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quinta-feira, 28 de janeiro de 2021

GNR IDENTIFICOU 23 PESSOAS EM FESTA NUM CLUBE DE SWING EM VALONGO


Vivenda de Valongo acolhia duas festas por semana mesmo durante a pandemia. Responsável pelo espaço detido e indiciado pelo crime de propagação de doença.

Um clube de swing, situado em Alfena, Valongo, organizava festas de sexo, com troca de casais, duas vezes por semana. Na noite desta quarta-feira, a GNR identificou mais de 23 pessoas que se encontravam na vivenda a beber álcool, a dançar e envolvidas em atos de intimidade sem usar máscara de proteção. Todas estão indiciadas pelo crime de propagação de doença e por violação do dever geral de recolhimento domiciliário. Durante a operação também foram detidas duas pessoas: o responsável pelo espaço, igualmente indiciado pelo crime de propagação de doença, e o segurança privado do espaço que, cadastrado, não tinha licença para desempenhar a função.

Apesar da crise pandémica, que proíbe todo e qualquer ajuntamento e impõe o confinamento na residência, o INtimidades Swing Club continuou a organizar festas que, nas últimas semanas, atraíram dezenas de homens e mulheres. Os eventos eram anunciados nas redes sociais do clube e os interessados tinham de se inscrever para, em seguida, receberem um código que apresentavam à porta da vivenda. Nessa altura, o segurança privado confirmava a inscrição e permitia o acesso à residência. No interior da casa, os casais usufruíam de uma pista de dança, de um bar e de diversas divisões mobiladas com camas e sofás, onde podiam praticar atos sexuais com diferentes parceiros.

As festas - que são legais mas estão proibidas em estado de emergência - foram denunciadas à GNR, que chegou a reunir com o responsável pelo clube para o informar do crime que estava a cometer. O aviso foi, no entanto, ignorado e as festas de swing mantiveram-se, o que levou a Guarda a realizar buscas à casa, na noite desta quarta-feira. Durante essa operação, os militares encontraram mais de 23 pessoas espalhadas pela vivenda. Algumas estavam na pista de dança, outras no balcão do bar a beber álcool e as restantes em quartos. Nenhuma usava máscara ou qualquer outra proteção contra o contágio por covid-19.

Os casais foram, por esse motivo, identificados e serão indiciados pelo crime de propagação de doença. Também irão responder por violação do dever geral de recolhimento domiciliário, uma vez que saíram de casa sem terem um dos motivos explícitos na lei.

Já o promotor da festa e responsável pelo clube foi detido e indiciado pelo crime de propagação de doença. Detido foi, igualmente, o homem que fazia segurança ao espaço e recebia os clientes à porta. Com cadastro, o vigilante não tinha licença para a função.

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