Translate

Mostrar mensagens com a etiqueta DEFESA. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta DEFESA. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 7 de junho de 2022

FORÇA AÉREA DA COREIA DO SUL E DOS EUA REALIZAM EXERCÍCIOS NO MAR DO JAPÃO


A Coreia do Sul e os Estados Unidos realizaram manobras conjuntas no Mar do Japão que envolveram aviões de combate, respondendo assim aos lançamentos de mísseis da Coreia do Norte no passado domingo.

As manobras incluíram o uso de caças F-35 da Força Aérea da Coreia do Sul, um tipo de aparelho militar que tem suscitado protestos por parte do regime de Pyongyang.

A Força Aérea de Seul também mobilizou caças F-15 e F-16 tendo os Estados Unidos participado com F-16 próprios, disse um porta-voz do Ministério da Defesa de Seul.

A mesma fonte disse à agência espanhola Efe que os exercícios foram levados a cabo "em resposta às provocações da Coreia do Norte, no passado fim de semana".

Num total, 20 aparelhos participaram nos exercícios aéreos que decorreram um dia depois de os aliados (Estados Unidos e Coreia do Sul) terem efetuado oito ensaios com mísseis balísticos de curto alcance (SRBM) do sistema ATACMS.

O ensaio de segunda-feira foi igualmente "uma resposta" ao lançamento, no domingo, de oito mísseis de curto alcance de Pyongyang e que constituiu a maior sequência de disparos num só ensaio por parte da Coreia do Norte, desde o princípio do ano.

Os testes norte-coreanos decorreram poucos dias depois das manobras navais entre forças de Seul e de Washington junto ao arquipélago japonês de Okinawa e que incluíram a participação do porta-aviões de propulsão nuclear USS Ronald Reagan.

Os norte-americanos e os sul coreanos começaram a envolver mais forças militares nas respostas aos ensaios bélicos da Coreia do Norte, sobre desde a tomada de posse do conservador Yoon Suk-yeol como chefe de Estado da Coreia do Sul, no passado dia 10 de maio.

Yoon Suk-yeol prometeu endurecer a postura de Seul em relação a Pyongyang.

O chefe de Estado norte-americano que visitou Seul no mês passado prometeu ajudar a Coreia do Sul a fortalecer a postura "dissuasora" dos dois exércitos na península com o envio de "ativos estratégicos" de que o Pentágono dispõe na região do Indo-Pacífico.

A Coreia do Norte que mantém as restrições contra a pandemia de covid-19 desde 2020 tem ignorado os apelos para retomar o diálogo sobre desarmamento.

No ano passado, Pyongyang aprovou um plano de modernização de armamento e efetuou um número sem precedentes de lançamentos de mísseis.

De acordo com os serviços de informações de Seul, a Coreia do Norte prepara "para breve" um novo teste nuclear.

terça-feira, 28 de dezembro de 2021

RÚSSIA ADVERTE DE QUE "PROVOCAÇÕES" DA NATO PODEM LEVAR A CONFLITO


A Rússia advertiu, esta segunda-feira, de que as "provocações" da NATO, que acusou de aumentar consideravelmente a sua presença junto às fronteiras russas em 2021, podem desembocar num conflito militar.

"Recentemente, a Aliança Atlântica passou à prática das provocações diretas, o que envolve um elevado risco de escalada num conflito militar", declarou Alexandr Fomin, vice-ministro da Defesa russo, durante uma reunião com adidos militares e representantes de embaixadas estrangeiras.

Deu como exemplo que o contratorpedeiro britânico Defender estava a ser escoltado por um avião de reconhecimento norte-americano RC-135 quando entrou em águas territoriais russas em junho passado, ao largo da Crimeia. Fomin denunciou que os voos dos serviços secretos aliados aumentaram este ano cerca de 60%, de 436 para 710, enquanto as aparições de aviões estratégicos dos EUA no mar Negro também aumentaram de 78 para 92.

"A distância mínima da fronteira russa no flanco ocidental da Crimeia foi de 15 quilómetros", precisou.

No total, segundo o vice-ministro, a NATO realizou 15 dias de manobras no mar Negro, mais sete que em 2020, e ocorreram 30 incursões de navios aliados, contra as 23 do ano passado.

O porta-voz da Defesa russa denunciou também que o bloco euro-atlântico organizou 30 manobras com a Rússia como inimigo e que na Europa de Leste se encontram destacados quase 13 mil militares de países exteriores à região, que dispõem de cerca de 200 tanques e 400 blindados, além de aviões e helicópteros.

"O desenvolvimento militar do bloco foi totalmente redirecionado para a preparação de um conflito armado em grande escala e de alta intensidade com a Rússia", lamentou.

Acusou a NATO de optar por métodos híbridos para a "contenção militar" da Rússia e considerou que a expansão aliada para leste em 1999 e 2004 danificou a arquitetura da segurança europeia.

Considerou igualmente que um dos motivos do "fiasco" da NATO no Afeganistão foi precisamente a recusa em coordenar as suas ações com a Rússia em matéria de luta antiterrorista.

Tudo isto, segundo Fomin, obriga a Rússia a defender firmemente perante os aliados a necessidade de garantias de segurança vinculativas que impeçam o alargamento do bloco para leste e o destacamento de armamento ofensivo perto da fronteira russa.

Na semana passada, na sua conferência de imprensa anual, o Presidente russo, Vladimir Putin, exigiu que a NATO dê "imediatamente" garantias a Moscovo nas negociações que deverão começar depois dos festejos de Ano Novo na Rússia, a 10 de janeiro.

"Acaso pusemos mísseis perto da fronteira dos Estados Unidos? Não! Foram os Estados Unidos que vieram a nossa casa com os seus mísseis e já estão na soleira da porta. Como reagiriam os norte-americanos se, de repente, posicionássemos os nossos mísseis na fronteira entre o Canadá e os Estados Unidos ou na fronteira entre o México e os EUA?", sustentou.

No domingo, em declarações à televisão pública russa, Putin assegurou que, caso a NATO não dê ouvidos à razão, se reunirá com os especialistas militares para os consultar sobre as medidas a tomar, embora insistindo que o Kremlin procura uma "solução diplomática e negociada".

Na semana passada, a Rússia propôs à NATO a assinatura de um acordo de garantias de segurança que impedisse a entrada no bloco aliado de países pertencentes à antiga União Soviética e instou também os aliados a desistir de toda a atividade nas imediações russas, da Europa de leste até ao Cáucaso e à Ásia central.

domingo, 10 de outubro de 2021

SUBMARINO DOS EUA COLIDIU COM ALGO DESCONHECIDO NO MAR DO SUL DA CHINA


Um submarino nuclear norte-americano embateu contra "um objeto desconhecido" quando navegava no Mar do Sul do China. Vários tripulantes ficaram feridos.

Ainda não é claro o que causou o incidente, que aconteceu no sábado passado, em águas internacionais no Mar do Sul da China, mas o submarino USS Connecticut continuou "totalmente operacional", segundo oficiais norte-americanos, citados na imprensa, sob anonimato.

A Marinha dos Estados Unidos indicou em comunicado que a extensão dos danos ainda está a ser avaliada e que a zona de propulsão nuclear não foi afetada. Não foram dados mais detalhes sobre o local onde ocorreu o incidente ou o número de pessoas feridas, referindo apenas que as lesões não causaram "perigo de vida".

Dois oficiais citados pela agência de notícias AP disseram que dois dos onze feridos sofreram ferimentos "moderados" e todos receberam assistência a bordo do submarino.

Acrescentaram ainda que o incidente ocorreu durante operações de rotina e que a Marinha não divulgou o sucedido antes de quinta-feira para manter a segurança operacional.

Os dois oficiais que falaram com a AP consideram que o objeto com o qual o USS Connecticut colidiu não é outro submarino. Um dos oficiais admitiu que possa ser um navio naufragado ou um contentor.

Alexander Neill, especialista em defesa e segurança a residir em Singapura, disse à BBC que o número de feridos causados pela colisão sugere que o submarino provavelmente "atingiu algo grande" e estava "a navegar muito rápido".

O incidente, acrescenta, é "incomum, mas não inédito" e expôs o quão ocupada aquela zona está com atividades militares. "O Mar do Sul da China está cada vez mais saturado com navios de guerra de vários países. Embora haja demonstração de força com muitos navios à superfície, não se vê o nível de atividade sob a superfície", explicou Alexander Neill.

Citado na imprensa chinesa, o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da China manifestou-se "seriamente preocupado" com o incidente e solicitou aos Estados Unidos mais informações, nomeadamente, qual o objetivo da missão do USS Connecticut na região.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2021

MARINHA FRANCESA DESAFIA PEQUIM COM PATRULHA NO MAR DO SUL DA CHINA


A operação foi realizada pelo submarino de ataque nuclear "Emeraude" e o edifício de apoio "Seine".

Um submarino nuclear e um navio de apoio da marinha francesa cruzaram esta terça-feira o mar do Sul da China, anunciou a ministra da Defesa de França, Florence Parly, desafiando as reivindicações territoriais de Pequim.

"Esta patrulha extraordinária acaba de completar uma travessia pelo mar do Sul da China", anunciou Parly, através da rede social Twitter.

"Trata-se de uma prova notável da capacidade da nossa marinha de se deslocar para longe e por muito tempo, em colaboração com os nossos parceiros estratégicos australianos, americanos ou japoneses", apontou.

Navios de guerra norte-americanos e chineses estão constantemente a disputar posições no Mar do Sul da China, uma faixa de navegação vital na região Ásia Pacífico.

A China, cujo poder militar marítimo está em expansão, alega que grande parte do mar é seu e construiu várias ilhas artificiais equipadas com pistas, estações de radar e mísseis para reforçar a sua reivindicação, acusando os EUA, que regularmente patrulham as águas com meios aéreos, porta-aviões e outros navios de guerra, de se intrometerem numa disputa que é puramente asiática.

Vietname, Filipinas, Taiwan, Malásia ou Brunei são outros dos países que disputam a jurisdição sobre ilhas e recife naquele território marítimo.

Os Estados Unidos têm defendido a "liberdade de navegação", tornando esta área uma fonte potencial de conflito entre as duas grandes potências mundiais.

A França, aliada dos Estados Unidos, através da Organização Tratado Atlântico Norte, e que possui importantes zonas económicas exclusivas no Pacífico, há vários anos considera que a zona Indo-Pacífico e a defesa da liberdade de navegação são também prioridades suas.

"O porquê desta missão? Enriquecer o nosso conhecimento nesta área e afirmar que o Direito internacional é a única regra válida, seja qual for o mar por onde navegamos", enfatizou a ministra.

Essa patrulha também ocorre após a entrada em funções do novo presidente dos EUA, Joe Biden, que deve consolidar ou reafirmar certas alianças, abaladas nos últimos quatro anos pela presidência de Donald Trump.

Em abril de 2019, ocorreu um incidente naval entre navios chineses e a fragata francesa Vendemiaire, que navegava no estreito de Taiwan, outra área sensível para Pequim.

"REI DOS CATALISADORES" VOLTA A SER LIBERTADO

O Rei dos catalisadores, que protagonizou duas fugas as autoridades e é suspeito de mais de 70 furtos em veículos desde o início do ano, vol...