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sexta-feira, 15 de janeiro de 2021

"A CHINA MENTE E ENGANA A COMUNIDADE INTERNACIONAL H√Ā MEIO S√ČCULO"


 Jornal Expresso

Em 2011, quando conseguiu fugir da China, disse: “Estou a tentar convencer-me de que n√£o estarei fora muito tempo e que tudo mudar√° em breve”. J√° l√° v√£o dez anos de ex√≠lio na Alemanha. Yiwu Liao, que deu uma entrevista exclusiva ao Expresso, tornou-se um dos maiores inimigos de Pequim, pelo que escreve e diz e por ajudar outros dissidentes. A √ļltima foi Liu Xia, vi√ļva do Nobel da Paz Liu Xiaobo, que morreu em 2017.

Em entrevista ao Expresso, Yiwu Liao oscila entre raiva, frustração e nostalgia ao falar de casa, que abandonou depois de preso e perseguido. Começou a ser um alvo após o Massacre de Tiananmen, em 1989. Depois publicou dez livros e ganhou mais de uma dezena de prémios pela obra que repete o protagonista: o regime do Partido Comunista chinês (PCC). Sente falta do vinho, da comida e do dialeto de Sichuan, onde nasceu e para onde quer voltar. O escritor diz que Pequim lhe roubou os sonhos e as raízes, mas também culpa o Ocidente por fechar os olhos.

√Č conhecido por ser cr√≠tico do regime chin√™s. O impacto do que escreve vale os riscos que corre?

Os meus livros “For one song and one hundred songs – a literary testimony from a Chinese prison” e “Bullets and Opium” [sem edi√ß√£o portuguesa] tiveram impacto gigante. Ganhei o pr√©mio Geschwister-Scholl-Preis, em 2011, o Peace Prize, da Associa√ß√£o German Publishers and Booksellers em 2012, e o Pr√©mio Ryszard Kapuscinski International Report. Na comunica√ß√£o social sou referido como o “Solzhenitsyn da China”, porque comparam estes livros a “O arquip√©lago Gulag” [sobre a vida nos campos sovi√©ticos]. “Bullets and Opium” foi o livro com maior impacto no √Ęmbito da literatura sobre o Massacre de Tiananmen.

Diz que h√° muitas hist√≥rias por contar, entre outras a de “todos os dirigentes chineses corruptos que emigram para os Estados Unidos”. Tem-se dedicado ao que est√° por contar?

Em 2019 publiquei “18 prisoners and two Hongkongers escape prison in Germany” e “When the Wuhan virus came”, em Taiwan, j√° com edi√ß√Ķes em ingl√™s, alem√£o e polaco, que sair√£o na primeira metade do ano.

Temas atuais.

O √ļltimo √© um romance baseado em factos ver√≠dicos. Durante dias, pesquisei no site do Instituto de Virologia de Wuhan. Tamb√©m procurei estar a par do debate protagonizado por Shi ZhengLi, conhecida como “Batwoman da China” depois de descobrir que o SARS tinha origem nos morcegos e que nega que o v√≠rus da covid-19 tenha resultado de uma fuga de um laborat√≥rio em Wuhan. At√© que muitos ind√≠cios acess√≠veis ao p√ļblico foram apagados. O Governo chin√™s, a Organiza√ß√£o Mundial da Sa√ļde (OMS) e especialistas na China e no Ocidente concordaram em negar que o novo coronav√≠rus tenha tido origem no laborat√≥rio de Wuhan. Quem levanta essa tese √© acusado de teoria da conspira√ß√£o. Parecem esquecer que a China √© uma na√ß√£o altamente conspiradora sob a lideran√ßa do PCC. Mente e engana a comunidade internacional h√° meio s√©culo.

Não é um tema precoce?

Comecei a escrever com raiva e gradualmente cheguei a uma personagem. Ai Ding é um historiador de Wuhan, académico numa universidade alemã. No Ano Novo Chinês de 2020, cumpre a tradição e volta a casa, mas mal aterra em Pequim depara com a pandemia e o encerramento de Wuhan. Tem de fazer quarentena. Como vários médicos, especialistas e civis na cidade, começa a duvidar da origem do vírus. Ao mesmo tempo, acompanha os protestos em Hong Kong, a controvérsia com a rede 5G, a questão dos morcegos, a fuga do vírus em Wuhan Рcomo a fuga em Chernobyl... a quarentena acaba e Ai ode voltar a casa.

Parece um final feliz.

Ninguém sabia que voltar a casa seria bem mais difícil do que deixar o país. Toda a China entrou numa era sem paralelo por causa do vírus. Decretou o confinamento obrigatório: vilas, cidades, transportes parados. A temperatura e o cartão de identidade são verificados em todo o lado. Ai Ding vive cenas absurdas. Quando Wuhan decreta o fim do confinamento, consegue chegar a casa mas a mulher morreu com o vírus. Fica com a filha de 10 anos. Não dura muito. As autoridades aparecem para levá-lo por causa de comentários online.

“Quando estava na Alemanha, os meus amigos insistiram para que ficasse. Disse-lhes que queria voltar porque era sobre a China que escrevia”. A afirma√ß√£o √© sua, como esta: “Para um escritor, sobretudo aquele que aspira a ser testemunha do que se passa na China, a liberdade de express√£o e de publicar s√£o mais importantes do que a vida”. Escolheu o ex√≠lio. Como pode ser essa testemunha?

Desde o discurso que fiz aquando do Peace Prize, em 2012, passei a ser dos inimigos mais perigosos para a ditadura chinesa. Como dizia o meu amigo Liu Xiaobo, “n√£o tenho inimigos”, mas esta “na√ß√£o do v√≠rus”, que trouxe desastre a toda a Humanidade, ser√° um inimigo para sempre. Vivo em ex√≠lio h√° dez anos, publiquei dez livros e recebi mais de 10 pr√©mios importantes no Ocidente. Pressionei o Governo alem√£o para juntar esfor√ßos com o mundo liter√°rio e a sociedade, e resgatarem o casal de dissidentes chineses mais famoso de sempre, Liu Xiaobo e a mulher. Liu foi morto, mas a mulher foi resgatada.

Nada muda?

Posso escrever e testemunhar o que se passa na China em qualquer lado. Anseio pelo colapso do PCC, como aconteceu com a Uni√£o Sovi√©tica. Anseio por voltar √† minha terra natal, a “Rep√ļblica de Sichuan”, onde h√° vinho maravilhoso, gastronomia deliciosa e de onde vem um lindo dialeto. O PCC roubou-nos os sonhos e as ra√≠zes.

Noutra entrevista referiu n√£o querer voltar para a pris√£o nem ser tratado como “s√≠mbolo da liberdade”. Disse-o depois da morte de Liu Xiabo. Como √© que a perda o mudou?

Mantiveram o Nobel da Paz preso at√© morrer e o mundo nada fez. Ap√≥s a sua morte, o Ocidente continua a negociar com a China, como ap√≥s o Massacre de Tiananmen ou quando Pequim aplicou a Lei de Seguran√ßa Nacional para destruir o princ√≠pio ‘Um Pa√≠s, Dois Sistemas’ em Hong Kong, assassinando e for√ßando in√ļmeras pessoas a abandonar o pa√≠s. Mudei. Deixei de ter ilus√Ķes sobre a globaliza√ß√£o, mas continuarei a minha busca pela verdade.

Como conseguiu fugir sob o apertado controlo das autoridades?

Pela fronteira com o Vietname, em 2011. Gastei muito dinheiro. Consegui atrav√©s de bandos. Para n√£o ser apanhado, tinha quatro telem√≥veis: um p√ļblico, que a pol√≠cia podia vigiar; dois para comunicar com bandos e amigos no estrangeiro, e um suplente. Os diplomatas alem√£es ajudavam-me em segredo. Nunca fizeram nada que pudesse gerar um problema diplom√°tico.

Como é a vida desde que se mudou para a Alemanha?

Muito boa. Usei o dinheiro dos pr√©mios e das publica√ß√Ķes para comprar uma casa em Berlim. Casei e fui pai. Desfruto da liberdade que me custou tanto a alcan√ßar. At√© fui para uma escola aprender alem√£o e fiz o exame para conseguir o direito √† cidadania – um milagre que nunca aconteceria na China.

De que forma a decis√£o de fugir o afetou?

A minha criatividade cresceu a um nível sem precedentes.

Todos os artistas chineses dissidentes acabam por fazer da China e do regime o centro do trabalho. Sente que tem uma miss√£o?

Sempre lutei pela liberdade das v√≠timas da ditadura, como Liao Xiaobo, Li Bifeng, Wang Yi e, mais recentemente, o poeta Wang Zang. Havia a ideia de que a Internet destruiria os regimes ditatoriais e as rela√ß√Ķes comerciais acabariam por levar √† democracia. Foi por isso que, com o apoio dos Estados Unidos, a China foi autorizada a integrar a OMS com estatuto especial. Passaram 20 anos e a Net n√£o s√≥ n√£o destruiu os regimes autorit√°rios como os fortaleceu. Onde quer que esteja, um dissidente vai ser sempre intercetado e perseguido. Uma transa√ß√£o banc√°ria ou publica√ß√£o na Internet pode ser usado como prova de crimes contra o pa√≠s.

Pode ser mais claro?

A tua cara passa a ser automaticamente identificada por telefones e computadores da pol√≠cia nos hot√©is, esta√ß√Ķes de comboio e aeroportos. √Č um exemplo de como a Internet e a tecnologia criada pelo Ocidente est√£o a ajudar os regimes autorit√°rios. Aceder a sites estrangeiros bloqueados pelo regime √© crime na China, a pol√≠cia pode prend√™-lo. No Ocidente n√£o h√° censura. Chineses e estrangeiros podem usar livremente o WeChat, o Weibo e o software da Huawei, ainda que todos sejam vigiados sem saberem. Quando h√° coment√°rios considerados radicais, suspeitos, ir√≥nicos e subversivos, a Weibo emite um aviso de “Apagar a conta” ou apaga-a sem pr√©-aviso. Depois essa pessoa “desaparece” uns tempos, e amigos e fam√≠lia na China podem correr perigo.

Esteve quatro anos na pris√£o, onde diz ter sido agredido e torturado. Tentou suicidar-se duas vezes. Como sobreviveu?

Como escrevi, a pris√£o tornou-me um c√£o, invadiu a minha Humanidade com viol√™ncia e √≥dio. Escrevo para desintoxicar. Dentro e fora da pris√£o, recolhi centenas de hist√≥rias. Muitos dos seus protagonistas tiveram desfechos bem mais tristes e s√£o alvo de suspeitas e humilha√ß√£o, o que √†s vezes √© ainda mais dif√≠cil de curar. Tento expulsar a dor, a sensa√ß√£o de fracasso e a “doen√ßa da pris√£o” alheias para curar a minha, pouco a pouco, at√© que o amor e a compaix√£o voltem.

Diz que “os jovens de hoje j√° n√£o sabem o que aconteceu em 1989”. Tiananmen √© tema proibido na China. Depois da pandemia, h√° not√≠cias de que Pequim est√° a fazer tudo para reescrever a hist√≥ria sobre a origem do v√≠rus em Wuhan. Como sobrevive a mem√≥ria quando censura e propaganda est√£o do outro lado?

Estou alerta contra a propaganda esmagadora que procura a lavagem cerebral. Nem toda gente tem de ser herói, mas cada um tem a responsabilidade e o direito de contar a história, desde logo a sua. Não devemos esperar que um escritor o entreviste e o faça.

Tiananmen prova que o regime chinês resiste a tudo?

N√≥s, intelectuais como Liu Xiaobo e Ding Zilin [fundadora do grupo M√£es das V√≠timas de Tiananmen], n√£o falh√°mos. Sem essas mem√≥rias, o massacre seria apagado. A mem√≥ria √© uma forma de resistir. Precisamos que o Ocidente acorde e nos apoie. Popula√ß√Ķes e governos ocidentais t√™m de entender que negociar com um assassino – mesmo que as v√≠timas sejam milhares de chineses a milhas de dist√Ęncia – √© o pecado original que acabar√° por corroer a vossa liberdade, democracia, Estado de Direito e direitos humanos. Vai destruir as c√©lulas saud√°veis de todos, como a pandemia.

Como olha para o que está a acontecer em Hong Kong? Há semelhanças com Tiananmen?

Em 1989, milh√Ķes de pessoas vieram para as ruas em dezenas de cidades chinesas. N√£o queriam derrubar o governo do PCC, mas apoiar os “reformistas”. Foram reprimidos com sangue e viol√™ncia. Quando sa√≠ da pris√£o, em 1994, Deng Xiaoping tinha feito a digress√£o pelo Sul da China para lan√ßar as reformas econ√≥micas que mudaram drasticamente o rumo do pa√≠s. Os chineses deixaram de ser patriotas para se tornarem obcecados por dinheiro. O PCC usou primeiro balas para reprimir e lan√ßar o medo, depois criou um caminho que fez toda a gente crer que podia enriquecer. A lavagem cerebral √© muito mais eficaz com dinheiro do que com ideias pol√≠ticas. As notas do banco s√£o a religi√£o do povo. Nenhum chin√™s √© patriota se o patriotismo n√£o lhe trouxer seguran√ßa e benef√≠cios. Hong Kong hoje √© Pequim h√° 31 anos.

Não se vê a comunidade internacional muito preocupada.

Os pol√≠ticos ocidentais s√£o incapazes de resolver a dualidade de crit√©rios. A condena√ß√£o do que se passa em Hong Kong e Xinjiang est√° longe de ser suficiente. Governos e pol√≠ticos t√™m dificuldade em assumir posi√ß√£o clara, porque t√™m medo de perder o dinheiro e mercado chineses. O v√≠rus alterou o mundo, mas o Ocidente continua sem conseguir acordo para perceber a sua liga√ß√£o ao laborat√≥rio de Wuhan, isolar e exigir compensa√ß√£o √† China. √Č uma vergonha para as sociedades democr√°ticas e √© muito perigoso.

Há quem defenda que é tarde para agir. Como olha para o país e para a influência que tem hoje?

Não, se o Ocidente se juntar contra a ditadura do regime chinês e exigir que pague pelos crimes contra a Humanidade que cometeu. Mas tem de ser já.

terça-feira, 12 de janeiro de 2021

DEPENDER DA SOJA BRASILEIRA √Č O MESMO QUE APOIAR O DESMATAMENTO DA AMOZ√ĒNIA, DIZ MACRON


S√ÉO PAULO E BRAS√ćLIA - O presidente da Fran√ßaEmmanuel Macron, fez cr√≠ticas ao desmatamento da Amaz√īnia e citou especificamente a soja brasileira, relacionando-a ao problema ambiental. "Continuar a depender da soja brasileira seria apoiar o desmatamento da Amaz√īnia", afirmou Macron, em sua conta oficial no Twitter. A publica√ß√£o dele √© acompanhada de um v√≠deo, no qual comenta a quest√£o a rep√≥rteres.

"N√≥s somos coerentes com nossas ambi√ß√Ķes ecol√≥gicas, estamos lutando para produzir soja na Europa", afirmou o presidente franc√™s. Macron comanda nesta semana o "One Planet Summit", uma c√ļpula formada por cerca de 30 chefes de Estado, empres√°rios, representantes de Organiza√ß√Ķes N√£o Governamentais (ONGs), evento do qual o Brasil n√£o participa. O tema neste ano foi dedicado √† preserva√ß√£o da biodiversidade.

Embora a Fran√ßa n√£o seja individualmente um dos principais compradores da soja brasileira, quase 20% das exporta√ß√Ķes para a Uni√£o Europeia, bloco do qual os franceses fazem parte, s√£o de soja e farelo de soja produzidos pelo Brasil, mostram dados da Secretaria de Com√©rcio Exterior do Minist√©rio da Economia consultados pelo Estad√£o/Broadcast.

No ano passado, o Brasil enviou US$ 28,342 bilh√Ķes em exporta√ß√Ķes para o bloco europeu, sendo US$ 2,9 bilh√Ķes em farelo de soja (10%) e US$ 2,6 bilh√Ķes em soja (9,3%).

Individualmente, o Brasil exportou US$ 27,1 milh√Ķes em soja para a Fran√ßa, al√©m de US$ 544 milh√Ķes de farelo de soja, de um total de US$ 1,983 bilh√£o em embarques para o pa√≠s europeu.

Apesar do baixo valor, t√©cnicos ponderam que a Uni√£o Europeia tem uma din√Ęmica pr√≥pria do bloco, tendo Pa√≠ses Baixos e Espanha como as principais portas de entrada dos embarques de soja feitos pelo Brasil, devido √† sua estrutura portu√°ria. Depois de ingressar na UE √© que a soja segue para o destino final.

Por isso, a an√°lise dos dados agregados pode ajudar mais a mostrar o que est√° em jogo. Segundo os dados, Pa√≠ses Baixos receberam US$ 1,11 bilh√£o em soja brasileira no ano passado, enquanto a Espanha, US$ 957 milh√Ķes. Juntos, esses pa√≠ses responderam por 7,2% das exporta√ß√Ķes de soja feitas pelo Brasil.

Procurados pela reportagem, os minist√©rio da Economia e da Agricultura disseram que n√£o comentariam as declara√ß√Ķes de Macron.

A declara√ß√£o de Macron √© dada no momento em que a Uni√£o Europeia e o Mercosul negociam um acordo comercial, mas o fracasso brasileiro na prote√ß√£o ambiental, na opini√£o de algumas autoridades europeias, seria um entrave para avan√ßar no tema. O desmatamento nas florestas brasileiras est√° no holofote de governos da Europa e grandes investidores globais, que passaram o √ļltimo ano pressionando o governo de Jair Bolsonaro por medidas para conter o problema ambiental, sob a amea√ßa de retirada de investimentos do Pa√≠s.

“A Fran√ßa hoje deixa claro que n√£o quer mais contribuir com o desmatamento, mesmo que seja por meio da sua demanda de soja. O cerco est√° de fato apertando e o Brasil precisa mandar sinais claros de que est√° preocupado e disposto a solucionar o desmatamento”, afirma o pesquisador da iniciativa Trase, plataforma de fiscaliza√ß√£o de cadeias de commodities, Andr√© Vasconcelos, sediada em Londres. Ele frisa que o sinal n√£o vem apenas da Fran√ßa.

“Hoje, a B√©lgica e a Espanha anunciaram a entrada no grupo 'Amsterdam Declaration Partnership' - formado por nove pa√≠ses europeus, incluindo a Fran√ßa - que se comprometeu a eliminar o desmatamento associado √†s suas importa√ß√Ķes de commodities, como a soja”, diz.

Desmatamento em fazendas de soja

Estudo recente elaborado pela Trase, conjuntamente com a Imaflora e ICV, apontou que no maior Estado brasileiro produtor de soja, Mato Grosso, 27% de todo o desmatamento observado entre 2012 e 2017 ocorreu em fazendas do gr√£o. O estudo mostrou que 80% do desmatamento ilegal em fazendas de soja ocorreu em 400 im√≥veis, que representam apenas 2% do n√ļmero total de fazendas de soja no Estado.

Em sua maioria, ao contrário do que se imagina, essas fazendas são grandes imóveis rurais (73%). A estimativa, ainda, é que mais de 80% da soja produzida em fazendas onde ocorreu desmatamento ilegal tenha sido exportada para mercados globais Р46% para a China e 14% para a União Europeia.

Procuradas, a Associa√ß√£o Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja) e a Associa√ß√£o Brasileira das Ind√ļstrias de √ďleos Vegetais (Abiove) n√£o comentaram at√© o momento

Divergências entre Macron e Bolsonaro

Macron tem sido h√° tempos uma das vozes mais ativas nas cr√≠ticas internacionais √†s queimadas na Floresta Amaz√īnica. E se tornou um forte alvo das queixas do governo brasileiro, sobretudo do grupo militar, que reclama de interven√ß√£o externa e amea√ßa √† soberania na regi√£o.

As posi√ß√Ķes do presidente franc√™s em rela√ß√£o √† Amaz√īnia j√° levaram a rea√ß√Ķes inflamadas do presidente Jair Bolsonaro. Em 2019, ap√≥s Macron levar ao G-7 uma proposta de apoio financeiro ao Brasil para combate √†s queimadas na floresta, Bolsonaro reagiu: "Macron promete ajuda de pa√≠ses ricos √† Amaz√īnia. Ser√° que algu√©m ajuda algu√©m, a n√£o ser uma pessoa pobre, sem retorno? O que ele est√° de olho na Amaz√īnia?", disse.

As farpas chegaram at√© ao lado pessoal. Em agosto de 2019, o perfil do presidente Jair Bolsonaro na rede social Facebook postou uma mensagem de risadas ap√≥s um coment√°rio ofensivo sobre a esposa do presidente da Fran√ßa, a primeira-dama Brigitte Macron, feito por um de seus seguidores.

Em um post em que falava da Amaz√īnia, um dos seguidores da p√°gina do presidente postou uma montagem com duas fotos. Na de cima, Brigitte aparecia atr√°s de Macron e, na de baixo, o presidente aparecia com a primeira-dama do Brasil, Michelle Bolsonaro, √† frente. Ao lado das fotos, h√° um texto dizendo “Entende agora pq Macron persegue Bolsonaro?” A p√°gina do presidente da Rep√ļblica respondeu ao seguidor com “n√£o humilha cara. Kkkk”.

Macron respondeu posteriormente: "Bolsonaro fez coment√°rios extremamente desrespeitosos sobre minha mulher", disse. "O que eu posso dizer? √Č triste, mas √© triste primeiro por ele e pelos brasileiros. Como tenho uma grande amizade e respeito pelo povo brasileiro, espero que tenham rapidamente um presidente que se comporte √† altura."

BOLSONARO DIZ QUE PREPARA DECRETOS PARA FACILITAR ACESSO A ARMAS DE FOGO


BRAS√ćLIA – O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta segunda-feira, 11, que prepara tr√™s decretos para facilitar o acesso a armas de fogo a grupos de Colecionadores, Atiradores e Ca√ßadores (CACs).

Ao conversar com apoiadores que o esperavam nas imedia√ß√Ķes do Pal√°cio da Alvorada, Bolsonaro disse que houve crescimento recorde na venda de armamentos, mas destacou que a alta precisa ser mais robusta. “N√≥s batemos recorde o ano passado, em rela√ß√£o a 2019. Mais de 90% na venda de armas. Est√° pouco ainda, tem que aumentar mais. O cidad√£o de bem, h√° muito tempo, foi desarmado”, disse ele.

Segundo a Pol√≠cia Federal, 179.771 novas armas foram registradas no Pa√≠s no ano passado, o que representa aumento de 91% com rela√ß√£o ao n√ļmero de 2019.

O presidente foi questionado por um dos apoiadores sobre novos decretos de interesse dos CACs e respondeu que deve publicar as normas ainda nesta semana. “Tem tr√™s decretos para sair. Acho que saem essa semana, dois ou tr√™s decretos. Eu n√£o posso ir al√©m da lei, vai facilitar mais coisas para voc√™s”, afirmou.

Envolvido na disputa para emplacar aliados na elei√ß√£o que vai renovar a c√ļpula do Congresso, em fevereiro, Bolsonaro levou o tema aos apoiadores. Disse que a tramita√ß√£o do projeto que pretende aprovar sobre o tema depender√° do pr√≥ximo presidente da C√Ęmara. Bolsonaro apoia a candidatura do deputado Arthur Lira (Progressistas-AL), chefe do Centr√£o. O principal advers√°rio de Lira √© Baleia Rossi (MDB-SP).

O presidente encerrou dizendo a um dos apoiadores que se apresentou como caminhoneiro que, se dependesse s√≥ do chefe do Executivo, a categoria j√° “teria porte de arma h√° muito tempo”.

O v√≠deo com as declara√ß√Ķes foi publicado em um canal bolsonarista no YouTube. Bolsonaro cumprimentou seguidores e posou para fotos com aliados e n√£o tratou da covid-19 durante a intera√ß√£o, apesar de o Pa√≠s ter registrado mais de 200 mil mortes pela doen√ßa. Al√©m disso, governo vem sendo criticado em rela√ß√£o √† demora no in√≠cio da vacina√ß√£o. Ele e os apoiadores que aparecem na grava√ß√£o n√£o usavam m√°scaras.

O governo vem tomando uma série de medidas para ampliar o acesso de pessoas comuns a armas de fogo. Para o presidente, a população fica mais segura quando cidadãos estão armados.

Uma das provid√™ncias mais pol√™micas foi a revoga√ß√£o de tr√™s portarias do Ex√©rcito que, na pr√°tica, dificultavam o acesso do crime organizado a muni√ß√Ķes e armamentos extraviados das for√ßas policiais. Como mostrou o Estad√£o, a decis√£o foi tomada para atender a “administra√ß√£o p√ļblica e √†s m√≠dias sociais”.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2021

FORD FECHA TODAS AS F√ĀBRICAS E ENCERRA PRODU√á√ÉO NO BRASIL


Fiesta, Ká e Ecosport não vão ser mais fabricados no país.

Ford anunciou o fechamento de todas as f√°bricas no pa√≠s em 2021. A montadora disse que vai manter sua cede administrativa, campo de provas e o centro de desenvolvimento no pa√≠s. Ainda n√£o se sabe quantas pessoas ser√£o demitidas ao todo.

As três fábricas da marca no Brasil vão ser desativadas. São elas: Camaçari, na Bahia, Tatuapé, em São Paulo e Horizonte, no Ceará. Os carros devem ser importados da Argentina e Uruguai, onde a produção continua.

A marca ainda garante vão vai manter o serviço de pós-venda dos veículos vendidos. Em 2019, a fábrica de São Bernardo do Campo da companhia já havia fechado. A produção deve ser encerrada por completo no fim do ano. A Ford chegou ao Brasil em 1919.

Confira o comunicado divulgado pela empresa

A Ford Motor Company anunciou hoje que atender√° os consumidores na Am√©rica do Sul com um portf√≥lio empolgante de ve√≠culos conectados, e cada vez mais eletrificados, incluindo SUVs, picapes e ve√≠culos comerciais, provenientes da Argentina, Uruguai e outros mercados, ao mesmo tempo em que a Ford Brasil encerra as opera√ß√Ķes de manufatura em 2021.

A Ford atender√° a regi√£o com seu portf√≥lio global de produtos, incluindo alguns dos ve√≠culos mais conhecidos da marca como a nova picape Ranger produzida na Argentina, a nova Transit, o Bronco, o Mustang Mach 1, e planeja acelerar o lan√ßamento de diversos novos modelos conectados e eletrificados. A Ford mant√©m assist√™ncia total ao consumidor com opera√ß√Ķes de vendas, servi√ßos, pe√ßas de reposi√ß√£o e garantia para seus clientes no Brasil e na Am√©rica do Sul. A empresa tamb√©m manter√° o Centro de Desenvolvimento de Produto, na Bahia, o Campo de Provas, em Tatu√≠ (SP), e sua sede regional em S√£o Paulo. 

A Ford est√° presente h√° mais de um s√©culo na Am√©rica do Sul e no Brasil e sabemos que essas s√£o a√ß√Ķes muito dif√≠ceis, mas necess√°rias, para a cria√ß√£o de um neg√≥cio saud√°vel e sustent√°vel”, disse Jim Farley, presidente e CEO da Ford. “Estamos mudando para um modelo de neg√≥cios √°gil e enxuto ao encerrar a produ√ß√£o no Brasil, atendendo nossos consumidores com alguns dos produtos mais empolgantes do nosso portf√≥lio global. Vamos tamb√©m acelerar a disponibilidade dos benef√≠cios trazidos pela conectividade, eletrifica√ß√£o e tecnologias aut√īnomas suprindo, de forma eficaz, a necessidade de ve√≠culos ambientalmente mais eficientes e seguros no futuro.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2021

MENINO DE 12 ANOS √Č MORTO AP√ďS COBRAR R$ 1 DE D√ćVIDA POR PASTEL


Um menino de 12 anos foi morto a facadas ap√≥s cobrar R$ 1 (cerca de 0,15 c√™ntimos) que teria ficado faltando pelo pagamento de um pastel no Vale do Jequtinhonha, em Minas Gerais. O caso aconteceu na √ļltima quarta-feira (6).

De acordo com a Pol√≠cia Civil, o Kaique J√ļnior Moreira da Silva teria ido a casa de uma mulher de 39 anos para cobrar o valor que ficou faltando de uma compra de past√©is feita pelos filhos dela no restaurante em que ele trabalhava.

No momento da cobrança, no entanto, a agressora ficou irritada e apunhalou o menino pelas costas. Ele chegou a sair na rua pedindo ajuda e caiu na calçada. Moradores chamaram o saiu que socorreu Kaique, ele não resistiu aos ferimentos e morreu no hospital.

Após o crime, a mulher se trancou em casa e jogou cinco facas fora. Uma delas foi localizada pelos policiais contendo o sangue da vítima. A suspeita se entregou para a polícia e foi presa em flagrante.

"ASSALTO SEM PRECEDENTES √Ä DEMOCRACIA DOS EUA" BIDEN REAGE √Ä INVAS√ÉO AO CAPIT√ďLIO


O presidente eleito dos Estados Unidos descreveu esta quarta-feira a invasão de manifestantes pró-Trump ao Capitólio como um "assalto sem precedentes à democracia dos EUA".

"A esta hora, a nossa democracia enfrenta um assalto sem precedentes. Nunca vimos nada assim nos tempos modernos. Um assalto à citadela da liberdade, o próprio Capitólio. Um assalto aos representantes da população e à polícia de Capitol Hill, que os jurou defender", discursa.

 

"Deixem-me ser claro", afirma Biden, "as cenas de caos no Capit√≥lio n√£o refletem a verdadeira Am√©rica. N√£o representam quem somos. O que estamos a ver √© um pequeno n√ļmero de extremistas dedicados √† desordem. Isto n√£o √© dissid√™ncia, √© caos na margem da sedi√ß√£o. E tem de acabar agora", exige Joe Biden.

O recente eleito presidente dos Estados Unidos apelou a Donald Trump que se apresentasse na televis√£o e condenasse a invas√£o do espa√ßo democr√°tico. 

"As palavras de um presidente importam, quer venham de um bom ou mau presidente. No seu melhor, as palavras inspiram, no pior, incitam. Assim, peço ao presidente Trump que se dirija à nação e cumpra a promessa de defender a constituição", disse Biden que descreveu a multidão como uma "insurreição".

Biden sublinhou que "ameaçar a segurança de representantes eleitos "não é um protesto, é uma insurreição". "O mundo está a observar. Estou chocado e triste que a nossa nação esteja a atravessar um momento tão difícil", afirmou.

A invas√£o do Capit√≥lio por apoiantes do Presidente cessante norte-americano, Donald Trump, inviabilizou esta quarta-feira a ratifica√ß√£o, por parte do Col√©gio Eleitoral, da vit√≥ria do democrata Joe Biden nas elei√ß√Ķes de 03 de novembro.

Pouco antes do in√≠cio dos trabalhos da reuni√£o conjunta do Senado e da C√Ęmara dos Representantes, foi travada uma guerra verbal entre Trump e o seu vice-Presidente, Mike Pence, com o chefe de Estado cessante a pression√°-lo para que n√£o permitisse que o Congresso ratifique os resultados eleitorais, tirando partido da sua fun√ß√£o, por iner√™ncia do cargo, de presidente do Senado.

Em resposta, e √† medida que os arredores do Capit√≥lio se iam juntando milhares de apoiantes de Trump, Pence acabou por desafiar o ainda Presidente, salientando que chefe de Estado cessante n√£o tem o poder para rejeitar os votos eleitorais. 

Na ocasi√£o, Pence argumentou com a Carta Magna dos Estados Unidos, lembrando o juramento que fez de “apoiar e defender a Constitui√ß√£o” o impede de “reivindicar autoridade unilateral para determinar quais os votos eleitorais que devem ser contados e quais os que n√£o devem”.

Após o início dos trabalhos, os republicanos no Congresso opuseram-se à contagem dos votos do Colégio Eleitoral do Arizona, forçando a uma votação sobre a vitória de Biden, ameaçando, paralelamente, contestar resultados noutros estados e perturbando a validação da vitória do candidato democrata.

 UE CONDENA CERCO √Ä DEMOCRACIA AMERICANA E PEDE RESPEITO POR RESULTADOS

O chefe da diplomacia da Uni√£o Europeia (UE), Josep Borrell, condenou hoje o “cerco √† democracia norte-americana” com violentos protestos e invas√£o do Capit√≥lio, vincando que os resultados das elei√ß√Ķes presidenciais “devem ser plenamente respeitados”.

"Aos olhos do mundo, a democracia norte-americana aparece hoje √† noite sob cerco. Este √© um ataque invis√≠vel √† democracia norte-americana, √†s suas institui√ß√Ķes e ao Estado de direito”, reagiu Josep Borrell, numa publica√ß√£o na sua conta oficial do Twitter.

Numa altura de tens√£o em Washington, o Alto Representante da UE para a Pol√≠tica Externa vincou que “isto n√£o √© a Am√©rica”, adiantando que “os resultados eleitorais de 03 de novembro devem ser plenamente respeitados”.

Josep Borrell disse, ainda, “louvar as palavras de Joe Biden”, que pediu conten√ß√£o.

"A for√ßa da democracia dos Estados Unidos prevalecer√° sobre os indiv√≠duos extremistas”, concluiu o chefe da diplomacia europeia.

O Presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, afirmou hoje que os violentos protestos ocorridos no Capit√≥lio foram “um ataque sem precedentes √† democracia” do pa√≠s e instou Donald Trump a por fim √† viol√™ncia.

A posi√ß√£o foi assumida numa declara√ß√£o ao pa√≠s ap√≥s a sess√£o de ratifica√ß√£o dos votos das elei√ß√Ķes presidenciais dos EUA ter sido interrompida devido aos dist√ļrbios provocados pelos manifestantes pr√≥-Trump no Capit√≥lio.

Milhares de manifestantes tinham-se reunido hoje em Washington, protestando e contestando a vitória do democrata Joe Biden.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2021

SP: IDOSO √Č PRESO ACUSADO DE IMPORTUNA√á√ÉO SEXUAL CONTRA ADOLESCENTE


Um idoso de 71 anos foi detido na ter√ßa-feira (5) acusado de importuna√ß√£o sexual contra uma adolescente de 14 anos, em Praia Grande, no litoral de S√£o Paulo. De acordo com a Pol√≠cia Civil, o crime foi gravado pelo primo da v√≠tima. O v√≠deo mostra o idoso passando a m√£o nas partes √≠ntimas da menina. As informa√ß√Ķes s√£o do G1.

Apesar da grava√ß√£o, o suspeito negou que tenha cometido o crime. Conforme a pol√≠cia, o caso ocorreu no √ļltimo dia 12. O idoso era amigo da fam√≠lia e j√° havia empregado uma das irm√£s da v√≠tima. No dia em que at√© a casa delas, a irm√£ da adolescente n√£o estava.

A vítima estava sentada em uma cadeira usando o celular quando o idoso se aproximou por trás e começou a passar a mão nas partes íntimas dela. O primo da adolescente viu a situação por uma janela e gravou um vídeo para provar o que aconteceu. Ao reparar que está sendo filmado, ele se afasta da vítima.

No dia seguinte ao crime, a mãe da menina registrou um boletim de ocorrência e o caso passou a ser investigado na Delegacia da Mulher. A polícia emitiu um pedido de prisão preventiva, mas quando o pedido foi deferido o homem não foi encontrado na cidade.

Na terça-feira (5), o idoso compareceu à delegacia, acompanhado de dois advogados, e descobriu que havia o mandado de prisão. Ele alegou que foi para a casa do filho em São Paulo, após ter suspeita de Covid-19. Ainda segundo o G1, o caso foi registrado como importunação sexual de menor de idade, e o suspeito permanece preso.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2021

FUNDADOR DA ALIBABA DESAPARECE MISTERIOSAMENTE POUCO DEPOIS DE CRITICAR O REGIME CHINÊS


A presença de Jack Ma no reality show em que participava foi apagada sem qualquer aviso prévio

O multimilion√°rio chin√™s Jack Ma n√£o √© visto em p√ļblico desde o final do m√™s de outubro, pouco depois de ter feito duras cr√≠ticas ao regime chin√™s. De acordo com a imprensa brit√Ęnica, o magnata foi substitu√≠do abruptamente do reality show do qual fazia parte.

Jack Ma, um antigo professor de ingl√™s que fundou a Alibaba, chegou a ser um s√≠mbolo de sucesso para o regime chin√™s, mas o destino do empreendedor tecnol√≥gico parece ter mudado a partir do momento em que criticou os regulamentos financeiros na China, afirmando que o “futuro √© inova√ß√£o e n√£o capacidades regulat√≥rias”.

No final do m√™s de novembro, as autoridades chinesas suspenderam o processo de Oferta P√ļblica Inicial da Ant Company, impedindo que as a√ß√Ķes da empresa fossem colocadas √† venda. Pouco depois, seria anunciada uma investiga√ß√£o antimonopolista contra a Alibaba.

Agora, a fotografia do milion√°rio foi retirada do site do programa Africa’s Business Heroes, um programa de televis√£o criado pelo pr√≥prio, que procura os melhores empreendedores africanos. Ma foi deixado de fora do v√≠deo promocional do programa.

A sua presen√ßa nas redes sociais tamb√©m parece ter-se dissipado misteriosamente. O milion√°rio chin√™s, √°vido utilizador da rede social Twitter, deixou de fazer publica√ß√Ķes.

Apesar de n√£o existirem indica√ß√Ķes de que o empres√°rio corra risco de vida, esta n√£o √© a primeira vez que um membro da elite chinesa desaparece misteriosamente depois de criticar as chefias do pa√≠s ou o seu l√≠der. Em mar√ßo de 2020, o magnata do imobili√°rio Ren Zhiqiang desapareceu misteriosamente ap√≥s ter apelidado do presidente chin√™s Xi Jinping de “palha√ßo” pela forma como respondeu √† pandemia de covid-19.

De acordo com amigos do Zhiqiang, o empres√°rio acabaria por ser sentenciado a 18 anos de pris√£o, ap√≥s confessar v√°rios crimes de corrup√ß√£o. Essas mesmas fontes sugerem que a confiss√£o tenha sido “for√ßada”.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2020

CA√áULA SE IRRITA COM SOM ALTO E MATA IRM√ÉO A FACADAS EM CAET√Č


Uma briga de irm√£os no Bairro Emboabas, em Caet√©, cidade da Regi√£o Metropolitana de Belo Horizonte, terminou na morte de um homem de 37 anos. Segundo Boletim de Ocorr√™ncia (BO) registrado pela Pol√≠cia Militar (PM) na noite dessa quarta-feira, o autor, de 33, irritou-se com o som alto que a v√≠tima escutava enquanto tomava banho.

Nesse momento, de acordo com a vers√£o apresentada aos policiais, o ca√ßula alegou que a m√£e passava mal e n√£o teve o atendimento do primog√™nito. Irritado, o homem de 33 anos pegou uma faca, entrou no banheiro e o golpeou com o objeto no peito.

Em seguida, ainda segundo o BO, o irm√£o mais novo fugiu e ainda √© procurado pela PM. Os policiais chegaram ao local ap√≥s uma ambul√Ęncia do Servi√ßo de Atendimento M√≥vel de Urg√™ncia (Samu) j√° estar no local e atender a v√≠tima, que, ainda com vida, estava recebendo atendimento de populares na cabine de uma camionete.

O Samu levou a v√≠tima √† Santa Casa de Caet√©, mas o homem morreu no local. O autor, o irm√£o mais novo, √© procurado pela pol√≠cia.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2020

PIERRE CARDIN MORRE AOS 98 ANOS



O estilista francês Pierre Cardin, que fez nome vendendo roupas de alta qualidade para as massas e sua fortuna sendo o primeiro a explorar o próprio nome como uma marca para comercializar desde carros até perfumes, morreu nesta terça-feira aos 98 anos.

No decorrer de uma carreira de mais de 60 anos, Cardin causou rep√ļdio e admira√ß√£o de colegas estilistas devido ao seu tino empresarial implac√°vel. Ele afirmava ter erguido seu imp√©rio comercial sem nunca ter pedido empr√©stimos a um banco.

Cardin foi o primeiro designer a vender cole√ß√Ķes de roupas em lojas de departamentos no final dos anos 1950 e o primeiro a entrar no ramo dos licenciamentos de perfumes, acess√≥rios e at√© alimentos --hoje uma grande fonte de lucro para muitas grifes.

“√Č a mesma coisa para mim se estou fazendo mangas ou pernas de mesa”, disse certa vez uma cita√ß√£o reveladora de seu site.

Por difíceis que sejam de se imaginar décadas mais tarde, chocolates Armani, hotéis Bulgari e óculos de sol Gucci se baseiam todos na percepção de Cardin de que o glamour de uma marca de moda tem um potencial de comercialização infinito.

Ao longo dos anos, seu nome estampou l√Ęminas de barbear, utens√≠lios dom√©sticos e acess√≥rios vulgares, como cuecas boxers baratas.

Uma vez ele disse que não se incomodaria de ver suas iniciais PC em rolos de papel higiênico, e foi a inspiração de um frasco de perfume de aparência fálica.

Seus detratores o acusavam de destruir o valor de sua marca e a noção de luxo em geral, mas ele parecia essencialmente indiferente às criticas.

“Tive a intui√ß√£o para comercializar meu nome”, disse Cardin ao jornal alem√£o Sueddeutsche Zeitung em 2007. “Ser√° que o dinheiro estraga as ideias da pessoa? N√£o sonho nem um pouco com dinheiro, mas enquanto estou sonhando, estou ganhando dinheiro. Nunca se tratou de dinheiro”.

Cardin tamb√©m se aventurou al√©m da moda, comprando o lend√°rio restaurante parisiense Maxim’s nos anos 1980 e inaugurando r√©plicas do estabelecimento em todo o mundo. Ele alavancou ainda mais o investimento lan√ßando o Minim’s, uma rede de fast-food chiques que reproduzem a decora√ß√£o t√≠pica da Belle √Čpoque do restaurante original e exclusivo de Paris.

Seu império inclui perfumes, alimentos, desenho industrial, imóveis, entretenimento e até flores frescas.

“Sempre tentei ser diferente, ser eu mesmo”, disse Cardin √† Reuters. “Se as pessoas gostam disso ou n√£o, n√£o √© o que importa.”

PROTE√á√ÉO CIVIL ALERTA PARA CHUVA, NEVE E VENTO NAS PR√ďXIMAS 48 HORAS

A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) alertou esta terça-feira para o agravamento do estado do tempo em Portugal Cont...