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domingo, 13 de junho de 2021

PRIMEIROS CERTIFICADOS DIGITAIS DEVEM SER EMITIDOS A MEIO DA SEMANA


Os primeiros certificados digitais covid-19 para cidadãos nacionais devem ser emitidos a meio da próxima semana pelos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS), disse fonte governamental à Lusa.

O certificado, cujo regulamento foi já aprovado pelo Parlamento Europeu, atestará que o seu detentor cumpre um de três requisitos para viajar sem restrições adicionais, isto é, se já foi vacinado, se recuperou de uma infeção ou se testou negativo à covid-19.

A assinatura do regulamento será objeto de uma cerimónia oficial, que decorrerá esta segunda-feira, nas instalações do Parlamento Europeu, em Bruxelas, na qual participará o primeiro-ministro, António Costa, como presidente em exercício do Conselho da União Europeia, bem como o presidente do PE, David Sassoli, e a presidente da Comissão, Ursula von der Leyen.

A aprovação do certificado foi considerada pelo primeiro-ministro como “uma das prioridades” da presidência portuguesa do Conselho da União Europeia, sublinhando, contudo, que é uma ferramenta e não “uma varinha mágica”.

Em declarações prestadas no Funchal, onde se deslocou para as comemorações do 10 de junho, António Costa já adiantara que o período experimental do certificado se iniciaria na próxima semana, estando a ser criadas “as condições tecnológicas”, que “já foram todas testadas com a Comissão Europeia”.

Na segunda-feira será aprovada pelo conselho ministerial dos Assuntos Sociais a nova recomendação sobre as viagens internas na União Europeia.

O compromisso foi alcançado apenas 10 dias depois de a Comissão Europeia ter apresentado a proposta de revisão das regras, tal como lhe havia solicitado o Conselho Europeu.

A aprovação célere do regulamento mereceu felicitações da Comissão Europeia à presidência portuguesa pelo “grande trabalho” na aprovação célere do regulamento revisto, segundo o porta-voz Christian Wigand.

A recomendação prevê que os cidadãos totalmente vacinados ou recuperados devem ficar isentos de restrições relacionadas com viagens, assim como quem apresente um teste negativo, sendo que há uma harmonização da lista de testes e da antecedência com que os mesmos devem ser realizados os testes PCR devem ser realizados até 72 horas antes da deslocação, e os testes rápidos de antigénio até 48 horas antes.

Oficialmente, o certificado digital entrará em vigor a 1 de julho.

VARIANTE DELTA PODERÁ TORNAR-SE DOMINANTE NAS PRÓXIMAS SEMANAS EM PORTUGAL


Já há transmissão comunitária em Portugal, sobretudo em Lisboa.

A variante Delta do coronavírus já está a transmitir-se na comunidade em Portugal. Com o número de casos detetados a crescer, esta variante pode vir a tornar-se dominante nas próximas semanas.

Até à quarta-feira passada tinham sido identificados 92 casos. As autoridades de saúde contactaram os infetados, um a um, à procura das cadeias de transmissão, mas em muitas situações não encontraram ligação com nenhum caso conhecido de covid-19. Ou seja, foram infetados na comunidade.

A variante Delta foi detetada na Índia e já é predominante no Reino Unido.

sábado, 12 de junho de 2021

SURTOS EM NOVE CASAMENTOS E FESTAS NA ORIGEM DE 200 INFETADOS EM LISBOA


Foram identificados nove surtos relacionados com eventos sociais na região de Lisboa e Vale do Tejo, que deram origem a 194 casos de covid-19.

A Direção-Geral de Saúde (DGS) identificou nove surtos de covid-19 relacionados com eventos sociais, como festas de aniversário, casamentos e batizados, que deram origem a 194 casos, adianta o "Expresso", esta sexta-feira.

Estes eventos envolveram um total de 1063 pessoas.

Segundo a DGS, dos nove surtos, dois tiveram origem em casamento com um total de 158 pessoas, das quais 41 ficaram infetadas com covid-19.

As autoridades de saúde informaram também que o evento de maior dimensão corresponde a uma festa de aniversário com 544 pessoas, 66 das quais são agora casos confirmados de covid-19.

Vasco Ricota Peixoto, médico interno de saúde pública, alertou que este número de casos pode ainda ser mais elevado, uma vez que nem sempre é possível fazer a ligação epidemiológica e muitas pessoas, nomeadamente jovens, podem ter sintomas ligeiros e não chegam a ser testados.

Recorde-se que está autorizada a realização de eventos sociais com um máximo de 50% da lotação dos espaços onde ocorrem desde 1 de maio.

A regra vai manter-se na nova fase de desconfinamento, que se iniciou esta sexta-feira, nos concelhos que em duas avaliações tenham mais de 120 casos por 100 mil habitantes (ou 240 nos de baixa densidade) e será reduzida para 25% nos que tenham acima de 240 casos por 100 mil habitantes em duas avaliações consecutivas.

Além disso, vai passar a ser obrigatório apresentar testes negativos em eventos sociais e familiares.

JOVEM DE 18 ANOS MORRE EM ITÁLIA APÓS SER VACINADA COM ASTRAZENECA


O Comité Técnico Científico (CTC) de Itália, criado para aconselhar o governo durante a pandemia, está a considerar não administrar a vacina AstraZeneca a menores de 60 anos após a morte, na quinta-feira, de uma rapariga de 18 anos que tinha sido vacinada contra o coronavírus.

Camilla Canepa, de 18 anos, e natural de Levante, foi hospitalizada no domingo depois de ter sido vacinada contra a Covid-19, no dia 25 de maio. A jovem sofrera uma trombose do seio cavernoso e foi operada para reduzir a pressão intracraniana.

No dia 3 de junho, a jovem deslocou-se às urgências queixando-se de dores de cabeça e fotofobia. Camilla foi sujeita a um TAC cerebral e a um exame neurológico, tendo tido alta hospitalar. A 5 de junho, regressou às urgências com défices motores e um novo TAC cerebral revelou "um episódio hemorrágico". A jovem foi transferida para a neurocirurgia do hospital onde foi submetida a duas operações. Acabou por não resistir.

O caso vai ser investigado não só do ponto de vista do perigo da vacina, mas também no âmbito da atuação do hospital, considerando-se que se a jovem tivesse sido operada da primeira vez que foi ao hospital, a sua morte poderia ter sido evitada.

Recorde-se que, apesar de ter sido recomendada a inoculação da vacina da AstraZeneca apenas a pessoas com mais de 50 anos, por forma a evitar casos de trombose associados ao medicamento, algumas regiões do país estavam a administrar esta vacina nos chamados "dias abertos", dias sem a necessidade de reserva dedicados aos jovens.

quarta-feira, 9 de junho de 2021

CASAMENTOS COM TESTAGEM OBRIGATÓRIA E O FIM DO TELETRABALHO


A exigência de testes à covid-19 em eventos familiares, desportivos e culturais e ainda em empresas com mais de 150 trabalhadores no mesmo local é a grande novidade comunicada esta quarta-feira pelo Governo. Braga, Lisboa, Odemira e Vale de Cambra em pausa no desconfinamento.

O Governo confirmou esta quarta-feira que Braga, Lisboa, Odemira e Vale de Cambra não vão avançar para a fase de desconfinamento da próxima segunda-feira, 14 de junho.

Após reunião do Conselho de Ministros, Mariana Vieira da Silva esclareceu que estes quatro concelhos "vão permanecer com um conjunto de regras semelhantes àquelas que vigoram neste momento para todo o país".

Na habitual conferência de imprensa semanal destinada a fazer o balanço da situação epidemiológica do país, a ministra do Estado e da Presidência informou ainda que, na próxima quinzena, nenhum município recuará no desconfinamento, havendo, contudo, dez em estado de alerta. São eles Albufeira, Alcanena, Arruda dos Vinhos, Cascais, Loulé, Paredes de Coura, Santarém, Sertã, Sesimbra e Sintra.

Entre as grandes novidades comunicadas pelo Governo está uma alteração nos critérios de testagem, "com duas novas regras". Vai passar a ser obrigatório apresentar testes negativos em eventos culturais, desportivos e familiares (por exemplo em casamentos e batizados) e ainda em empresas com mais de 150 trabalhadores num mesmo local de trabalho.

Mariana Vieira da Silva precisou que, neste caso, o custo dos testes será suportado pelas empresas e que esta exigência "depende da determinação da autoridade de saúde" que indicará os territórios em que, dado o nível de incidência, evolução ou crescimento, "faz sentido que este controlo seja feito".

                 Teletrabalho deixa de ser obrigatório

A partir de segunda-feira, o teletrabalho vai deixar de ser obrigatório a nível nacional, exceto nos concelhos de Lisboa, Braga, Odemira e Vale de Cambra e no caso de pessoas imunodeprimidas.

De resto, as regras da próxima fase de desconfinamento já tinham sido comunicadas na semana passada. O comércio retoma o horário normal de funcionamento e os restaurantes passam a funcionar até à 1 hora, com admissão de clientes até à meia-noite.

Além disso, os transportes públicos assumem a lotação completa e os recintos desportivos passam a receber 33% do público.

            Certificado verde digital a funcionar a 1 de julho

Mariana Vieira da Silva anunciou também que o certificado digital covid-19, aprovado esta quarta-feira pelo Parlamento Europeu, entrará em vigor em Portugal a 1 de julho.

O documento permitirá aos cidadãos comunitários já vacinados, recuperados ou testados viajarem sem restrições dentro da União Europeia.

quinta-feira, 3 de junho de 2021

PORTUGAL SAI DA LISTA "VERDE" DO REINO UNIDO. INGLESES OBRIGADOS A QUARENTENA NO REGRESSO A PARTIR DE TERÇA-FEIRA


Portugal foi retirado da "lista verde" de países seguros do Reino Unido, que dispensava quarentena no regresso a solo britânico, anunciou esta quinta-feira o secretário dos Transportes, Grant Shapps. A medida aplica-se a partir da próxima terça-feira, 8 de junho.

O ministro disse numa entrevista transmitida na Sky News que foi uma "decisão difícil de tomar”, invocando duas principais razões que estão a causar preocupação nas autoridades britânicas.

"Uma é que a taxa de positividade quase duplicou desde a última revisão em Portugal e a outra é que há uma espécie de mutação do Nepal da chamada variante indiana que foi detetada e simplesmente não sabemos o potencial que pode ter para resistir à vacina”, explicou.

Shapps disse que o Governo quer garantir que o país não importa mais variantes que ponham em causa o plano de desconfinamento, nomeadamente a quarta etapa prevista para 21 de junho, quando se espera que sejam levantadas todas as restrições.

Portugal baixa para a lista "âmbar", que exige a quarentena durante 10 dias após a chegada.

As pessoas que chegam ao Reino Unido provenientes de países da lista "âmbar" têm também de fazer dois testes após a chegada um no segundo dia e outro no oitavo dia e cumprir o respetivo isolamento, que pode eventualmente ser reduzido em caso de apresentação de um teste negativo adicional ao quinto dia.

Nenhum outro país terá sido transferido de "âmbar" para "verde", na revisão do sistema de semáforos de viagem do governo britânico.

Atualmente, está em vigor um sistema de "semáforos", com três cores diferentes verde, âmbar e vermelha que varia em função do grau de risco do país de origem. Cada cor implica regras específicas diferentes em relação ao número de testes PCR necessários aquando do regresso ao Reino Unido, bem como a necessidade de quarentena.

Ações das companhias aéreas britânicas caem após alterações

Pelas 15:50 (hora de Lisboa), as ações da EasyJet desciam 6,07%, enquanto as do International Airlines Group (IAG) recuavam 5,67%. Por sua vez, os títulos da Ryanair estavam a perder 4,26% e os da TUI 3,87%.

“O Governo voltou a ignorar o setor do Turismo ao recusar-se a acrescentar novos destinos à já estreita lista verde”, afirmou a vice-presidente sénior do Conselho Mundial de Viagens e do Turismo, Virgínia Messina, citada pela Bloomberg.

Virgínia Messina vincou ainda que a exclusão de Portugal vai “destruir a confiança necessária para viajar, diminuir as reservas futuras e dissuadir os turistas”.

Portugal era até agora o único país da União Europeia (UE) na "lista verde”, que isenta os viajantes de quarentena no regresso a território britânico, em vigor desde 17 de maio.

A lista de destinos seguros é assim reduzida a 11 países e territórios, mas a maioria é bastante longínqua ou não deixa entrar turistas, como Austrália, Nova Zelândia, Singapura, Brunei e Ilhas Malvinas, restando a Islândia como o destino mais acessível.

Segundo a comunicação social britânica, o Governo britânico não vai adicionar mais nenhum país à “lista verde”, nomeadamente Espanha, que eliminou os requisitos de entrada dos britânicos com esperança de estimular o setor do turismo.
Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte ainda não confirmaram, mas deverão seguir as orientações.

Na "lista vermelha” estão países para os quais o Governo proíbe viagens devido ao nível de risco, impondo à chegada ao Reino Unido quarentena de 10 dias num hotel designado e às suas custas, além de dois testes PCR, no segundo e oitavo dias da quarentena.

Afeganistão, Sudão, Egito, Costa Rica, Sri Lanka, Bahrain, Trinidade e Tobago vão ser adicionadas a esta lista, adiantou o Daily Telegraph, lista na qual já se encontram o Brasil, África do Sul e Índia, mas também Angola, Moçambique e Cabo Verde.

Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste e Guiné Equatorial estão na “lista amarela”, para onde não é ilegal viajar por motivos não essenciais, como férias, mas é fortemente desaconselhado.

quarta-feira, 2 de junho de 2021

JUÍZ DÁ CINCO DIAS A BOLSONARO PARA EXPLICAR DESRESPEITO DAS MEDIDAS SANITÁRIAS


Um juiz do Supremo Tribunal Federal (STF) brasileiro deu cinco dias para que o Presidente, Jair Bolsonaro, explique porque não cumpre medidas sanitárias em vigor no país devido à pandemia da covid-19.

O pedido do juiz Edson Fachin surgiu na terça-feira, na sequência de uma ação entregue pelo Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), que pediu ao STF para obrigar Bolsonaro a cumprir as medidas de prevenção, como o uso de máscara e o distanciamento social, contra a covid-19, sob pena de multa.

"São graves as alegações trazidas pelo Partido requerente. Sem descurar da urgência que as questões afetas à saúde pública reclamam, a oitiva (audição) da Presidência da República no curto prazo fixado em lei pode contribuir para delimitar o quadro descrito pelo partido", indicou o magistrado.

Nesse sentido, o juiz pediu que a Procuradoria-Geral da República (PGR) e da Advocacia-Geral da União (AGU), órgão que defende o Executivo brasileiro em processos judiciais, se manifestem também no prazo de cinco dias.

Na ação, o PSDB afirma que as recomendações da própria administração pública federal, como o Ministério da Saúde e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), são claras quanto à necessidade de a população utilizar máscaras e álcool gel e não participar em aglomerações.

No entanto, para o partido, "em flagrante desvio de finalidade", o Presidente brasileiro tem desrespeitado essas orientações e incentivado à desobediência nos atos e nas ações do Governo em que participa.

Bolsonaro, um dos chefes de Estado mais negacionistas em relação à gravidade da pandemia em todo e que chegou a classificar a covid-19 de "gripezinha", é frequentemente visto em público e em eventos oficiais sem máscara e em aglomerações com apoiantes.

O Brasil, um dos países mais afetados pela pandemia em todo o mundo, totaliza 465.199 óbitos e 16.624.480 infeções pelo novo coronavírus e especialistas preveem uma terceira vaga da doença no país, nas próximas semanas.

sábado, 29 de maio de 2021

COVID-19 FOI "CRIADA" EM LABORATÓRIO NA CHINA, CONCLUEM CIENTISTAS EM IMPORTANTE DESCOBERTA


Em novo artigo científico de 22 páginas, publicado neste sábado (29), o cientista norueguês Dr. Birger Sørensen e o professor britânico Angus Dalgleish, concluiram que a Covid-19 ‘não tem ancestral natural confiável’ e que está ‘além de qualquer dúvida razoável’ de que o vírus foi criado por meio de ‘manipulação de laboratório’ na China.

O estudo, que deve ser publicado na revista científica Quarterly Review of Biophysics Discovery, está definido para fazer ondas entre a comunidade científica, já que a maioria dos especialistas negou veementemente até recentemente que as origens do COVID-19 não fossem uma infecção natural saltando de animais para humanos.

Enquanto analisavam amostras de COVID-19 no ano passado na tentativa de criar uma vacina, Dalgleish e Sørensen afirmam que descobriram ‘impressões digitais únicas’ no vírus que, segundo eles, só poderiam ter surgido da manipulação em um laboratório. Eles disseram que tentaram publicar suas descobertas, mas foram rejeitadas pelas principais revistas científicas que, na época, decidiram que o vírus passava naturalmente dos morcegos ou outros animais para os humanos.

Mais de um ano depois, importantes acadêmicos, políticos e a mídia finalmente mudaram de ideia e começaram a contemplar a possibilidade de o COVID-19 ter escapado do Instituto de Virologia de Wuhan na China um laboratório onde experimentos incluíam a manipulação de vírus para aumentar sua infecciosidade a fim de estudar seus efeitos potenciais em humanos.

O anúncio ocorreu após a revelação de que um relatório de inteligência anteriormente não divulgado foi feito à Casa Branca, alegando que vários pesquisadores do instituto Wuhan foram hospitalizados com doença em novembro de 2019. O documento foi descoberto esta semana pelo Wall Street Journal.

Autoridades de saúde dos EUA também foram criticadas por supostamente financiar experimentos controversos e arriscados de pesquisadores no laboratório de Wuhan.

Como teria de FATO originado a COVID-19?

No artigo de 22 páginas que será publicado na revista científica Quarterly Review of Biophysics Discovery, os cientistas descrevem sua ‘análise forense’ de meses de duração, olhando para os experimentos feitos no laboratório de Wuhan entre 2002 e 2019.

Vasculhando arquivos de periódicos e bancos de dados, Dalgleish e Sørensen juntaram como os cientistas chineses, alguns trabalhando em conjunto com universidades americanas, supostamente construíram as ferramentas para criar o coronavírus.

Muito do trabalho foi centrado em torno da polêmica pesquisa de ‘ganho de função’ temporariamente proibida nos Estados Unidos durante o governo Obama.

Ganho de função envolve ajustes de vírus que ocorrem naturalmente para torná-los mais infecciosos, de modo que possam se replicar em células humanas em um laboratório, permitindo que o efeito potencial do vírus em humanos seja estudado e melhor compreendido.

Dalgleish e Sørensen afirmam que os cientistas que trabalham em projetos de ganho de função pegaram uma ‘espinha dorsal’ de coronavírus natural encontrada em morcegos das cavernas chineses e uniram nela um novo ‘pico’, transformando-o no mortal e altamente transmissível SARS-Cov-2.

Um sinal revelador de suposta manipulação que os dois homens destacaram foi uma fileira de quatro aminoácidos que encontraram no pico SARS-Cov-2.

Em uma entrevista, Sørensen disse que todos os aminoácidos têm carga positiva, o que faz com que o vírus se adira firmemente às partes negativamente carregadas das células humanas como um ímã, tornando-se mais infeccioso.

Mas porque, como os ímãs, os aminoácidos carregados positivamente se repelem, é raro encontrar até três em uma linha em organismos que ocorrem naturalmente, enquanto quatro em uma linha é “extremamente improvável”, disse o cientista.

“As leis da física significam que você não pode ter quatro aminoácidos carregados positivamente em uma fileira. A única maneira de conseguir isso é fabricando-o artificialmente ‘, disse Dalgleish.

Seu novo artigo diz que essas características do SARS-Cov-2 são ‘impressões digitais únicas’ que são ‘indicativas de manipulação intencional’ e que ‘a probabilidade de ser o resultado de processos naturais é muito pequena.’

“Seria de se esperar que uma pandemia de vírus natural sofresse mutação gradual e se tornasse mais infecciosa, mas menos patogênica, o que muitos esperavam com a pandemia de COVID-19, mas que não parece ter acontecido”, escreveram os cientistas.

‘A implicação de nossa reconstrução histórica, postulamos agora além de qualquer dúvida razoável, do vírus quimérico propositalmente manipulado SARS-CoV-2 torna imperativo reconsiderar quais tipos de experimentos de ganho de função é moralmente aceitável empreender.

‘Devido ao amplo impacto social, essas decisões não podem ser deixadas apenas para cientistas pesquisadores.’

VIETNAME DETETA VARIANTE QUE MISTURA ESTIRPES INDIANA E BRITÂNICA


O ministro da Saúde do Vietname, Nguyen Thanh Long, anunciou, este sábado, a deteção no país de uma nova variante do vírus SARS-CoV-2 que mistura mutações originalmente detetadas na Índia e no Reino Unido.

"Mais especificamente, trata-se da variante indiana com mutações que originalmente pertencem à variante britânica", explicou o ministro, em declarações citadas por um meio de comunicação oficial.

A nova variante foi descoberta a partir da investigação da sequência do genoma do vírus em algumas novas infeções na Indochina, explicou o ministro, dizendo que ela pode ser mais infecciosa e resistente do que as variantes anteriores.

O Vietname registou a sua mais grave vaga de infeções nas últimas semanas, atingindo números recordes de novos casos diários, o que preocupa as autoridades, que até agora conseguiram conter a disseminação do novo coronavírus que provoca a doença covid-19.

Desde o início da quarta vaga, em 27 de abril, o Vietname registou cerca de 3.600 infeções na comunidade, para um total de 6.396 casos desde o início da pandemia, que provocaram 47 mortes.

O sucesso do Vietname na contenção da disseminação do vírus não foi replicado na campanha de vacinação, que está a avançar lentamente, com pouco mais de um milhão de vietnamitas inoculados, numa população de 96 milhões.

O regime comunista de Hanói limitou-se a apontar os problemas de abastecimento do mercado internacional para justificar a lentidão na compra de vacinas.

segunda-feira, 24 de maio de 2021

EM MENOS DE UM SEGUNDO. CÃES DETETAM COVID-19 COM 94% DE PRECISÃO


São mais rápidos do que os testes com zaragatoas e mais eficazes do que os testes antigénio. Estes cães são treinados para detetar o coronavírus em humanos.

Um estudo divulgado esta segunda-feira revela que os cães conseguem detetar casos de Covid-19 mais rapidamente do que os testes PCR, feitos com zaragatoas. A investigação, publicada na revista médica The BMJ, indica que as pessoas infetadas pelo coronavírus ficam com um odor particular que os cães treinados conseguem distinguir com alta precisão.

Claire Guest, uma das autoras do estudo, é responsável pela organização Medical Detection Dogs, criada em 2008 para treinar cães de companhia na deteção de doenças em humanos desde diabetes a cancro, passando pela doença de Parkinson.

Quando a pandemia eclodiu, a organização tinha acabado de conduzir um estudo que comprovava que os cães conseguem detetar casos de malária. Com a propagação da Covid-19, decidiram avançar com uma investigação para perceber se os animais também seriam capazes de detetar a infeção pelo coronavírus. E a resposta foi positiva.

Apesar de ainda não ter sido revisto pela comunidade científica, o estudo agora divulgado mostra que os cães conseguem cheirar, em menos de um segundo, a presença do coronavírus nas roupas de pessoas infetadas em cada 100 casos de infeção, os cães detetaram o vírus em 94, ou seja, têm uma precisão de 94%. De notar que os testes PCR que levam várias horas até haver resultados têm uma precisão de cerca de 97% e que os testes antigénio de deteção rápida que levam até 30 minutos a mostrar resultados têm uma precisão que varia entre os 58% e os 77%.

Assim, os "testes caninos" mostram-se claramente em vantagem, mostrando-se eficazes mesmo no caso das pessoas assintomáticas ou com cargas virais baixas.

Na Medical Detection Dogs, os cães são treinados para cheirar várias amostras diferentes e parar, agitar a cauda ou sentarem-se e emitirem sons, quando detetam o vírus numa delas. Alguns dos cães treinados pela organização já nascem lá e são treinados desde pequeninos para a deteção de doenças, mas outros são resgatados ou adotados e treinados já em crescidos os labradores, retrievers e spaniels são as raças mais eficazes nesta missão.

De acordo com o jornal The Guardian, demora entre oito a dez semanas a treinar um cão para a deteção da Covid-19. Sempre que indicam corretamente a presença do vírus em t-shirts, meias e máscaras de proteção de profissionais de saúde que testaram positivo à Covid-19, os animais são recompensados com comida ou com uma bola para brincar.

A organização está agora a trabalhar para aumentar a capacidade de diagnóstico. São precisos mais cães e mais amostras de peças de vestuário usadas por pessoas infetadas pelo coronavírus.

Além deste projeto no Reino Unido, estudos semelhantes estão a ser levados a cabo noutros países como França, Finlândia, Líbano e até em Portugal.

Ainda assim, a deteção da Covid-19 com recurso aos cães não substitui o despiste com os testes PCR, que, de facto, confirmam laboratorialmente a infeção pelo coronavírus. Estes "testes caninos" podem, no entanto, ser de grande uso em espaços como aeroportos, para deteção de casos suspeitos entre passageiros, por exemplo.

sábado, 22 de maio de 2021

FRANÇA TENTA TRAVAR SURTO DE VARIANTE RARA DETETADA EM BORDÉUS

 


As autoridades francesas estão a implementar diversas medidas sanitárias para travar em Bordéus, no sudoeste do país, um surto de uma variante "rara" de covid-19 que poderá ser teoricamente mais contagiosa, mas sem indício de maior risco.

"Por agora, não há qualquer preocupação com a gravidade clínica", afirmou este sábado o diretor da Agência Regional de Saúde (ARS) da Nova Aquitânia, Benoit Elleboode, ao canal BFMTV, sublinhando que foi lançado um sistema de testes para todas as pessoas que tenham estado em contacto com os infetados.

Simultaneamente, a autoridade de saúde lançou uma campanha de vacinação intensiva na região e pediu a todos os adultos que fossem vacinados.

"Nas próximas três semanas, 15 mil doses adicionais de vacinas vão chegar, com cinco mil doses a começar na próxima semana", acrescentou à France Info.

Há pelo menos 46 pessoas infetadas com a variante "VOC 201/484Q" no distrito de Bacalan, em Bordéus, mas nenhuma delas se encontra numa situação preocupante e não tiveram de ser hospitalizadas.

Estes doentes são essencialmente jovens, uma vez que os mais velhos já foram quase todos vacinados.

As investigações sobre o surto têm rastreado as suas origens até reuniões familiares em 8 de maio, que assinala com um feriado em França o armistício da Segunda Guerra Mundial, em 1945.

A partir daí, esta mutação do vírus propagou-se pela escola Charles Martin, que foi já encerrada como medida de precaução.

Esta variante já tinha sido encontrada noutras partes do país, mas com casos esporádicos.

A mutação que contém "sugere fortemente" que pode favorecer a transmissão, embora até agora não tenha sido provada, explicou Benoit Elleboode.

O surto da variante na região de Bordéus ocorre em pleno processo de desconfinamento, com a retoma da vida social e económica em curso.

Esta semana, as esplanadas de bares, cafés e restaurantes foram autorizadas a reabrir, após quase sete meses de encerramento administrativo, tal como teatros, cinemas, museus e salas de espetáculos, ainda que com uma limitação na ocupação dos espaços.

O número de casos, assim como o número de pacientes hospitalizados e os que se encontram nas unidades de cuidados intensivos, tem vindo a diminuir há mais de um mês.

Na sexta-feira, foram relatadas 12.800 novas infeções e 123 mortes.

Desde o início da pandemia, já morreram 108.437 pessoas em França.

quinta-feira, 20 de maio de 2021

FESTIVAIS DE VERÃO À ESPERA DE RESULTADOS DOS EVENTOS-PILOTO


Apesar do anúncio do cancelamento do NOS Alive 2021, promotoras de espetáculos de outros grandes eventos musicais ao ar livre mantêm-se na expectativa.

Contactada pelo "Jornal de Notícias", fonte da promotora Música no Coração, responsável pela organização de festivais como a Galp Beach Party (25 a 26 de junho), Sumol Summer Fest (2 e 3 de julho), Super Bock Super Rock (15 a 17 de julho) e MEO Sudoeste (3 a 7 de agosto) referiu: "Estamos confiantes e vamos aguardar pelos resultados dos eventos-piloto que devem sair nas próximas semanas. Só a partir daí tomaremos uma decisão sobre o que vamos fazer".

Por seu lado, a PEV Entertainment, que realiza o festival MEO Marés Vivas '21 (16 a 18 de julho), afirmou estar a "aguardar os próximos dias e a fazer algumas contas para saber que decisões tomar sobre o certame".

A Ritmos, que leva avante o Vodafone Paredes de Coura (18 a 21 de agosto), assegura que, no quadro atual, o evento se mantém. Idêntica resposta foi transmitida pela organização do North Music Festival (30 de setembro a 2 de outubro).

Recorde-se que hoje foi anunciado o cancelamento do festival NOS Alive 2021. Em comunicado, a promotora Everything Is New aponta como motivo para esta medida a situação pandémica que limita a circulação entre países, "inviabilizando as tours para o verão de 2021". Em 2022, o festival acontecerá entre 6 e 9 de julho.

domingo, 16 de maio de 2021

FRANÇA COM MAIS 81 MORTES E QUASE 14 MIL CASOS


França registou este domingo mais 81 mortes por covid-19 e mais 13.948 infeções com o novo coronavírus SARS-CoV-2, revela o balanço diário da agência de saúde pública do país.

Comparativamente a sábado, há menos 31 mortes e menos 1737 infeções diárias. Desde o início da pandemia, o país totaliza 107.645 mortos em 5.877.787 infetados.

Até sábado, 20.117.206 pessoas tinham sido vacinadas em França contra a covid-19 com pelo menos uma dose.

Para quarta-feira estão previstas novas medidas de desconfinamento, como a reabertura de esplanadas de cafés e restaurantes e do comércio não essencial. O recolher obrigatório começará às 21:00, duas horas mais tarde do que o horário atual.

quarta-feira, 12 de maio de 2021

AMERICANOS ANTI-MÁSCARAS ADMITEM USÁ-LAS PARA SE PROTEGEREM DOS VACINADOS


Nova teoria de conspiração sobre os efeitos da vacina contra o coronavírus expõe ao ridículo aqueles que recusam a vacinação.

Uma nova conspiração norte-americana está a cruzar o céu do universo antivacinas e pode, finalmente, levar a que alguns americanos que são terminantemente contra o uso de máscaras façam o impensável: pôr uma máscara de proteção respiratória e manter distância social.

A conspiração é relatada pela "Vice", revista canadiana-americana de investigação em cultura e temas sociais fraturantes.

Segundo a publicação, a teoria conspirativa assenta nisto: os vacinados podem "derramar" certas proteínas sobre os não vacinados e estes sofrerão efeitos muito adversos.

A principal preocupação é que o "derramamento" possa causar menstruação irregular, infertilidade e abortos espontâneos. A teoria não explica porque é que esses efeitos secundários só afetarão as mulheres.

A tese conspirativa, que não tem, evidentemente, qualquer base científica ou sequer sustentação lógica, é, explica a "Vice", a engrenagem principal numa conspiração maior: a covid-19 foi um estratagema para limpar a sobrepopulação do Mundo, e a vacina é o que vai agora abater o resto das massas que estão a mais.


Vários especialistas dizem que a conspiração nasce de um mal-entendido fundamental sobre a forma como as vacinas funcionam. E foi amplamente desmascarada, diz a "Vice".

Os influenciadores antivacinas estão agora a instruir os seus adeptos, bem como aqueles que são anti-máscaras, que uma das melhores maneiras de se defenderem dessa "praga" é praticarem o distanciamento social, coisa que sempre abominaram.

Sherri Tenpenny, uma figura proeminente da antivacinação no espetro norte-americano, é, aponta a "Vice", uma figura fundamental na disseminação de teorias da conspiração contra a covid. Numa recente transmissão ao vivo nas redes sociais, ela afirmou que "o melhor é ficar longe de qualquer pessoa que já tenha tomado a vacina contra a covid". E ficar "longe para sempre".

Outra sumidade da antivacinação sugeriu, também nas redes sociais, que talvez se deva "colocar em quarentena as pessoas que foram vacinadas".

E Larry Palevsky, pediatra nova-iorquino e infame negacionista das vacinas, sugeriu isto nas suas redes sociais: "As pessoas que já foram vacinadas deviam colocar um distintivo no braço. Assim saberíamos evitá-los na rua e não chegaríamos nunca perto deles".

Um utilizador do "4chan", site de internet onde muitas destas teorias se disseminam como o fogo num palheiro, prometeu ao Mundo: "Vou vigiar essas histórias da vacinação como um falcão". E depois perguntou: "A minha família vai precisar de usar máscara para se proteger contra os vacinados?". Aparentemente, a pergunta não continha ironia ou qualquer outra forma reconhecida de sarcasmo.

domingo, 2 de maio de 2021

ÍNDIA BATE RECORDE NACIONAL DE MORTES DIÁRIAS POR COVID-19


A Índia registrou neste domingo (2.mai.2021) 3.689 mortes pela covid-19 em 24 horas, recorde nacional de mortes diários pela doença.

Com os dados mais recentes, o país asiático soma agora 217.564 mortes por coronavírus. É o 5º no ranking mundial, atrás de EUA, Brasil, México e Rússia, respectivamente.

Com a 2ª maior população do planeta (aproximadamente 1,4 bilhão de habitantes), a Índia enfrenta o pior momento da pandemia. A nação sofre com a falta de leitos em UTIs (Unidades de Terapia Intensiva). A ocupação está em 99% há mais de uma semana. Neste fim de semana, uma mulher infectada com a covid-19 morreu dentro de um carro enquanto esperava atendimento.

Os indianos estão entre os maiores produtores de vacinas contra a covid-19 no mundo, mas grande parte vai para outros países. No território nacional, foram 153,6 milhões de doses aplicadas, 3º maior número do mundo. Porém, esse volume corresponde a só 9% da população (13º no ranking proporcional).

Recorde mundial de casos

A Índia renovou a marca no sábado (1º.mai.2021), quando registrou 401.993 novos casos de coronavírus em 24 horas. Fora recordes sucessivos no número de infectados, que elevaram os dados totais para 19,8 milhões.

sábado, 1 de maio de 2021

PASSAGEIROS DE FRANÇA E ÍNDIA COM QUARENTENA OBRIGATÓRIA EM PORTUGAL


O Governo decidiu prolongar, até às 23.59 horas do dia 16 de maio, as medidas restritivas do tráfego aéreo.

"Os passageiros dos voos originários da África do Sul, Brasil, Índia ou dos países com uma taxa de incidência de covid-19 igual ou superior a 500 casos por 100 mil habitantes nos últimos 14 dias, só podem realizar viagens essenciais e têm de cumprir, após a entrada em Portugal continental, um período de isolamento profilático de 14 dias, no domicílio ou em local indicado pelas autoridades de saúde", informa um comunicado do Ministério da Administração Interna enviado este sábado às redações. Chipre, Croácia, França, Lituânia, Países Baixos e Suécia também constam da lista.

E apenas são permitidas viagens essenciais motivos profissionais, de estudo, reunião familiar, por razões de saúde ou humanitárias) a pessoas que venham de países terceiros e de países com taxa de incidência igual ou superior a 150 casos por 100 mil habitantes: Alemanha, Áustria, Bélgica, Bulgária, Chéquia, Dinamarca, Eslováquia, Eslovénia, Estónia, Espanha, Grécia, Itália, Hungria, Letónia, Liechtenstein, Luxemburgo, Polónia, Roménia e Suíça.

Todos os cidadãos que cheguem a Portugal por via aérea (exceto as crianças que não tenham completado 24 meses de idade) têm de apresentar comprovativo de realização de teste laboratorial (RT-PCR) para covid-19, com resultado negativo, realizado nas 72 horas anteriores ao momento do embarque. Caso contrário, têm de o realizar no interior do aeroporto, a expensas próprias, e aguardar o resultado no próprio aeroporto.

"Os cidadãos que entrem em território nacional por via terrestre ou fluvial, provenientes dos países com mais de 500 casos por 100 mil habitantes, devem cumprir um período de isolamento profilático de 14 dias, no domicílio ou em local indicado pelas autoridades de saúde", pode ler-se. Esta medida é também aplicável aos cidadãos que, independentemente da origem, tenham saído da África do Sul, do Brasil ou da Índia, nos 14 dias anteriores à sua chegada a Portugal.

A GNR, a PSP e o SEF vão realizar controlos móveis a autocarros e camionetas, autocaravanas e a viaturas ligeiras, para informar os cidadãos dos deveres a que estão sujeitos e fiscalizar o cumprimento da medida. Os cidadãos que se desloquem para Portugal devem preencher o formulário disponível na plataforma travel.sef.pt, sendo os dados de identificação "transmitidos às autoridades de saúde para cumprimento da medida de isolamento".

terça-feira, 20 de abril de 2021

ORDEM DENUNCIA DESPEDIMENTO DE 60 ENFERMEIROS DO HOSPITAL DE PENAFIEL


Sessenta enfermeiros do Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa (CHTS), em Penafiel, estão a ser notificados do seu despedimento pela administração do Hospital. O caso foi denunciado pela Ordem dos Enfermeiros, depois de uma carta enviada pelos profissionais à Bastonária da Ordem.

Em causa estão cerca de 60 enfermeiros que realizaram contratos de quatro meses com o CHTS para dar resposta às necessidades do Hospital durante a pandemia e que, agora, não vão ver os seus contratos renovados.

"É inadmissível que esta situação se repita, várias vezes, sem a intervenção direta do Ministério da Saúde na defesa de quem tem protegido o país contra a pandemia covid-19", afirma a Ordem dos Enfermeiros, recordando que situação semelhante já aconteceu no Hospital de Braga.

A Ordem dos Enfermeiros afirma ainda que os profissionais dos CHTS "um dos hospitais mais fustigados pela covid-19" têm "bancos de horas acima das 30 horas semanais" e considera "inadmissível" que os profissionais sejam despedidos, "numa altura em que o país se prepara para uma quarta vaga".

Na carta enviada à Bastonária da Ordem dos Enfermeiros por uma profissional do hospital, em nome dos Enfermeiros do Serviço de Urgência do Hospital Padre Américo, os profissionais lembram o contributo que deram "na linha da frente", num "cenário de guerra" que viveram no CHTS.

Recordam ainda que trabalham num hospital "que abrange uma das maiores áreas populacionais de Portugal", tendo sido o hospital "mais fustigado" pela pandemia e alertam para a necessidade de profissionais num hospital onde "o número de doentes que recorre ao Serviço de Urgência cresce de forma exponencial".

"Existe falta de profissionais. E se nós formos despedidos irão colocar outros enfermeiros em condições precárias de contratos de substituição ou talvez a quatro meses para nos substituir", questionam.

O Conselho de Administração do hospital "está a acompanhar a situação e a zelar pelo cumprimento dos preceitos legais aplicáveis".

sexta-feira, 16 de abril de 2021

TAP RETOMA ESTA SEXTA-FEIRA VOOS PARA BRASIL E REINO UNIDO


A TAP retoma esta sexta-feira a sua operação para o Brasil e Reino Unido, após o levantamento das restrições face à covid-19, prevendo operar, este mês, 40 voos semanais para os dois países.

"Com o levantamento da suspensão dos voos com origem ou destino no Brasil e no Reino Unido, a TAP retoma a sua operação a partir desta sexta-feira, garantindo a mobilidade aérea entre Portugal e os dois países", anunciou, em comunicado, a companhia aérea portuguesa.

A TAP prevê operar, este mês, 25 voos semanais para o Brasil, nomeadamente, para Brasília (dois), Belo Horizonte (dois), Fortaleza (três), Rio de Janeiro (seis, um dos quais com partida do Porto), São Paulo (seis), Recife (dois), Recife/Maceió (dois) e Salvador (dois).

Já para o Reino Unido espera operar 15 voos semanais para Londres Hearthrow.

A transportadora lembrou ainda que os passageiros, com exceção de crianças com menos de 24 meses, estão obrigados a apresentar, à chegada ao território nacional, um comprovativo de realização de teste RT-PCR à covid-19 com resultado negativo, realizado nas 72 horas anteriores ao embarque.

Por sua vez, os passageiros provenientes do Brasil têm que cumprir um isolamento profilático de 14 dias no domicílio ou em local indicado pelas autoridades de saúde.

Os voos com origem ou destino no Brasil e Reino Unido vão ser permitidos a partir hoje para viagens essenciais, mantendo-se as medidas restritivas do tráfego aéreo devido à pandemia, anunciou hoje o Ministério da Administração Interna (MAI).

"No contexto da situação epidemiológica provocada pelo vírus SARS-CoV-2, o Governo decidiu prolongar, durante o período de estado de emergência que hoje se inicia, as medidas restritivas do tráfego aéreo", precisou, em comunicado, o MAI, sublinhando que "é levantada a suspensão dos voos com origem ou destino no Brasil e no Reino Unido, apenas para viagens essenciais", situação que já acontecia com os voos provenientes de países terceiros".

O Ministério tutelado por Eduardo Cabrita refere que os passageiros dos voos originários da África do Sul, Brasil ou dos países com uma taxa de incidência de covid-19 igual ou superior a 500 casos por 100 000 habitantes têm de cumprir, após a entrada em Portugal continental, um período de isolamento profilático de 14 dias, no domicílio ou em local indicado pelas autoridades de saúde.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.987.891 mortos no mundo, resultantes de mais de 139 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 16.937 pessoas dos 829.911 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

PRESIDENTE DA PFIZER ADMITE QUE SERÁ NECESSÁRIA UMA TERCEIRA DOSE DA VACINA


O presidente da farmacêutica Pfizer, uma das produtoras de vacinas para a covid-19, Albert Bourla, admitiu que as pessoas vacinadas possam vir a precisar de uma terceira inoculação, seis meses após a primeira toma.

Alberto Bourla admite, ainda, que será necessário vacinar a população todos os anos contra o vírus da SARS-CoV-2, que provoca a covid-19.

"Um cenário provável é de que precisaremos de uma terceira dose da vacina, algures entre os seis e os doze meses após a primeira toma e, daí em diante, uma revacinação anual", disse Alberto Bourla, em entrevista à cadeia norte-americana de televisão CNBC.

"Tudo isto tem de ser confirmado", sublinhou Bourla, admitindo que "as variantes da covid-19 vão desemprenhar um papel-chave" no processo.

"É extremamente importante proteger as pessoas mais vulneráveis ao vírus", acrescentou Bourla na mesma entrevista.

O CEO da Pfizer não especificou se falava apenas da vacina da empresa que dirige ou se a terceira toma é extensível à vacina da AstraZeneca, por exemplo, que também é dada em duas doses.

Em fevereiro, Alex Gorsky, presidente da Johnson & Johnson, outra das empresas a produzir uma vacina contra a covid-19, admitia também que a vacinação contra o vírus da SARS-CoV-2 teria de ser anual.

Atualmente, estão aprovadas quatro vacinas na UE: Comirnaty (nome comercial da vacina Pfizer/BioNTech), Moderna, Vaxzevria (novo nome da vacina da AstraZeneca) e Janssen.

A Comissão Europeia anunciou, na quarta-feira, a aquisição adicional de 50 milhões de doses de vacinas da BioNTech/Pfizer, elevando para 250 milhões o total para entrega neste segundo trimestre, após problemas com o fármaco da Johnson & Johnson, que, à semelhança do da AstraZeneca, revelou alguns casos de coágulos em pessoas vacinadas.

quinta-feira, 15 de abril de 2021

VACINA PORTUGUESA COM RESULTADOS PROMISSORES NOS ENSAIOS PRÉ-CLINICOS EM ANIMAIS


Os ensaios pré-clínicos, em animais, da vacina portuguesa contra o novo coronavírus, que está a ser desenvolvida na Immunethep, em Cantanhede, distrito de Coimbra, revelam resultados promissores na capacidade de produção de anticorpos específicos.

Em comunicado enviado à agência Lusa, a biotecnológica Immunethep prevê iniciar nos próximos meses os ensaios clínicos em humanos da vacina SILBA, que tem a particularidade de ser administrada por via intranasal.

Pedro Madureira, cofundador e diretor científico da Immunethep, salienta que, "através destes ensaios clínicos, foi possível confirmar a capacidade de os anticorpos produzidos neutralizarem a propagação do vírus em culturas de células 'in vitro'".

"Os dados obtidos até ao momento são muito promissores e indicadores do potencial desta vacina, uma vez que, através dos dados que se conhecem das vacinas já existentes, anticorpos contra este domínio RBD da proteína Spike, estão associados a uma proteção contra a covid-19", afirma Bruno Santos, cofundador e diretor executivo da Immunethep.

Segundo o responsável, trata-se de "excelentes indicadores para os ensaios de eficácia em curso que se tenciona terminar no final de maio, dando lugar aos ensaios clínicos em humanos".

A vacina em desenvolvimento pela Immunethep atua na prevenção da covid-19 e utiliza o vírus inativado, que "reduz muito a probabilidade de haver novas variantes do vírus SARS-CoV-2 que escapem à vacina".

O comunicado frisa que o facto de a vacina ser de administração intranasal "permite maximizar a imunidade ao nível das mucosas pulmonares, canal preferencial de entrada do vírus no organismo".

"A Immunethep mantém uma parceria com a PNUVAX, fabricante global de vacinas no Canadá e continua a desenvolver esforços para a concretização do investimento necessário por parte das entidades governamentais portuguesas para poder avançar rapidamente para os ensaios clínicos em humanos no segundo semestre do ano, como planeado", refere.

Desde a sua fundação, em 2014, que a Immunethep se tem dedicado ao desenvolvimento de imunoterapias, principalmente contra infeções bacterianas multirresistentes, contando atualmente com 10 colaboradores.

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