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domingo, 25 de julho de 2021

"LAMENTO, MAS É TARDE DEMAIS". MÉDICA REVELA O ARREPENDIMENTO DE DOENTES QUE NÃO LEVARAM A VACINA


Brytney Cobia, uma médica do Alabama, EUA, publicou esta semana um apelo emotivo a todos os que ainda têm dúvidas sobre a vacina contra a covid-19 para que se vacinem, antes que seja demasiado tarde. 

“Tenho admitido no hospital jovens saudáveis com infeções muito graves de covid-19. Uma das últimas coisas que eles fazem antes de serem intubados é implorar pela vacina. Eu seguro-lhes a mão e digo que lamento, mas é tarde demais ", escreveu a médica.

“Poucos dias depois, quando declaro a morte, abraço os seus familiares e digo-lhes que a melhor forma de homenagear o seu ente querido é vacinarem-se e encorajarem todos que conhecem a fazer o mesmo.”

 A  publicação já foi partilhada mais de 8,7 mil vezes e as palavras da médica chegaram à comunicação social.

A médica considera que, ao divulgar os casos dos pacientes que se arrependem de não terem sido vacinados, está a contribuir para que outras pessoas mudem de opinião e decidam levar a vacina contra a covid-19. "Ainda não é tarde demais, mas um dia poderá ser."


sexta-feira, 9 de julho de 2021

PFIZER QUER APROVAR TERCEIRA DOSE PARA AUMENTAR IMUNIDADE


A Pfizer procura aprovação dos reguladores dos Estados Unidos da América para a terceira dose da vacina contra a covid-19, anunciou a empresa na quinta-feira, acrescentando que outra inoculação em 12 meses poderia aumentar a imunidade.

"Em agosto, a Pfizer planeia pedir à Food and Drug Administration (entidade responsável pela aprovação de medicamentos) uma autorização de emergência para uma terceira dose", disse o cientista daquela farmacêutica Mikael Dolsten, em declarações à agência noticiosa norte-americana AP.

De acordo com as primeiras impressões de um estudo de reforço de vacinação da Pfizer, é demonstrado que os níveis de anticorpos das pessoas aumentam de cinco para 10 vezes mais após uma terceira dose, em comparação com a segunda.

Investigações em vários países mostram que as vacinas utilizadas contra a covid-19 oferecem forte proteção contra a variante delta, que é altamente contagiosa e está a espalhar-se rapidamente em todo o mundo.

"Porque a terceira dose é importante para combater a variante delta?", questionou de forma retórica, explicando que "quando os anticorpos cedem, a variante delta pode eventualmente provocar uma leve infeção antes que o sistema imunológico se manifeste".

À AP, um especialista em vacinação do Centro Médico da Universidade da Vanderbilt (Tennessee), William Schaffner, disse que a autorização da Food and Drug Administration (FDA) seria apenas um primeiro passo e não significaria que os norte-americanos recebessem o reforço automaticamente.

"As vacinas foram concebidas para nos manter fora dos hospitais. Administrar outra dose seria um grande esforço, pois, neste momento, estamos a esforçar-nos para dar às pessoas a primeira dose", acrescentou.

Atualmente, cerca de 48% da população dos EUA está totalmente vacinada e em algumas zonas do país têm taxas de imunização muito baixas, locais onde o contagio da variante delta está a crescer.

terça-feira, 23 de março de 2021

QUASE 943 MIL PORTUGUESES RECEBERAM UMA DOSE DA VACINA CONTRA A COVID


Numa semana, mais 79.357 cidadãos receberam a primeira dose da vacina contra a covid-19 em Portugal, num total de 942.825, o que equivale a 9% da população.

Com a vacinação completa há 471.204 pessoas, o que corresponde a 107.681 doses aplicadas desde o último relatório de vacinação.

Os dados da Direção-Geral da Saúde (DGS) mostram, assim, que 9% da população portuguesa já recebeu uma inoculação, sendo que 4% tem a vacinação completa.

A faixa etária dos 80 ou mais anos é a mais vacinada nos dois casos, num total de 415.341 pessoas (61%) com uma toma e 205. 399 (30%) com as duas necessárias à imunização.

Ainda no que diz respeito à primeira dose, destaque para o grupo dos 50 aos 64, com 10% dos cidadãos (211.588) vacinados e dos 25 aos 49, com 6% (200.568). Esta última faixa etária é ainda a segunda com mais pessoas totalmente vacinadas, num total de 132.387 (4%).

Até aos 17 anos há 243 vacinados, dos quais 183 já têm a vacinação completa.

Até agora Portugal recebeu um total de 1.713.540 doses de vacinas contra a covid-19 e foram administradas 1.462.079.

Foi na região Norte que se vacinou mais na última semana: 68.257 doses (num total de 449.858).

sábado, 20 de março de 2021

DINAMARCA REPORTA MAIS DOIS CASOS DE COÁGULOS APÓS TOMA DA VACINA DA ASTRAZENECA


Na Dinamarca, dois profissionais de saúde sofreram coágulos e hemorragia cerebral depois de terem tomado a vacina da AstraZeneca. Um deles acabou por morrer.

Os sintomas apareceram nos primeiros 14 dias após a toma da vacina. As autoridades de saúde confirmam a existência de dois casos graves, mas não adianta mais pormenores.

A Alemanha diz que já descobriu a razão para o aparecimento de tromboses. Revela que em algumas pessoas a vacina produz uma resposta imunológica que ativa plaquetas sanguíneas e provoca coágulos no cérebro.

O estudo ainda não foi publicado, mas os cientistas acreditam que com esta descoberta pode ser desenvolvido um tratamento.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2021

NOVO COORDENADOR DA VACINAÇÃO DIZ QUE "NÃO VAI SER UM VERÃO NORMAL"


O vice-almirante Henrique Gouveia e Melo defendeu esta terça-feira que não pondera mudar os grupos prioritários do plano de vacinação e deixa recados quanto ao regresso à normalidade.

"Apesar de um grupo ser constituído por um conjunto de pessoas, a forma como elas são selecionadas tem muito a ver com a idade e risco, mas o plano não detalha essa estratificação", acrescentou em entrevista à TVI 24. "Não faria sentido mudar prioridades porque não há vacinas", disse.

Henrique Gouveia e Melo admite, no entanto, que a vacina da AstraZeneca possa ser utilizada para maiores de 65 anos em Portugal, caso a escassez se mantenha, já que "está a ser aplicada no Reino Unido e nos EUA sem restrições".

A Direção-Geral da Saúde (DGS) recomendou esta segunda-feira que esta vacina não deveria ser administrada este grupo etário "até novos dados estarem disponíveis".

O novo coordenador da "task force" da vacinação contra a covid-19 deixou ainda um aviso quanto ao futuro próximo. "Não vai ser um verão normal. Nessa altura ainda não vai haver imunidade de grupo. No Natal sim, mas as vacinas têm de chegar a tempo", afirmou.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2021

DIRETORA DO SERVIÇO DE FARMÁCIA DO HOSPITAL DE PENAFIEL DEMITIDA APÓS ACIDENTE COM VACINAS


A diretora do serviço de Farmácia do Centro Hospitalar do Tâmega (CHTS) foi demitida depois de, na semana passada, uma falha na utilização do sistema de refrigeração, ter danificado 130 frascos de vacinas contra a covid-19, que seriam utilizadas na vacinação de cerca de 600 profissionais.

Na altura do incidente, o Conselho de Administração do CHTS abriu um "processo de inquérito" para apurar responsabilidades e avaliar apresentar um processo-crime. Contactado pelo JN, o CHTS afirmou que "não se pronuncia" sobre o assunto, "por estar a decorrer um processo de inquérito".

O lote com centenas de vacinas contra a covid-19 ia ser administrado aos profissionais do Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa (CHTS), em Penafiel, foi danificado durante a noite de segunda para terça-feira da última semana, impossibilitando a sua utilização.

Na altura, fonte do Conselho de Administração do CHTS afirmou que tudo indicava que a falha estaria "associada a uma utilização inadequada do sistema de refrigeração da farmácia do hospital". As vacinas em causa, 113 frascos que dariam para 600 doses, iriam ser utilizadas para vacinar os profissionais de saúde.

sábado, 30 de janeiro de 2021

BOLSONARO DIZ QUE COMPRARÁ VACINA SPUTNIK SE ANVISA APROVAR USO NO PAÍS


Presidente afirmou que "tem um cheque assinado de $ 20 bilhões" para comprar o imunizante

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse, neste sábado (30), se a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizar, o governo vai comprar a vacina Sputnik V, da Rússia. A informação foi dada em entrevista transmitida pela CNN Brasil. 

"Se a Anvisa aprovar, a gente vai comprar a Sputnik. Tem um 'cheque' meu, assinado em dezembro, de R$ 20 bilhões para comprar esse material", afirmou na manhã de hoje. O presidente deixou o Palácio do Alvorada, em Brasília, para fazer a revisão de sua moto.

Bolsonaro também afirmou que a imunização pelas vacinas tem pequena duração no organismo e, por isso, as pessoas precisam aprender a conviver com o coronavírus.

"A vacina, dizem que tem validade de seis meses. Tem gente desesperada dentro de casa. Mais um indício fortíssimo que tem que aprender a conviver com o vírus. Quem tem imunidade baixa, tem que preservar. Também os mais idosos, com comorbidades. O resto tem que trabalhar, não tem como. Se coloca no lugar de uma pessoa de Ceilândia, Taguatinga (cidades próximas a Brasília), vai ver como estavam vivendo as pessoas lá. Não tem mais churrasquinho de gato, esses informais, chamados invisíveis, estavam abandonados à própria sorte", disse.

Pazuello faz 'trabalho excepcional'

Bolsonaro ainda disse em entrevista que o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, faz um “trabalho excepcional” e é um “tremendo gestor”. "Trabalho excepcional o do Pazuello, tremendo de um gestor. Pode investigar o Pazuello, que não tem nenhuma omissão. Ele trabalha de domingo a domingo, vira a noite, eu duvido que outra pessoa desse a resposta que ele está dando", declarou.

O presidente também reforçou a defesa da atuação do governo federal da pandemia em Manaus. "(Sobre o) Amazonas, mandamos R$ 9 bilhões pra lá. Não é competência da gente levar oxigênio pra lá. A gente ficou sabendo numa sexta-feira do problema de gás, na segunda ele estava em Manaus, na quarta já chegou tudo. Usamos a Força Aérea, balsa, logo depois a gente começou a transportar também o pessoal de Manaus que não tinha leitos para outros hospitais da redondeza, em especial hospitais universitários. Ele (Pazuello) faz tudo o que é possível", explicou.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2021

VIDEO: TÉCNICA DE ENFERMAGEM É AFASTADA APÓS FINGIR VACINAR IDOSA CONTRA COVID


Uma técnica de enfermagem em Maceió (AL) foi afastada após ter simulado que aplicou a vacina contra a covid-19 em uma idosa de 97 anos na quinta-feira (28). A campanha de vacinação estava sendo realizada no estacionamento do Pátio Shopping da capital. As informações são do Uol.

No momento de aplicar a vacina, a cuidadora da idosa gravou um vídeo no qual é possível perceber que a técnica de enfermagem fura o braço da mulher com a agulha, mas o líquido da vacina não é injetado. Após ver as imagens, a família da idosa procurou os responsáveis pela campanha de vacinação, que constataram a fraude. Em seguida, outra profissional de saúde fez a aplicação da vacina corretamente.

Depois da repercussão do caso, a Prefeitura de Maceió afastou a técnica de enfermagem que cometeu a fraude e abriu um procedimento administrativo para investigar o caso. O MPE-AL (Ministério Público Estadual de Alagoas) informou que vai instaurar uma Notícia de Fato para apurar o ocorrido. O nome da técnica de enfermagem não foi divulgado.

Ao Uol, parentes da idosa contaram que ela estava ansiosa para receber a vacina, pois está há dez meses sem receber visitas dos filhos e netos. “Graça a Deus que a vacinação foi filmada porque, se não fosse o vídeo, iríamos acreditar que minha avó tinha sido imunizada. Apesar de 97 anos, ela é muito ativa e estava chateada de ficar em casa todos esses meses e sem receber visitas dos filhos e netos”, contou uma neta da idosa.

“Quando vimos o vídeo, verificou-se que não tinha sido aplicada a vacina e isso gerou uma indignação”, afirmou ao Uol. Ainda de acordo com os parentes, a aplicação da vacina foi gravada novamente para comprovar que a idosa recebeu o imunizante.

Mudança de protocolo

Em nota ao Uol, a Prefeitura de Maceió afirmou que o fato causou “indignação” e que se trata de um “caso isolado”. Conforme a prefeitura, além de ampliar a fiscalização da vacinação, a administração municipal fez uma mudança no protocolo. Agora, o profissional de saúde que for vacinar alguém terá que mostrar a seringa cheia antes da aplicação e vazia após o procedimento.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2020

APÓS REUNIÃO COM ANVISA, PFIZER VOLTA A AVALIAR SE PEDE USO EMERGENCIAL DE VACINA NO BRASIL


BRASÍLIA - Após reunir-se com dirigentes e técnicos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), nesta quarta-feira, 30, a farmacêutica Pfizer mudou de posição e afirmou que voltou avaliar se pede autorização para uso emergencial de sua vacina contra a covid-19 no Brasil. "Uma nova reunião técnica será realizada e, com base nessa discussão adicional e no andamento das negociações com o Governo Brasileiro, a Pfizer irá avaliar a possibilidade de solicitar o uso emergencial", declarou a Pfizer em nota. A autorização de uso emergencial permite o começo da imunização no SUS, mas em público restrito, como de profissionais de saúde e idosos.

A farmacêutica havia apontado, em nota divulgada na segunda-feira, 28, que era mais vantajoso manter apenas o trâmite para obtenção do registro definitivo do imunizante, que permite a distribuição do produto em larga escala, inclusive para a rede privada. A Pfizer afirmava que a falta de um contrato definitivo com o governo brasileiro, além de exigências da Anvisa, eram barreiras para acelerar o uso emergencial.

A Anvisa estima que levará até 10 dias para avaliar um pedido de uso emergencial. Não há solicitação deste tipo ainda na agência.

Agora a empresa declara que, "diante dos esclarecimentos feitos pela Agência", há a possibilidade de a a Anvisa "modular pontos específicos do Guia de Submissão para Uso Emergencial, possibilitando uma maior agilidade na submissão desse tipo de processo (uso emergencial)." A farmacêutica manterá ainda as tratativas para obter registro definitivo.

O uso da vacina da Pfizer já foi autorizado em mais de 40 países. O Brasil negocia a compra de 70 milhões de doses da vacina, mas o presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, têm criticado exigências feitas pela empresa, como cláusula contratual para não responder por eventuais efeitos colaterais do imunizante.

Plano federal prevê meio milhão de doses de farmacêutica americana em janeiro

Mesmo sem o contrato fechado, o plano de imunização do Ministério da Saúde prevê que a Pfizer reserve 500 mil doses ao Brasil em janeiro. O documento ainda estima 2 milhões de doses da farmacêutica no primeiro trimestre. A soma até a metade do ano seria de 8,5 milhões de unidades. No segundo semestre, cerca de 61 milhões de vacinas chegariam ao País.

A ideia do ministério é usar as doses recebidas no primeiro trimestre para imunizar profissionais de saúde de capitais e regiões metropolitanas que atuam no combate à covid-19.

Antes de firmar um memorando de entendimento com a Pfizer, Pazuello chegou a comentar nos bastidores, de forma irônica, que a proposta da farmacêutica não servia nem para imunizar Brasília, que tem cerca de 3 milhões de habitantes. Em audiência pública no Senado, no último dia 17, Pazuello fez críticas às exigências da farmacêutica. Ele reclamou do número de doses oferecidas, além do pedido de assinatura de cláusula para isentar a empresa de responsabilidade sobre efeitos colaterais que a vacina ou de julgamentos em tribunais brasileiros. "Pasmem, estamos pensando em aceitar. É uma realidade, isso, claro, precisa passar pela decisão do governo e chancela do Congresso", disse o ministro.

Bolsonaro também tem tratado a proposta da Pfizer com desdém. “Lá no contrato da Pfizer está bem claro: ‘Não nos responsabilizamos por qualquer efeito colateral. Se você virar um jacaré, é problema de você’”, disse em 17 de dezembro, em Porto Seguro, no sul da Bahia.

A principal aposta do governo federal é o imunizante desenvolvido pela farmacêutica AstraZeneca e pela Universidade do Oxford, que será produzido na Fiocruz. O laboratório brasileiro afirma que pedirá registro da vacina até a próxima semana. Nesta quarta-feira, 30, o Reino Unido autorizou o uso emergencial do produto.

Além disso, o ministério tem acordo para receber doses para 10% da população brasileira por meio do consórcio internacional Covax Facility, que ainda não definiu qual imunizante será ofertado. No caso da Coronavac, imunizante desenvolvido pela chinesa Sinovac em parceria com o Instituto Butantã, o governo também possui apenas memorandos de entendimento, sem a obrigação de compra. As empresas ainda não pediram o registro do produto à Anvisa.

SAÚDE ESTRANHOU RECUO DA PFIZER DO PEDIDO DE USO EMERGENCIAL DE SUA VACINA


O secretário-executivo do Ministério da Saúde, Elcio Franco, disse nesta 3ª feira (29.dez.2020) que a pasta recebeu “com espécie” a notícia de que a Pfizer, que produz as vacinas contra covid-19 já liberadas em diversos países, não pediria à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) a liberação emergencial do seu imunizante.

“Nos causou espécie um pronunciamento de determinado laboratório, ao esclarecer que estava em dificuldades pela grande quantidade de solicitações da Anvisa. Uma vez que os aspectos solicitados pela Anvisa para uso emergencial são os mesmos solicitados pelo FDA nos Estados Unidos. Nos causou espécie uma vez que esse laboratório e outros já têm conseguido autorização para uso emergencial no FDA e em outras agências pelo mundo.”

A farmacêutica norte-americana informou na 2ª feira (28.dez) que não pedirá no Brasil o uso emergencial da vacina contra a covid-19 que está desenvolvendo com o laboratório de biotecnologia alemão BioNTech. Eis a íntegra (206 KB) da nota.

A Pfizer disse que a Anvisa estabelece exigências que tornam o processo de solicitação de uso emergencial mais demorado do que outras permissões.

O secretário, apesar de dizer que tem pressa para conseguir o imunizante, disse que as negociações para a liberação, em definitivo ou emergencial, depende dos laboratórios com a Anvisa.

“Eu não posso pegar a Pfizer pelo braço e falar: Pfizer, entregue seu relatório à Anvisa. E pedir que a Anvisa aprecie no menor tempo. Ela tem que seguir os seus passos”, declarou em entrevista à imprensa.

Franco explicou que para começar a imunizar a população é preciso que a Anvisa libere uma vacina e que o laboratório liberado disponibilize estoque para o Brasil poder utilizar.

Ele disse também que uma liberação para uso emergencial não significa que o país poderá vacinar em massa. Esse tipo de autorização só permite que grupos previamente especificados sejam tratados. Seria uma espécie de teste clínico ampliado, segundo o secretário-executivo.

“O que temos pedido é que todas elas [farmacêuticas] solicitem o registro [definitivo] e uso emergencial. Se os senhores. observarem no plano [de vacinação] a gente cita a necessidade de aval da Anvisa, e é a Anvisa que vai nos garantir essa segurança.”

A Pfizer tem enviado dados para a Anvisa pelo processo de submissão contínua –para a aprovação– desde novembro. Em 15 de dezembro, entregou os estudos da fase 3.

O governo brasileiro tem acordo para compra de 70 milhões de doses da vacinada Pfizer/BioNTech. São necessárias duas doses para imunizar cada pessoa, com intervalo de 28 dias entre cada aplicação.

Nenhuma empresa solicitou o pedido de aprovação ou de uso emergencial de vacina contra o coronavírus no Brasil até o momento. No mundo, mais de 40 países já começaram a vacinação.

Frustração com o Butantan

O Ministério da Saúde se disse frustrado com o Instituto Butantan, de São Paulo, que produz em parceria com a biofarmacêutica chinesa Sinovac uma vacina para a covid-19. A frustração se deu por conta de o laboratório ter entregado à Anvisa estudos sem registro da eficácia exata obtida nos testes feitos no Brasil.

“Foi uma frustração não ter sido possível a entrega da fase 3 dos exames clínicos, dos testes clínicos, para que se acelerasse esse processo da submissão contínua, o registro, a autorização para o uso emergencial, que o próprio Instituto Butantan já havia anunciado e que estaria acontecendo, brevemente, no início de janeiro.”

Somente depois de receber a documentação dos estudos clínicos a agência poderá analisar a vacina e verificar se é possível liberá-la para uso emergencial.

O adiamento deve atrasar os planos do governador de São Paulo, João Doria (PSDB), que estimava iniciar a vacinação em 25 de janeiro.

terça-feira, 29 de dezembro de 2020

MINISTRO PEDE INQUÉRITO URGENTE SOBRE INCIDENTES COM VACINA EM ÉVORA


O ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, determinou hoje a abertura de um inquérito urgente por parte da Inspeção-Geral da Administração Interna (IGAI) sobre os "incidentes" em Évora no acompanhamento de vacinas" contra a covid-19.

O ministro, "face aos incidentes ocorridos hoje no acompanhamento da distribuição de vacinas da covid-19 em Évora", entre a PSP e GNR, determinou a abertura de um inquérito urgente" pela IGAI, pode ler-se no comunicado divulgado pelo Ministério da Administração Interna (MAI).

Além disso, acrescentou a mesma nota, enviada à agência Lusa, Eduardo Cabrita "solicitou à Secretária-Geral do Sistema de Segurança Interna informação sobre quais as regras de acompanhamento e desembaraçamento do trânsito definidas para concretizar essa distribuição".

A TVI noticiou hoje à noite que "um conflito de interesses entre PSP e GNR acabou por impedir a saída da carrinha que está a fazer a distribuição da vacina na região Sul do país".

"É à GNR que cabe a segurança destas carrinhas em todo o país, mas a PSP de Évora teve outro entendimento, por considerar que é a sua área de jurisdição", refere a notícia publicada na página de Internet daquela estação de televisão.

Segundo a notícia, "a PSP acabou por bloquear e impedir a saída da carrinha que transportava o fármaco".

"O conflito acabou por ser resolvido com uma escolta partilhada entre a GNR e a PSP", disse também a TVI.

Contactadas pela Lusa, a Direção Nacional da PSP e o Comando-Geral da GNR escusaram-se a comentar o sucedido em Évora.

O Hospital do Espírito Santo de Évora (HESE) anunciou hoje ter recebido, às 18:40, cerca de 350 vacinas contra a covid-19, para iniciar o processo de vacinação dos profissionais de saúde na terça-feira.

Esta 1.ª fase da vacinação no hospital alentejano está prevista começar às 09:00 de terça-feira, prevendo-se que esteja concluída "até dia 31 de dezembro", isto é, até quinta-feira, indicou o HESE.

"Este é um sinal de esperança e uma notícia muito positiva que todos aguardávamos", congratulou-se a presidente do conselho de administração do HESE, Maria Filomena Mendes.

A responsável destacou que, "após quase um ano de combate a esta pandemia" provocada pelo novo coronavírus SARS-CoV-2, a qual "continua ativa, este é um momento de alento".

Um momento que "reforça as nossas energias para continuar", acrescentou Maria Filomena Mendes.

Portugal contabiliza pelo menos 6.677 mortos associados à covid-19 em 396.666 casos confirmados de infeção, segundo o último boletim da Direção-Geral da Saúde (DGS).

O estado de emergência decretado em 09 de novembro para combater a pandemia foi renovado até 07 de janeiro, com recolher obrigatório nos concelhos de risco de contágio mais elevado.

sábado, 26 de dezembro de 2020

JÁ CHEGARAM A PORTUGAL AS PRIMEIRAS VACINAS CONTRA A COVID-19


Chegaram a Portugal, este sábado, sensivelmente pelas 09h40, as primeiras vacinas contra a Covid-19, em camiões refrigerados escoltados pela Guarda Nacional Republicana, avança a SIC Notícias.

O primeiro lote das vacinas contra a Covid-19, que chegou em duas caixas que no total pesam 41 quilogramas, ficará, inicialmente, armazenado numas instalações no concelho de Montemor-o-Velho, nos arredores de Coimbra.

O processo de abertura da viatura, que estava selada, foi acompanhado no local por responsáveis do Governo, dirigidos pela ministra da Saúde, Marta Temido.

O primeiro lote da vacina desenvolvida pela Pfizer-BioNTech contempla 9.750 doses destinadas aos profissionais de saúde dos centros hospitalares universitários do Porto, São João, Coimbra, Lisboa Norte e Lisboa Central.

Os camiões refrigerados com as doses previstas para países da União Europeia (UE) saíram na quarta-feira de manhã da fábrica belga da farmacêutica norte-americana, situada em Puurs, no nordeste da Bélgica, sob fortes medidas de segurança, com dois veículos das forças policiais a escoltar cada um dos três veículos pesados depois do carregamento.

O início da vacinação no domingo será uma iniciativa comum aos estados-membros da UE e ocorre na mesma semana em que a Agência Europeia do Medicamento (EMA) considerou segura a vacina da Pfizer-BioNTech, para a qual concedeu uma autorização "para uso de emergência", num processo que avançou a uma velocidade inédita.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2020

MÉDICO NIGERIANO É LÍDER DOS ESTUDOS CLÍNICOS DA VACINA DA PFIZER NOS EUA


"Eu amo conduzir estudos clínicos para tratamento ou prevenção de vírus 'teimosos'." Essa frase faz parte da descrição no Twitter do médico e pesquisador Onyema Ogbuagu, um dos líderes dos estudos clínicos da vacina desenvolvida pela Pfizer/BioNTech contra covid-19 nos Estados Unidos. 

O também professor associado da Escola de Medicina da Universidade Yale, uma das instituições mais prestigiadas dos EUA, virou destaque em diversos veículos internacionais. Nas entrevistas, o médico nigeriano conta sobre o desenvolvimento da vacina da Pfizer, já aprovada pelo FDA (Food and Drug Administration), órgão regulador dos Estados Unidos, e também desmistifica diversas fake news que surgiram.

Em novembro, inclusive, Ogbuagu criou uma thread (sequência de tuítes) no Twitter para explicar, ponto a ponto, sobre a tecnologia que a vacina da Pfizer utiliza, conhecida pelo nome mRNA —técnica que não necessita do vírus. "Vamos dissipar alguns rumores, especialmente porque a desinformação sobre covid-19 pode custar vidas. Já basta!".

Quem é Onyema Ogbuagu?

Apesar de estar envolvido em diversos estudos clínicos terapêuticos e preventivos focados na covid-19, o médico nigeriano possui uma ampla experiência na área de outras doenças infeciosas.

Há cinco anos, ele é diretor do programa de ensaios clínicos de HIV, dentro do projeto de assistência à Aids na Universidade Yale. O nigeriano trabalha como investigador principal em vários testes de medicamentos antivirais para o tratamento do HIV. 

Ogbuagu também é professor associado de medicina na área de pesquisa clínica. "Minhas responsabilidades clínicas incluem educar e treinar estudantes de medicina, residentes e bolsistas em doenças infeciosas, em várias funções em ambientes hospitalares e ambulatoriais. Isso tudo por meio de cursos estruturados e outras áreas de ensino", escreveu o médico no seu perfil da universidade.

Foco em programas de treinamento.

O pesquisador também tem forte atuação em programas de treinamento para locais com pouco recurso. Há mais de seis anos, é docente do Programa de Recursos Humanos para Saúde em Ruanda. 

Neste projeto, Ogbuagu realiza mentoria de residentes médicos e professores nos programas que buscam melhoria de qualidade e pesquisa clínica sobre assuntos relacionados a doenças infeciosas —neste caso, HIV/Aids e resistência antimicrobiana. 

O médico também foi diretor de um programa do Banco Mundial focado no treinamento de residentes médicos na Libéria. Ainda como parte do projeto, ele foi responsável por supervisionar a seleção e envio de professores para o país.

"No geral, minha especialização e as experiências coletivas me posicionaram para projetar e executar projetos bem-sucedidos em torno da construção de capacidade em ambientes de poucos recursos", relatou, no site da Yale.

Um homem de prêmios e reconhecimentos.

Desde 2008, o professor já recebeu mais de nove indicações e reconhecimentos pelo seu trabalho. Entre eles, Ogbuagu foi premiado pelo Gerald H. Friedland por pesquisa internacional de destaque, em 2019. No ano seguinte, ele foi indicado ao Prêmio Charles W. Bohmfalk em Ciências Clínicas da Universidade Yale. 

Pela Escola de Medicina Icahn no Mount Sinai, nos EUA, onde fez residência médica, o médico ganhou duas vezes o prêmio anual de residentes em destaque, em 2008 e 2009.

Principais destaques da formação acadêmica de Onyema Ogbuagu:

2003 - MBBCh (bacharel em medicina e em cirurgia) pela Universidade de Calabar, na Nigéria; 

2010 - Residência médica na Escola de Medicina Icahn no Mount Sinai, nos EUA;

2012 - Programa de bolsa da Universidade de Yale, nos EUA; 

2012 - Certificação no The American Board of Internal Medicine (na tradução, seria algo como Conselho Americano de Clínica Médica) em doenças infeciosas.

domingo, 20 de dezembro de 2020

GOVERNANTE BELGA COMETE GAFE E DIVULGA PREÇOS DAS VACINAS PARA A UNIÃO EUROPEIA


A secretária de Estado do Orçamento da Bélgica divulgou esta sexta-feira os diferentes preços das vacinas contra a covid-19 que vão ser adquiridas pela União Europeia. Eva De Bleeker publicou no Twitter uma tabela com todas as informações sobre seis vacinas, para depois a apagar.

A publicação foi apagada de imediato, mas houve quem conseguisse tirar um print scree, tornando os preços públicos.

Segundo o jornal The Guardian, muitas das farmacêuticas envolvidas naquilo que está a ser visto como uma fuga de informação não gostaram da situação. A porta-voz da Pfizer para a região do Benelux (que abrange a Bélgica), Elisabeth Schraepen, afirmou ao diário Le Soir que "estes preços estão cobertos por uma cláusula de confidencialidade no contrato com a Comissão Europeia".

A lista divulgada revela que a vacina desenvolvida em parceria pela AstraZeneca e pela Universidade de Oxford é a mais barata, custando 1.78 euros a dose. A mais cara é a da norte-americana Moderna, com um preço fixado nos 14.70 euros. Esta última informação já era conhecida, mas a revelação de todos os preços pode originar um problema de competitividade no mercado.

Veja a lista e saiba quanto vai pagar a União Europeia por cada dose da vacina:

Vacina

AstraZeneca/Oxford                                              1.78 euros

Johnson & Johnson                                               6.90 euros

Sanofi/GSK                                                          7.56 euros

Pfizer/BioNTech                                                    12 euros

CureVac                                                               10 euros

Moderna                                                               14.70 euros

Para já apenas a vacina da Pfizer, desenvolvida em parceria com a BioNTech, está prevista para aprovação na União Europeia, o que deve acontecer a 21 de dezembro, com a autorização a ser concedida dois dias depois.

Questionada sobre o caso, a porta-voz da Comissão Europeia afirmou que não comentava, apontando a questão da confidencialidade da questão.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2020

VACINA DA PFIZER CAUSA REAÇÃO ALÉRGICA GRAVE EM AGENTE DE SAÚDE NOS EUA


Um agente da área de saúde do Alasca, nos Estados Unidos, teve uma séria reação alérgica após receber a vacina contra a covid-19 da Pfizer na terça-feira (16). O trabalhador foi encaminhado ao hospital e permaneceu lá até, pelo menos, a manhã desta quarta-feira (16).

Segundo o The New York Times, as autoridades do governo dos Estados Unidos estariam correndo atrás de uma compreensão sobre o caso do agente de saúde. O infectado não tinha histórico de alergia a medicamentos e ainda não está claro se ele sofria de outros tipos de alergia.

A reação do agente do Alasca foi considerada muito parecida com reações anafiláticas que dois profissionais de saúde na Grã-Bretanha sofreram após tomarem a vacina Pfizer-BioNTech na semana passada, mas ambos estão bem pois já se recuperaram.

Segundo o The New York Times, representantes da Pfizer não comentaram sobre o caso. Funcionários da Pfizer informaram ainda, na semana passada, que os dois britânicos que tiveram a reação tinham histórico de alergias graves.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2020

"NÃO INTERESSA SERMOS OS PRIMEIROS, INTERESSA-NOS TER VACINAS DE QUALIDADE, SEGURAS E EFETIVAS"


A ministra da Saúde admitiu, esta sexta-feira, que ainda não existem números fechados relativamente à quantidade de doses de vacinas contra a covid-19 que Portugal vai receber, mas lembrou que "não interessa sermos os primeiros"

"Não nos interessa apenas ser os primeiros a ter as vacinas, interessa-nos ter vacinas de qualidade, seguras e efetivas", assegurou Marta Temido, na conferência de imprensa sobre a situação epidemiológica do país. 

 Lembrou que existe um trabalho a ser feito entre o Governo, as empresas que fabricam as vacinas, a Agência Europeia do Medicamento e a Comissão Europeia, mas que, para já, só existem estimativas. 

Marta Temido referiu ainda que o principal desafio desta primeira fase de vacinação, vai ser gerir a escassez de vacinas, "porque sabemos desde há longos meses que, mesmo que tivéssemos uma vacina disponível, ela seria sempre, num primeiro momento, escassa"

Nesse sentido, a população tem que “ser paciente” e sobretudo perceber que há passos que não podem ser subestimados nem desvalorizados, designadamente as reuniões técnicas de Agência Europeia do Medicamento que se vão realizar este mês e em janeiro para garantir que todas as vacinas serão “seguras, eficazes e de qualidade”.

Questionada sobre se já existe uma data específica para se iniciar o processo de vacinação, a governante, na mesma linha de António Costa, apontou para a primeira semana de janeiro.

"Está a ser feita toda uma preparação para que todas as vacinas sejam administradas nesses primeiros dias de janeiro", afirmou. 

Recorde-se que o primeiro-ministro defendeu, esta sexta-feira, que o plano de vacinação contra a covid-19 na União Europeia deve arrancar no mesmo dia para todos os estados-membros, de modo a atingir-se uma imunidade de grupo “à escala da UE”, e considerou 5 de janeiro como um "excelente dia" para se iniciar esse processo

REFORÇO NOS CENTROS DE SAÚDE? 

Os centros de saúde da rede do Serviço Nacional de Saúde vão ser utilizados para a vacinação contra a covid-19. Marta Temido que o Governo e as autoridades de saúde estão a trabalhar nas orientações, mas que existem profissionais "habilitados, preparados e treinados" para este tipo de processos.

Questionada estas estruturas iriam ser reforçadas com recursos humanos, a ministra admitiu um reforço não só de profissionais próprios, mas também de profissionais de outros setores e até voluntários.

"Se tudo correr como planeado e se tudo correr bem, seguir-se-á um momento em que teremos uma muito maior quantidade de doses de vacinas e aí o desafio será o da celeridade da administração e de uma vacinação mais massiva”, declarou.

VOTO ANTECIPADO PARA AS ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS DE 2021

A ministra da Saúde disse que ainda não está delineada de que forma é que as pessoas que estiverem em confinamento obrigatório em janeiro, poderão votar antecipadamente para as eleições presidenciais, agendadas para dia 24 desse mês. 

Ainda assim, assegurou que essa situação tem sido debatida num grupo de trabalho, no sentido de garantir as pessoas possam exercer o direito ao voto.

Portugal contabilizou esta sexta-feira 95 mortes por covid-19, o que representa um novo máximo, e ainda 5.080 novos casos de infeção.

A taxa de incidência situa-se nos 529,3 novos casos por 100 mil habitantes nos últimos 14 dias, o que, segundo a ministra da Saúde, continua a ser preocupante embora próximo de valores mais controláveis.

Destacou uma especial preocupação com alguns concelhos do país, nomeadamente na área da Administração Regional de Saúde do Norte que tem uma taxa de incidência de 802 novos casos por 100 mil habitantes nos últimos 14 dias.

A ministra fez ainda referência ao Risco Efetivo de Transmissão (RT) verificado atualmente em Portugal revelando que se situa em 0,97, ligeiramente abaixo do 1, mas que considera ser necessário descer ainda mais e manter de uma forma sustentada.

domingo, 29 de novembro de 2020

EMPRESAS PODEM NEGAR TRABALHO A QUEM NÃO SE QUISER VACINAR


A presidente do Comité Económico e Social Europeu (CESE), Christa Schweng, admitiu, numa entrevista, a possibilidade de uma empresa se negar a contratar um trabalhador que se recuse a ser vacinado contra a covid-19.

“Como empresário, posso decidir com quem assino um contrato”, afirmou Christa Schweng em entrevista à agência de notícias espanhola Efe.

No entanto, para a presidente da CESE, órgão consultivo da União Europeia que emite orientações às instituições comunitárias em representações de empresários, trabalhadores e organizações da sociedade civil, a vacina não deverá ser obrigatória.

“O trabalhador pode decidir se quer trabalhar ou não e no caso em que lhe seja exigida a vacina para poder assinar um contrato, ainda que se teria de ver se um empresário quer apenas pessoas vacinadas na sua empresa. Não sei o que farão”, ressalvou.

Relativamente à vacinação, Christa Schweng defendeu que os primeiros a serem vacinados deverão ser os profissionais de saúde, uma vez que estes estão em contacto próximo com os doentes e com a população de risco.

A presidente da CESE sublinhou também a importância do acordo estabelecido entre a Comissão Europeia e as farmacêuticas para garantir vacinas para toda a Europa.

Até ao momento, a União Europeia assinou acordos com a Pfizer e BioNTech, AstraZeneca, Sanofi-GSK e Johnson & Johnson, e concluiu negociações com a CureVac e Moderna.

Christa Schweng estimou que todas as vacinas poderão receber a aprovação da Agência Europeia do Medicamento até ao final do ano.

A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 1.444.426 mortos resultantes de mais de 61,5 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

quarta-feira, 14 de outubro de 2020

SE NÃO QUER, NÃO DESENCORAJE. FACEBOOK VAI PROIBIR ESSAS PUBLICAÇÕES

 


Rede social destaca a "importância de medidas preventivas na saúde" numa altura em que o mundo enfrenta uma pandemia.

O Facebook anunciou esta terça-feira que vai proibir publicações que desencorajem os utilizadores a serem vacinados, destacando a "importância de medidas preventivas na saúde" numa altura em que o mundo enfrenta a pandemia de covid-19. 

"Mesmo que especialistas em saúde pública considerem que não teremos vacinas aprovadas e amplamente disponíveis contra a covid-19 tão cedo, há coisas que as pessoas podem fazer para se manterem, como a toma da vacina contra a gripe sazonal", destacou, em comunicado, a empresa norte-americana.

A rede social já tinha banido informações falsas identificadas por instituições de saúde como a Organização Mundial da Saúde (OMS) ou os Centros de Prevenção e Controle de Doenças (CDC) dos Estados Unidos.

O Facebook irá continuar a permitir, no entanto, publicações que sejam contra ou a favor de regulamentos governamentais sobre vacinas.

E anunciou ainda que vai lançar nos Estados Unidos uma campanha de informação sobre a vacina contra a gripe sazonal, para ajudar os utilizadores a vacinarem-se.

As vacinas contra a covid-19 são consideradas um elemento-chave para acabar com a pandemia e vários laboratórios estão atualmente a conduzir ensaios clínicos.

Os Estados Unidos já pré-encomendaram milhões de doses à Pfizer e Moderna, mas também às empresas AstraZeneca, Johnson & Johnson, Novavax e Sanofi, de forma a garantir entregas rápidas da empresa que 'vencer a corrida' à vacina.

As redes sociais são regularmente acusadas de permitir o desenvolvimento de movimentos antivacinas.

domingo, 27 de setembro de 2020

500 MIL TUBARÕES PODEM SER MORTOS PARA SER FEITA A VACINA DA COVID-19

 


500 mil tubarões poderão ser mortos para o fabrico de vacinas contra a Covid-19. De acordo com a Sky News, os tubarões produzem um óleo no fígado, conhecido como esqualeno, que está a ser utilizado no desenvolvimento de muitas das vacinas que estão a ser criadas para combater o coronavírus

esqualeno já é uma substância a que a medicina e a estética recorre há algum tempo, sendo que no caso de uma vacina contra vírus, este ingrediente é especialmente utilizado pois aumenta a eficácia do tratamento.

Por exemplo, detalha o órgão de comunicação britânico, a farmacêutica inglesa GlaxoSmithKline usa atualmente este óleo nas suas vacinas contra a gripe.

Segundo a associação norte-americana Shark Allies, para se obter uma tonelada de esqualeno são necessários três mil tubarões e para toda a população mundial receber uma dose da vacina contra a Covid-19 será necessário matar cerca de 250 mil destes animais marinhos. Para duas doses, serão necessários meio milhão de tubarões e assim consequentemente.

Para garantir que os tubarões não se tornam numa espécie em vias de extinção devido a esta vacina, cientistas estão a testar uma alternativa ao esqualeno, uma versão sintética feita através de uma fermentação da cana de açúcar. Contudo, ainda não há uma solução. 

"Há tantas dúvidas sobre a dimensão e quanto tempo demorará esta pandemia, que se continuarmos a usar tubarões, o número de tubarões que usaremos para combater este vírus poderá ser muito alto, ano após ano", alertou Stefanie Brendl, fundador e diretor executivo da Shark Allies, recordando que, atualmente, estima-se que três milhões de tubarões sejam mortos todos os anos devido ao esqualeno.

Posto isto, peritos mostram-se preocupados com o aumento da procura do óleo do fígado dos tubarões e teme que a necessidade de esqualeno leve à extinção de algumas espécies destes animais marinhos, cujo algumas já estão em risco de desaparecer.

PILOTO ESPANHOL DE 14 ANOS MORRE APÓS SER ATROPELADO EM CORRIDA

Hugo Millán, de 14 anos, morreu este domingo após ter sido atropelado por um adversário na sequência de uma queda sofrida durante uma corrid...