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domingo, 11 de julho de 2021

VIDEO: A VIAGEM DE RICHARD BRANSON AO ESPAÇO


A missão foi transmitida em directo na internet. Viagem ao espaço demorou cerca de uma hora e levou seis tripulantes.

O SpaceShipTwo da Virgin Galactic já aterrou no SpacePort America, no Novo México, depois de ter viajado até ao limite do espaço este domingo. A viagem histórica foi bem-sucedida e, depois de o avião foguete ter largado a nave-mãe, o bilionário Richard Branson e outros cinco passageiros chegaram a sentir gravidade zero durante aproximadamente quatro minutos. No fim da viagem, o bilionário sorriu e aplaudiu.

A nave levou os seis tripulantes para um voo suborbital a 85,9 quilómetros de altitude, acima do que a NASA considera ser o limite do espaço. Após hora e meia de atraso devido às condições meteorológicas, o avião espacial da Virgin descolou perto das 8h40 (15h40 em Lisboa). A viagem de regresso culminou cerca das 9h40 (16h40 em Lisboa).

Desde que a nave deixou o solo até ao momento em que pousou novamente nele, a viagem de Richard Branson durou uma hora.​ O lançamento do foguetão VSS Unity foi a quarta missão tripulada além da atmosfera terrestre, mas a primeira com passageiros.

“É um lindo dia para ir para o espaço”, escreveu no Twitter Richard Branson, de 70 anos, que viveu a aventura mais ousada face ao desejo antigo de voar no espaço, publicando ainda uma foto com o colega bilionário e rival do turismo espacial Elon Musk. Branson, que levou consigo outros cinco funcionários da Virgin Galactic Holding Inc, tem divulgado a viagem como o princípio de uma nova era no turismo espacial, com a empresa determinada a começar as viagens comerciais no próximo ano. E já terá centenas de passageiros ricos com reservas de bilhetes que custam cerca de 250 mil dólares (cerca de 210 mil euros).

O papel oficial de Branson neste voo foi o de avaliar “a experiência do astronauta privado” e melhorar a viagem de futuros clientes. Juntou-se a uma tripulação que inclui Beth Moses, instrutora principal da Galactic, Colin Bennett, engenheiro de operações principal, e Sirisha Bandla, vice-presidente de assuntos governamentais. Os dois pilotos foram Dave Mackay e Michael Masucci.  O fundador da Virgin esteve para não realizar este voo até ao final do verão, mas trocou de ideias assim que o bilionário Jeff Bezos, fundador da gigante tecnológica Amazon, programou embarcar na primeira viagem ao espaço da Blue Origin em 20 de Julho, coincidindo com o 52.º aniversário da chegada de Neil Armstrong e Buzz Aldrin à Lua.

Mercado lucrativo 

Este é um mercado que pode valer milhares de milhões, mas primeiro é crucial demonstrar a segurança das viagens. Um protótipo mais antigo da nave da Virgin Galactic caiu no deserto californiano em 2014, causado a morte do piloto e assustando potenciais clientes. A participação de Branson, de 71 anos, no voo desta tarde condiz com a imagem que gosta de cultivar, de aventureiro e explorador. Mas tem outra curiosidade, a antecipação em relação ao seu rival Jeff Bezos, fundador da Amazon e da empresa Blue Origin, que também tenciona viajar até ao espaço ainda este mês no que já foi descrita como a corrida espacial dos bilionários.

Ao contrário das viagens espaciais tradicionais, em que os astronautas circulam pela Terra e flutuam no espaço por dias, os voos da Virgin Galactic são viagens curtas, para cima e para baixo. Mas a nave irá percorrer mais de 50 milhas acima da Terra, algo que o governo dos EUA considera marcar a fronteira do espaço sideral. Na aventura do turismo espacial destaca-se ainda mais um concorrente, o empresário Elon Musk que tem investido milhares de milhões de dólares neste negócio de levar pessoas ao espaço. A viagem foi anunciada poucos dias depois de a Virgin Galactic ter recebido luz verde do regulador de segurança aérea dos EUA, a Administração Federal de Aviação (FAA, na sigla em inglês), para levar as pessoas ao espaço.

sexta-feira, 28 de maio de 2021

ASTRONAUTA ITALIANA VAI SER A PRIMEIRA MULHER EUROPEIA A COMANDAR ESTAÇÃO ESPACIAL


A astronauta italiana ​​​​​​​Samantha Cristoforetti será em 2022 a primeira mulher europeia a comandar a Estação Espacial Internacional (EEI), anunciou esta sexta-feira a Agência Espacial Europeia (ESA).

Segundo um comunicado da ESA, trata-se da segunda missão da astronauta na EEI ao serviço da ESA e "a sua experiência levará a tornar-se na primeira mulher europeia a comandar a Estação".

A ESA adianta que o papel atribuído a Samantha Cristoforetti que seguirá para a EEI em 2022 a bordo de uma nave da SpaceX com os astronautas norte-americanos Kjell Lindgren e Bob Hines resulta de um "acordo de princípio" estabelecido em 19 de maio pelos cinco parceiros da EEI (as agências espaciais europeia, americana, russa, japonesa e canadiana).

A data exata de lançamento da missão ainda está por definir.

Samantha Cristoforetti, de 44 anos, faz parte do corpo ativo de sete astronautas da ESA e é a única mulher, tendo sido selecionada na campanha de recrutamento de 2008-2009.

"Espero usar a minha experiência no espaço e na Terra para liderar uma equipa particularmente brilhante em órbita", afirmou a astronauta italiana, citada pela ESA, num comentário à sua nomeação como comandante da Estação Espacial Internacional em 2022.

Antes de Samantha Cristoforetti, a EEI apenas teve como comandantes quatro astronautas europeus, todos homens. O belga Frank De Winne foi o primeiro, em 2009.

A ESA tem em curso uma nova campanha de recrutamento de astronautas, com a qual pretende aumentar o número de mulheres no espaço e ter um efetivo reforçado para futuras missões à Lua ou mesmo a Marte.

Estão abertas vagas para quatro a seis astronautas permanentes e para 20 astronautas de reserva, incluindo pela primeira vez um astronauta com alguma deficiência física. O processo para a apresentação de candidaturas termina em 18 de junho e os "eleitos" deverão ser conhecidos em outubro do próximo ano.

A Estação Espacial Internacional é um laboratório científico e a "casa" de astronautas na órbita da Terra, de onde está a uma altitude de cerca de 400 quilómetros.

Samantha Cristoforetti foi a primeira pessoa a fazer um café expresso com "vista" para o planeta, na EEI, onde esteve pela primeira vez entre 2014 e 2015 (cerca de seis meses).

quinta-feira, 11 de março de 2021

ATIVIDADE VULCÂNICA EM PLANETA EXTRASSOLAR ESTÁ A FORMAR NOVA ATMOSFERA


Astrónomos detetaram indícios de atividade vulcânica num planeta extrassolar que estará na origem da formação de uma nova atmosfera, divulgou esta quinta-feira a Agência Espacial Europeia, que opera o telescópio Hubble, com que foram feitas as observações.

O planeta GJ 1132b, que tem densidade, tamanho e idade semelhantes à Terra, orbita muito próximo uma estrela anã vermelha e perdeu rapidamente a sua atmosfera primária, constituída por hélio e hidrogénio, quando era um planeta gasoso.

Em muito pouco tempo, o planeta tornou-se rochoso e está a formar uma nova atmosfera, que substitui a anterior, rica em hidrogénio, cianeto de hidrogénio, metano e amoníaco.

Os astrónomos teorizam que o hidrogénio da primeira atmosfera "foi absorvido pelo manto de magma derretido do planeta" e que agora está a ser lentamente libertado pela atividade vulcânica para formar uma nova atmosfera.

Para o astroquímico Paul Rimmer, da universidade britânica de Cambridge, que participou no estudo, "esta segunda atmosfera vem do interior do planeta", pelo que "é uma janela para a geologia de outro mundo".

A equipa científica atribui ao aquecimento das marés o facto de o manto do planeta se manter o quente suficiente para permanecer líquido durante muito tempo e alimentar a atividade vulcânica.

O aquecimento das marés, fenómeno que acontece em Io, uma das luas de Júpiter, ocorre por atrito, quando a energia da órbita e da rotação de um planeta ou lua é dissipada sob a forma de calor no interior do planeta ou lua.

No caso do planeta GJ 1132b, existe pelo menos um outro planeta no mesmo sistema estelar que exerce sobre ele uma atração gravitacional.

Os resultados do estudo serão publicados na revista da especialidade The Astronomical Journal.

domingo, 24 de janeiro de 2021

SPACE X LANÇA 143 SATÉLITES E CINZAS HUMANAS NUM FOGUETE


A SpaceX enviou, este domingo, um recorde de 143 satélites num único foguete, como parte do novo programa de carga partilhada entre empresas a um custo mais baixo, entre as quais a funerária Celestis, que mandou cápsulas de cinzas humanas.

A denominada missão Transporter-1, a partir de Cabo Canaveral, deu hoje início ao programa de redução de custos SmallSat Rideshare, segundo o qual um pequeno satélite de uma empresa pode viajar até ao espaço em outras naves espaciais em vez de comprar um foguete completo a um preço muito mais elevado.

O preço por enviar 200 quilos de carga para uma órbita heliossíncrona é de um milhão de dólares (cerca de 821 mil euros, à taxa de câmbio atual).

Depois da tentativa fracassada no sábado, devido a más condições meteorológicas, a SpaceX lançou hoje com êxito o foguete Falcon 9 com 133 satélites pequenos, entre eles um contentor cheio de restos humanos cremados da Celestis, e 10 mais do programa Starlink Internet da empresa.

O recorde anterior foi registado há quatro anos, com o foguete PSLV da Índia, com 104 satélites.

A missão Transporter-1 acontece a quatro dias depois do lançamento de mais 60 satélites da rede Starlink da SpaceX, com os quais a empresa pretende fornecer Internet de alta velocidade em qualquer parte do mundo.

O objetivo da SpaceX é colocar 1584 satélites na órbita terrestre a 549 quilómetros acima da Terra, uma distância menor que a habitual para estes dispositivos comerciais.

A SpaceX foi fundada em 2002 pelo empresário Elon Musk, presidente executivo da Tesla.

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