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terça-feira, 20 de abril de 2021

NAVIO QUE BLOQUEOU CANAL DE SUEZ ARRESTADO PELO EGITO. PERSPETIVA-SE PERDA AVULTADA NO RESSEGURO


O navio porta-contentores que, em março, bloqueou o Canal do Suez durante quase uma semana foi apreendido pelas autoridades do Egito, um arresto que se supõe ter sido decretado para funcionar como garantia pela compensação superior a 900 milhões de dólares (mais de 750 milhões de euros) que a autoridade do Canal reclama aos proprietários do barco.


O arresto do Ever Given foi decretado por um tribunal egípcio e durará enquanto decorrerem as discussões entre a entidade que opera o Canal (SCA- Suez Canal Authority), de um lado, e as seguradoras do proprietário do porta-contentores, do outro, para se saber quem deve pagar as perdas originadas pelo bloqueio do tráfego marítimo durante o tempo em que o navio esteve encalhado no Canal, noticiou a edição impressa do Financial Times (FT).

A ordem de arresto foi dada enquanto o navio se mantinha fundeado na zona do Great Bitter Lake, uma secção da Canal onde não afeta o trânsito de outras embarcações, onde era suposto concluir inspeção antes de seguir viagem. Segundo o UK P&I Club, que cobre a Shoei Kisen Kaisha empresa proprietária do navio nas responsabilidades contra terceiros, a SCA apresentou, a 7 de abril, uma reclamação de 916 milhões de dólares por prejuízos originados pelo bloqueio.

De acordo o jornal, o UK P&I, entidade que integra um grupo internacional composto por 13 P&I Clubs (cooperativas ou mútuas de seguro marítimo) que respondem pelos primeiros 100 milhões de dólares de grandes reclamações, fez uma “contraproposta cuidadosamente ponderada e generosa”, à qual autoridade egípcia respondeu com a ordem de arresto do navio. A prioridade do clube de seguro marítimo era “a resolução justa e rápida da reclamação” por forma a libertar o barco e a carga e, mais importante, a tripulação de 25 pessoas que permanecem a bordo, disse fonte da entidade britânica.

A indemnização pedida pela Autoridade do Canal engloba os custos da operação de desencalhe, o atraso no tráfego marítimo, mais os danos causados em equipamentos e no próprio canal, explicou Osama Rabie. O canal sofreu “danos enormes e nós não cometemos qualquer falta”, afirmou o responsável da SCA, referindo ainda que as negociações sobre a compensação estavam a decorrer, mas após acrescentar que o proprietário do navio estava a tentar reduzir o montante reclamado em 90%, Rabie desferiu: “Eles não querem pagar nada.”

Normalmente, a SCA coloca dois pilotos de barra a bordo das embarcações que navegam o canal para as auxiliar na travessia, afirma a publicação financeira citando analistas do shipping. Ainda, segundo nota o FTa agência Fitch prevê que as consequências do bloqueio do Canal resultarão num “evento de perdas avultadas” para a indústria de resseguro.

Enquanto a companhia nipónica proprietária do Ever Given confirma que o barco se encontra apreendido, a Evergreen Marine, empresa de Taiwan que é a operadora do porta-contentores de 200 mil toneladas, já disse que a reclamação da SCA evidencia enorme falta de suporte, e não apresenta qualquer justificação detalhada.

Portanto, a Evergreen apelou às partes envolvidas para chegarem a um entendimento, acrescentando também que está a averiguar os fundamentos e o âmbito do arresto judicial.

segunda-feira, 29 de março de 2021

VIDEO: PORTA-CONTENTORES "EVER GIVEN" VOLTOU A NAVEGAR NO CANAL DE SUEZ


O navio "Ever Given", que estava encalhado no Canal de Suez há quase uma semana, já está a navegar. Segundo a Autoridade responsável pelo canal, a passagem de navios será reestabelecida.

"O Almirante Osama Rabie, presidente da Autoridade do Canal de Suez, anunciou a reabertura do tráfego marítimo no Canal de Suez", escreveu num comunicado o organismo responsável pelo canal. O porta-contentores de 400 metros estava encalhado desde terça-feira.

A autoridade já tinha anunciado ao início da manhã desta segunda-feira que o "Ever Given" tinha começado a flutuar.

O Canal de Suez, no Egito, é uma das rotas mais importantes para o comércio marítimo e a circulação na travessia vai ser reestabelecida. Pelo menos 400 navios continuam a aguardar a passagem na via que liga o mar Mediterrâneo e o mar Vermelho.

terça-feira, 12 de janeiro de 2021

VIDEO: TELEMÓVEIS PROIBIDOS APÓS VÍDEO MOSTRAR TODA A UCI A MORRER POR FALTA DE OXIGÉNIO

 



A ministra da Saúde egípcia proibiu o uso de telemóveis dentro do hospital, após a divulgação de um vídeo que mostra todos os doentes infetados pelo novo coronavírus na unidade de cuidados intensivos a morrerem por falta de oxigénio, no hospital El Husseineya, no Egito.

O vídeo mostra os pacientes da unidade de cuidados intensivos da ala covid-19 mortos devido uma falha no sistema de oxigénio. Hala Zayed, ministra da saúde, baniu o uso de telemóveis no hospital a partir do momento em que os pacientes são admitidos.

"Eu sei que isto é difícil de observar. É o que acontece quando os hospitais não têm material médico", reagiu Abraar Karan, médico americano, que partilhou as imagens

Apenas estão proibidos os smartphones, sendo permitido o uso de telemóveis sem câmara. As famílias dos infetados temem pelo facto de não conseguirem entrar em contacto com os seus familiares. Apenas foram informados da decisão de Zayed quando contactaram o hospital.

A ministra da Saúde pretendia encobrir o que tinha acontecido, ao associar as mortes a complicações relativas à covid-19, segundo revela a imprensa internacional. Muhammad Sami Al-Najjar, diretor do hospital, alinhou com versão oficial e negou a falta de oxigénio no centro hospitalar, assegurando que os pacientes morreram de causas naturais ou de doenças crónicas. Porém, o vídeo divulgado nas redes sociais por um dos familiares dos pacientes gerou um escândalo e veio demonstrar o que realmente aconteceu.

Ahmed Mamdouh, que tinha uma tia naquela unidade, está a ser investigado pela publicação do vídeo, bem como a empresa de segurança do hospital por permitir a filmagem, que causou "o pânico entre os cidadãos". No vídeo também se vê uma enfermeira sentada no chão, em choque com o que estava a acontecer, mas acabou por ser multada por "não estar a trabalhar durante tempos difíceis", avança o "Middle East Monitor".

O sistema de saúde do Egito está à beira da rutura, com a falta de medicamentos e de oxigénio. Mais tarde, Hala Zayed admitiu os hospitais estão em crise e com a falta de oxigénio. Garantiu ainda que será instalado um sistema digital que permita a monitorização dos níveis de oxigenação 24 horas por dia.

                                     

PILOTO ESPANHOL DE 14 ANOS MORRE APÓS SER ATROPELADO EM CORRIDA

Hugo Millán, de 14 anos, morreu este domingo após ter sido atropelado por um adversário na sequência de uma queda sofrida durante uma corrid...