Translate

Mostrar mensagens com a etiqueta EUA. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta EUA. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 12 de abril de 2021

MULHER COM PROBLEMAS DE SAÚDE MENTAL MATA OS TRÊS FILHOS

 


Liliana Carrillo, de 30 anos, terá matado os três filhos, este fim de semana, na California (Estados Unidos). A mulher, segundo se concluiu, não estaria mentalmente bem.

Segundo o NY Post, o pai das crianças terá pedido à justiça para ficar com a guarda dos filhos depois de, alegadamente, ter denotado que a mulher apresentava comportamentos pouco comuns. 

Na sequência disso, a mulher apresentou uma queixa de violência doméstica contra o homem, a qual acabaria por se concluir que não tinha fundamento.

Liliana deveria entregar os filhos ao pai no domingo, um dia depois dos corpos das três crianças - Joana de 3 anos, Terry de 2 anos, e Sierra de 6 meses, terem sido encontrados pela mãe de Liliana.

A mulher terá degolado os próprios filhos e colocou-se, depois disso, em fuga, tendo sido detida a mais de 300 quilómetros de casa.

Uma fotografia das crianças foi partilhada pelo pai, no domingo.

A polícia ainda não confirmou a causa da morte das crianças, nem o que motivou o crime.

sexta-feira, 2 de abril de 2021

CARRO INVADE ACESSO AO CAPITÓLIO. CONDUTOR E POLÍCIA MORRERAM


O Capitólio dos EUA foi isolado depois de um carro ter invadido a zona de acesso à entrada principal e abalroado dois polícias. O condutor foi baleado e morreu, depois de esfaquear um dos agentes, que também não resistiu aos ferimentos.

Um carro invadiu esta sexta-feira a entrada principal para o edifício do Capitólio, em Washington, e atropelou dois polícias.

De acordo com as autoridades, o condutor do veículo bateu com o carro numa das barreiras de segurança colocadas junto ao Capitólio e saiu da viatura com uma faca na mão, tendo sido baleado já depois de conseguir esfaquear um dos agentes. O suspeito morreu no hospital.

"O suspeito atropelou dois dos nossos agentes com o seu carro antes de ter embatido contra uma barreira de segurança. Nesse momento, saiu da viatura com uma faca na mão e começou a caminhar em direção aos polícias do Capitólio", confirmou Yogananda Pittman, chefe da polícia da capital dos Estados Unidos.

Os agentes também foram transportados para o hospital, mas um deles acabou por morrer. De referir que o ataque não está a ser tratado como um atentado terrorista.

O incidente ocorreu na Avenida da Constituição, e todos os edifícios do Capitólio e as ruas adjacentes foram encerrados, tendo os serviços de segurança avisado para que todas as pessoas ficassem no interior e longe das janelas.

Após o incidente, ouviu-se um anúncio a dar conta de que "devido a uma ameaça de segurança externa, nenhuma entrada ou saída será permitida em qualquer edifício do complexo do Capitólio".

O episódio ocorre cerca de três meses depois de apoiantes do ex-presidente Donald Trump terem invadido o Capitólio, enquanto membros do Congresso estavam reunidos para formalizar a vitória de Joe Biden nas eleições de novembro. Cinco pessoas morreram.

sexta-feira, 26 de março de 2021

HOMEM EXIGE SALÁRIO E EMPRESA PAGA-LHE EM MILHARES DE MOEDAS GORDUROSAS


Quando Andreas Flatten se despediu de uma oficina de automóveis de luxo, no estado norte-americano da Georgia, abriu uma guerra com o ex-patrão pelo pagamento do último salário.

Mas o que o ex-empregado não calculava era que o dinheiro fosse pago, meses depois, até ao último cêntimo. Literalmente. Para sermos mais exatos: 91.500 moedas de um cêntimo, totalizando os 915 dólares do salário em atraso.

Apesar não ter contado os tostões para ter certeza que recebeu o valor na totalidade, Andreas explicou à Fox 5 Atlanta News que o seu ex-empregador deixou-lhe um monte de cêntimos à sua porta para puni-lo por pedir a demissão e exigir persistentemente o seu último salário.

Facto é que entre as moedas estava um envelope escrito com uma expressão de desaprovação inconfundível. Lá dentro estava o recibo, mas nenhum cheque.


Uma coisa era se fossem só moedas", começou por dizer Andreas, "Quem me dera que fossem só moedas", desabafou, explicando que as moedas estavam cobertas numa substância pegajosa e gordurosa, possivelmente óleo hidráulico.

O dono da oficina, Miles Walker, recusa comentar o caso, mas adiantou à CBS46 que não se lembra se despejou as moedas à porta do ex-funcionário ou não. 

Não interessa - ele foi pago, e é isso que importa", afirmou.

Andreas contou ainda à imprensa que passou duas horas a limpar os tostões para poder trocá-los numa máquina: espalhou-os num tanque cheio de detergente, vinagre branco e água, mas não foi bem sucedido. Mais tarde descobriu que, para remover a solução gordurosa, precisaria limpar cada moeda individualmente. Demorou cerca de duas horas para limpar o valor de cinco dólares.


Também já pensou em entrar com um processo, mas sabe que o que aconteceu pode não ser tecnicamente ilegal.

Questionado pelo New York Times se seria ilegal pagar a um funcionário em moedas sujas, Eric R. Lucero, porta-voz do Departamento do Trabalho dos EUA, respondeu: “Não há nada nos regulamentos que dite em que moeda o funcionário deve ser pago".

terça-feira, 23 de março de 2021

VIDEO: SUSPEITO DE MASSACRE EM LOJA DE BOULDER IDENTIFICADO COMO JOVEM DE 21 ANOS


Um jovem de 21 anos foi acusado do massacre ocorrido na segunda-feira num supermercado em ​​​​​​​Boulder, Colorado, no qual morreram dez pessoas, incluindo um polícia, informou a polícia local.

As autoridades identificaram o suspeito do ataque como Ahmad Alissa, de acordo com uma transcrição fonética do seu nome, apresentada numa conferência de imprensa e informaram que o jovem foi ferido numa perna e está hospitalizado, em situação estável, devendo ser transferido para uma prisão, em breve.

Maris Herold, chefe da polícia de Boulder, disse ainda não conhecer a motivação de Ahmad Alissa para o ataque, que ocorreu na segunda-feira à tarde num supermercado da cidade.

As identidades das vítimas, com idades entre 20 e 65 anos, não foram divulgadas, à exceção do agente abatido, Eric Talley, de 51 anos, "o primeiro a chegar ao supermercado" onde ocorreu o tiroteio, em Boulder, localidade a cerca de 40 quilómetros a noroeste de Denver, no estado do Colorado.

O tiroteio deixou os clientes e trabalhadores do supermercado aterrorizados, procurando um lugar seguro para se abrigarem, enquanto o atirador disparava sucessivos tiros dentro do estabelecimento comercial.

Centenas de polícias de toda a área metropolitana de Denver responderam ao apelo para se dirigirem para o local do crime, tendo-se aproximado lentamente da loja, enquanto alguns agentes escoltavam pessoas do perímetro do ataque.

As autoridades dizem que a investigação ao caso ainda está numa fase inicial, mas os detetives encarregados do processo acreditam que o suspeito foi o único atirador no ataque.

Um agente citado pela agência Associated Press disse que Ahmad Alissa terá usado uma arma semi-automática leve, cuja origem está agora a ser investigada.

"Esta é uma tragédia e um pesadelo para Boulder. Prometo às vítimas e à população do estado do Colorado que vamos garantir justiça", disse Michael Dougherty, procurador do condado.

O ataque de segunda-feira interrompeu um longo período sem massacres nos Estados Unidos, depois de 2020 ter sido considerado o ano com menor número de episódios de assassínios em massa nos últimos oito anos, de acordo com as autoridades norte-americanas.

Ainda assim, este caso fez já ressuscitar de novo o debate sobre o controlo de armas nos EUA, com o congressista democrata Joe Neguse, eleito pelo Colorado, a prometer que "o tempo de inação acabou" e que insistirá em nova legislação para a posse e uso de armas.

domingo, 21 de março de 2021

VIDEO: JOVENS EM FÉRIAS PROVOCAM CAOS E DEIXAM MIAMI EM EMERGÊNCIA


Os milhares de jovens adultos que estão em Miami Beach, na Florida, para as habituais férias da Primavera naquela zona com bom tempo e calor dos EUA tornaram-se tão incontroláveis que as autoridades declararam o estado de emergência no sábado e impuseram um recolher obrigatório destinado a anular as festas.

A mudança marca o segundo ano consecutivo em que a diversão foi encurtada no popular destino das férias da Primavera, em Março passado porque a pandemia estava apenas a aumentar e este ano devido a multidões desordeiras e destrutivas.

As novas regras impostas no sábado impõem que os visitantes devem sair das ruas e que os restaurantes têm de fechar as portas às 20 horas em South Beach, o epicentro da vida noturna da cidade, após um aumento da violência e do vandalismo nos últimos dias.

"É um pouco chato", disse John Perez, um estudante do Texas que bebe cerveja com um grupo de amigos na areia, apesar dos esforços da polícia para impedir o consumo de álcool na praia. Para além do recolher obrigatório, as três pontes que ligam a ilha de Miami Beach a Miami continental estarão agora fechadas ao trânsito das 22 horas às 6 horas. Apenas os residentes, trabalhadores e hóspedes de hotéis terão acesso.

Uma fotografia aérea divulgada pela polícia no sábado à noite mostrou a avenida principal da cidade, Ocean Drive, vazia apenas duas horas após o recolher obrigatório ter entrado em vigor.

Miami Beach não é estranha as multidões incontroláveis nas férias da Primavera, mas este ano, com aproximadamente 13% dos residentes dos EUA vacinados, o ambiente é particularmente festivo e a ilusão de que a pandemia está agora sob controlo é omnipresente. "Vai buscar a tua vacina para que possas vir aqui e divertir-te como nós, porque nós vacinámos, querida", disse Jalen Rob, outra estudante do Texas, à AFP.

Outro homem, com a cara pintada como o Joker, estava em cima de um carro a gritar "A covid acabou, baby!" enquanto agitava uma bandeira americana, num vídeo postado no Twitter pelo cineasta Billy Corben.

O gestor interino da cidade, Raul Aguila, considerou que a imposição de um recolher obrigatório da cidade é essencial para a segurança pública, salientando que as enormes multidões reunidas em Ocean Drive pareciam um concerto. "Não se podia ver o pavimento e não se podia ver a relva".

O presidente da Câmara de Miami Beach, Dan Gelber, disse no sábado, ao anunciar o recolher obrigatório, que "o volume de pessoas é claramente maior do que tem sido nos anos anteriores. Penso que se deve em parte ao facto de haver muito poucos lugares abertos noutros locais do país, ou estão demasiado frios ou não estão abertos e estão demasiado frios".

Nos últimos dias surgiram vídeos virais mostrando lutas em restaurantes que causaram sérios prejuízos materiais, para além de incitarem os comensais a fugir sem pagar contas caras, de acordo com relatos da imprensa local.

O Chefe da Polícia de Miami Beach, Richard Clements, disse estar preocupado que a situação se torne incontrolável. Na quinta-feira à noite "tivemos um problema em que centenas de pessoas começaram a correr ao mesmo tempo, com episódios de violência e mesas e cadeiras atiradas e usadas como armas", explicou.

Acrescentou que a polícia tinha esperança que fosse um acontecimento único, mas na noite anterior tinham ocorrido "três dessas situações e houve mesmo uma jovem que se magoou por tentar fugir de uma multidão. Um dos locais mais emblemáticos da cidade, The Clevelander South Beach, anunciou sexta-feira que estava a fechar os seus restaurantes e bares e que iria manter apenas o hotel a funcionar.





Veja o vídeo:

domingo, 28 de fevereiro de 2021

EUA APROVAM USO DE VACINA DA JOHNSON & JOHNSON CONTRA COVID


(ANSA) - A Agência de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos (FDA) autorizou neste sábado (27) o uso emergencial da vacina de dose única desenvolvida pela Janssen-Cilag, o laboratório belga que pertence à Johnson & Johnson.

Este é o terceiro imunizante aprovado no país, depois das doses da Pfizer-BioNTech e Moderna, e poderá ser aplicado em adultos com 18 anos ou mais. A aprovação abre caminho para a autorização em outros países.

A expectativa é de que milhões de americanos sejam vacinados já nas próximas semanas com o medicamento que teve 66% de eficácia contra casos considerados moderados e graves. Além disso, os testes indicaram um nível de proteção de 85% somente nos pacientes graves.

A J&J prometeu fornecer aos Estados Unidos 100 milhões de doses de sua vacina até o final de junho. A quantidade irá se somar aos 600 milhões de ampolas prometidas pela Pfizer-BioNTech e pela Moderna até o final de julho. No geral, haverá doses suficientes para imunizar todos os adultos americanos.

A vacina usa um adenovírus de resfriado inativo para levar ao corpo instruções genéticas de como produzir a proteína spike, espécie de coroa de espinhos que o Sars-CoV-2 utiliza para atacar as células. Por usar um método mais tradicional de produção, o imunizante pode ser mantido em temperaturas de 2°C a 8°C, valores de uma geladeira comum. (ANSA). 

domingo, 21 de fevereiro de 2021

MOTOR DE AVIÃO PEGA FOGO NO AR E FUSELAGEM DESPENCA SOBRE CASA NOS EUA


Um dos motores de um avião da United Airlines pegou fogo no ar e sua fuselagem acabou despencando sobre uma casa nos Estados Unidos. O incidente ocorreu (20/02), por volta das 13:30.

Segundo a CNN, o Boeing 777-200 havia acabado de decolar do aeroporto de Denver, no Colorado, quando sofreu uma pane em sua turbina direita. O voo United 328 tinha como destino a cidade de Honolulu, no Havaí, mas, por causa do incêndio, teve que retornar ao aeroporto de Denver para um pouso de emergência.

Durante o caminho de volta, partes da fuselagem em chamas despencaram sobre uma área residencial em Broomfiled, no subúrbio de Denver. Um morador do local postou uma foto dos destroços caídos na porta da sua casa.

Reprodução / Broomfield Police Department

Um passageiro do voo também conseguiu filmar o incêndio com seu smartphone enquanto o avião retornava ao aeroporto de Denver com apenas a outra turbina funcionando. Confira o vídeo abaixo, que foi postado em suas redes sociais:

De acordo com as autoridades locais, havia 241 pessoas à bordo do avião. Apesar do susto, nenhum passageiro ou membro da tripulação do avião ficou ferido. Até o momento, também não há nenhum registro de pessoas feridas no solo.

domingo, 14 de fevereiro de 2021

ABSOLVIDO PELO SENADO, TRUMP PODE VOLTAR A CONCORRER À CASA BRANCA EM 2024


Sem surpresas, Donald Trump foi absolvido no processo de destituição este sábado.

Apesar dos votos de sete senadores republicanos contra o ex-Presidente, o Senado não conseguiu a maioria de dois terços necessária para condenar Trump por "incitamento à insurreição". McConnell não foi um deles. Argumentou depois que o Senado não é o fórum adequado para tratar do assunto, sugerindo que Trump devia ser julgado em tribunal.

Em comunicado, Joe Biden já veio reforçar a ideia de que o conteúdo da acusação não está em causa e pediu aos norte-americanos que se mantenham vigilantes em defesa da democracia cuja fragilidade ficou exposta a 6 de janeiro.

Com este resultado, Trump pode voltar a concorrer à Casa Branca em 2024.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2021

ADMINISTRAÇÃO BIDEN DEPORTA IMIGRANTES ILEGAIS


Centenas de imigrantes ilegais foram deportados conforme instruções da Administração Biden, depois de um tribunal ter rejeitado uma moratória aprovada pelo novo Presidente.

Uma decisão da semana passada de um juiz federal ordenando à nova Administração que não executasse a moratória de 100 dias, aprovada no início do mandato de Joe Biden, para deportações de imigrantes ilegais, não obrigava o Governo a fazer deportações, mas estas ainda assim têm prosseguido, e de acordo com instruções específicas.

O Departamento de Segurança Interna deu instruções às forças de segurança, que entraram esta segunda-feira em vigor, para que dessem prioridade à deportação de indivíduos considerados uma ameaça à segurança nacional ou que tenham atravessado a fronteira recentemente. Nos últimos dias, a Unidade de Imigração de Alfândegas (ICE, na sigla em inglês), deportou, pelo menos, 15 pessoas para a Jamaica e 269 para as Honduras e Guatemala, estando mais voos agendados para esta segunda-feira, segundo a AP.

A suspensão por 100 dias das deportações de imigrantes foi prometida por Joe Biden durante a campanha para as presidenciais de 2020, após receber duras críticas durante as primárias democráticas pelas deportações em massa da administração Barack Obama, da qual foi vice-presidente.

Durante a presidência de Obama, três milhões de imigrantes foram deportados, mais do que sob qualquer outro Governo dos Estados Unidos, incluindo o de Donald Trump.

A pausa de 100 dias nas deportações juntou-se a outra medida anunciada quarta-feira pelo Departamento de Segurança Interna: a suspensão do registo para o programa "Stay in Mexico", que permitiu a Trump devolver os requerentes de asilo ao país vizinho.

Além disso, Biden aprovou uma série de medidas de imigração no âmbito do pacote de 17 ordens executivas que assinou após se ter instalado na Casa Branca, tais como o reforço do programa para jovens sem documentos conhecidos como "sonhadores" ou a revisão das prioridades na detenção de imigrantes.

Biden apresentou também um plano de imigração que prevê a regularização de 11 milhões de imigrantes sem documentos, embora este projeto dependa do poder legislativo.

domingo, 31 de janeiro de 2021

VÁRIOS ADVOGADOS ABANDONAM TRUMP A POUCOS DIAS DO PROCESSO DE DESTITUIÇÃO


Vários advogados do ex-Presidente norte-americano Donald Trump abandonaram a equipa de defesa a poucos dias do processo de destituição, noticiou a cadeia de televisão CNN e outros media dos Estados Unidos.

Cinco advogados, incluindo Butch Bowers e Deborah Barbier que deviam dirigir a equipa dos advogados do milionário norte-americano, renunciaram à defesa na sequência de divergências sobre a direção do caso, indicou no sábado a CNN, que citou fonte anónimas.

A cadeia de televisão norte-americana indicou que Trump pretendia que os advogados continuassem a defender a tese da existência de uma fraude maciça nas eleições presidenciais, ao invés de se concentrarem na legalidade do processo de um processo contra um Presidente que já não se encontra em funções.

"Trabalhámos muito, mas ainda não tomámos uma decisão definitiva sobre a nossa equipa legal. Vamos fazê-lo em breve", escreveu na rede social Twitter Jason Miller, assessor de Donald Trump, em resposta a estas notícias.

O processo de Donald Trump por "incitação à insurreição", na sequência da invasão do Capitólio, em 6 de janeiro, por apoiantes do ex-Presidente, deve começar em 8 de fevereiro.

Para fazer avançar o processo é necessária uma maioria de dois terços, ou seja 67 senadores, mas apenas cinco senadores republicanos afirmaram, até agora, estarem prontos a apoiar os 50 senadores democratas a favor da destituição.

Uma moção de censura, menos grave, requer o voto de pelo menos dez senadores republicanos para ter a possibilidade de ser adotada, o que alguns observadores consideraram ser viável.

Único Presidente norte-americano a ser duas vezes alvo de um processo de destituição, Trump será também o primeiro chefe de Estado visado por este processo depois do final do mandato.

Caso seja condenado, o Senado poderá impedi-lo de voltar a assumir a presidência no futuro, ditando o fim da carreira política.

terça-feira, 26 de janeiro de 2021

CONGRESSISTAS AMEAÇADOS DE MORTE NO ARRANQUE DO PROCESSO DE DESTITUIÇÃO DE TRUMP


As forças de segurança norte-americanas estão a investigar ameaças a membros do Congresso dos Estados Unidos relacionadas com o processo de destituição do ex-presidente Donald Trump, que tem início formal esta segunda-feira, nos EUA.

Segundo relatou um responsável da Administração norte-americana à AP, foram registadas ameaças de morte a congressistas e também de ataques no exterior do Capitólio.

As ameaças, a par de preocupação em relação a uma possível repetição da invasão do Capitólio a 06 de janeiro, levaram a força policial que protege a sede do poder legislativo norte-americano e outras forças de segurança federais, a requerer que se mantenham em Washington os cerca de 13.000 elementos da Guarda Nacional que ainda estão na capital, do dispositivo enviado para a investidura de Joe Biden na semana passada.

A fonte citada pela AP adianta que as ameaças registadas são semelhantes a outras intercetadas antes da cerimónia de tomada de posse de Biden, variando no grau de especificidade e credibilidade, e sendo publicadas na internet e em aplicativos de mensagens.

O Senado norte-americano irá ouvir na semana de 8 de fevereiro os argumentos iniciais do processo de destituição de Donald Trump por incitamento dos recentes motins do Capitólio, segundo anunciou na sexta-feira o senador democrata Chuck Schumer.

O acordo entre democratas e republicanos relativo ao processo prevê que os artigos de destituição de Trump sejam enviados para o Senado hoje ao final do dia, e que na terça-feira tenham início os procedimentos iniciais.

Contudo, a apresentação dos argumentos iniciais ficou agendada apenas para 08 de fevereiro, permitindo que até lá o Senado se mantenha focado nas audiências, já em curso, de confirmação dos nomeados pelo novo presidente, o democrata Joe Biden, e na discussão sobre as medidas de emergência relacionadas com a pandemia de Covid-19.

O período de duas semanas até início dos procedimentos sobre a destituição era também pretendido pelos republicanos, que pretendiam que a equipa jurídica do ex-presidente tivesse mais tempo para preparar a sua defesa.

Trump será o primeiro presidente alvo de um processo de destituição depois do final do seu mandato.

Caso seja condenado, o Senado poderá impedi-lo de voltar a assumir a Presidência.

Para condenar Trump, os democratas precisam do apoio de 17 senadores republicanos, sendo que poucos destes se mostraram favoráveis à destituição, apesar de se terem pronunciado criticamente em relação ao comportamento do ex-presidente antes e durante a invasão do Capitólio por apoiantes do ex-presidente, que consideravam fraudulenta a eleição de Biden.

Hoje, cerca das 19:00 locais (00:00 de terça-feira, em Lisboa), os artigos de destituição do 45º presidente dos Estados Unidos serão lidos perante o Senado. Antes da cerimónia, o Senado votará a nomeação da secretária do Tesouro, Janet Yellen.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2021

TOMADA DE POSSE DE JOE BIDEN

 


Joe Biden tornou-se nesta quarta-feira (20.01) o 46º Presidente da história dos Estados Unidos, ao tomar posse na cerimónia oficial diante das escadarias do Capitólio e em meio a fortes medidas de segurança. 

Faltavam alguns minutos para as 12:00 locais quando Joe Biden, de 78 anos, colocou a mão sobre uma edição da bíblia de 1893 para jurar defender a Constituição, perante o presidente do Supremo Tribunal, John Roberts, e perante o olhar de Kamala Harris, que minutos antes tinha tomado posse como sua vice-Presidente. 

No seu empossamento, Biden afirmou: "Este é o dia da América, o dia da democracia, um dia de história e de esperança".

O novo Presidente lembrou que os Estados Unidos enfrentam "um aumento do extremismo político, da supremacia branca, do terrorismo doméstico, que devemos enfrentar e iremos derrotar".

Nesta contexto, pediu que o país rebata a ideia de que "os factos são manipulados e, até mesmo, fabricados". Donald Trump, o seu antecessor, não participou do evento, tornando-se, em cerca de 150 anos, o primeiro Presidente do país a boicotar a tomada de posse de um sucessor. Já o seu ex-vice presidente, Mike Pence, marcou presença na tomada de posse, que também contou com os ex-Presidentes George W. Bush, Bill Clinton e Barack Obama.  

No discurso da cerimónia, Amy Klobuchar, a nova líder democrata no Senado, recordou o episódio do ataque ao Capitólio, a 6 de janeiro, afirmando que a democracia resiste a todas as investidas, dizendo que é também um exemplo de que a democracia não deve ser dada por garantida. 

"Celebramos um novo Presidente que vai restaurar os valores da democracia", disse Klobuchar, sem esconder alguma emoção, referindo-se ainda a Kamala Harris como a primeira sul asiática na vice-Presidência, como sinal de novos tempos de diversidade. 

Referindo-se aos eventos de 6 de janeiro, o número um dos EUA prometeu que isso não acontecerá novamente "nem hoje, nem amanhã". 

Momento de unificação

O senador republicano Roy Blunt, do Missouri, disse que é importante preservar as "liberdades conquistadas" e que as democracias "nunca estão terminadas", e que a tomada de posse de sucessivos presidentes mostra que as instituições são perecíveis. 

"Este não é um momento de divisão, é um momento de unificação", disse Blunt, admitindo que, na tomada de posse do democrata Joe Biden, "há um partido mais satisfeito do que outro", mas que não é isso que deve diminuir o esforço de todos os legisladores.

O novo Presidente dos EUA apelou a que seja encerrada o que classificou como "guerra civil" entre democratas e republicanos e pediu que seja assumida no país a responsabilidade de defender a verdade e derrotar as mentiras.

Biden, católico praticante, ouviu ainda uma oração proferida pelo padre Leo O'Donovan, um amigo de longa data, que abençoou a nova equipa governamental, sublinhando a necessidade da "fé necessária" para ultrapassar os grandes desafios. 

E a Covid-19...

O sucessor de Trump disse que este é o momento "para baixar a temperatura", para acalmar ânimos políticos desavindos, perante graves desafios. 

"Vamos derrotar a pandemia. Mas vamos fazê-lo juntos. Temos de o fazer juntos", prometeu Biden, recordando que a crise sanitária que se vive já matou tantos norte-americanos como a Segunda Guerra Mundial. 

O estadista pediu mesmo uns segundos de silêncio pelas vítimas mortais da pandemia, colocando o problema como prioridade da sua agenda política. 

Alias, a cerimónia decorreu diante de um público reduzido devido aos protocolos para evitar contágios do coronavírus.

Política externa 

Ainda no seu discurso, Joe Biden prometeu reparar "as alianças" tradicionais do país, que se voltará a relacionar "uma vez mais com o mundo", depois da política de isolamento do antecessor, Donald Trump.

Mas Biden também deixou uma mensagem para o exterior, dirigindo-se aos inimigos e aliados: "Seremos aliados de confiança. Seguros e fortes".

O novo estadista disse acreditar que os Estados Unidos podem "voltar a ser um aliado em que se pode confiar".

Depois da cerimónia de empossamento do novo homem forte da Casa Branca, Joe Biden efetuará a entrada inaugural na Casa Branca. 

As outras estrelas da festa...

A cantora Lady Gaga interpretou o hino nacional, num espampanante vestido vermelho, com uma imagem dourada da pomba, símbolo de paz, antes de Biden prometer defender os Estados Unidos dos seus inimigos, internos e externos. 

Também Jennifer Lopez cantou nesta cerimónia, que antecede uma série de eventos festivos que se prolongam ao longo do dia e noite de quarta-feira (20.01). 

E uma estrela africana abrilhantou a festa com uma das suas músicas nesta esperada festa, Burna Boy.

A canção "Destiny" da mega estrela nigeriana, estava na "playlist" da cerimónia. O "afrobeat" do cantor nigeriano constou de uma lista com outros artistas internacionais como Beyoncé, Kendrick Lamar e Stevie Wonder.

Burna Boy, compositor, cantor e rapper, é um dos músicos mais conhecidos de África a nível internacional.

terça-feira, 19 de janeiro de 2021

MULHER QUE TERÁ ROUBADO COMPUTADOR DE PELOSI TENTOU VENDÊ-LO À RUSSIA


O FBI está à procura de Riley June Williams, que por agora está acusada apenas de entrada ilegal no Capitólio e de conduta desordeira.

As autoridades federais estão à procura de uma mulher que participou na invasão do Capitólio e que terá roubado um computador portátil do gabinete de Nancy Pelosi, a presidente da Câmara dos Representantes, adianta a Associated Press.

No mandado de detenção emitido este domingo, o FBI revela que Riley June Williams está acusada de entrada ilegal no Capitólio e de conduta desordeira, não constando qualquer acusação de roubo.

Mas a AP refere que o FBI está a investigar uma informação que recebeu de um ex-namorado de Riley June Williams, que diz que amigos dela mostraram-lhe um vídeo em que Riley aparecia a levar um computador portátil ou um disco rígido do gabinete de Pelosi.

O homem alegou ainda que Riley teria tentado enviar o computador para um amigo que vive na Rússia com a intenção de vendê-lo aos serviços de inteligência daquele país.


Uma foto de Riley June Williams divulgada pelo FBI© FBI

No entanto, os planos caíram por terra e Riley June Williams ainda terá em sua posse o computador ou já o terá destruído.

No passado dia 8 de janeiro, Drew Hammill, o assistente do chefe de gabinete de Nancy Pelosi, confirmou que tinha sido furtado um computador portátil de uma sala de reuniões, mas acrescentou que “só era usado para apresentações”.

domingo, 17 de janeiro de 2021

POLÍCIA DO CAPITÓLIO DETEVE HOMEM COM ACREDITAÇÃO FALSA E FORTEMENTE ARMADO


A polícia do Capitólio deteve na sexta-feira um homem que tentou entrar no perímetro cercado do centro de Washington, nos Estados Unidos, com uma acreditação falsa, pelo menos uma arma e mais de 500 balas.

A notícia desta detenção, avançada pela estação de televisão norte-americana CNN, aconteceu a poucos dias da investidura do presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, prevista para quarta-feira.

De acordo com a CNN, a detenção ocorreu às 18:30 locais de sexta-feira (23:30 em Lisboa), quando o homem se aproximou de um dos pontos de controlo policial perto do Capitólio, um dos muitos criados ao longo do perímetro se segurança que impede a entrada no centro da capital dos Estados Unidos.

O homem, residente em Front Royal, no estado da Virginia, apresentou aos polícias uma acreditação falsa para aceder ao perímetro de segurança.

Quando os agentes lhe perguntaram se levava armas, o homem respondeu que tinha uma pistola semiautomática Glock, que estava carregada com 17 balas.

Depois da detenção, a polícia apreendeu a arma, mais 509 balas, 21 cartuchos de espingarda e um carregador para a pistola, de acordo com um relatório policial a que a CNN teve acesso.

Washington e as capitais dos 50 estados dos Estados Unidos estão em alerta máximo este fim-de-semana, depois de o FBI ter indicado ter informação sobre "protestos armados" previstos entre hoje e quarta-feira.

Pistas nas redes sociais apontavam para a possibilidade de um segundo assalto ao Congresso, bem como a outros edifícios estatais das capitais.

Em 6 de janeiro, milhares de apoiantes do Presidente cessante, Donald Trump, e simpatizantes da extrema-direita invadiram o Capitólio, que alberga o Senado e Câmara dos Representantes, que nesse dia reuniam para o último passo da confirmação de Joe Biden como Presidente.

Cinco pessoas morreram nos confrontos que se seguiram a esta invasão, incluindo um agente da polícia do Capitólio.

Na sexta-feira, o Pentágono anunciou ter autorizado a deslocação de mais de 25 mil militares para as ruas de Washington, para a proteção de várias zonas, principalmente do National Mall, onde se reúnem os pontos mais importantes da política norte-americana, incluindo a Casa Branca, o Capitólio e outros monumentos emblemáticos.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2021

CÂMARA DOS REPRESENTANTES APROVA SEGUNDO PROCESSO DE DESTITUIÇÃO DE TRUMP


A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos da América aprovou esta quarta-feira a instauração de um processo de destituição ao Presidente cessante, Donald Trump, acusado de ter incitado um ataque ao Capitólio na semana passada.

Apesar da obtenção de uma maioria na Câmara de Representantes para iniciar o julgamento político de Trump, é necessária a aprovação de uma maioria de 2/3 no Senado, ainda controlado pelos republicanos, para efetivar a destituição.

O artigo para o novo processo de "impeachment" de Donald Trump foi apresentado na Câmara de Representantes, na segunda-feira, acusando o líder republicano de "incitação a insurreição" por ter induzido os seus apoiantes a assaltar o Capitólio, na passada quarta-feira.

Os democratas lutam agora contra o relógio, para conseguir que o artigo de destituição seja aprovado na Câmara e levado a tempo de ser votado no Senado, antes da tomada de posse do Presidente eleito, Joe Biden, em 20 de janeiro.

É a primeira vez na história dos EUA que um presidente enfrenta dois processos de destituição durante o mandato.

terça-feira, 12 de janeiro de 2021

DEUTSCHE BANK CORTA RELAÇÕES COM DONALD TRUMP


O Deutsche Bank é a mais recente empresa a cortar laços com Donald Trump. O banco alemão, que alimentou a Organização Trump durante duas décadas, não fará mais negócios com o presidente norte-americano cessante e as suas empresas.

A notícia foi avançada esta terça-feira pela imprensa norte-americana, citando fontes anónimas do banco, próximas do processo de deliberação que é confidencial.

A ação do Deutsche Bank segue-se ao episódio da invasão do Capitólio dos EUA, na última quarta-feira, por uma multidão de apoiantes de Trump, por si incitados a não aceitarem o resultado das presidenciais de novembro, que atribuiu a vitória ao democrata Joe Biden. Surge ainda na sequência do início do segundo processo de "impeachment" (destituição) de Donald Trump, levantado pelos democratas.

O Deutsche Bank tem sido o maior credor de Trump. A "Trump Organization", liderada pelos dois filhos mais velhos do presidente, deve a este banco cerca de 340 milhões de dólares (quase 280 milhões de euros) em empréstimos.

Depois de uma série de falências na década de 1990, o Deutsche Bank continuou a emprestar dinheiro a Trump e às suas empresas, mesmo muito depois de outros bancos o rejeitarem. Em 2008, Trump processou a divisão de imóveis do banco depois de deixar de pagar um crédito de 40 milhões de dólares (cerca de 33 milhões de euros), usado para financiar a construção do Trump International Hotel and Tower, em Chicago.

O magnata acusou o Deutsche Bank de ser um dos causadores da crise financeira e exigiu 3 mil milhões de dólares (cerca de 2,47 mil milhões de euros) de compensação. O banco acabaria por lhe emprestar mais dinheiro para pagar a dívida existente, recorda a imprensa norte-americana.

O Deutsche Bank resistiu ainda à frente dos democratas levantada na Câmara de Representantes e no Senado para explicar a sua relação com Trump e para esclarecer se bancos ou entidades estatais russas asseguraram algumas das suas dívidas.

O banco alemão não quis comentar as notícias desta terça-feira, mas na semana passada, a diretora-executiva do Deutsche Bank nos EUA, Christiana Riley, condenou a invasão do Capitólio nas rede sociais. "Temos orgulho de nossa Constituição e apoiamos os que tentam mantê-la, de modo a assegurar que a vontade do povo seja preservada e que ocorra uma transição de poder pacífica", disse.

De acordo com a agência de notícias "Reuters", o Deutsche Bank já vinha desde novembro a tentar cortar as relações de negócio com Trump, cansado de publicidade negativa.

Também o banco nova-iorquino Signature Bank, no qual a filha do presidente Ivanka Trump chegou a ser membro do conselho administrativo, decidiu romper ligações com o presidente e as suas empresas.

A instituição, que defendeu a renúncia de Trump neste final de mandato, anunciou que encerrará duas contas pessoais de Trump, nas quais detém um total de 5,3 milhões de dólares (cerca de 4,36 milhões de euros), diz a Bloomberg.

As companhias a virarem costas a Donald Trump têm-se multiplicado a cada dia, desde a semana passada, em coro com as grandes redes sociais como o Facebook e o Twitter, que suspenderam o seu perfil.

Empresas líderes de mercado como a Coca-Cola e a rede de hotéis Marriott já disseram que vão parar as doações políticas aos republicanos que apoiam a teoria de fraude eleitoral promovida por Trump.

Muitos dos maiores bancos dos EUA, como o JPMorgan Chase, o Goldman Sachs, o Citigroup e o Morgan Stanley, também já tinham anunciado que suspenderão as doações dos seus comités de ação política.

QUINZE MIL MEMBROS DA GUARDA NACIONAL MOBILIZADOS PARA A POSSE DE BIDEN


O Pentágono indicou esta segunda-feira ter autorizado o destacamento de 15.000 elementos da Guarda Nacional em Washington para evitar episódios de violência na investidura do presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, no próximo dia 20.

Perto de 6.200 militares já estão presentes na capital federal e no fim de semana serão no total 10.000, disse aos jornalistas o general Daniel Hokanson.

Cerca de 5.000 soldados suplementares podem ainda juntar-se aos outros destacados na cerimónia de tomada de posse de Biden.

Neste momento, a missão limita-se a um apoio logístico à polícia local e só serão autorizados "em último recurso" a fazer detenções, caso a situação fique fora de controlo, acrescentou o mesmo elemento, que supervisiona o gabinete da Guarda Nacional no Ministério da Defesa.

O Pentágono foi criticado por ter tardado a enviar a Guarda Nacional no passado dia 6 de janeiro, quando apoiantes do presidente cessante dos Estados Unidos, Donald Trump, invadiram o Capitólio, semeando o caos. A violência provocou cinco mortos.

Segundo o general Hokanson, "o nível de violência" dos manifestantes "não tinha sido antecipado".

Na semana passada, começaram a circular nas redes sociais novos apelos para agir no dia 17 de janeiro e a presidente da câmara de Washington, Muriel Bowser, prolongou o estado de emergência até dia 20 para voltar a impor o recolher obrigatório, se for necessário.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2021

CÂMARA DOS REPRESENTANTES VAI AVANÇAR PARA A DESTITUIÇÃO DE TRUMP


A presidente da Câmara dos Representantes, Nancy Pelosi, anunciou que vai avançar legislação para um novo processo de destituição contra o presidente cessante, Donald Trump.

Numa carta aos Democratas naquela câmara do Congresso norte-americano, Pelosi escreveu que vai ser pedido ao Vice-presidente, Mike Pence, que seja "ativada a 25.ª emenda [da Constituição] para declarar o presidente incapaz de executar os deveres do seu cargo".

Caso isto não aconteça, será então "levada à discussão legislação de destituição".

"Ao proteger a nossa Constituição e a nossa Democracia, vamos agir com urgência, porque este presidente representa uma ameaça iminente a ambas. À medida que os dias passam, o horror do assalto em curso sobre a nossa democracia cometido por este presidente é intensificado e também é a necessidade imediata de ação", pode ler-se no documento.

Segundo a agência Associated Press, líderes na Câmara dos Representantes vão trabalhar, na segunda-feira, para aprovar legislação que force Pence a afastar Trump do cargo e a assumir a Presidência durante os dias que restam cumprir do mandato, embora seja quase certo que os republicanos vão bloquear essa tentativa. Caso essa rejeição se confirme, a Câmara dos Representantes reúne-se na terça-feira para um voto em plenário.

Desde quarta-feira, quando o Capitólio foi atacado e invadido por centenas de apoiantes de Trump e cinco pessoas morreram, incluindo um agente da polícia do Capitólio, que têm sido várias as vozes a reclamar que o presidente cessante abandone o cargo imediatamente, sem esperar pela tomada de posse de Joe Biden.

Outros eleitos do Partido Republicano, como os senadores Josh Hawley, do Missouri, e Ted Cruz, do Texas, têm também enfrentado múltiplas críticas e apelos para que se demitam por terem apoiado, sem provas, a contestação à eleição de Biden.

Os senadores republicanos Pat Toomey, da Pensilvânia, e Lisa Murkowski, do Alaska, apelaram, no domingo, a Trump para que "se vá embora o mais rápido possível". Outros senadores republicanos mostraram-se menos insistentes face ao ainda Presidente, mas admitiram pensar em votar favoravelmente pela destituição.

Pelosi já havia afirmado, no sábado, que é "absolutamente essencial que aqueles que cometeram o ataque contra a democracia sejam responsabilizados".

Por seu lado, o ainda líder da maioria republicana no Senado, Mitch McConnell, disse que um processo de destituição naquela câmara do Congresso não poderia arrancar antes do dia da tomada de posse, em 20 de janeiro.

No começo de 2020, os democratas processaram Trump pelas pressões que exerceu sobre o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskiy, para que investigasse Joe Biden com o objetivo de dificultar as suas aspirações presidenciais.

O processo político contra Trump fracassou no Senado, onde os Republicanos tinham a maioria até quarta-feira na sequência da vitória dos dois candidatos democratas nas eleições para o Senado no estado da Geórgia.

Pelosi, bem como o líder da minoria democrata no Senado, Chuck Schumer, já na quinta-feira tinham anunciado que iriam pedir ao vice-presidente, Mike Pence, para invocar a 25.ª emenda da Constituição, que permite retirar poderes ao presidente por incapacidade de exercício de funções.

Se Trump for removido do cargo por destituição ficará impedido de concorrer novamente à Casa Branca.

No caso de ser alvo de um julgamento de destituição, será o único presidente dos Estados Unidos, até agora, a ter sido alvo de dois processos desse género.

O republicano Donald Trump perdeu as eleições presidenciais de 03 de novembro para o seu rival democrata, Joe Biden, que deve tomar posse como 46.º Presidente dos EUA em 20 de janeiro.

sábado, 9 de janeiro de 2021

TWITTER SUSPENDE CONTA DE DONALD TRUMP PERMANENTEMENTE


A conta no Twitter do presidente cessante dos Estados Unidos foi suspensa permanentemente.

"Após uma análise minuciosa dos tweets recentes da conta de Donald Trump e do contexto ao seu redor, suspendemos permanentemente a conta devido ao risco de mais incitação à violência", anunciou, esta sexta-feira, a rede social, que já tinha eliminado vários "tweets" de Trump, por repetidamente, e sem fundamentação, contestar a legalidade das eleições presidências que ditaram a sua derrota.

A conta do presidente cessante já tinha sido suspensa por 12 horas, tendo sido reativado na quinta-feira.


After close review of recent Tweets from the account and the context around them we have permanently suspended the account due to the risk of further incitement of violence.

JOVEM DE 21 ANOS É ATACADA A FACADAS PELO PRÓPRIO PAI

Um homem, de 42 anos, é suspeito de matar a facadas a própria filha nesta segunda-feira(12) em Rodeio, no Vale do Itajaí, em  Santa Catarina...