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domingo, 10 de outubro de 2021

SUBMARINO DOS EUA COLIDIU COM ALGO DESCONHECIDO NO MAR DO SUL DA CHINA


Um submarino nuclear norte-americano embateu contra "um objeto desconhecido" quando navegava no Mar do Sul do China. Vários tripulantes ficaram feridos.

Ainda não é claro o que causou o incidente, que aconteceu no sábado passado, em águas internacionais no Mar do Sul da China, mas o submarino USS Connecticut continuou "totalmente operacional", segundo oficiais norte-americanos, citados na imprensa, sob anonimato.

A Marinha dos Estados Unidos indicou em comunicado que a extensão dos danos ainda está a ser avaliada e que a zona de propulsão nuclear não foi afetada. Não foram dados mais detalhes sobre o local onde ocorreu o incidente ou o número de pessoas feridas, referindo apenas que as lesões não causaram "perigo de vida".

Dois oficiais citados pela agência de notícias AP disseram que dois dos onze feridos sofreram ferimentos "moderados" e todos receberam assistência a bordo do submarino.

Acrescentaram ainda que o incidente ocorreu durante operações de rotina e que a Marinha não divulgou o sucedido antes de quinta-feira para manter a segurança operacional.

Os dois oficiais que falaram com a AP consideram que o objeto com o qual o USS Connecticut colidiu não é outro submarino. Um dos oficiais admitiu que possa ser um navio naufragado ou um contentor.

Alexander Neill, especialista em defesa e segurança a residir em Singapura, disse à BBC que o número de feridos causados pela colisão sugere que o submarino provavelmente "atingiu algo grande" e estava "a navegar muito rápido".

O incidente, acrescenta, é "incomum, mas não inédito" e expôs o quão ocupada aquela zona está com atividades militares. "O Mar do Sul da China está cada vez mais saturado com navios de guerra de vários países. Embora haja demonstração de força com muitos navios à superfície, não se vê o nível de atividade sob a superfície", explicou Alexander Neill.

Citado na imprensa chinesa, o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da China manifestou-se "seriamente preocupado" com o incidente e solicitou aos Estados Unidos mais informações, nomeadamente, qual o objetivo da missão do USS Connecticut na região.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2021

MARINHA FRANCESA DESAFIA PEQUIM COM PATRULHA NO MAR DO SUL DA CHINA


A operação foi realizada pelo submarino de ataque nuclear "Emeraude" e o edifício de apoio "Seine".

Um submarino nuclear e um navio de apoio da marinha francesa cruzaram esta terça-feira o mar do Sul da China, anunciou a ministra da Defesa de França, Florence Parly, desafiando as reivindicações territoriais de Pequim.

"Esta patrulha extraordinária acaba de completar uma travessia pelo mar do Sul da China", anunciou Parly, através da rede social Twitter.

"Trata-se de uma prova notável da capacidade da nossa marinha de se deslocar para longe e por muito tempo, em colaboração com os nossos parceiros estratégicos australianos, americanos ou japoneses", apontou.

Navios de guerra norte-americanos e chineses estão constantemente a disputar posições no Mar do Sul da China, uma faixa de navegação vital na região Ásia Pacífico.

A China, cujo poder militar marítimo está em expansão, alega que grande parte do mar é seu e construiu várias ilhas artificiais equipadas com pistas, estações de radar e mísseis para reforçar a sua reivindicação, acusando os EUA, que regularmente patrulham as águas com meios aéreos, porta-aviões e outros navios de guerra, de se intrometerem numa disputa que é puramente asiática.

Vietname, Filipinas, Taiwan, Malásia ou Brunei são outros dos países que disputam a jurisdição sobre ilhas e recife naquele território marítimo.

Os Estados Unidos têm defendido a "liberdade de navegação", tornando esta área uma fonte potencial de conflito entre as duas grandes potências mundiais.

A França, aliada dos Estados Unidos, através da Organização Tratado Atlântico Norte, e que possui importantes zonas económicas exclusivas no Pacífico, há vários anos considera que a zona Indo-Pacífico e a defesa da liberdade de navegação são também prioridades suas.

"O porquê desta missão? Enriquecer o nosso conhecimento nesta área e afirmar que o Direito internacional é a única regra válida, seja qual for o mar por onde navegamos", enfatizou a ministra.

Essa patrulha também ocorre após a entrada em funções do novo presidente dos EUA, Joe Biden, que deve consolidar ou reafirmar certas alianças, abaladas nos últimos quatro anos pela presidência de Donald Trump.

Em abril de 2019, ocorreu um incidente naval entre navios chineses e a fragata francesa Vendemiaire, que navegava no estreito de Taiwan, outra área sensível para Pequim.

PARLAMENTO CHUMBA ORÇAMENTO DO ESTADO

Cabe agora a Marcelo Rebelo de Sousa decidir sobre a dissolução do Parlamento e a marcação de eleições. A Assembleia da República chumbou es...