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sĂĄbado, 5 de dezembro de 2020

CONFRONTOS E VANDALISMO CONTRA PROJETO-LEI POLÉMICO EM PARIS


A manifestação realizada em Paris, este sĂĄbado, para protestar contra um controverso projeto-lei sobre "segurança global" avançado pelo Governo francĂȘs degenerou em vĂĄrios incidentes violentos, havendo relatos de vĂĄrios veĂ­culos incendiados, segundo avançou a agĂȘncia France-Presse (AFP).

A agĂȘncia noticiosa francesa relatou igualmente que vĂĄrias fachadas de estabelecimentos, nomeadamente de um supermercado, de uma agĂȘncia imobiliĂĄria e de um banco, tambĂ©m foram danificadas.

A manifestação deste såbado, que teve início na zona norte da capital francesa, foi acompanhada por um forte dispositivo de segurança, depois de no passado såbado outro protesto em Paris, convocado igualmente para contestar o polémico projeto-lei, ter degenerado em confrontos entre as forças policiais e ativistas mais radicais.

Durante o protesto deste såbado, projéteis foram lançados contra as forças policiais, que responderam com gås lacrimogéneo, de acordo com o testemunho dos jornalistas da AFP destacados no local.

Pelo menos 22 pessoas foram detidas, informou, entretanto, o MinistĂ©rio do Interior francĂȘs.

"Todos odeiam a polícia", gritavam alguns dos participantes no protesto, relatou a AFP, indicando que barricadas também foram incendiadas.

Protestos contra este novo projeto-lei sobre "segurança global" ocorreram hoje em quase 90 cidades em França, apesar de o Governo francĂȘs ter anunciado, entretanto, a intenção de rever os aspetos mais controversos do novo diploma.

Estas manifestaçÔes juntaram-se a outras açÔes de protesto que tinham sido convocadas igualmente para este såbado pelos sindicatos para denunciar a crescente precariedade do emprego em França.

Por exemplo, segundo relatou a AFP ao inĂ­cio de hoje Ă  tarde, vĂĄrios milhares de pessoas, incluindo muitos elementos do movimento social dos "coletes amarelos", desfilavam em Paris contra a precariedade do mercado de trabalho e em defesa pelas liberdades.

Aprovado no passado dia 24 de novembro pelos deputados da Assembleia Nacional (cĂąmara baixa do parlamento francĂȘs), o controverso projeto-lei sobre "segurança global" visa expandir alguns poderes e fornecer uma maior proteção Ă s forças de ordem pĂșblica.

Entre outros aspetos, o texto adotado em novembro prevĂȘ um controlo da gravação e da divulgação indevida (com possĂ­vel punição) de imagens relacionadas com as forças de ordem pĂșblica, algo que foi classificado por vĂĄrias vertentes da sociedade francesa como um ataque Ă  liberdade de imprensa e de expressĂŁo.

O Governo francĂȘs jĂĄ admitiu, entretanto, rever este artigo especĂ­fico do projeto-lei, mas os organizadores das manifestaçÔes de hoje consideram isso como insuficiente e exigem a retirada total do novo diploma que qualificam como liberticida.

A polĂ©mica em redor deste diploma surge num momento em que o paĂ­s tem sido abalado por alguns casos de violĂȘncia policial, como foi o caso da recente situação que envolveu um produtor de mĂșsica negro espancado por polĂ­cias Ă  entrada de um estĂșdio de mĂșsica em Paris.

quinta-feira, 5 de novembro de 2020

MACRON DEFENDE MAIOR REFORÇO EM CONTROLO DE FRONTEIRAS COM ESPANHA

 


Espanha é uma das principais portas de entrada em França de imigrantes ilegais, que chegam da costa do Norte da África.

O Presidente francĂȘs vai esta quinta-feira Ă  fronteira franco-espanhola, em Perthus, numa viagem dedicada ao "reforço do controlo fronteiriço", no Ăąmbito da luta contra a imigração ilegal e o terrorismo, anunciou o Eliseu.

Acompanhado do ministro do Interior, GĂ©rald Darmanin, e do secretĂĄrio de Estado dos Assuntos Europeus, ClĂ©ment Beaune, Emmanuel Macron visitarĂĄ um posto de fronteira para veĂ­culos que entram em territĂłrio francĂȘs e tambĂ©m o Centro de Cooperação Policial e Aduaneira (CCPD) du Perthus.

Espanha é uma das principais portas de entrada em França de imigrantes ilegais, que chegam da costa do Norte da África.

O chefe de Estado apelou, na terça-feira, a uma resposta europeia comum contra o terrorismo, um dia depois do atentado islamita em Viena, que provocou quatro mortos, e depois dos recentes atentados em França, incluindo o assassínio do professor Samuel Paty por mostrar caricaturas de Maomé.

Vårios dos ataques recentes na Europa mostram lacunas na cooperação europeia, particularmente na vertente da informação.

O atentado de Nice foi cometido por um jovem tunisino recém-desembarcado clandestinamente em Lampedusa (Itålia) e o de Viena por um simpatizante do grupo jiadista Daesh (autoproclamado Estado Islùmico).

Os serviços de informação da EslovĂĄquia sinalizaram a Viena o autor do atentado, mas o alerta nĂŁo teve consequĂȘncias.

Para Paris, todos os paĂ­ses europeus sĂŁo agora potenciais alvos de ataques terroristas.

"A ameaça terrorista é forte e atinge toda a Europa Ocidental", alertou o ministro do Interior da França, Gerald Darmanin.

Os 27 tĂȘm-se esforçado por reforçar a cooperação nesta ĂĄrea, tentando controlar "quem detĂ©m armas, quem financia o terrorismo", removendo conteĂșdos terroristas da Internet, fiscalizando "informação sobre passageiros de voos, sobre ficheiros Schengen ou mesmo trocando informaçÔes judiciais com a Europol", disse o coordenador nacional francĂȘs de informação e luta contra o terrorismo, Laurent Nunez, em declaraçÔes Ă  agĂȘncia de notĂ­cias francesa AFP.

A Alemanha, que atualmente preside ao Conselho Europeu, incluiu a luta contra o terrorismo na lista de questĂ”es de uma reuniĂŁo de ministros do Interior dos 27, a realizar em 13 de novembro, dando particular atenção Ă  remoção de conteĂșdos terroristas online e trocas de informaçÔes sobre os utilizadores desses dados.

Emmanuel Macron e o chanceler austrĂ­aco, Sebastian Kurz, tambĂ©m agendaram uma videoconferĂȘncia para o inĂ­cio da prĂłxima semana dedicada Ă  luta comum europeia contra o terrorismo.

domingo, 11 de outubro de 2020

ESQUADRA DA POLICIA EM FRANÇA ATACADA COM BARRAS DE FERRO E MORTEIROS

 


Uma esquadra de polĂ­cia em Champigny-sur-Marne, nos arredores de Paris, foi alvo de um ataque por parte de dezenas de pessoas, na noite deste sĂĄbado para domingo, de acordo com a imprensa francesa.

O ataque terĂĄ sido levado a cabo por cerca de quarenta indivĂ­duos, armados com morteiros e barras de ferro, segundo apurou a BFMTV, que acrescenta que nenhum agente de autoridade ficou ferido em resultado do ataque.

O incidente ficou gravada em vĂ­deo, filmado por um morador local, que acabou por partilhar as imagens no Twitter. O vĂ­deo comprova o uso dos explosivos.

A publicação apurou que o incidente ocorreu por volta das 23h55 (hora local), quando dois agentes se encontravam a fumar no exterior do departamento policial. Dezenas de pessoas aproximaram-se e começaram a bater na porta de entrada com barras de ferro, tendo os agentes conseguido refugiar-se a tempo.

No decorrer do ataque foram disparados vĂĄrios morteiros. Foram encontrados no local oito destes explosivos. VĂĄrios veĂ­culos policiais ficaram danificados e foram registados pelo menos dois focos de incĂȘndio, em caixotes do lixo. Os dois agentes de autoridade que estavam presentes ficaram "em estado de choque", de acordo com denĂșncia do sindicato. 

As autoridades estĂŁo a investigar aquilo que definem como "um ataque bem organizado".

segunda-feira, 27 de julho de 2020

AUTOR DO INCÊNDIO NA CATEDRAL DE NANTES CONFESSA O CRIME



Depois de uma semana de ter acontecido o incĂȘndio na catedral de Nantes, o voluntĂĄrio ruandĂȘs da diocese confessou a autoria e estĂĄ sob custĂłdia por "destruição e danos causados pelo fogo".

O advogado do ruandĂȘs Quentin Chabert disse : "O meu cliente cooperou", e "Lamente amargamente os factos e confessar foi para ele uma libertação. O meu cliente estĂĄ agora roĂ­do pelo remorso e sobrecarregado pela escala dos acontecimentos".

Quentin "admitiu, durante o interrogatĂłrio inicial perante o juiz de instrução, que tinha acendido os trĂȘs fogos na catedral: no grande ĂłrgĂŁo, no pequeno ĂłrgĂŁo e num painel elĂ©ctrico".

Quentin de 39 anos, estava responsĂĄvel por fechar a catedral na vĂ©spera do incĂȘndio foi acusado por "destruição e danos por fogo e colocado em prisĂŁo preventiva pelo juiz de instrução".

O homem enfrenta agora "uma pena de prisão de 10 anos e uma multa de 150.000 euros", disse o procurador de Nantes, Pierre Sennés.

"Entre o grande ĂłrgĂŁo, que se encontra na fachada do primeiro andar, e os outros focos de incĂȘndio, tem quase toda a distĂąncia da catedral. No entanto, estĂŁo a uma distĂąncia considerĂĄvel um do outro".

O reitor da catedral disse"O ruandĂȘs veio refugiar-se em França hĂĄ alguns anos, eu tinha plena confiança nele".

O primeiro ministro Jean Castex, prometeu que o Estado "participarå plenamente", na reconstrução da catedral.













sĂĄbado, 18 de julho de 2020

ÓRGÃO DA CATEDRAL DE NANTES ( FRANÇA) ARDEU HOJE



Primeiro foi a catedral de Notre-Dame, Paris, em Abril de 2019, agora foi mais uma catedral em Nantes.

O responsåvel dos bombeiros, Laurent Ferlay, disse: "Os estragos estão concentrados no órgão que esta completamente destruído. A plataforma sobre a qual se situa estå muito inståvel e ameaça ruir".

"Foi aberta uma investigação por incĂȘndio voluntĂĄrio", disse Pierre Sennes, promotor da RepĂșblica em Nantes. 

"Os danos estĂŁo concentrados no grande ĂłrgĂŁo, que parece totalmente destruĂ­do", disse Laurent, o incĂȘndio estava "sob controlo".

Cerca de cem bombeiros combateram as chamas na catedral.

A mesma catedral jĂĄ tinha sofrido um incĂȘndio em 1972, em que as chamas devastaram um teto, do sĂ©culo XV.





terça-feira, 14 de julho de 2020

NO DIA DA BASTILHA FRANÇA DIZ "MERCI" AOS HERÓIS DO VIRUS



Esta terça-feira foi o dia da Bastilha em França, este ano em vez de soldados fardados nas ruas, foram Médicos de jaleco branco que marcaram o dia.

No maior feriado nacional em França, foram homenageados enfermeiros, motoristas de ambulĂąncias, caixas de supermercado e outros.

Macron destacou os sucessos da França no combate à pior crise desde a segunda guerra mundial.

Foram convidados este ano, enfermeiros, mĂ©dicos, trabalhadores de supermercado e casas de repouso, agentes funerĂĄrios, tĂ©cnicos de laboratĂłrio, fabricantes de mascaras e muitos outros, que mantiveram a França a funcionar durante a pandemia.

Em uma marcha , os sindicatos denunciavam: "Estamos com escassez de pessoal" disse Sylvie Pecard, enfermeira e manifestante "É porque nĂŁo recrutamos enfermeiros. Eu vim para aqui hĂĄ 20 anos e nĂŁo havia posiçÔes vazias, agora todos os serviços estĂŁo com falta de pessoal, e estĂĄ cada vez pior".

Reconhecendo os "erros" que sua presidĂȘncia provocou no gerenciamento da pandemia, Macron falou em uma entrevista a uma televisĂŁo francesa,"Nosso pais estĂĄ com medo. HĂĄ uma crise de confiança".








PROTEÇÃO CIVIL ALERTA PARA CHUVA, NEVE E VENTO NAS PRÓXIMAS 48 HORAS

A Autoridade Nacional de EmergĂȘncia e Proteção Civil (ANEPC) alertou esta terça-feira para o agravamento do estado do tempo em Portugal Cont...