Translate

Mostrar mensagens com a etiqueta ENERGIA. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta ENERGIA. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 15 de março de 2022

LUZ E GÁS ENCARECEM 3% NO MERCADO REGULADO A PARTIR DE ABRIL


ERSE atualiza tarifas devido à escalada de preços nos mercados grossistas de eletricidade e do gás natural. Fatura da luz subirá cinco euros por MWh. Já o gás natural aumenta dois euros por MWh.

A tarifa de energia do mercado regulado de eletricidade vai encarecer mais cinco euros por megawatt por hora (MWh), enquanto o preço da tarifa de energia do mercado regulado de gás natural subirá dois euros, a partir de 1 de abril. O impacto destes aumentos será de 3% nos preços finais, anunciou a ERSE esta terça-feira.

"A ERSE - Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos, face à escalada de preços nos mercados grossistas de eletricidade e do gás natural, procede à atualização automática, prevista nos regulamentos da ERSE, dos preços da tarifa de Energia nos mercados regulados dos setores elétrico e do gás natural", fez saber o regulador do setor energético.

"A tarifa de Energia reflete o custo de aquisição de energia do comercializador de último recurso grossista, sendo uma das componentes que integra o preço final pago pelos consumidores no mercado regulado", explica o organismo liderado por Pedro Verdelho.

Desta forma, o regulador decidiu "adequar" o preço da tarifa de energia aplicada ao consumidor final "à dinâmica do custo de aquisição" pelo comercializador. Isto afetará tanto os clientes do mercado regulado da luz e como do gás natural.

Família de quatro passa a pagar mais 2,86 euros de luz e 0,70 euros de gás por mês

No caso da eletricidade, "a ERSE atualiza a tarifa de Energia com um aumento de 5 euros/MWh, com efeitos a partir de 1 de abril de 2022". Já no gás natural, "a ERSE atualiza a tarifa de Energia com um aumento de 2 euros/MWh, com efeitos a partir de 1 de abril de 2022". No caso do gás natural, o regulador refere, ainda, que a atualização evita "desvios a recuperar em anos subsequentes".

Em ambos os casos o impacto estimado, "para as tipologias mais representativas de clientes, é de aproximadamente mais 3% no total da fatura (incluindo taxas e impostos), em relação aos preços em vigor", tanto no gás natural como na eletricidade.

O impacto desta atualização nas despesas energéticas das famílias portuguesas será notório, segundo os cálculos da ERSE.

Uma família de dois adultos apenas, no caso da eletricidade, passará a pagar mais 1,05 euros por mês, com a fatura mensal a aumentar para os 38,35 euros. Isto, se a potência contratada for de 3,45 kVA, consumo 1900 kWh/ano.

Já uma família de dois adultos e duas crianças, cuja potência contratada seja 6,9 kVA, consumo 5000 kWh/ano, o aumento será de 2,86 euros por mês, passando a fatura da luz a ser 95,19 euros.

Quanto ao gás natural, um casal sem fillhos e que estejam no primeiro escalão de consumo, com um consumo 1610 kWh/ano, o agravamento mensal será de 33 cêntimos, passando a pagar 12,40 euros mensais.

segunda-feira, 7 de março de 2022

PRESIDENTE DO PARLAMENTO EUROPEU E O GÁS RUSSO: "NÃO PODEMOS CONTINUAR A FINANCIAR A GUERRA"


Roberta Metsola, presidente do Parlamento Europeu, afirmou esta segunda-feira que os países da União Europeia não devem depender da importação de gás russo.

"Não podemos continuar a financiar esta guerra com os nossos pagamentos", disse Metsola, num seminário dedicado ao Dia da Mulher, que contou com a participação de três deputadas do Parlamento ucraniano.

A presidente do Parlamento Europeu relevou que "nas próximas horas e dias" deverá haver novidades sobre o tema da energia, salientando a necessidade de "aumentar as sanções" contra o governo russo. "Teremos de tomar medidas difíceis", acrescentou.

Esta terça-feira, os eurodeputados vão debater sobre o "aumento dos preços da energia e a manipulação do mercado do gás".

Roberta Metsola reforçou a necessidade de que a guerra na Ucrânia seja o tema central da sessão plenária desta semana, no Parlamento Europeu, em Estrasburgo (França).

Momentos antes, na abertura da sessão plenária, no hemiciclo, a presidente do Parlamento Europeu exortou o Kremlin a parar de "intimidar os manifestantes (russos) e libertar imediatamente os que foram detidos". "Eles também podem causar pressão à Rússia", referiu minutos depois, no seminário.

A presidente do Parlamento Europeu voltou a reforçar aos jornalistas que a instituição concorda com o pedido de adesão da Ucrânia à União Europeia. A mesma posição se aplica também à Geórgia e à Moldávia.

"É para ter a garantia de que a Ucrânia continua na sua perspetiva europeia e procura a segurança e a liderança política na Europa. E não noutro lado qualquer", disse.

Putin "não vai parar na fronteira polaca"

No mesmo seminário, três deputadas do Parlamento ucraniano, de partidos distintos, colocaram pressão do lado da União Europeia, para aumentar as sanções, como banir filhos de oligarcas russos (que concordam com a guerra) de estudar na Europa, e intervir no espaço aéreo ucraniano.

O secretário-geral da Nato disse, numa conferência de Imprensa em Bruxelas, na semana passada, que se a organização tivesse aviões a operar na Ucrânia resultaria numa "guerra total na Europa".

"Não finjam que não vos vai afetar. Temos de aceitar a realidade", afirmou Inna Sovsun, do partido ucraniano Holos. "No pior dos cenários, se ele (Vladimir Putin) ocupar a Ucrânia, não vai parar na fronteira polaca".

Também Ivanna Klympush-Tsintsadze, do partido Solidariedade Europeia, disse que a Ucrânia precisa de "assistência" dos seus parceiros. "Temos dito ao longo dos últimos anos que esta guerra não é apenas contra nós", defendeu.

Bandeiras ucranianas foram hasteadas à porta do Parlamento Europeu

sexta-feira, 5 de novembro de 2021

ESCASSEZ DE MAGNÉSIO: A CRISE NA CHINA QUE AMEAÇA A INDÚSTRIA AUTOMÓVEL MUNDIAL


Uma crise nunca vem só. Além da escassez dos semicondutores, os maiores fabricantes de automóveis do Mundo podem também ter de lidar com a falta de magnésio, componente-chave usado para fazer alumínio.

A crise de energia na China, que quase detém o monopólio da produção de magnésio, está a afetar as cadeias de abastecimento globais, elevando o preço dos principais matérias-primas industriais e alimentando preocupações sobre a inflação. Embora a escassez de semicondutores tenha sido o principal problema da indústria automóvel este ano, o foco está agora a inclinar-se para este metal.

O magnésio é uma matéria-prima essencial para a produção de ligas de alumínio, que são utilizadas em tudo, desde caixas de velocidades, colunas de direção, estruturas dos bancos e tampas de tanques de combustível. Porém, os stocks do metal estão perigosamente baixos em toda a Europa, revela o "Financial Times".

Na semana passada, a empresa canadiana de metais Matalco alertou os clientes de que a disponibilidade de magnésio "secou" e que, se a escassez persistir, será necessário reduzir a produção de alumínio no próximo ano. Segundo o analista do Barclays Amos Fletcher, 35% da procura de magnésio é para a produção de painéis para automóveis. "Não há substitutos para o magnésio na produção de chapas e barras de alumínio. Se o fornecimento de magnésio parar, toda a indústria automóvel será potencialmente forçada a parar", avisou.

Preços disparam e alarmes soam na Europa

Cerca de 85% da produção mundial de magnésio vem da China e grande parte dela vem de Yulin, uma cidade na província de Shaanxi. No mês passado, o Governo local ordenou que 35 das suas 50 fundições de magnésio fechassem até ao final do ano e que as restantes cortassem a produção em 50% para atingir as metas de consumo de energia. Para produzir uma tonelada de magnésio, são necessários entre 35 e 40 megawatts por hora de energia.

Como o metal é difícil de armazenar, já que começa a oxidar três meses depois de produzido, os stocks podem cair criticamente antes do final do ano. A crise está já a refletir-se nos preços: o preço do magnésio importado na Europa aumentou 75% no mês passado, atingindo um recorde de nove mil dólares por tonelada (cerca de 7772 euros).

Os alarmes soam já em todo o Velho Continente. A WV Metalle, associação comercial de metais não ferrosos da Alemanha, pediu ao Governo que iniciasse negociações diplomáticas com urgência com a China. "Espera-se que as reservas atuais de magnésio na Alemanha e em toda a Europa se esgotem em algumas semanas, no final de novembro de 2021, o mais tardar", lê-se num comunicado.

Já a European Aluminium, associação que inclui a Norsk Hydro, Rio Tinto e Alcoa, pediu à União Europeia e aos Governos que trabalhem urgentemente em ações imediatas com as suas contrapartes chinesas. "A atual escassez no fornecimento de magnésio é um exemplo claro do risco que a UE está a assumir ao tornar a sua economia doméstica dependente das importações chinesas. A estratégia de metais industriais da UE deve ser fortalecida".

As empresas europeias, incluindo a Norsk Hydro, costumavam produzir magnésio, mas pararam porque não conseguiam competir com os produtores chineses.

sexta-feira, 15 de outubro de 2021

PAÍSES BAIXOS VÃO REDUZIR IMPOSTOS PARA COMPENSAR FATURAS DA LUZ E GÁS


O Governo dos Países Baixos anunciou que vai reduzir os impostos em janeiro de 2022, defendendo que a medida irá permitir poupar uma média de 400 euros anual aos agregados familiares, compensando as faturas do gás e eletricidade.

Segundo a secretária de Estado da Economia em funções, Dilan Yesilgoz, a medida, segundo os cálculos do executivo, custará aos cofres públicos cerca de 3200 milhões de euros, 2700 milhões deles destinados a indemnizações a cada habitação e 500 milhões às pequenas e médias empresas (PME).

Yesilgoz salientou que as reduções serão aplicadas durante um ano.

A despesa envolverá uma "indemnização substancial" e o seu valor específico por domicílio vai depender do tipo de contrato que estiver definido e do tamanho da residência.

"Optamos por uma medida ampla, para que as pessoas que não precisam também sejam beneficiadas. Mas tinha de ser feito de maneira adequada e rápida, porque uma medida mais complicada teria levado muito tempo", afirmou Yesilgoz em declarações à imprensa local.

Por outro lado, o executivo de Haia vai atribuir 150 milhões de euros adicionais para um programa de isolamento térmico das habitações, a acrescentar aos 500 milhões já anunciados há um mês, rubrica que será gerida pelas Câmaras Municipais.

Nos Países Baixos estima-se que a subida dos preços do gás e da eletricidade nos mercados internacionais signifique um aumento da fatura energética de até 900 euros por ano por agregado familiar, o que tem levado o Parlamento a pressionar o executivo para tomar medidas urgentes.

segunda-feira, 23 de agosto de 2021

DECO: FAMÍLIAS PODEM POUPAR 102 EUROS POR ANO NA CONTA DA LUZ


Barómetro da Deco Proteste comparou os tarifários da luz e explica como as famílias podem escolher para poupar.

Com os preços grossistas da eletricidade em níveis recorde, a Deco Proteste fez um estudo e concluiu que compensa às famílias analisarem bem os tarifários e fornecedores de luz. Segundo a Deco Proteste, uma família composta por um casal e dois filhos pode reduzir em 102 euros por ano a sua fatura de luz, se escolher bem o fornecedor que oferece o melhor tarifário para o seu caso.

Neste perfil, os cálculos são para uma casa cuja família tenha contratado uma potência de 6,9 kVA e consuma 4000 kWh por ano 2400 kWh fora de vazio e 1600 kWh em vazio. "Se tivessem a tarifa regulada (Serviço Universal de Eletricidade), pagariam 915,44 euros por ano". Escolhendo a tarifa simples da Goldenergy, vão pagar 813 por ano (menos de 70€/mês).

Para uma casa onde vivam duas pessoas, que contrataram uma potência de 3,45 kVA e têm um consumo anual de 1700 kWh, pagariam 408,96 euros por ano na tarifa regulada, gastando mais 45 euros do que os 363/ano da melhor tarifa da Goldenergy, revela o mesmo barómetro.

A tarifa regulada de eletricidade é fixada pela Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) para comercialização de energia elétrica em regime de mercado regulado. Esta tarifa é publicada em dezembro de cada ano para vigorar durante o ano seguinte. E nem sempre é o que mais compensa para o consumidor.

Ainda assim, a Deco Proteste faz algumas ressalvas. "Os cinco tarifários mais em conta só estão acessíveis ao público em geral mediante certas condições, como ter contrato com outras empresas ou haver recomendação de amigos", avisa. "Com as tarifas a tender para subir, há que escolher bem", alerta, considerando que "se os tarifários com condições implicarem custo extra", o consumidor deve ponderar se compensam. "Na dúvida, opte por um sem restrições", recomenda a Deco Proteste.

SIMULAR COMPENSA

Outra situação prende-se com o tipo de tarifa. "Caso tenha bi-horária, salientamos que, atualmente, esta só compensa quando o consumo em vazio é o mesmo que fora de vazio, o que implica ter mais equipamentos elétricos a funcionar nessas horas", explica a instituição. E destaca que se o consumidor "não se considera uma pessoa regrada neste ponto, é melhor ficar com a tarifa simples".

Para saber quanto cada consumidor pode poupar, a Deco Proteste recomenda a consulta do seu site, onde disponibiliza 650 tarifários, dos quais 297 só de eletricidade (ver exemplos acima). O consumidor tem de ter consigo os dados de consumo do lar e, "escolhido um tarifário, convém visitar o simulador de vez em quando", sugere, uma vez que "as tarifas mudam com regularidade e aquela que compensava pode deixar de ser tão interessante". Afinal, o mercado da eletricidade é livre e "os fornecedores apresentam novas propostas com frequência".

A Deco Proteste recorda que as condições do mercado permitem que o consumidor mude de fornecedor sempre que quiser, "até porque raramente há fidelização ou penalizações". Mas alerta que "pode haver serviços associados cuja desistência pode resultar em perda de alguns benefícios".

Para apoiar os consumidores na evolução dos preços da luz, a Deco Proteste vai "publicar, regularmente, um barómetro para dois perfis de lares", identificando os melhores tarifários.

SETOR

Tarifa regulada acaba em 2025

Faltam apenas quatro anos para terminar a tarifa regulada. No fim de 2025, todos os clientes terão de passar o contrato de luz para o mercado livre.

Consumo de eletricidade aumenta

Nos primeiros sete meses deste ano, o consumo de energia elétrica cresceu, em termos homólogos, 2,2% ou 3% com correção dos efeitos de temperatura e dias úteis. Mas face a igual período de 2019 registou uma queda de 2,2%.

Cresce o peso da energia renovável

Em julho, registaram-se condições favoráveis para a produção de energia renovável. No total, as renováveis abasteceram 52% do consumo e as restantes fontes 34%. Ao saldo importador cabem 14%.

sábado, 24 de julho de 2021

APAGÃO AFETOU MILHARES DE PESSOAS EM PORTUGAL, ESPANHA E FRANÇA


Um apagão afetou várias zonas de Norte a Sul do país. Falha no fornecimento de eletricidade também atingiu Espanha e França. Acidente com hidroavião na origem do problema.

Houve um problema na rede elétrica de alta tensão que originou a falta de eletricidade, cerca das 15.30 horas deste sábado, em concelhos do Norte como Vila Praia de Âncora, Fafe, Famalicão, Guimarães, Braga, Trofa, Santo Tirso, Paços de Ferreira, Felgueiras, Lousada e Penafiel, mas também Caldas da Rainha, Soure e concelhos mais a sul como Lisboa, Moscavide, Olivais, Loures, Sintra, Parede, Setúbal, Sesimbra e Lagoa.

Em comunicado enviado às redações, a E-REDES (o novo nome da EDP Distribuição) precisou que, "na sequência de um problema registado hoje na rede elétrica europeiaa rede nacional foi afetada, tendo sido necessário proceder, por indicação da REN, a uma interrupção de serviço nalgumas zonas específicas para garantir a estabilidade da rede".

A E-REDES confirmou que às 17 horas havia vários concelhos no país sem acesso a eletricidade, mas sem especificar.

Pelas 18 horas, a empresa garantiu que "o serviço de fornecimento de energia já foi reposto, encontrando-se a rede em regime de funcionamento normal".

Acidente com hidroavião

Na origem deste problema de fornecimento de energia elétrica esteve "um acidente com um hidroavião na rede francesa de altíssima tensão que provocou o desligamento temporário da península do resto da Europa", explicou a Rede Elétrica Espanhola no Twitter.

A empresa acrescenta que a conexão em causa foi restabelecida e o fornecimento foi reposto.

Diversas regiões de Espanha e França afetadas

A avaria na linha de "muito alta tensão de 400.000 volts" da Rede Elétrica Espanhola afetou centenas de milhar de pessoas em toda a Espanha, de acordo com as empresas Iberdrola e Endesa.

As comunidades autónomas mais afetadas foram Madrid, Catalunha, Andaluzia, Aragão, Navarra, País Basco, Castela e Leão, Extremadura e Múrcia.

Também em França, a Costa Basca foi afetada por cortes de energia ao longo da tarde, de acordo com relatos de meios de comunicação locais, que noticiaram apagões desde Hendaye até Bayonne.

Na região de Borgonha, cerca de 25 mil casas ficaram sem energia, depois de fortes tempestades que afetaram a região.

domingo, 20 de junho de 2021

ÚNICA CENTRAL NUCLEAR IRANIANA SUSPENDE ATIVIDADE APÓS SITUAÇÃO DE EMERGÊNCIA


A única central nuclear do Irão registou, este domingo, uma situação de emergência temporária que implicou a suspensão da sua atividade e por motivos ainda inexplicáveis, informou a televisão estatal.

Um responsável da empresa elétrica estatal Tavanir Gholamali Rakhshanimehr referiu durante um debate televisivo que a desativação da central Bushehr iniciou-se no sábado e deve prolongar-se "por três ou quatro dias".

Sem adiantar mais pormenores, o mesmo responsável admitiu que a situação foi devida a uma quebra de energia. Esta foi a primeira vez que o Irão divulgou uma situação de emergência desta central nuclear, localizada na cidade portuária de Bushehr, sul do país.

A instalação começou a funcionar em 2011 com a ajuda da Rússia. O Irão deverá enviar o combustível utilizado pelo reator para a Rússia, no âmbito de uma medida de não proliferação nuclear.

Na manhã deste domingo, a Tavanir emitiu um comunicado para referir que a central nuclear estava a ser reparada, sem adiantar mais detalhes, e admitiu que os trabalhos se prolongariam até sexta-feira.

Em março, Mahmud Jafari, um responsável oficial pelo nuclear, disse que a central poderia ser forçada a parar pelo facto de o Irão não conseguir peças e equipamento provenientes da Rússia, devido às sanções no setor bancário impostos pelos Estados Unidos em 2018.

Esta central de Bushehr utiliza urânio produzido na Rússia, e não no Irão, e a sua atividade é supervisionada pela Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), dependente das Nações Unidas.

Este projeto em Bushehr, na costa da zona norte do Golfo Pérsico, iniciou-se durante o regime do xá em meados da década de 1970. Após a Revolução Islâmica, a central foi repetidamente bombardeada durante a guerra Irão-Iraque (1980-1988). A Rússia finalizou mais tarde a sua construção.

O complexo, projetado para resistir a sismos poderosos, tem sido periodicamente atingido por tremores de terra. Nos últimos dias não foram registados sismos significativos nesta área.

"REI DOS CATALISADORES" VOLTA A SER LIBERTADO

O Rei dos catalisadores, que protagonizou duas fugas as autoridades e é suspeito de mais de 70 furtos em veículos desde o início do ano, vol...