE DO PORTO


Um assistente de bordo da Ryanair, em isolamento profilático à covid-19, denunciou, esta segunda-feira, que há um foco da doença na base do Porto, lamentando que a empresa não obrigue a testar tripulantes antes de cada voo.

"Neste momento tenho conhecimento de sete casos confirmados de covid-19 na base do Porto da Ryanair. Poderão estar muitos mais tripulantes, mas como a Ryanair não exige a realização de testes antes de cada voo não há forma de saber e de controlar a doença", denuncia o hospedeiro da Ryanair, que pede anonimato por medo de represálias.

Segundo o tripulante de cabine, alguns dos casos de colegas com covid-19 foram descobertos porque as pessoas "foram forçadas" a fazer o teste.

"Tenho conhecimento de várias situações de falsas informações prestadas às autoridades por parte dos trabalhadores, não por parte da Ryanair. Tanto quanto sei, ninguém se identifica como trabalhador da Ryanair, nem que são hospedeiros a trabalhar a bordo das aeronaves", disse.

Contactada pela agência Lusa, fonte oficial da Ryanair confirmou hoje que "há um pequeno número de tripulação de cabina baseada no Porto que está atualmente fora da escala após o teste positivo à covid-19".

"A Ryanair cooperou totalmente com a autoridade de saúde local e qualquer tripulação considerada com contacto próximo de casos confirmados foi imediatamente removida da lista das escalas em total conformidade com as diretrizes da autoridade de saúde local", acrescenta a Ryanair, numa resposta por escrito.

O hospedeiro denunciante conta que está a cumprir o isolamento até 31 de agosto, porque esteve em contacto com uma hospedeira que testou positivo em meados de agosto e com quem trabalhou.

"Só no dia em que trabalhámos juntos contactámos com 689 passageiros", recorda o hospedeiro preocupado com as pessoas que viajaram na companhia aérea.

O hospedeiro revela ainda que fez a denúncia, por via telefónica, à PSP no dia 21 de agosto, sábado passado, pelas 20:49.

"Fiz uma denúncia de quebra de isolamento" contra hospedeiros que contactaram com a tal colega que testou positivo e que quebraram o isolamento, saindo do apartamento no domingo passado, dia 22, para ir passear durante mais de quatro horas, quando deveriam estar isolados.

A "PSP não se deslocou ao apartamento", lamenta o denunciante.

O hospedeiro apela à empresa Ryanair para que exija testes aos seus trabalhadores antes de cada voo para prevenir casos de tripulantes que tenham estado em contacto com colegas positivos à covid-19.

A Lusa tentou saber se a Ryanair exige testes aos tripulantes antes de cada voo, mas não foi possível saber até ao momento.

Fonte oficial da Administração Regional de Saúde do Norte (ARS Norte) indicou hoje à tarde à Lusa que "consultado o Departamento de Saúde Pública, informa que não tem conhecimento da informação em apreço, sobre o alegado foco de doença covid-19 na base do Porto da Ryanair com sete casos confirmados.

A covid-19 provocou pelo menos 4.430.846 mortes em todo o mundo, entre mais de 211,7 milhões de infeções pelo novo coronavírus registadas desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse.

Em Portugal, desde março de 2020, morreram 17.639 pessoas e foram contabilizados 1.019.420 casos de infeção confirmados, segundo dados da Direção-Geral da Saúde.

A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China, e atualmente com variantes identificadas em países como o Reino Unido, Índia, África do Sul, Brasil ou Peru.

TRÊS DOSES DA VACINA DA PFIZER SÃO EFICAZES CONTRA VARIANTE OMICRON

A vacina contra a covid-19 desenvolvida pelas empresas Pfizer e BioNTech "ainda é eficaz" contra a variante ómicron do vírus com &...