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terça-feira, 22 de junho de 2021

ALTICE PORTUGAL AVANÇA "NAS PRÓXIMAS SEMANAS" COM DESPEDIMENTO COLETIVO


A Altice Portugal confirmou esta terça-feira que vai dar início, "nas próximas semanas", a um processo de rescisões de contratos de trabalho através de despedimento coletivo, no âmbito do Plano Integrado de Reorganização, abrangendo menos de 300 pessoas.

Contactada pela Lusa, fonte oficial da dona da Meo explicou que, "decorrente da circunstância de, apesar do balanço positivo do Programa Pessoa, o Plano Integrado de Reorganização da Altice Portugal estar ainda aquém do efeito pretendido, é agora o momento" de se iniciar "uma nova etapa no âmbito da transformação da empresa, "com vista à reorganização, reestruturação e racionalização de algumas das áreas da Altice".

A Altice Portugal sublinha tratar-se de "uma decisão difícil, mas que se afigura como indispensável, essencialmente devido ao contexto muito adverso que se vive no setor das comunicações eletrónicas".

A empresa liderada por Alexandre Fonseca elenca "o ambiente regulatório hostil, a falta de visão estratégica do país, o contínuo, lamentável e profundo atraso do 5G, bem como a má gestão deste dossiê, e ainda as múltiplas decisões unilaterais graves da Anacom (Autoridade Nacional de Comunicações) e de outras autoridades, sempre com a cobertura da tutela, e que ao longo dos últimos quatro anos destruíram significativamente valor".

Este contexto, salientou a Altice Portugal, "reforça e precipita a necessidade de se tomar decisões sempre difíceis, mas que se impõem num mercado desde logo exigente, mas cujo futuro é, no atual momento, cada vez mais incerto".

A escolha do mecanismo de despedimento coletivo "é realizada tendo presente que é o único meio que pode garantir aos trabalhadores o acesso a medidas de proteção social, nomeadamente ao subsídio de desemprego", acrescentou a mesma fonte.

O processo "abrange menos de três centenas de trabalhadores, a quem será dada a possibilidade de aceitarem condições de saída muito vantajosas quando comparadas às previstas na lei", explicou fonte oficial.

"Acreditamos que esta medida contribui fortemente para reforçar a eficiência e sustentabilidade" da Altice Portugal, "proteger o futuro dos postos de trabalho e assegurar o futuro da empresa, que lidera um setor responsável por mais de 2% do PIB (Produto Interno Bruto) do país".

Adicionalmente, "o presidente executivo da Altice Portugal anunciou internamente que está a ser considerado um aumento salarial na empresa, de forma transversal, a incluir na revisão do Acordo Coletivo de Trabalho".

Além disso, "atendendo ao facto da responsabilidade social interna sempre ter sido um dos focos desta administração, foi hoje anunciado um Programa de Apoio, através da atribuição de bolsas a filhos de colaboradores que ingressem no ensino superior no ano letivo 21/22, desde que cumpram um conjunto de requisitos, nomeadamente a excelência na qualificação na média com que se candidatam", refere.

Nos últimos dois anos, a Altice Portugal "fez crescer o número de colaboradores diretos" em 5.500, totalizando hoje 12.500, "sendo que nos quatro últimos anos integrou perto de três centenas de jovens com licenciatura e mestrado integrado de universidades portuguesas nos seus quadros".

Atualmente, de forma direta e indireta, a dona da Meo conta com 17 mil colaboradores.

Esta é a primeira vez que a Altice Portugal avança para um despedimento coletivo.

As saídas voluntárias no âmbito do Programa Pessoa totalizaram as 1100 este ano.

"A estratégia adotada e a gestão implementada nos últimos anos, no que respeita aos recursos humanos, controlo de custos e presença no mercado, permitiu-nos reduzir significativamente a necessidade de executar uma reorganização de maior dimensão e profundidade", afirma o presidente executivo da Altice Portugal, Alexandre Fonseca, numa mensagem enviada aos trabalhadores, a que a Lusa teve acesso.

"É por estes motivos que a decisão tem um alcance muito menor do que as estimativas iniciais apontavam, quando o Plano Integrado de Reorganização foi desenhado e anunciado publicamente", salienta o gestor, que refere que o despedimento coletivo "é uma decisão difícil, mas que se afigura como indispensável".

Refere ainda que "é consciente desta responsabilidade, com uma clara e inequívoca aposta na gestão responsável dos recursos humanos e com olhos postos no futuro sustentável", que conta "com o empenho de todos para dar seguimento à nossa estratégia e ao atingimento dos nossos objetivos".

domingo, 23 de maio de 2021

DONOS DA VISABEIRA E MOTA-ENGIL ENTRE MAIORES BENEFICIÁRIOS DE FUNDOS EUROPEUS


Entre os 25 maiores "últimos beneficiários" dos fundos, distribuídos entre 2014 e 2020 na Europa, estão sete portugueses. A lista é liderada por Fernando Campos Nunes (Visabeira, 77 milhões) e António Mota (Mota-Engil, 72 milhões). Estão em 3.º e 4.º lugar, a nível europeu.

Nos lugares cimeiros a nível europeu estão, também, Rui Paulo Rodrigues (Simoldes, 52 milhões de euros), Mário Ferreira (Douro Azul, 34 milhões) e Fernanda Amorim (viúva de Américo Amorim, 27 milhões). Já os dois sócios de empresas como a Rumos Educação ou a Ensiprof, escolas de formação profissional, receberam 29 milhões cada um.

O ranking, noticiado este domingo pelo "Expresso", foi feito pelo Centre for European Policy Studies (CEPS) e elenca os chamados "últimos beneficiários" do Fundo Social Europeu, Feder ou Fundo de Coesão, ou seja, as pessoas que controlam pelo menos 25% do capital das organizações que recebem fundos.

Em primeiro lugar da lista estão os Mittal, família indiana que controla a ArcelorMittal, a maior siderurgia do mundo. Entre 2014 e 2020, as empresas do aço que detêm na Europa receberam 101 milhões de euros de fundos europeus. Este ano, a Forbes considerou Lakshmi Mittal o 133.º homem mais rico do mundo. Em segundo lugar, surge o polaco Maciej Wieczorek, fundador da Celon Pharma: sozinha, a farmacêutica recebeu apoios de 86,5 milhões de euros.

Os dois lugares seguintes da lista dos maiores beneficiários de toda a Europa são ocupados por dois portugueses. Fernando Campos Nunes, o discreto presidente do grupo Visabeira, é o último beneficiário de onze empresas que, no conjunto, receberam 77 milhões de euros de fundos. Note-se que nenhuma das empresas, citadas no relatório, é o próprio grupo Visabeira, mas unidades de cerâmica, como Cerutil, a Vista Alegre Atlantis ou a Faianças Artísticas Bordalo Pinheiro, ou a Empreendimentos Turísticos Monde Belo, que detém um hotel com o mesmo nome em Viseu.

Logo a seguir, com 72 milhões de euros, surge António Mota, principal acionista da Mota-Engil. Mas não foi através setor da construção civil que o empresário do Porto recebeu os fundos vindos da Europa. Foi, sobretudo, pelo negócio de gestão de resíduos sólidos, com empresas como a Suldouro, a Resulima, a Resinorte, a Resiestrela, a Valorlis ou a Valorsul.

Moldes, turismo, formação e cortiça

A lista segue com dois checos e, logo depois, um outro português: o homem-forte da Simoldes. Oito empresas controladas por Rui Paulo Rodrigues (em Portugal e na República Checa) receberam 51 milhões de euros.

Quatro polacos, três alemães e um checo depois, aparece o quarto português que recebeu mais fundos vindos da Europa entre 2014 e 2020. Com Mário Ferreira, o turismo entra no ranking organizado CEPS: a Douro Heritage, o Palácio Monumental e a Mystic Adventure receberam 34 milhões. Vamos no 16.º lugar e só depois surge o primeiro espanhol: Félix Garcia Moreno, dono da Kimitec, da área da biotecnologia.

Em 21.º e 22.º lugar surgem, de novo, dois portugueses, donos de escolas de formação profissional, como a Rumos Educação (que detém as escolas Profitecla), a Ensiprof ou a Escola Profissional de Braga. O Centre for European Policy Studies identifica os proprietários como Hugo Bolé e a mulher, Dulce Araújo, mas trata-se de um lapso, confirmou o JN junto de Rui Correia que, com Francisco Miguel, detém 80% do grupo. Cada um beneficiou de 29 milhões de euros, ou seja, as escolas receberam 58 milhões. Se o ranking tivesse considerado o valor total, os dois empresários estariam em 5.º lugar, logo após António Mota.

Um italiano separa a formação profissional da cortiça: Fernanda Amorim, viúva de Américo Amorim, surge em 24.º lugar, como tendo beneficiado de 27 milhões de euros, através do negócio de produtos técnicos à base de cortiça. Entre as empresas portuguesas e espanholas listadas no ranking estão a Amorim Florestal, a Amorim Cork Flooring ou a Amorim Subertech.

CAP recebeu 27 milhões

Além das pessoas consideradas últimas beneficiárias dos fundos, o estudo olhou também para as empresas últimas beneficiárias. E três firmas em Portugal (a Car Multimedia, a Security Systems e a Termo Tecnologia) ajudam o grupo alemão Bosch a ocupar a 4.º posição. A lista é liderada pela espanhola Telefónica, que recebeu 320 milhões de euros.

Em 7.º está a portuguesa Sodim, que recebeu 126 milhões através de participadas como a Navigator (papel) ou a Secil (cimento). Mais abaixo, está o grupo Calvete, dono de inúmeros colégios (como o Dr. Luís Pereira da Costa. Miramar, Oriente, rainha D. Leonor ou Santo André) e centros de formação profissional (como a Marquês de Marialva, a D. mariana Seixas, a escola profissional da Mealhada ou do Ribatejo ou o Instituto D. João V.

A Bial está em 17.º (a farmacêutica recebeu 59 milhões) e a Ghost Corporate Management (papel, com 45 milhões) fecha a lista das 25 empresas do top das "últimas beneficiárias".

Quanto a outro tipo de organizações, o estudo conta com a associação de calçado APPICAPS (6.º lugar, 61 milhões), a Selectiva Moda (11.º lugar, 43 milhões), a Associação de Turismo dos Açores (20.º lugar, 30 milhões), a APIMA (madeira, 21.º lugar, 29 milhões) e a Confederação dos Agricultores de Portugal (22.º lugar, 27 milhões). A lista termina com a ANJE, com 24 milhões.

IEFP com mais de 1,3 mil milhões

Além dos sete portugueses considerados como "últimos beneficiários" da Política de Coesão da União Europeia, o Centre for European Policy Studies também olhou para as organizações que mais dinheiro receberam. E também nesta lista de beneficiários diretos surge Portugal. O Instituto do Emprego e da Formação Profissional foi, de longe, a entidade portuguesa que mais dinheiro recebeu: 1,388 mil milhões de euros. Está em 13.ª lugar, a nível europeu.

Com metade do valor (616 milhões), a Infraestruturas de Portugal ocupa a 34.ª posição. Em 38.º lugar está a Direção-Geral do Ensino Superior (585 milhões).

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