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quinta-feira, 29 de outubro de 2020

MADURO ACUSA EUA E EUROPA DE ATACAR A PRINCIPAL REFINARIA VENEZUELANA

 


O Presidente da Venezuela diz que hĂĄ gasolina para 20 dias.

O Presidente NicolĂĄs Maduro acusou esta quarta-feira os EUA e a Europa de terem atacado "com uma arma poderosa" a refinaria venezuelana de Amuay e anunciou que a Venezuela conta apenas com reservas de gasolina para 20 dias.

"Amuay foi atacada com uma arma longa e poderosa e estamos investigando. [Amuay Ă©] uma das mais importantes refinarias da Venezuela. Queriam causar uma explosĂŁo e derrubaram uma torre com um nĂ­vel mais espesso do que um tanque de guerra", disse.

NÃO PRECISOU O TIPO DE ARMAMENTO

O Presidente NicolĂĄs Maduro falava no palĂĄcio presidencial de Miraflores, em Caracas, durante uma conferĂȘncia com jornalistas internacionais em que nĂŁo precisou o tipo de armamento que foi usado e remeteu mais pormenores para o procurador-geral designado pela Assembleia Constituinte (composta unicamente por simpatizantes do regime), Tarek William Saab.

"Queriam provocar um incĂȘndio na refinaria, derrubaram uma torre. A Venezuela enfrenta situaçÔes de conspiraçÔes permanentes. NĂŁo temos uma oposição, temos uma conspiração permanente avalada, financiada, promovida pelo Governo dos Estados Unidos com a cumplicidade de vĂĄrios governos da Europa", disse.

GOLPE DURO DEIXOU RESERVA PARA 20 DIAS, DIZ MADURO

Por outro lado, explicou que a Venezuela aumentou 30% de produção local de gasolina, mas que o Governo venezuelano "estĂĄ regulando" o consumo, porque sofreu "um golpe muito duro".

"A Venezuela tem reservas de gasolina para vinte dias. Trabalhamos para estendĂȘ-las a trinta dias. Estamos voltando a produzir novamente e uma outra percentagem tem chegado de diferentes partes do mundo", disse.

Segundo NicolĂĄs Maduro "os EUA se empenharam durante um ano em perseguir a gasolina que estĂĄvamos importando e em agosto roubaram-nos trĂȘs milhĂ”es de barris", frisou, acusando o lĂ­der opositor Juan GuaidĂł de ter promovido esse roubo.

Por outro lado, voltou a acusar o seu homĂłlogo colombiano, IvĂĄn Duque, de estar a treinar mercenĂĄrios para invadir a Venezuela.

"Temos apresentado provas de como em [ColĂŽmbia] Norte de Santander, Antioquia, La Guajira e em Cali existem quatro acampamentos com uns mil mercenĂĄrios, entre paramilitares colombianos, mercenĂĄrios desertores de origem venezuelana e outros criminosos capturados", disse.

MADURO TEM VONTADE DE DIALOGAR COM O PRÓXIMO PRESIDENTE DOS EUA

Nicolås Maduro negou afirmaçÔes de políticos norte-americanos de que a Venezuela teria comprado armamento ao Irão, admitindo, no entanto, que seria uma "boa ideia".

"Parece-me muito boa ideia. O Irão pode vender e nós podemos comprar. Em seu momento veremos a oferta iraniana, tomarei a decisão e virå essa equipa militar reforçar a capacidade de defesa da Venezuela", disse.

Durante a conferĂȘncia de imprensa NicolĂĄs Maduro reiterou a sua vontade de dialogar com o prĂłximo presidente dos EUA.

"Ganhe Trump ou Biden, os latino-americanos teremos que lutar com o nosso próprio esforço para avançar", frisou.

Esta quarta-feira, antes da conferĂȘncia de imprensa, o deputado opositor LuĂ­s Stefanelli denunciou que na tarde de terça-feira ocorreu uma fuga na refinaria de Amuay, precisando que os trabalhadores estĂŁo "em alerta mĂĄximo".

Na Venezuela são frequentes as queixas da população sobre dificuldades para conseguir combustível, uma situação que o Governo venezuelano atribui a sabotagem e a oposição diz ser o resultado de políticas incorretas, de falta de investimento e manutenção.


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