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domingo, 12 de dezembro de 2021

MÁSCARA PROVOCA MAIOR PERCEÇÃO DA DOR E DA RAIVA POR PARTE DO CÉREBRO


A máscara provoca maior perceção da dor e da raiva por parte do cérebro, que fica mais alerta na procura dos padrões faciais devido à parte inferior da face estar tapada, revela um estudo divulgado este domingo.

"A máscara origina ruído comunicacional emocional, porém funciona como motivo para que o cérebro fique mais em alerta na procura dos padrões faciais", refere o estudo científico "A Face das Emoções na Pandemia", desenvolvido pelo investigador João Alves, sob a orientação do professor doutor Freitas-Magalhães e diretor do Laboratório de Expressão Facial da Emoção (FEELab), da Universidade Fernando Pessoa (UFP).

Segundo o estudo, cujas principais conclusões foram divulgadas em comunicado pelo FEELab, o cérebro fica mais instintivo na identificação da dor e da raiva.

"O cérebro facial procura mapear todos os vestígios que permitam identificar com rigor as emoções associadas. Como a máscara é um obstáculo, na parte inferior da face, o cérebro procura e intensifica os marcadores da face superior", afirma o diretor do FEELab, citado no comunicado.

Freitas-Magalhães explica que tal comportamento "é ancestral e evolutivo, particularmente ao reforço instintivo de mapeamento da dor e da raiva no processo seletivo de sobrevivência".

"Estes resultados confirmam o primado da conduta instintiva do cérebro quando em jogo está a sobrevivência humana", conclui o diretor do Laboratório de Expressão Facial da Emoção.

terça-feira, 7 de dezembro de 2021

VIAGRA REDUZ RISCO DE TER ALZHEIMER


Utilizadores de Viagra, medicamento indicado contra a disfunção erétil, têm menos 69% de risco de ter doença de Alzheimer, segundo um estudo realizado por cientistas norte-americanos.

Utilizando uma grande rede de mapeamento genético, investigadores de Cleveland integraram dados genéticos e outros para determinar, entre mais de 1600 medicamentos aprovados pela Food and Drug Administration (FDA, o regulador norte-americano dos medicamentos, à semelhança do Infarmed português), quais poderiam ser um tratamento eficaz para a doença de Alzheimer. Deram notas mais elevadas aos medicamentos que visam tanto as proteínas amilóides como as tau duas marcas distintivas da doença de Alzheimer em comparação com os medicamentos que visavam apenas uma ou outra.

O fármaco sildenafil, que é vendido sob o nome de Viagra, "demonstrou melhorar significativamente a cognição e a memória em modelos pré-clínicos, apresentando-se como o melhor candidato a medicamento" contra o Alzheimer, disse Feixiong Cheng, líder do estudo, citado pelo "The Guardian".

Os investigadores utilizaram então uma base de dados de mais de sete milhões de pessoas nos EUA para examinar a relação entre os resultados do sildenafil e da doença de Alzheimer, comparando os utilizadores deste fármaco com os não utilizadores.

Verificaram então que os utilizadores de sildenafil tinham 69% menos probabilidades de desenvolver a doença de Alzheimer do que os não utilizadores, após seis anos de acompanhamento. Para explorar melhor o efeito potencial do medicamento na doença de Alzheimer, os investigadores desenvolveram um modelo de laboratório que mostrou que o sildenafil aumentava o crescimento de células cerebrais e visava as proteínas tau, oferecendo uma perspetiva de como ela poderia influenciar as alterações cerebrais relacionadas com a doença.

Feixiong Cheng adverte que o estudo não demonstra uma relação causal entre o sildenafil e a doença de Alzheimer e defende que são precisos ensaios clínicos aleatórios envolvendo ambos os sexos e com um placebo para determinar a eficácia do fármaco.

Ivan Koychev, investigador clínico sénior da Universidade de Oxford que não participou no estudo, considerou ao "The Guardian" que este é "um desenvolvimento excitante" porque "aponta para um medicamento específico que pode oferecer uma nova abordagem ao tratamento da doença".

Os resultados do estudo foram publicados no portal online "Nature Aging".

A doença de Alzheimer é um tipo de demência que afeta milhões de pessoas em todo o mundo 193.500 em Portugal, segundo dados da Alzheimer Europe, citadas pela associação Alzheimer Portugal.

segunda-feira, 4 de outubro de 2021

EXPOSIÇÃO A CALOR URBANO MORTÍFERO TRIPLICOU NAS ÚLTIMAS DÉCADAS


A exposição ao calor urbano mortífero triplicou no mundo nas últimas décadas, afetando um quinto da população do planeta.

Publicado na revista científica "Proceedings of the National Academy of Sciences", o trabalho foi desenvolvido pelo Instituto da Terra, da Universidade de Columbia, em Nova Iorque, EUA:

Os responsáveis usaram dados de mais de 13 mil cidades de todo o mundo e concluíram que o número de dias-pessoa em que os habitantes das cidades estão expostos a combinações extremas de calor e humidade triplicou desde os anos 1980.

Os autores dizem que a tendência é o resultado do aumento das temperaturas e do crescimento da população urbana, já que nas últimas décadas centenas de milhões de pessoas se deslocaram das zonas rurais para as cidades, que albergam atualmente mais de metade da população mundial.

Nas cidades as temperaturas são geralmente mais elevadas do que no campo, devido à pouca vegetação e à abundância de betão, asfalto e outras superfícies impermeáveis, que tendem a reter e concentrar o calor, provocando a chamada ilha de calor urbano.

"Isto tem amplos efeitos", disse o autor principal do estudo, Cascade Tuholske, investigador do Instituto da Terra, explicando que aumenta a morbilidade e mortalidade, que tem impacto na capacidade de trabalho e que leva a uma redução na produtividade.

O aumento da temperatura combinada com alta humidade provoca o fenómeno que pode ser mortal, devido ao aumento da temperatura do corpo e à sua incapacidade para arrefecer (por não haver evaporação), e mede-se através da chamada "temperatura de bulbo húmido", que conjuga temperatura e humidade.

A análise revelou que o número de dias-pessoa em que os habitantes das cidades foram expostos passou de 40 mil milhões por ano em 1983 para 119 mil milhões em 2016, um aumento que triplicou. Em 2016, 1,7 mil milhões de pessoas estavam a ser sujeitas a tais condições em vários dias.

O crescimento da população urbana foi responsável por dois terços do pico de exposição, enquanto o aquecimento atual contribuiu com um terço.

No estudo, a cidade mais afetada foi Daca, capital do Bangladesh, com um rápido crescimento populacional, mas há outras cidades com tendências semelhantes, como Xangai, Banguecoque, Dubai, Hanói, e várias cidades do Paquistão ou Índia.

As cidades europeias não têm crescido muito, pelo que a exposição foi essencialmente devido ao aumento global das temperaturas.

Os autores do estudo dizem que locais que no passado foram aprazíveis para as pessoas se fixarem, porque atraentes para a agricultura (junto de grandes rios, como o Nilo), podem no futuro tornar-se inabitáveis.

O estudo não é o primeiro a documentar os perigos do calor urbano excessivo e outras investigações já mostraram que o calor e a humidade conjugados podem levar além dos limites da sobrevivência humana.

Em maio do ano passado um estudo também da Universidade de Columbia alertava que o aquecimento global está a gerar em alguns lugares do planeta combinações de humidade e calor potencialmente fatais para o ser humano.

O estudo dizia que a realidade já tinha ultrapassado projeções anteriores, que apontavam para o final do século como o horizonte para começarem a ocorrer, em alguns lugares dos trópicos e sub-trópicos, fenómenos de calor e a humidade combinados que poderiam atingir níveis raramente experimentados pelos seres humanos, devastando economias e ultrapassando a capacidade de sobrevivência humana.

Dizia o estudo que essas combinações fatais já começaram. E identificava milhares de situações de calor e humidade extremos, raros ou sem precedentes, em locais da Ásia, África, Austrália, América do Sul e América do Norte.

terça-feira, 7 de setembro de 2021

SUPERTEMPESTADE SOLAR PODE LEVAR O MUNDO AO "APOCALIPSE DA INTERNET"


Uma supertempestade solar que ocorre uma vez no século pode mergulhar o mundo no "apocalipse da internet", diz estudo.

Linhas de fibra ótica de longa distância e cabos submarinos que fazem parte da infraestrutura global da Internet são particularmente vulneráveis.

Uma forte tempestade solar, que ocorre uma vez em aproximadamente 100 anos, pode impactar catastroficamente várias tecnologias humanas na Terra e mergulhar o mundo num "apocalipse da Internet", revela um novo estudo.

O campo magnético da Terra protege os seus habitantes do vento solar consistindo de partículas carregadas fluindo do Sol desviando o vento elétrico em direção aos polos do planeta e criando auroras cénicas.

No entanto, uma vez em cada 80/100 anos, devido ao ciclo de vida natural do Sol, esses ventos transformam-se em supertempestades solares que podem causar interrupções catastróficas de internet, cobrindo toda a Terra e durando vários meses, diz o estudo, apresentado no SIGCOMM 2021 - ciclo de conferências anuais.

Na investigação, Sangeetha Abdu Jyothi, da Universidade da Califórnia, avaliou a robustez da infraestrutura da Internet atual contra um evento climático espacial extremo.

O cientista descobriu que linhas de fibra ótica de longa distância e cabos submarinos, que são uma parte vital da infraestrutura global da Internet, são vulneráveis ​​às correntes produzidas na crosta terrestre por supertempestades solares, também conhecidas como Ejeções de Massa Coronal.

"A Ejeção de Massa Coronal envolve a emissão de matéria eletricamente carregada e o campo magnético que o acompanha para o espaço. Quando atinge a terra, ele interage com o campo magnético terrestre e produz correntes induzidas geomagneticamente na crosta ", explicou Jyothi ao jornal "The Independent".

A corrente dessas tempestades solares pode entrar e danificar longos condutores, como linhas de energia, observou o estudo.

"Nos cabos de Internet de longa distância de hoje, a fibra ótica é imune ao GIC. Mas esses cabos também têm repetidores elétricos em intervalos de aproximadamente 100 km que são suscetíveis a danos ", acrescentou Jyothi.

Embora a probabilidade de tais eventos ocorrerem varia de 1,6 por cento a 12 por cento de probabilidade por década, Jyothi diz que as chances aumentam durante o período máximo de atividade do Sol no seu ciclo de aumento e diminuição.

Felizmente, diz Jyothi, os avanços tecnológicos modernos coincidiram com um período de fraca atividade solar.

No entanto, com a expectativa de que o sol se torne mais ativo no futuro próximo, ela diz que a atual infraestrutura da Internet não foi testada por fortes eventos solares.

domingo, 29 de agosto de 2021

MORCEGOS PODEM INDICAR O SEGREDO PARA UMA VIDA MAIS LONGA E SAUDÁVEL


Um estudo sobre morcegos pode indicar qual é o segredo para uma vida mais longa e saudável para os humanos, uma vez que estes animais conseguem "viver por um período extraordinariamente longo".

Segundo Emma Teeling, uma investigadora da Universidade de Dublin, na Irlanda, que estuda a longevidade excecional dos morcegos, estes animais vivem mais do que outros de tamanho semelhante e permanecem saudáveis por mais tempo, podendo hospedar um agente que pode provocar uma doença, como o ébola ou o coronavírus, e não ficam doentes.

A investigadora concentra o seu estudo em morcegos de orelhas-de-rato de vida longa, porque estes animais "são únicos, pois a taxa de envelhecimento é muito mais lenta e a sua esperança média de vida é muito mais longa", referiu Emma Teeling, acrescentando que os morcegos "parecem ter desenvolvido mecanismos para conseguirem atrasar o processo de envelhecimento".

Dada a longevidade destes animais, a única maneira de perceber se um morcego está a envelhecer é "olhar para os ossos dos dedos, se as articulações ainda não estiverem fundidas, o animal ainda é um bebé, no caso de já estarem fundidas, trata-se de um morcego adulto", revelou a investigadora, que todos os anos recolhe "um pouco de asa e um pouco de sangue" para analisar "o que mudou à medida que envelhecem, localizando alguns biomarcadores de envelhecimento".

Através da análise ao sangue recolhido, a investigadora olha para as estruturas com sequências repetidas de ADN, que garantem a replicação e a estabilidade, e "no final de cada um dos cromossomas presentes nas células, é visível uma espécie de capas protetoras, como um para-choques de um carro, e de cada vez que as células replicam-se, elas vão ficando cada vez mais curtas".

"As células, ao ficarem mais curtas, deveriam autodestruir-se, mas o que acontece às vezes é que a célula permanece e envelhece, o que potencialmente conduz a um processo de envelhecimento", acrescentou a investigadora, apontando que no caso dos morcegos de orelhas-de-rato, as estruturas com sequências repetidas de ADN "não encurtam com a idade, o que protege o ADN".

Emma Teeling referiu ainda que o seu trabalho passa por sequenciar os genes dos morcegos jovens, de meia-idade e os mais velhos, tendo descoberto que estes animais "aumentam a capacidade de reparar o seu ADN com a idade e reparar os danos que a vida causa. Assim, descobrimos que ao repararem os danos no seu ADN, também são capazes de modular a sua resposta imunológica, mantendo-a equilibrada entre as respostas antivirais e anti-inflamatórias".

A investigadora revelou que "quando olhamos para a covid-19, por exemplo, o que mata alguém é essa resposta imunológica superexcitada, por isso, se encontrássemos o pequeno gene controlador dos morcegos, que regula as respostas antivirais e anti-inflamatórias, poderíamos fazer um medicamento para recriá-lo e administrar nos humanos", de maneira a conseguir que as pessoas tenham uma vida mais longa e saudável.

segunda-feira, 17 de maio de 2021

LONGAS HORAS DE TRABALHO MATAM 745 MIL PESSOAS POR ANO


Trabalhar longas horas está a matar centenas de milhares de pessoas por ano, de acordo com um estudo global da Organização Mundial da Saúde (OMS).

O estudo, que é o primeiro deste tipo, mostrou que 745 mil pessoas morreram em 2016 de derrames ou doenças cardíacas causados por longas horas de trabalho.

De acordo com a BBC, o mesmo relatório revelou que pessoas a viver no Sudeste Asiático e na região do Pacífico Ocidental foram as mais afetadas.

Além disso, segundo a OMS, a tendência pode piorar devido à pandemia de covid-19.

A investigação mostrou que trabalhar 55 horas ou mais por semana estava associado a um risco 35% maior de acidente vascular cerebral e 17% maior de morrer de doença cardíaca quando comparado a uma semana de trabalho de 35 a 40 horas.

O estudo, conduzido em conjunto com a Organização Internacional de Trabalho (ILO, na sigla em inglês), apontou ainda que quase três quartos das pessoas que morreram devido às longas horas de trabalho eram homens de meia idade ou mais velhos.

Estas mortes aconteceram frequentemente muito mais tarde na vida às vezes, décadas depois de trabalhar essas longas horas.

O relatório revelou que trabalhar longas horas foi estimado como responsável por cerca de um terço de todas as doenças relacionadas com o trabalho, tornando-se a maior carga de doenças ocupacionais.

Os investigadores explicaram que havia duas formas de as horas de trabalho mais longas levarem a consequências negativas na saúde. Por um lado, através de respostas fisiológicas ligadas ao stress e, por outro, porque os trabalhadores eram mais propensos a adotar comportamentos prejudiciais à saúde, como fumar e beber álcool, dormir menos, fazer menos exercício físico e ter uma dieta pouco saudável.

Embora o estudo não tenha incluído o período pandémico, funcionários da OMS afirmam que o recente salto para o trabalho remoto e a desaceleração económica podem ter aumentado os riscos associados às longas jornadas de trabalho.

"Temos algumas evidências que mostram que quando os países entram em confinamento nacional, o número de horas trabalhadas aumenta em cerca de 10%", disse Frank Pega, oficial técnico da OMS.

O número de pessoas a trabalhar longas horas estava a aumentar antes da chegada da pandemia. Era cerca de 9% da população global total.

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Um grupo de ladrões escavou um túnel de seis metros a partir de uma loja com a presumível intenção de assaltar um banco, em Roma, mas o plan...