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sexta-feira, 15 de outubro de 2021

PAÍSES BAIXOS VÃO REDUZIR IMPOSTOS PARA COMPENSAR FATURAS DA LUZ E GÁS


O Governo dos Países Baixos anunciou que vai reduzir os impostos em janeiro de 2022, defendendo que a medida irá permitir poupar uma média de 400 euros anual aos agregados familiares, compensando as faturas do gás e eletricidade.

Segundo a secretária de Estado da Economia em funções, Dilan Yesilgoz, a medida, segundo os cálculos do executivo, custará aos cofres públicos cerca de 3200 milhões de euros, 2700 milhões deles destinados a indemnizações a cada habitação e 500 milhões às pequenas e médias empresas (PME).

Yesilgoz salientou que as reduções serão aplicadas durante um ano.

A despesa envolverá uma "indemnização substancial" e o seu valor específico por domicílio vai depender do tipo de contrato que estiver definido e do tamanho da residência.

"Optamos por uma medida ampla, para que as pessoas que não precisam também sejam beneficiadas. Mas tinha de ser feito de maneira adequada e rápida, porque uma medida mais complicada teria levado muito tempo", afirmou Yesilgoz em declarações à imprensa local.

Por outro lado, o executivo de Haia vai atribuir 150 milhões de euros adicionais para um programa de isolamento térmico das habitações, a acrescentar aos 500 milhões já anunciados há um mês, rubrica que será gerida pelas Câmaras Municipais.

Nos Países Baixos estima-se que a subida dos preços do gás e da eletricidade nos mercados internacionais signifique um aumento da fatura energética de até 900 euros por ano por agregado familiar, o que tem levado o Parlamento a pressionar o executivo para tomar medidas urgentes.

segunda-feira, 23 de agosto de 2021

DECO: FAMÍLIAS PODEM POUPAR 102 EUROS POR ANO NA CONTA DA LUZ


Barómetro da Deco Proteste comparou os tarifários da luz e explica como as famílias podem escolher para poupar.

Com os preços grossistas da eletricidade em níveis recorde, a Deco Proteste fez um estudo e concluiu que compensa às famílias analisarem bem os tarifários e fornecedores de luz. Segundo a Deco Proteste, uma família composta por um casal e dois filhos pode reduzir em 102 euros por ano a sua fatura de luz, se escolher bem o fornecedor que oferece o melhor tarifário para o seu caso.

Neste perfil, os cálculos são para uma casa cuja família tenha contratado uma potência de 6,9 kVA e consuma 4000 kWh por ano 2400 kWh fora de vazio e 1600 kWh em vazio. "Se tivessem a tarifa regulada (Serviço Universal de Eletricidade), pagariam 915,44 euros por ano". Escolhendo a tarifa simples da Goldenergy, vão pagar 813 por ano (menos de 70€/mês).

Para uma casa onde vivam duas pessoas, que contrataram uma potência de 3,45 kVA e têm um consumo anual de 1700 kWh, pagariam 408,96 euros por ano na tarifa regulada, gastando mais 45 euros do que os 363/ano da melhor tarifa da Goldenergy, revela o mesmo barómetro.

A tarifa regulada de eletricidade é fixada pela Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) para comercialização de energia elétrica em regime de mercado regulado. Esta tarifa é publicada em dezembro de cada ano para vigorar durante o ano seguinte. E nem sempre é o que mais compensa para o consumidor.

Ainda assim, a Deco Proteste faz algumas ressalvas. "Os cinco tarifários mais em conta só estão acessíveis ao público em geral mediante certas condições, como ter contrato com outras empresas ou haver recomendação de amigos", avisa. "Com as tarifas a tender para subir, há que escolher bem", alerta, considerando que "se os tarifários com condições implicarem custo extra", o consumidor deve ponderar se compensam. "Na dúvida, opte por um sem restrições", recomenda a Deco Proteste.

SIMULAR COMPENSA

Outra situação prende-se com o tipo de tarifa. "Caso tenha bi-horária, salientamos que, atualmente, esta só compensa quando o consumo em vazio é o mesmo que fora de vazio, o que implica ter mais equipamentos elétricos a funcionar nessas horas", explica a instituição. E destaca que se o consumidor "não se considera uma pessoa regrada neste ponto, é melhor ficar com a tarifa simples".

Para saber quanto cada consumidor pode poupar, a Deco Proteste recomenda a consulta do seu site, onde disponibiliza 650 tarifários, dos quais 297 só de eletricidade (ver exemplos acima). O consumidor tem de ter consigo os dados de consumo do lar e, "escolhido um tarifário, convém visitar o simulador de vez em quando", sugere, uma vez que "as tarifas mudam com regularidade e aquela que compensava pode deixar de ser tão interessante". Afinal, o mercado da eletricidade é livre e "os fornecedores apresentam novas propostas com frequência".

A Deco Proteste recorda que as condições do mercado permitem que o consumidor mude de fornecedor sempre que quiser, "até porque raramente há fidelização ou penalizações". Mas alerta que "pode haver serviços associados cuja desistência pode resultar em perda de alguns benefícios".

Para apoiar os consumidores na evolução dos preços da luz, a Deco Proteste vai "publicar, regularmente, um barómetro para dois perfis de lares", identificando os melhores tarifários.

SETOR

Tarifa regulada acaba em 2025

Faltam apenas quatro anos para terminar a tarifa regulada. No fim de 2025, todos os clientes terão de passar o contrato de luz para o mercado livre.

Consumo de eletricidade aumenta

Nos primeiros sete meses deste ano, o consumo de energia elétrica cresceu, em termos homólogos, 2,2% ou 3% com correção dos efeitos de temperatura e dias úteis. Mas face a igual período de 2019 registou uma queda de 2,2%.

Cresce o peso da energia renovável

Em julho, registaram-se condições favoráveis para a produção de energia renovável. No total, as renováveis abasteceram 52% do consumo e as restantes fontes 34%. Ao saldo importador cabem 14%.

sábado, 24 de julho de 2021

APAGÃO AFETOU MILHARES DE PESSOAS EM PORTUGAL, ESPANHA E FRANÇA


Um apagão afetou várias zonas de Norte a Sul do país. Falha no fornecimento de eletricidade também atingiu Espanha e França. Acidente com hidroavião na origem do problema.

Houve um problema na rede elétrica de alta tensão que originou a falta de eletricidade, cerca das 15.30 horas deste sábado, em concelhos do Norte como Vila Praia de Âncora, Fafe, Famalicão, Guimarães, Braga, Trofa, Santo Tirso, Paços de Ferreira, Felgueiras, Lousada e Penafiel, mas também Caldas da Rainha, Soure e concelhos mais a sul como Lisboa, Moscavide, Olivais, Loures, Sintra, Parede, Setúbal, Sesimbra e Lagoa.

Em comunicado enviado às redações, a E-REDES (o novo nome da EDP Distribuição) precisou que, "na sequência de um problema registado hoje na rede elétrica europeiaa rede nacional foi afetada, tendo sido necessário proceder, por indicação da REN, a uma interrupção de serviço nalgumas zonas específicas para garantir a estabilidade da rede".

A E-REDES confirmou que às 17 horas havia vários concelhos no país sem acesso a eletricidade, mas sem especificar.

Pelas 18 horas, a empresa garantiu que "o serviço de fornecimento de energia já foi reposto, encontrando-se a rede em regime de funcionamento normal".

Acidente com hidroavião

Na origem deste problema de fornecimento de energia elétrica esteve "um acidente com um hidroavião na rede francesa de altíssima tensão que provocou o desligamento temporário da península do resto da Europa", explicou a Rede Elétrica Espanhola no Twitter.

A empresa acrescenta que a conexão em causa foi restabelecida e o fornecimento foi reposto.

Diversas regiões de Espanha e França afetadas

A avaria na linha de "muito alta tensão de 400.000 volts" da Rede Elétrica Espanhola afetou centenas de milhar de pessoas em toda a Espanha, de acordo com as empresas Iberdrola e Endesa.

As comunidades autónomas mais afetadas foram Madrid, Catalunha, Andaluzia, Aragão, Navarra, País Basco, Castela e Leão, Extremadura e Múrcia.

Também em França, a Costa Basca foi afetada por cortes de energia ao longo da tarde, de acordo com relatos de meios de comunicação locais, que noticiaram apagões desde Hendaye até Bayonne.

Na região de Borgonha, cerca de 25 mil casas ficaram sem energia, depois de fortes tempestades que afetaram a região.

domingo, 20 de junho de 2021

ÚNICA CENTRAL NUCLEAR IRANIANA SUSPENDE ATIVIDADE APÓS SITUAÇÃO DE EMERGÊNCIA


A única central nuclear do Irão registou, este domingo, uma situação de emergência temporária que implicou a suspensão da sua atividade e por motivos ainda inexplicáveis, informou a televisão estatal.

Um responsável da empresa elétrica estatal Tavanir Gholamali Rakhshanimehr referiu durante um debate televisivo que a desativação da central Bushehr iniciou-se no sábado e deve prolongar-se "por três ou quatro dias".

Sem adiantar mais pormenores, o mesmo responsável admitiu que a situação foi devida a uma quebra de energia. Esta foi a primeira vez que o Irão divulgou uma situação de emergência desta central nuclear, localizada na cidade portuária de Bushehr, sul do país.

A instalação começou a funcionar em 2011 com a ajuda da Rússia. O Irão deverá enviar o combustível utilizado pelo reator para a Rússia, no âmbito de uma medida de não proliferação nuclear.

Na manhã deste domingo, a Tavanir emitiu um comunicado para referir que a central nuclear estava a ser reparada, sem adiantar mais detalhes, e admitiu que os trabalhos se prolongariam até sexta-feira.

Em março, Mahmud Jafari, um responsável oficial pelo nuclear, disse que a central poderia ser forçada a parar pelo facto de o Irão não conseguir peças e equipamento provenientes da Rússia, devido às sanções no setor bancário impostos pelos Estados Unidos em 2018.

Esta central de Bushehr utiliza urânio produzido na Rússia, e não no Irão, e a sua atividade é supervisionada pela Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), dependente das Nações Unidas.

Este projeto em Bushehr, na costa da zona norte do Golfo Pérsico, iniciou-se durante o regime do xá em meados da década de 1970. Após a Revolução Islâmica, a central foi repetidamente bombardeada durante a guerra Irão-Iraque (1980-1988). A Rússia finalizou mais tarde a sua construção.

O complexo, projetado para resistir a sismos poderosos, tem sido periodicamente atingido por tremores de terra. Nos últimos dias não foram registados sismos significativos nesta área.

PARLAMENTO CHUMBA ORÇAMENTO DO ESTADO

Cabe agora a Marcelo Rebelo de Sousa decidir sobre a dissolução do Parlamento e a marcação de eleições. A Assembleia da República chumbou es...