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quinta-feira, 21 de janeiro de 2021

TOMADA DE POSSE DE JOE BIDEN

 


Joe Biden tornou-se nesta quarta-feira (20.01) o 46º Presidente da história dos Estados Unidos, ao tomar posse na cerimónia oficial diante das escadarias do Capitólio e em meio a fortes medidas de segurança. 

Faltavam alguns minutos para as 12:00 locais quando Joe Biden, de 78 anos, colocou a mão sobre uma edição da bíblia de 1893 para jurar defender a Constituição, perante o presidente do Supremo Tribunal, John Roberts, e perante o olhar de Kamala Harris, que minutos antes tinha tomado posse como sua vice-Presidente. 

No seu empossamento, Biden afirmou: "Este é o dia da América, o dia da democracia, um dia de história e de esperança".

O novo Presidente lembrou que os Estados Unidos enfrentam "um aumento do extremismo político, da supremacia branca, do terrorismo doméstico, que devemos enfrentar e iremos derrotar".

Nesta contexto, pediu que o país rebata a ideia de que "os factos são manipulados e, até mesmo, fabricados". Donald Trump, o seu antecessor, não participou do evento, tornando-se, em cerca de 150 anos, o primeiro Presidente do país a boicotar a tomada de posse de um sucessor. Já o seu ex-vice presidente, Mike Pence, marcou presença na tomada de posse, que também contou com os ex-Presidentes George W. Bush, Bill Clinton e Barack Obama.  

No discurso da cerimónia, Amy Klobuchar, a nova líder democrata no Senado, recordou o episódio do ataque ao Capitólio, a 6 de janeiro, afirmando que a democracia resiste a todas as investidas, dizendo que é também um exemplo de que a democracia não deve ser dada por garantida. 

"Celebramos um novo Presidente que vai restaurar os valores da democracia", disse Klobuchar, sem esconder alguma emoção, referindo-se ainda a Kamala Harris como a primeira sul asiática na vice-Presidência, como sinal de novos tempos de diversidade. 

Referindo-se aos eventos de 6 de janeiro, o número um dos EUA prometeu que isso não acontecerá novamente "nem hoje, nem amanhã". 

Momento de unificação

O senador republicano Roy Blunt, do Missouri, disse que é importante preservar as "liberdades conquistadas" e que as democracias "nunca estão terminadas", e que a tomada de posse de sucessivos presidentes mostra que as instituições são perecíveis. 

"Este não é um momento de divisão, é um momento de unificação", disse Blunt, admitindo que, na tomada de posse do democrata Joe Biden, "há um partido mais satisfeito do que outro", mas que não é isso que deve diminuir o esforço de todos os legisladores.

O novo Presidente dos EUA apelou a que seja encerrada o que classificou como "guerra civil" entre democratas e republicanos e pediu que seja assumida no país a responsabilidade de defender a verdade e derrotar as mentiras.

Biden, católico praticante, ouviu ainda uma oração proferida pelo padre Leo O'Donovan, um amigo de longa data, que abençoou a nova equipa governamental, sublinhando a necessidade da "fé necessária" para ultrapassar os grandes desafios. 

E a Covid-19...

O sucessor de Trump disse que este é o momento "para baixar a temperatura", para acalmar ânimos políticos desavindos, perante graves desafios. 

"Vamos derrotar a pandemia. Mas vamos fazê-lo juntos. Temos de o fazer juntos", prometeu Biden, recordando que a crise sanitária que se vive já matou tantos norte-americanos como a Segunda Guerra Mundial. 

O estadista pediu mesmo uns segundos de silêncio pelas vítimas mortais da pandemia, colocando o problema como prioridade da sua agenda política. 

Alias, a cerimónia decorreu diante de um público reduzido devido aos protocolos para evitar contágios do coronavírus.

Política externa 

Ainda no seu discurso, Joe Biden prometeu reparar "as alianças" tradicionais do país, que se voltará a relacionar "uma vez mais com o mundo", depois da política de isolamento do antecessor, Donald Trump.

Mas Biden também deixou uma mensagem para o exterior, dirigindo-se aos inimigos e aliados: "Seremos aliados de confiança. Seguros e fortes".

O novo estadista disse acreditar que os Estados Unidos podem "voltar a ser um aliado em que se pode confiar".

Depois da cerimónia de empossamento do novo homem forte da Casa Branca, Joe Biden efetuará a entrada inaugural na Casa Branca. 

As outras estrelas da festa...

A cantora Lady Gaga interpretou o hino nacional, num espampanante vestido vermelho, com uma imagem dourada da pomba, símbolo de paz, antes de Biden prometer defender os Estados Unidos dos seus inimigos, internos e externos. 

Também Jennifer Lopez cantou nesta cerimónia, que antecede uma série de eventos festivos que se prolongam ao longo do dia e noite de quarta-feira (20.01). 

E uma estrela africana abrilhantou a festa com uma das suas músicas nesta esperada festa, Burna Boy.

A canção "Destiny" da mega estrela nigeriana, estava na "playlist" da cerimónia. O "afrobeat" do cantor nigeriano constou de uma lista com outros artistas internacionais como Beyoncé, Kendrick Lamar e Stevie Wonder.

Burna Boy, compositor, cantor e rapper, é um dos músicos mais conhecidos de África a nível internacional.

terça-feira, 19 de janeiro de 2021

MULHER QUE TERÁ ROUBADO COMPUTADOR DE PELOSI TENTOU VENDÊ-LO À RUSSIA


O FBI está à procura de Riley June Williams, que por agora está acusada apenas de entrada ilegal no Capitólio e de conduta desordeira.

As autoridades federais estão à procura de uma mulher que participou na invasão do Capitólio e que terá roubado um computador portátil do gabinete de Nancy Pelosi, a presidente da Câmara dos Representantes, adianta a Associated Press.

No mandado de detenção emitido este domingo, o FBI revela que Riley June Williams está acusada de entrada ilegal no Capitólio e de conduta desordeira, não constando qualquer acusação de roubo.

Mas a AP refere que o FBI está a investigar uma informação que recebeu de um ex-namorado de Riley June Williams, que diz que amigos dela mostraram-lhe um vídeo em que Riley aparecia a levar um computador portátil ou um disco rígido do gabinete de Pelosi.

O homem alegou ainda que Riley teria tentado enviar o computador para um amigo que vive na Rússia com a intenção de vendê-lo aos serviços de inteligência daquele país.


Uma foto de Riley June Williams divulgada pelo FBI© FBI

No entanto, os planos caíram por terra e Riley June Williams ainda terá em sua posse o computador ou já o terá destruído.

No passado dia 8 de janeiro, Drew Hammill, o assistente do chefe de gabinete de Nancy Pelosi, confirmou que tinha sido furtado um computador portátil de uma sala de reuniões, mas acrescentou que “só era usado para apresentações”.

domingo, 17 de janeiro de 2021

POLÍCIA DO CAPITÓLIO DETEVE HOMEM COM ACREDITAÇÃO FALSA E FORTEMENTE ARMADO


A polícia do Capitólio deteve na sexta-feira um homem que tentou entrar no perímetro cercado do centro de Washington, nos Estados Unidos, com uma acreditação falsa, pelo menos uma arma e mais de 500 balas.

A notícia desta detenção, avançada pela estação de televisão norte-americana CNN, aconteceu a poucos dias da investidura do presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, prevista para quarta-feira.

De acordo com a CNN, a detenção ocorreu às 18:30 locais de sexta-feira (23:30 em Lisboa), quando o homem se aproximou de um dos pontos de controlo policial perto do Capitólio, um dos muitos criados ao longo do perímetro se segurança que impede a entrada no centro da capital dos Estados Unidos.

O homem, residente em Front Royal, no estado da Virginia, apresentou aos polícias uma acreditação falsa para aceder ao perímetro de segurança.

Quando os agentes lhe perguntaram se levava armas, o homem respondeu que tinha uma pistola semiautomática Glock, que estava carregada com 17 balas.

Depois da detenção, a polícia apreendeu a arma, mais 509 balas, 21 cartuchos de espingarda e um carregador para a pistola, de acordo com um relatório policial a que a CNN teve acesso.

Washington e as capitais dos 50 estados dos Estados Unidos estão em alerta máximo este fim-de-semana, depois de o FBI ter indicado ter informação sobre "protestos armados" previstos entre hoje e quarta-feira.

Pistas nas redes sociais apontavam para a possibilidade de um segundo assalto ao Congresso, bem como a outros edifícios estatais das capitais.

Em 6 de janeiro, milhares de apoiantes do Presidente cessante, Donald Trump, e simpatizantes da extrema-direita invadiram o Capitólio, que alberga o Senado e Câmara dos Representantes, que nesse dia reuniam para o último passo da confirmação de Joe Biden como Presidente.

Cinco pessoas morreram nos confrontos que se seguiram a esta invasão, incluindo um agente da polícia do Capitólio.

Na sexta-feira, o Pentágono anunciou ter autorizado a deslocação de mais de 25 mil militares para as ruas de Washington, para a proteção de várias zonas, principalmente do National Mall, onde se reúnem os pontos mais importantes da política norte-americana, incluindo a Casa Branca, o Capitólio e outros monumentos emblemáticos.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2021

CÂMARA DOS REPRESENTANTES APROVA SEGUNDO PROCESSO DE DESTITUIÇÃO DE TRUMP


A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos da América aprovou esta quarta-feira a instauração de um processo de destituição ao Presidente cessante, Donald Trump, acusado de ter incitado um ataque ao Capitólio na semana passada.

Apesar da obtenção de uma maioria na Câmara de Representantes para iniciar o julgamento político de Trump, é necessária a aprovação de uma maioria de 2/3 no Senado, ainda controlado pelos republicanos, para efetivar a destituição.

O artigo para o novo processo de "impeachment" de Donald Trump foi apresentado na Câmara de Representantes, na segunda-feira, acusando o líder republicano de "incitação a insurreição" por ter induzido os seus apoiantes a assaltar o Capitólio, na passada quarta-feira.

Os democratas lutam agora contra o relógio, para conseguir que o artigo de destituição seja aprovado na Câmara e levado a tempo de ser votado no Senado, antes da tomada de posse do Presidente eleito, Joe Biden, em 20 de janeiro.

É a primeira vez na história dos EUA que um presidente enfrenta dois processos de destituição durante o mandato.

terça-feira, 12 de janeiro de 2021

DEUTSCHE BANK CORTA RELAÇÕES COM DONALD TRUMP


O Deutsche Bank é a mais recente empresa a cortar laços com Donald Trump. O banco alemão, que alimentou a Organização Trump durante duas décadas, não fará mais negócios com o presidente norte-americano cessante e as suas empresas.

A notícia foi avançada esta terça-feira pela imprensa norte-americana, citando fontes anónimas do banco, próximas do processo de deliberação que é confidencial.

A ação do Deutsche Bank segue-se ao episódio da invasão do Capitólio dos EUA, na última quarta-feira, por uma multidão de apoiantes de Trump, por si incitados a não aceitarem o resultado das presidenciais de novembro, que atribuiu a vitória ao democrata Joe Biden. Surge ainda na sequência do início do segundo processo de "impeachment" (destituição) de Donald Trump, levantado pelos democratas.

O Deutsche Bank tem sido o maior credor de Trump. A "Trump Organization", liderada pelos dois filhos mais velhos do presidente, deve a este banco cerca de 340 milhões de dólares (quase 280 milhões de euros) em empréstimos.

Depois de uma série de falências na década de 1990, o Deutsche Bank continuou a emprestar dinheiro a Trump e às suas empresas, mesmo muito depois de outros bancos o rejeitarem. Em 2008, Trump processou a divisão de imóveis do banco depois de deixar de pagar um crédito de 40 milhões de dólares (cerca de 33 milhões de euros), usado para financiar a construção do Trump International Hotel and Tower, em Chicago.

O magnata acusou o Deutsche Bank de ser um dos causadores da crise financeira e exigiu 3 mil milhões de dólares (cerca de 2,47 mil milhões de euros) de compensação. O banco acabaria por lhe emprestar mais dinheiro para pagar a dívida existente, recorda a imprensa norte-americana.

O Deutsche Bank resistiu ainda à frente dos democratas levantada na Câmara de Representantes e no Senado para explicar a sua relação com Trump e para esclarecer se bancos ou entidades estatais russas asseguraram algumas das suas dívidas.

O banco alemão não quis comentar as notícias desta terça-feira, mas na semana passada, a diretora-executiva do Deutsche Bank nos EUA, Christiana Riley, condenou a invasão do Capitólio nas rede sociais. "Temos orgulho de nossa Constituição e apoiamos os que tentam mantê-la, de modo a assegurar que a vontade do povo seja preservada e que ocorra uma transição de poder pacífica", disse.

De acordo com a agência de notícias "Reuters", o Deutsche Bank já vinha desde novembro a tentar cortar as relações de negócio com Trump, cansado de publicidade negativa.

Também o banco nova-iorquino Signature Bank, no qual a filha do presidente Ivanka Trump chegou a ser membro do conselho administrativo, decidiu romper ligações com o presidente e as suas empresas.

A instituição, que defendeu a renúncia de Trump neste final de mandato, anunciou que encerrará duas contas pessoais de Trump, nas quais detém um total de 5,3 milhões de dólares (cerca de 4,36 milhões de euros), diz a Bloomberg.

As companhias a virarem costas a Donald Trump têm-se multiplicado a cada dia, desde a semana passada, em coro com as grandes redes sociais como o Facebook e o Twitter, que suspenderam o seu perfil.

Empresas líderes de mercado como a Coca-Cola e a rede de hotéis Marriott já disseram que vão parar as doações políticas aos republicanos que apoiam a teoria de fraude eleitoral promovida por Trump.

Muitos dos maiores bancos dos EUA, como o JPMorgan Chase, o Goldman Sachs, o Citigroup e o Morgan Stanley, também já tinham anunciado que suspenderão as doações dos seus comités de ação política.

QUINZE MIL MEMBROS DA GUARDA NACIONAL MOBILIZADOS PARA A POSSE DE BIDEN


O Pentágono indicou esta segunda-feira ter autorizado o destacamento de 15.000 elementos da Guarda Nacional em Washington para evitar episódios de violência na investidura do presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, no próximo dia 20.

Perto de 6.200 militares já estão presentes na capital federal e no fim de semana serão no total 10.000, disse aos jornalistas o general Daniel Hokanson.

Cerca de 5.000 soldados suplementares podem ainda juntar-se aos outros destacados na cerimónia de tomada de posse de Biden.

Neste momento, a missão limita-se a um apoio logístico à polícia local e só serão autorizados "em último recurso" a fazer detenções, caso a situação fique fora de controlo, acrescentou o mesmo elemento, que supervisiona o gabinete da Guarda Nacional no Ministério da Defesa.

O Pentágono foi criticado por ter tardado a enviar a Guarda Nacional no passado dia 6 de janeiro, quando apoiantes do presidente cessante dos Estados Unidos, Donald Trump, invadiram o Capitólio, semeando o caos. A violência provocou cinco mortos.

Segundo o general Hokanson, "o nível de violência" dos manifestantes "não tinha sido antecipado".

Na semana passada, começaram a circular nas redes sociais novos apelos para agir no dia 17 de janeiro e a presidente da câmara de Washington, Muriel Bowser, prolongou o estado de emergência até dia 20 para voltar a impor o recolher obrigatório, se for necessário.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2021

CÂMARA DOS REPRESENTANTES VAI AVANÇAR PARA A DESTITUIÇÃO DE TRUMP


A presidente da Câmara dos Representantes, Nancy Pelosi, anunciou que vai avançar legislação para um novo processo de destituição contra o presidente cessante, Donald Trump.

Numa carta aos Democratas naquela câmara do Congresso norte-americano, Pelosi escreveu que vai ser pedido ao Vice-presidente, Mike Pence, que seja "ativada a 25.ª emenda [da Constituição] para declarar o presidente incapaz de executar os deveres do seu cargo".

Caso isto não aconteça, será então "levada à discussão legislação de destituição".

"Ao proteger a nossa Constituição e a nossa Democracia, vamos agir com urgência, porque este presidente representa uma ameaça iminente a ambas. À medida que os dias passam, o horror do assalto em curso sobre a nossa democracia cometido por este presidente é intensificado e também é a necessidade imediata de ação", pode ler-se no documento.

Segundo a agência Associated Press, líderes na Câmara dos Representantes vão trabalhar, na segunda-feira, para aprovar legislação que force Pence a afastar Trump do cargo e a assumir a Presidência durante os dias que restam cumprir do mandato, embora seja quase certo que os republicanos vão bloquear essa tentativa. Caso essa rejeição se confirme, a Câmara dos Representantes reúne-se na terça-feira para um voto em plenário.

Desde quarta-feira, quando o Capitólio foi atacado e invadido por centenas de apoiantes de Trump e cinco pessoas morreram, incluindo um agente da polícia do Capitólio, que têm sido várias as vozes a reclamar que o presidente cessante abandone o cargo imediatamente, sem esperar pela tomada de posse de Joe Biden.

Outros eleitos do Partido Republicano, como os senadores Josh Hawley, do Missouri, e Ted Cruz, do Texas, têm também enfrentado múltiplas críticas e apelos para que se demitam por terem apoiado, sem provas, a contestação à eleição de Biden.

Os senadores republicanos Pat Toomey, da Pensilvânia, e Lisa Murkowski, do Alaska, apelaram, no domingo, a Trump para que "se vá embora o mais rápido possível". Outros senadores republicanos mostraram-se menos insistentes face ao ainda Presidente, mas admitiram pensar em votar favoravelmente pela destituição.

Pelosi já havia afirmado, no sábado, que é "absolutamente essencial que aqueles que cometeram o ataque contra a democracia sejam responsabilizados".

Por seu lado, o ainda líder da maioria republicana no Senado, Mitch McConnell, disse que um processo de destituição naquela câmara do Congresso não poderia arrancar antes do dia da tomada de posse, em 20 de janeiro.

No começo de 2020, os democratas processaram Trump pelas pressões que exerceu sobre o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskiy, para que investigasse Joe Biden com o objetivo de dificultar as suas aspirações presidenciais.

O processo político contra Trump fracassou no Senado, onde os Republicanos tinham a maioria até quarta-feira na sequência da vitória dos dois candidatos democratas nas eleições para o Senado no estado da Geórgia.

Pelosi, bem como o líder da minoria democrata no Senado, Chuck Schumer, já na quinta-feira tinham anunciado que iriam pedir ao vice-presidente, Mike Pence, para invocar a 25.ª emenda da Constituição, que permite retirar poderes ao presidente por incapacidade de exercício de funções.

Se Trump for removido do cargo por destituição ficará impedido de concorrer novamente à Casa Branca.

No caso de ser alvo de um julgamento de destituição, será o único presidente dos Estados Unidos, até agora, a ter sido alvo de dois processos desse género.

O republicano Donald Trump perdeu as eleições presidenciais de 03 de novembro para o seu rival democrata, Joe Biden, que deve tomar posse como 46.º Presidente dos EUA em 20 de janeiro.

sábado, 9 de janeiro de 2021

TWITTER SUSPENDE CONTA DE DONALD TRUMP PERMANENTEMENTE


A conta no Twitter do presidente cessante dos Estados Unidos foi suspensa permanentemente.

"Após uma análise minuciosa dos tweets recentes da conta de Donald Trump e do contexto ao seu redor, suspendemos permanentemente a conta devido ao risco de mais incitação à violência", anunciou, esta sexta-feira, a rede social, que já tinha eliminado vários "tweets" de Trump, por repetidamente, e sem fundamentação, contestar a legalidade das eleições presidências que ditaram a sua derrota.

A conta do presidente cessante já tinha sido suspensa por 12 horas, tendo sido reativado na quinta-feira.


After close review of recent Tweets from the account and the context around them we have permanently suspended the account due to the risk of further incitement of violence.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2021

TRUMP ANUNCIA QUE NÃO ESTARÁ NA TOMADA DE POSSE DE JOE BIDEN


O Presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou esta sexta-feira que não irá marcar presença na tomada de posse do seu sucessor, Joe Biden.

A revelação foi feita numa publicação na rede social Twitter:

"A todos os que me perguntaram, não irei à tomada de posse a 20 de janeiro", escreveu Trump.

Na quinta-feira, Trump reconheceu publicamente que deixaria o cargo de Presidente dos Estados Unidos a 20 de janeiro pela primeira vez, prometendo uma transição pacífica de poder, depois do Congresso confirmar a vitória de Joe Biden.

Em comunicado, o Presidente cessante considera que a decisão do Congresso "representa o fim do melhor primeiro mandato da história presidencial."

"Embora discorde totalmente do resultado da eleição (...) haverá uma transição pacífica a 20 de janeiro", disse Trump num comunicado publicado na rede social Twitter pelo seu diretor de redes sociais, Dan Scavino.

Esta promessa de Donald Trump surgiu depois do ainda Presidente dos Estados Unidos ter dito que nunca reconheceria a derrota nas eleições presidenciais e ter insultado os republicados que não o apoiam.

Mike Pence, o apagado vice-Presidente de Trump, foi o homem mais pressionado da América nos últimos dias. É ao "número dois" de qualquer Presidência que cabe abrir o envelope onde estão os votos certificados de cada estado e anunciá-los. Trump tinha pedido a Pence que rejeitasse os resultados.

O vice-Presidente republicano validou o voto de 306 grandes eleitores a favor do democrata contra 232 para o Presidente cessante, Donald Trump, no final de uma sessão das duas câmaras, marcada pela invasão de apoiantes de Trump e que semeou o caos no Capitólio, em Washington.

CONFIRMAÇÃO DE BIDEN ACONTECE APÓS INVASÃO DO CAPITÓLIO

A sessão de trabalhos esteve interrompida durante algumas horas depois de os apoiantes de Donald Trump terem invadido o Capitólio. A Guarda Nacional teve de intervir e foi decretado o recolher obrigatório em Washington. Dos confrontos resultaram pelo menos quatro mortos e 52 detidos.

A polícia da capital dos Estados Unidos usou armas de fogo para proteger congressistas e a AP já tinha dado conta da morte de uma mulher, alvejada no interior do Capitólio. A mesma força adiantou agora que mais três pessoas morreram no hospital.

As autoridades acrescentaram que pelo menos 14 polícias ficaram feridos, dois deles em estado grave, tendo sido efetuadas mais de meia centena de detenções, sendo que cerca de 30 aconteceram por violação do recolher obrigatório.

A presidente da Câmara de Washington, Muriel Bowser, prolongou o estado de emergência pública na capital por mais 15 dias, até depois da tomada de posse do Presidente eleito, Joe Biden, agendada para 20 de Janeiro.

As autoridades também encontraram e desativaram duas bombas caseiras nas proximidades da sede dos secretariados nacionais dos partidos Democrata e Republicano. E descobriram ainda uma viatura no terreno do Capitólio, onde se encontrava uma espingarda e até dez bombas incendiárias, informou a cadeia de televisão norte-americana CNN.

Quatro horas após o início dos incidentes, as autoridades declararam que o edifício do Capitólio estava em segurança.

A invasão dos apoiantes de Donald Trump ao Capitólio não ficou indiferente aos líderes mundiais. Por cá, António Costa diz que as imagens são inquietantes e que o resultado das eleições de novembro deve ser respeitado com uma transição pacífica do poder. Um apelo repetido pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, que diz estar a acompanhar a situação em Washington.

Da União Europeia chegam palavras semelhantes. Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, Charles Michel, presidente do Conselho Europeu, e Josep Borrell, chefe da diplomacia europeia, dizem confiar nas instituições norte-americanas e esperam que a transição de poder de Trump para Biden seja pacífica.

IRAQUE EMITE MANDADO DE PRISÃO PARA DONALD TRUMP


A Justiça do Iraque emitiu nessa 5ª feira (7.jan.2021) um mandado de prisão para o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pelo assassinato de Abu Mahdi al-Muhandis, morto junto com o general Qassim Soleimani em 3 de janeiro de 2020, em Bagdá.

“Após a conclusão dos procedimentos preliminares de investigação, o juiz decidiu emitir um mandado de prisão para o ex-presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump”, diz um comunicado divulgado pelo Conselho Supremo Judiciário do Iraque.

“Os procedimentos de investigação continuarão a descobrir os outros participantes na implementação deste crime, sejam iraquianos ou estrangeiros.

Abu Mahdi al-Muhandis era líder da PMF (Forças de Mobilização Popular), força paramilitar xiita composta por antigas milícias com laços estreitos com o Irã. A organização responde diretamente ao primeiro-ministro do país.

O Irã também tem um mandado de prisão para Trump pela morte de Soleimani, segundo informou a agência de notícias semioficial Fars.

Soleimani foi responsável por liderar a crescente presença militar iraniana no Iraque, Síria e Iêmen. Ele comandava a Força Quds da Guarda Revolucionária do Irã, uma unidade de elite que lida com as operações do Irã no exterior e é considerada uma organização terrorista pelos Estados Unidos.

Em 3 de janeiro de 2020, um ataque de drone ordenado por Trump provocou a morte de al-Muhandis e Soleimani.

Depois do episódio, o procurador-geral de Teerã, Ali Alqasi Mehr, alertou que Trump seria processado após o término de seu mandato.

Na semana passada, perto do aniversario de 1 ano da morte, manifestantes se reuniram em Bagdá no local onde o ataque ocorreu para homenagear os 2 líderes. Participantes gritavam: “Deus é grande, a América é o grande Satanás”.

Na ocasião, o ministro da Defesa iraniano, Brigadeiro-General Amir Hatami, disse que o país se vingará do assassinato“Você cortou a mão de nosso general e suas pernas serão decepadas da região”, afirmou.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2021

TRUMP É BANIDO DO FACEBOOK E DO INSTAGRAM POR TEMPO INDETERMINADO


O presidente dos EUA, Donald Trump, foi banido do Facebook e do Instagram por tempo indeterminado nesta quinta -feira (07/01) porque, segundo o Facebook, "os riscos de permitir que o presidente use a plataforma neste momento são simplesmente grandes demais".

A plataforma disse que a suspensão vai durar "no mínimo" duas semanas, até que a transição de poder seja completada.

Trump já havia sido suspenso temporariamente da plataforma na noite de ontem após o Congresso dos EUA ter sido invadido por militantes que queriam impedir a ratificação da vitória de Joe Biden nas eleições.

Pouco antes da invasão a multidão havia sido inflamada por Trump, que fez alegações infundadas de fraude nas eleições. A invasão gerou caos, violência, levou à morte de quatro pessoas e fez com que os congressistas tivessem que ser evacuados emergencialmente.

Além do discurso público que fez aos invasores, Trump também repetiu as alegações infundadas sobre fraude em suas redes sociais.

Em resposta, o Twitter apagou postagens e suspendeu a conta do presidente por 12h, dizendo que futuras violações poderiam resultar em suspensão permanente.

O Facebook suspendeu a conta do presidente temporariamente na noite de ontem e nesta quinta afirmou que vai manter a suspensão por tempo indeterminado.

"Nos últimos anos, permitimos que o presidente Trump usasse nossa plataforma de forma consistente com as nossas regras, às vezes removendo conteúdos e marcando seus posts quando eles violavam nossas políticas. Fizemos isso porque acreditamos que o público tem o direito a (ter acesso ao) espectro mais amplo de discurso político possível, mesmo quando esse discurso é controverso", escreveu o criador do Facebook, Mark Zuckerberg.

"Mas o contexto atual é fundamentalmente diferente, envolve o uso de nossa plataforma para incitar insurreição contra um governo democraticamente eleito", afirmou.

"Acreditamos que os riscos de permitir que os presidente continuar usando nossa plataforma durante este período é simplesmente grande demais. Portanto estamos ampliando o bloqueio que fizemos em suas contas no Facebook e no Instagram por tempo indeterminado, e por pelo menos duas semanas, até que a transição pacífica de poder esteja concluída", afirmou a plataforma.

ATÉ AO FINAL DE FEVEREIRO PODEM MORRER MAIS SETE MIL PESSOAS EM PORTUGAL

Especialistas dizem que esta é uma previsão otimista, que pode ser ultrapassada caso não seja decretado um confinamento geral mais apertado....