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domingo, 31 de janeiro de 2021

BIDEN AVANÇA COM PROPOSTA PARA DUPLICAR O SALÁRIO MÍNIMO NOS ESTADOS UNIDOS

A proposta ambiciosa do novo presidente norte-americano Joe Biden de duplicar o salário mínimo para tirar milhões de norte-americanos da pobreza já está na mesa dos legisladores, segundo a agência France Presse (AFP).

Esta medida pode revelar-se uma revolução social para os mais pobres dos Estados Unidos, adianta a agência de notícias francesa. “Mesmo antes da pandemia, o salário mínimo federal de 7,25 dólares [cerca de seis euros] por hora era economicamente e moralmente indefensável”, afirmou o democrata do Estado da Virgínia Bobby Scott, na apresentação do projeto de lei.

Embora muito popular entre a população – mesmo nas fileiras dos apoiantes republicanos – e apoiada há mais de uma década pelos sindicatos, a iniciativa esbarrou na oposição dos republicanos pressionada por lobbies de empresas que recusam custos adicionais.

“Este não é um ideal radical”, defende Bernie Sanders, um antigo candidato presidencial progressista que qualificou os 7,25 dólares por hora de “salário de fome”. “No país mais rico do mundo, quando se trabalha 40 horas por semana, não se deve viver na pobreza“, defende o senador do Vermont, que vai apresentar a proposta e espera convencer os céticos.

A crise económica causada pela pandemia afeta principalmente as pequenas empresas, especialmente o setor da restauração, que não vê com bons olhos esta proposta incluída no gigantesco plano de resgate de 1.900 mil milhões de euros (cerca de 1,6 mil milhões de euros).

O vice-presidente da Federação Nacional de Restaurantes, Sean Kennedy, saudou a proposta, até porque entende a obrigação de pagar esse salário mínimo integralmente, independentemente das gorjetas impostas aos clientes. Isso permite que os patrões paguem aos empregados apenas dois ou três dólares quando essas famosas “gorjetas” preenchem a lacuna com os 7,25 dólares, refere a AFP.

Contudo, esta medida “terá custos insuperáveis” para muitos estabelecimentos que não terão outra escolha a não ser dispensar funcionários ou fechar definitivamente as portas, prevê Kennedy.

Para a nova secretária do Tesouro, Janet Yellen, “o aumento do salário mínimo vai tirar dezenas de milhões de americanos da pobreza, ao mesmo tempo que cria oportunidades para inúmeras pequenas empresas em todo o país”. Tudo depende de como será implementado, argumentou Janet Yellen, observando que um aumento gradual – 15 dólares até 2025 – daria “tempo suficiente para se adaptarem”.

Mas o Governo Biden destaca o círculo virtuoso: pagar aos que têm salários mais baixos geraria milhões de dólares em gastos adicionais do consumidor em bens e serviços prestados por pequenas empresas.

Em 2019, 1,6 milhões de trabalhadores foram pagos com um salário igual ou inferior ao mínimo federal, ou seja, 1,9% de todos os trabalhadores pagos à hora, de acordo com o Gabinete de Estatísticas.

Uma taxa horária de 15 dólares até 2025 aumentaria os salários de 27,3 milhões de pessoas e retiraria 1,3 milhões de famílias da pobreza, estimou o Gabinete de Orçamento do Congresso. Mas estima também estima que possa resultar na perda de 1,3 milhões de postos de trabalho.

Para Gregory Daco, economista-chefe da Oxford Economics, além do impacto potencial, a proposta ilustra a mudança social que Joe Biden queria. “Isto confirma o desejo de uma administração de se concentrar mais nas desigualdades sociais e raciais que levaram a altas tensões no ano passado“, defende Gregory Daco.

A proposta será difícil de aprovar, mesmo que os democratas dominem ambas as câmaras. Bernie Sanders já mencionou o uso de um dispositivo para aprovar a lei por maioria simples.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2021

INCÊNDIO NA SEDE DA MAIOR FABRICANTE DE VACINAS DO MUNDO NA ÍNDIA


Um incêndio foi declarado nesta quinta-feira (21) no Serum Institute of India, maior fabricante mundial de vacinas, de acordo com imagens da televisão local, mas a imprensa indiana disse que a produção de vacinas contra a covid-19 não foi afetada.

Os canais de televisão indianos exibiam imagens de uma enorme nuvem de fumaça cinza sobre as instalações do Serum Institute of India, em Pune (oeste), onde milhões de doses da vacina contra o coronavírus Covishield, desenvolvida pela AstraZeneca e pela Universidade de Oxford, estão sendo produzidas atualmente.

De acordo com os canais, o incêndio começou em um local em construção, longe das instalações de produção de vacinas.

"A instalação de produção de vacinas não foi afetada e isso não afetará a produção", declarou uma fonte do Serum Intitute of India à AFP, acrescentando que "o fogo começou numa nova fábrica em construção".

"Enviamos seis ou sete caminhões de bombeiros ao local. Não temos mais informações para compartilhar no momento sobre a extensão do incêndio ou se alguém está preso", disse à AFP um responsável pelo corpo de bombeiros local.

"Equipes da polícia chegaram ao local", informou à AFP a polícia de Pune, sem fornecer mais detalhes.

A Índia é o segundo país mais afetado - depois dos Estados Unidos - pela covid-19, com mais de 10 milhões de casos confirmados, embora a taxa de mortalidade seja uma das mais baixas do mundo.

No início de janeiro, duas vacinas foram aprovadas com urgência: a Covishield, desenvolvida pela AstraZeneca e pela Universidade de Oxford e produzida pelo Serum Institute of India, e a Covaxin, fabricada pela empresa local Bharat Biotech.

A Índia lançou, no sábado, uma das campanhas de vacinação mais ambiciosas do mundo, com o objetivo de imunizar 300 milhões de pessoas até julho.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2021

"A CHINA MENTE E ENGANA A COMUNIDADE INTERNACIONAL HÁ MEIO SÉCULO"


 Jornal Expresso

Em 2011, quando conseguiu fugir da China, disse: “Estou a tentar convencer-me de que não estarei fora muito tempo e que tudo mudará em breve”. Já lá vão dez anos de exílio na Alemanha. Yiwu Liao, que deu uma entrevista exclusiva ao Expresso, tornou-se um dos maiores inimigos de Pequim, pelo que escreve e diz e por ajudar outros dissidentes. A última foi Liu Xia, viúva do Nobel da Paz Liu Xiaobo, que morreu em 2017.

Em entrevista ao Expresso, Yiwu Liao oscila entre raiva, frustração e nostalgia ao falar de casa, que abandonou depois de preso e perseguido. Começou a ser um alvo após o Massacre de Tiananmen, em 1989. Depois publicou dez livros e ganhou mais de uma dezena de prémios pela obra que repete o protagonista: o regime do Partido Comunista chinês (PCC). Sente falta do vinho, da comida e do dialeto de Sichuan, onde nasceu e para onde quer voltar. O escritor diz que Pequim lhe roubou os sonhos e as raízes, mas também culpa o Ocidente por fechar os olhos.

É conhecido por ser crítico do regime chinês. O impacto do que escreve vale os riscos que corre?

Os meus livros “For one song and one hundred songs – a literary testimony from a Chinese prison” e “Bullets and Opium” [sem edição portuguesa] tiveram impacto gigante. Ganhei o prémio Geschwister-Scholl-Preis, em 2011, o Peace Prize, da Associação German Publishers and Booksellers em 2012, e o Prémio Ryszard Kapuscinski International Report. Na comunicação social sou referido como o “Solzhenitsyn da China”, porque comparam estes livros a “O arquipélago Gulag” [sobre a vida nos campos soviéticos]. “Bullets and Opium” foi o livro com maior impacto no âmbito da literatura sobre o Massacre de Tiananmen.

Diz que há muitas histórias por contar, entre outras a de “todos os dirigentes chineses corruptos que emigram para os Estados Unidos”. Tem-se dedicado ao que está por contar?

Em 2019 publiquei “18 prisoners and two Hongkongers escape prison in Germany” e “When the Wuhan virus came”, em Taiwan, já com edições em inglês, alemão e polaco, que sairão na primeira metade do ano.

Temas atuais.

O último é um romance baseado em factos verídicos. Durante dias, pesquisei no site do Instituto de Virologia de Wuhan. Também procurei estar a par do debate protagonizado por Shi ZhengLi, conhecida como “Batwoman da China” depois de descobrir que o SARS tinha origem nos morcegos e que nega que o vírus da covid-19 tenha resultado de uma fuga de um laboratório em Wuhan. Até que muitos indícios acessíveis ao público foram apagados. O Governo chinês, a Organização Mundial da Saúde (OMS) e especialistas na China e no Ocidente concordaram em negar que o novo coronavírus tenha tido origem no laboratório de Wuhan. Quem levanta essa tese é acusado de teoria da conspiração. Parecem esquecer que a China é uma nação altamente conspiradora sob a liderança do PCC. Mente e engana a comunidade internacional há meio século.

Não é um tema precoce?

Comecei a escrever com raiva e gradualmente cheguei a uma personagem. Ai Ding é um historiador de Wuhan, académico numa universidade alemã. No Ano Novo Chinês de 2020, cumpre a tradição e volta a casa, mas mal aterra em Pequim depara com a pandemia e o encerramento de Wuhan. Tem de fazer quarentena. Como vários médicos, especialistas e civis na cidade, começa a duvidar da origem do vírus. Ao mesmo tempo, acompanha os protestos em Hong Kong, a controvérsia com a rede 5G, a questão dos morcegos, a fuga do vírus em Wuhan – como a fuga em Chernobyl... a quarentena acaba e Ai ode voltar a casa.

Parece um final feliz.

Ninguém sabia que voltar a casa seria bem mais difícil do que deixar o país. Toda a China entrou numa era sem paralelo por causa do vírus. Decretou o confinamento obrigatório: vilas, cidades, transportes parados. A temperatura e o cartão de identidade são verificados em todo o lado. Ai Ding vive cenas absurdas. Quando Wuhan decreta o fim do confinamento, consegue chegar a casa mas a mulher morreu com o vírus. Fica com a filha de 10 anos. Não dura muito. As autoridades aparecem para levá-lo por causa de comentários online.

“Quando estava na Alemanha, os meus amigos insistiram para que ficasse. Disse-lhes que queria voltar porque era sobre a China que escrevia”. A afirmação é sua, como esta: “Para um escritor, sobretudo aquele que aspira a ser testemunha do que se passa na China, a liberdade de expressão e de publicar são mais importantes do que a vida”. Escolheu o exílio. Como pode ser essa testemunha?

Desde o discurso que fiz aquando do Peace Prize, em 2012, passei a ser dos inimigos mais perigosos para a ditadura chinesa. Como dizia o meu amigo Liu Xiaobo, “não tenho inimigos”, mas esta “nação do vírus”, que trouxe desastre a toda a Humanidade, será um inimigo para sempre. Vivo em exílio há dez anos, publiquei dez livros e recebi mais de 10 prémios importantes no Ocidente. Pressionei o Governo alemão para juntar esforços com o mundo literário e a sociedade, e resgatarem o casal de dissidentes chineses mais famoso de sempre, Liu Xiaobo e a mulher. Liu foi morto, mas a mulher foi resgatada.

Nada muda?

Posso escrever e testemunhar o que se passa na China em qualquer lado. Anseio pelo colapso do PCC, como aconteceu com a União Soviética. Anseio por voltar à minha terra natal, a “República de Sichuan”, onde há vinho maravilhoso, gastronomia deliciosa e de onde vem um lindo dialeto. O PCC roubou-nos os sonhos e as raízes.

Noutra entrevista referiu não querer voltar para a prisão nem ser tratado como “símbolo da liberdade”. Disse-o depois da morte de Liu Xiabo. Como é que a perda o mudou?

Mantiveram o Nobel da Paz preso até morrer e o mundo nada fez. Após a sua morte, o Ocidente continua a negociar com a China, como após o Massacre de Tiananmen ou quando Pequim aplicou a Lei de Segurança Nacional para destruir o princípio ‘Um País, Dois Sistemas’ em Hong Kong, assassinando e forçando inúmeras pessoas a abandonar o país. Mudei. Deixei de ter ilusões sobre a globalização, mas continuarei a minha busca pela verdade.

Como conseguiu fugir sob o apertado controlo das autoridades?

Pela fronteira com o Vietname, em 2011. Gastei muito dinheiro. Consegui através de bandos. Para não ser apanhado, tinha quatro telemóveis: um público, que a polícia podia vigiar; dois para comunicar com bandos e amigos no estrangeiro, e um suplente. Os diplomatas alemães ajudavam-me em segredo. Nunca fizeram nada que pudesse gerar um problema diplomático.

Como é a vida desde que se mudou para a Alemanha?

Muito boa. Usei o dinheiro dos prémios e das publicações para comprar uma casa em Berlim. Casei e fui pai. Desfruto da liberdade que me custou tanto a alcançar. Até fui para uma escola aprender alemão e fiz o exame para conseguir o direito à cidadania – um milagre que nunca aconteceria na China.

De que forma a decisão de fugir o afetou?

A minha criatividade cresceu a um nível sem precedentes.

Todos os artistas chineses dissidentes acabam por fazer da China e do regime o centro do trabalho. Sente que tem uma missão?

Sempre lutei pela liberdade das vítimas da ditadura, como Liao Xiaobo, Li Bifeng, Wang Yi e, mais recentemente, o poeta Wang Zang. Havia a ideia de que a Internet destruiria os regimes ditatoriais e as relações comerciais acabariam por levar à democracia. Foi por isso que, com o apoio dos Estados Unidos, a China foi autorizada a integrar a OMS com estatuto especial. Passaram 20 anos e a Net não só não destruiu os regimes autoritários como os fortaleceu. Onde quer que esteja, um dissidente vai ser sempre intercetado e perseguido. Uma transação bancária ou publicação na Internet pode ser usado como prova de crimes contra o país.

Pode ser mais claro?

A tua cara passa a ser automaticamente identificada por telefones e computadores da polícia nos hotéis, estações de comboio e aeroportos. É um exemplo de como a Internet e a tecnologia criada pelo Ocidente estão a ajudar os regimes autoritários. Aceder a sites estrangeiros bloqueados pelo regime é crime na China, a polícia pode prendê-lo. No Ocidente não há censura. Chineses e estrangeiros podem usar livremente o WeChat, o Weibo e o software da Huawei, ainda que todos sejam vigiados sem saberem. Quando há comentários considerados radicais, suspeitos, irónicos e subversivos, a Weibo emite um aviso de “Apagar a conta” ou apaga-a sem pré-aviso. Depois essa pessoa “desaparece” uns tempos, e amigos e família na China podem correr perigo.

Esteve quatro anos na prisão, onde diz ter sido agredido e torturado. Tentou suicidar-se duas vezes. Como sobreviveu?

Como escrevi, a prisão tornou-me um cão, invadiu a minha Humanidade com violência e ódio. Escrevo para desintoxicar. Dentro e fora da prisão, recolhi centenas de histórias. Muitos dos seus protagonistas tiveram desfechos bem mais tristes e são alvo de suspeitas e humilhação, o que às vezes é ainda mais difícil de curar. Tento expulsar a dor, a sensação de fracasso e a “doença da prisão” alheias para curar a minha, pouco a pouco, até que o amor e a compaixão voltem.

Diz que “os jovens de hoje já não sabem o que aconteceu em 1989”. Tiananmen é tema proibido na China. Depois da pandemia, há notícias de que Pequim está a fazer tudo para reescrever a história sobre a origem do vírus em Wuhan. Como sobrevive a memória quando censura e propaganda estão do outro lado?

Estou alerta contra a propaganda esmagadora que procura a lavagem cerebral. Nem toda gente tem de ser herói, mas cada um tem a responsabilidade e o direito de contar a história, desde logo a sua. Não devemos esperar que um escritor o entreviste e o faça.

Tiananmen prova que o regime chinês resiste a tudo?

Nós, intelectuais como Liu Xiaobo e Ding Zilin [fundadora do grupo Mães das Vítimas de Tiananmen], não falhámos. Sem essas memórias, o massacre seria apagado. A memória é uma forma de resistir. Precisamos que o Ocidente acorde e nos apoie. Populações e governos ocidentais têm de entender que negociar com um assassino – mesmo que as vítimas sejam milhares de chineses a milhas de distância – é o pecado original que acabará por corroer a vossa liberdade, democracia, Estado de Direito e direitos humanos. Vai destruir as células saudáveis de todos, como a pandemia.

Como olha para o que está a acontecer em Hong Kong? Há semelhanças com Tiananmen?

Em 1989, milhões de pessoas vieram para as ruas em dezenas de cidades chinesas. Não queriam derrubar o governo do PCC, mas apoiar os “reformistas”. Foram reprimidos com sangue e violência. Quando saí da prisão, em 1994, Deng Xiaoping tinha feito a digressão pelo Sul da China para lançar as reformas económicas que mudaram drasticamente o rumo do país. Os chineses deixaram de ser patriotas para se tornarem obcecados por dinheiro. O PCC usou primeiro balas para reprimir e lançar o medo, depois criou um caminho que fez toda a gente crer que podia enriquecer. A lavagem cerebral é muito mais eficaz com dinheiro do que com ideias políticas. As notas do banco são a religião do povo. Nenhum chinês é patriota se o patriotismo não lhe trouxer segurança e benefícios. Hong Kong hoje é Pequim há 31 anos.

Não se vê a comunidade internacional muito preocupada.

Os políticos ocidentais são incapazes de resolver a dualidade de critérios. A condenação do que se passa em Hong Kong e Xinjiang está longe de ser suficiente. Governos e políticos têm dificuldade em assumir posição clara, porque têm medo de perder o dinheiro e mercado chineses. O vírus alterou o mundo, mas o Ocidente continua sem conseguir acordo para perceber a sua ligação ao laboratório de Wuhan, isolar e exigir compensação à China. É uma vergonha para as sociedades democráticas e é muito perigoso.

Há quem defenda que é tarde para agir. Como olha para o país e para a influência que tem hoje?

Não, se o Ocidente se juntar contra a ditadura do regime chinês e exigir que pague pelos crimes contra a Humanidade que cometeu. Mas tem de ser já.

terça-feira, 12 de janeiro de 2021

DEPENDER DA SOJA BRASILEIRA É O MESMO QUE APOIAR O DESMATAMENTO DA AMOZÔNIA, DIZ MACRON


SÃO PAULO E BRASÍLIA - O presidente da FrançaEmmanuel Macron, fez críticas ao desmatamento da Amazônia e citou especificamente a soja brasileira, relacionando-a ao problema ambiental. "Continuar a depender da soja brasileira seria apoiar o desmatamento da Amazônia", afirmou Macron, em sua conta oficial no Twitter. A publicação dele é acompanhada de um vídeo, no qual comenta a questão a repórteres.

"Nós somos coerentes com nossas ambições ecológicas, estamos lutando para produzir soja na Europa", afirmou o presidente francês. Macron comanda nesta semana o "One Planet Summit", uma cúpula formada por cerca de 30 chefes de Estado, empresários, representantes de Organizações Não Governamentais (ONGs), evento do qual o Brasil não participa. O tema neste ano foi dedicado à preservação da biodiversidade.

Embora a França não seja individualmente um dos principais compradores da soja brasileira, quase 20% das exportações para a União Europeia, bloco do qual os franceses fazem parte, são de soja e farelo de soja produzidos pelo Brasil, mostram dados da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Economia consultados pelo Estadão/Broadcast.

No ano passado, o Brasil enviou US$ 28,342 bilhões em exportações para o bloco europeu, sendo US$ 2,9 bilhões em farelo de soja (10%) e US$ 2,6 bilhões em soja (9,3%).

Individualmente, o Brasil exportou US$ 27,1 milhões em soja para a França, além de US$ 544 milhões de farelo de soja, de um total de US$ 1,983 bilhão em embarques para o país europeu.

Apesar do baixo valor, técnicos ponderam que a União Europeia tem uma dinâmica própria do bloco, tendo Países Baixos e Espanha como as principais portas de entrada dos embarques de soja feitos pelo Brasil, devido à sua estrutura portuária. Depois de ingressar na UE é que a soja segue para o destino final.

Por isso, a análise dos dados agregados pode ajudar mais a mostrar o que está em jogo. Segundo os dados, Países Baixos receberam US$ 1,11 bilhão em soja brasileira no ano passado, enquanto a Espanha, US$ 957 milhões. Juntos, esses países responderam por 7,2% das exportações de soja feitas pelo Brasil.

Procurados pela reportagem, os ministério da Economia e da Agricultura disseram que não comentariam as declarações de Macron.

A declaração de Macron é dada no momento em que a União Europeia e o Mercosul negociam um acordo comercial, mas o fracasso brasileiro na proteção ambiental, na opinião de algumas autoridades europeias, seria um entrave para avançar no tema. O desmatamento nas florestas brasileiras está no holofote de governos da Europa e grandes investidores globais, que passaram o último ano pressionando o governo de Jair Bolsonaro por medidas para conter o problema ambiental, sob a ameaça de retirada de investimentos do País.

“A França hoje deixa claro que não quer mais contribuir com o desmatamento, mesmo que seja por meio da sua demanda de soja. O cerco está de fato apertando e o Brasil precisa mandar sinais claros de que está preocupado e disposto a solucionar o desmatamento”, afirma o pesquisador da iniciativa Trase, plataforma de fiscalização de cadeias de commodities, André Vasconcelos, sediada em Londres. Ele frisa que o sinal não vem apenas da França.

“Hoje, a Bélgica e a Espanha anunciaram a entrada no grupo 'Amsterdam Declaration Partnership' - formado por nove países europeus, incluindo a França - que se comprometeu a eliminar o desmatamento associado às suas importações de commodities, como a soja”, diz.

Desmatamento em fazendas de soja

Estudo recente elaborado pela Trase, conjuntamente com a Imaflora e ICV, apontou que no maior Estado brasileiro produtor de soja, Mato Grosso, 27% de todo o desmatamento observado entre 2012 e 2017 ocorreu em fazendas do grão. O estudo mostrou que 80% do desmatamento ilegal em fazendas de soja ocorreu em 400 imóveis, que representam apenas 2% do número total de fazendas de soja no Estado.

Em sua maioria, ao contrário do que se imagina, essas fazendas são grandes imóveis rurais (73%). A estimativa, ainda, é que mais de 80% da soja produzida em fazendas onde ocorreu desmatamento ilegal tenha sido exportada para mercados globais – 46% para a China e 14% para a União Europeia.

Procuradas, a Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja) e a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) não comentaram até o momento

Divergências entre Macron e Bolsonaro

Macron tem sido há tempos uma das vozes mais ativas nas críticas internacionais às queimadas na Floresta Amazônica. E se tornou um forte alvo das queixas do governo brasileiro, sobretudo do grupo militar, que reclama de intervenção externa e ameaça à soberania na região.

As posições do presidente francês em relação à Amazônia já levaram a reações inflamadas do presidente Jair Bolsonaro. Em 2019, após Macron levar ao G-7 uma proposta de apoio financeiro ao Brasil para combate às queimadas na floresta, Bolsonaro reagiu: "Macron promete ajuda de países ricos à Amazônia. Será que alguém ajuda alguém, a não ser uma pessoa pobre, sem retorno? O que ele está de olho na Amazônia?", disse.

As farpas chegaram até ao lado pessoal. Em agosto de 2019, o perfil do presidente Jair Bolsonaro na rede social Facebook postou uma mensagem de risadas após um comentário ofensivo sobre a esposa do presidente da França, a primeira-dama Brigitte Macron, feito por um de seus seguidores.

Em um post em que falava da Amazônia, um dos seguidores da página do presidente postou uma montagem com duas fotos. Na de cima, Brigitte aparecia atrás de Macron e, na de baixo, o presidente aparecia com a primeira-dama do Brasil, Michelle Bolsonaro, à frente. Ao lado das fotos, há um texto dizendo “Entende agora pq Macron persegue Bolsonaro?” A página do presidente da República respondeu ao seguidor com “não humilha cara. Kkkk”.

Macron respondeu posteriormente: "Bolsonaro fez comentários extremamente desrespeitosos sobre minha mulher", disse. "O que eu posso dizer? É triste, mas é triste primeiro por ele e pelos brasileiros. Como tenho uma grande amizade e respeito pelo povo brasileiro, espero que tenham rapidamente um presidente que se comporte à altura."

BOLSONARO DIZ QUE PREPARA DECRETOS PARA FACILITAR ACESSO A ARMAS DE FOGO


BRASÍLIA – O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta segunda-feira, 11, que prepara três decretos para facilitar o acesso a armas de fogo a grupos de Colecionadores, Atiradores e Caçadores (CACs).

Ao conversar com apoiadores que o esperavam nas imediações do Palácio da Alvorada, Bolsonaro disse que houve crescimento recorde na venda de armamentos, mas destacou que a alta precisa ser mais robusta. “Nós batemos recorde o ano passado, em relação a 2019. Mais de 90% na venda de armas. Está pouco ainda, tem que aumentar mais. O cidadão de bem, há muito tempo, foi desarmado”, disse ele.

Segundo a Polícia Federal, 179.771 novas armas foram registradas no País no ano passado, o que representa aumento de 91% com relação ao número de 2019.

O presidente foi questionado por um dos apoiadores sobre novos decretos de interesse dos CACs e respondeu que deve publicar as normas ainda nesta semana. “Tem três decretos para sair. Acho que saem essa semana, dois ou três decretos. Eu não posso ir além da lei, vai facilitar mais coisas para vocês”, afirmou.

Envolvido na disputa para emplacar aliados na eleição que vai renovar a cúpula do Congresso, em fevereiro, Bolsonaro levou o tema aos apoiadores. Disse que a tramitação do projeto que pretende aprovar sobre o tema dependerá do próximo presidente da Câmara. Bolsonaro apoia a candidatura do deputado Arthur Lira (Progressistas-AL), chefe do Centrão. O principal adversário de Lira é Baleia Rossi (MDB-SP).

O presidente encerrou dizendo a um dos apoiadores que se apresentou como caminhoneiro que, se dependesse só do chefe do Executivo, a categoria já “teria porte de arma há muito tempo”.

O vídeo com as declarações foi publicado em um canal bolsonarista no YouTube. Bolsonaro cumprimentou seguidores e posou para fotos com aliados e não tratou da covid-19 durante a interação, apesar de o País ter registrado mais de 200 mil mortes pela doença. Além disso, governo vem sendo criticado em relação à demora no início da vacinação. Ele e os apoiadores que aparecem na gravação não usavam máscaras.

O governo vem tomando uma série de medidas para ampliar o acesso de pessoas comuns a armas de fogo. Para o presidente, a população fica mais segura quando cidadãos estão armados.

Uma das providências mais polêmicas foi a revogação de três portarias do Exército que, na prática, dificultavam o acesso do crime organizado a munições e armamentos extraviados das forças policiais. Como mostrou o Estadão, a decisão foi tomada para atender a “administração pública e às mídias sociais”.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2021

FORD FECHA TODAS AS FÁBRICAS E ENCERRA PRODUÇÃO NO BRASIL


Fiesta, Ká e Ecosport não vão ser mais fabricados no país.

Ford anunciou o fechamento de todas as fábricas no país em 2021. A montadora disse que vai manter sua cede administrativa, campo de provas e o centro de desenvolvimento no país. Ainda não se sabe quantas pessoas serão demitidas ao todo.

As três fábricas da marca no Brasil vão ser desativadas. São elas: Camaçari, na Bahia, Tatuapé, em São Paulo e Horizonte, no Ceará. Os carros devem ser importados da Argentina e Uruguai, onde a produção continua.

A marca ainda garante vão vai manter o serviço de pós-venda dos veículos vendidos. Em 2019, a fábrica de São Bernardo do Campo da companhia já havia fechado. A produção deve ser encerrada por completo no fim do ano. A Ford chegou ao Brasil em 1919.

Confira o comunicado divulgado pela empresa

A Ford Motor Company anunciou hoje que atenderá os consumidores na América do Sul com um portfólio empolgante de veículos conectados, e cada vez mais eletrificados, incluindo SUVs, picapes e veículos comerciais, provenientes da Argentina, Uruguai e outros mercados, ao mesmo tempo em que a Ford Brasil encerra as operações de manufatura em 2021.

A Ford atenderá a região com seu portfólio global de produtos, incluindo alguns dos veículos mais conhecidos da marca como a nova picape Ranger produzida na Argentina, a nova Transit, o Bronco, o Mustang Mach 1, e planeja acelerar o lançamento de diversos novos modelos conectados e eletrificados. A Ford mantém assistência total ao consumidor com operações de vendas, serviços, peças de reposição e garantia para seus clientes no Brasil e na América do Sul. A empresa também manterá o Centro de Desenvolvimento de Produto, na Bahia, o Campo de Provas, em Tatuí (SP), e sua sede regional em São Paulo. 

A Ford está presente há mais de um século na América do Sul e no Brasil e sabemos que essas são ações muito difíceis, mas necessárias, para a criação de um negócio saudável e sustentável”, disse Jim Farley, presidente e CEO da Ford. “Estamos mudando para um modelo de negócios ágil e enxuto ao encerrar a produção no Brasil, atendendo nossos consumidores com alguns dos produtos mais empolgantes do nosso portfólio global. Vamos também acelerar a disponibilidade dos benefícios trazidos pela conectividade, eletrificação e tecnologias autônomas suprindo, de forma eficaz, a necessidade de veículos ambientalmente mais eficientes e seguros no futuro.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2021

MENINO DE 12 ANOS É MORTO APÓS COBRAR R$ 1 DE DÍVIDA POR PASTEL


Um menino de 12 anos foi morto a facadas após cobrar R$ 1 (cerca de 0,15 cêntimos) que teria ficado faltando pelo pagamento de um pastel no Vale do Jequtinhonha, em Minas Gerais. O caso aconteceu na última quarta-feira (6).

De acordo com a Polícia Civil, o Kaique Júnior Moreira da Silva teria ido a casa de uma mulher de 39 anos para cobrar o valor que ficou faltando de uma compra de pastéis feita pelos filhos dela no restaurante em que ele trabalhava.

No momento da cobrança, no entanto, a agressora ficou irritada e apunhalou o menino pelas costas. Ele chegou a sair na rua pedindo ajuda e caiu na calçada. Moradores chamaram o saiu que socorreu Kaique, ele não resistiu aos ferimentos e morreu no hospital.

Após o crime, a mulher se trancou em casa e jogou cinco facas fora. Uma delas foi localizada pelos policiais contendo o sangue da vítima. A suspeita se entregou para a polícia e foi presa em flagrante.

"ASSALTO SEM PRECEDENTES À DEMOCRACIA DOS EUA" BIDEN REAGE À INVASÃO AO CAPITÓLIO


O presidente eleito dos Estados Unidos descreveu esta quarta-feira a invasão de manifestantes pró-Trump ao Capitólio como um "assalto sem precedentes à democracia dos EUA".

"A esta hora, a nossa democracia enfrenta um assalto sem precedentes. Nunca vimos nada assim nos tempos modernos. Um assalto à citadela da liberdade, o próprio Capitólio. Um assalto aos representantes da população e à polícia de Capitol Hill, que os jurou defender", discursa.

 

"Deixem-me ser claro", afirma Biden, "as cenas de caos no Capitólio não refletem a verdadeira América. Não representam quem somos. O que estamos a ver é um pequeno número de extremistas dedicados à desordem. Isto não é dissidência, é caos na margem da sedição. E tem de acabar agora", exige Joe Biden.

O recente eleito presidente dos Estados Unidos apelou a Donald Trump que se apresentasse na televisão e condenasse a invasão do espaço democrático. 

"As palavras de um presidente importam, quer venham de um bom ou mau presidente. No seu melhor, as palavras inspiram, no pior, incitam. Assim, peço ao presidente Trump que se dirija à nação e cumpra a promessa de defender a constituição", disse Biden que descreveu a multidão como uma "insurreição".

Biden sublinhou que "ameaçar a segurança de representantes eleitos "não é um protesto, é uma insurreição". "O mundo está a observar. Estou chocado e triste que a nossa nação esteja a atravessar um momento tão difícil", afirmou.

A invasão do Capitólio por apoiantes do Presidente cessante norte-americano, Donald Trump, inviabilizou esta quarta-feira a ratificação, por parte do Colégio Eleitoral, da vitória do democrata Joe Biden nas eleições de 03 de novembro.

Pouco antes do início dos trabalhos da reunião conjunta do Senado e da Câmara dos Representantes, foi travada uma guerra verbal entre Trump e o seu vice-Presidente, Mike Pence, com o chefe de Estado cessante a pressioná-lo para que não permitisse que o Congresso ratifique os resultados eleitorais, tirando partido da sua função, por inerência do cargo, de presidente do Senado.

Em resposta, e à medida que os arredores do Capitólio se iam juntando milhares de apoiantes de Trump, Pence acabou por desafiar o ainda Presidente, salientando que chefe de Estado cessante não tem o poder para rejeitar os votos eleitorais. 

Na ocasião, Pence argumentou com a Carta Magna dos Estados Unidos, lembrando o juramento que fez de “apoiar e defender a Constituição” o impede de “reivindicar autoridade unilateral para determinar quais os votos eleitorais que devem ser contados e quais os que não devem”.

Após o início dos trabalhos, os republicanos no Congresso opuseram-se à contagem dos votos do Colégio Eleitoral do Arizona, forçando a uma votação sobre a vitória de Biden, ameaçando, paralelamente, contestar resultados noutros estados e perturbando a validação da vitória do candidato democrata.

 UE CONDENA CERCO À DEMOCRACIA AMERICANA E PEDE RESPEITO POR RESULTADOS

O chefe da diplomacia da União Europeia (UE), Josep Borrell, condenou hoje o “cerco à democracia norte-americana” com violentos protestos e invasão do Capitólio, vincando que os resultados das eleições presidenciais “devem ser plenamente respeitados”.

"Aos olhos do mundo, a democracia norte-americana aparece hoje à noite sob cerco. Este é um ataque invisível à democracia norte-americana, às suas instituições e ao Estado de direito”, reagiu Josep Borrell, numa publicação na sua conta oficial do Twitter.

Numa altura de tensão em Washington, o Alto Representante da UE para a Política Externa vincou que “isto não é a América”, adiantando que “os resultados eleitorais de 03 de novembro devem ser plenamente respeitados”.

Josep Borrell disse, ainda, “louvar as palavras de Joe Biden”, que pediu contenção.

"A força da democracia dos Estados Unidos prevalecerá sobre os indivíduos extremistas”, concluiu o chefe da diplomacia europeia.

O Presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, afirmou hoje que os violentos protestos ocorridos no Capitólio foram “um ataque sem precedentes à democracia” do país e instou Donald Trump a por fim à violência.

A posição foi assumida numa declaração ao país após a sessão de ratificação dos votos das eleições presidenciais dos EUA ter sido interrompida devido aos distúrbios provocados pelos manifestantes pró-Trump no Capitólio.

Milhares de manifestantes tinham-se reunido hoje em Washington, protestando e contestando a vitória do democrata Joe Biden.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2021

SP: IDOSO É PRESO ACUSADO DE IMPORTUNAÇÃO SEXUAL CONTRA ADOLESCENTE


Um idoso de 71 anos foi detido na terça-feira (5) acusado de importunação sexual contra uma adolescente de 14 anos, em Praia Grande, no litoral de São Paulo. De acordo com a Polícia Civil, o crime foi gravado pelo primo da vítima. O vídeo mostra o idoso passando a mão nas partes íntimas da menina. As informações são do G1.

Apesar da gravação, o suspeito negou que tenha cometido o crime. Conforme a polícia, o caso ocorreu no último dia 12. O idoso era amigo da família e já havia empregado uma das irmãs da vítima. No dia em que até a casa delas, a irmã da adolescente não estava.

A vítima estava sentada em uma cadeira usando o celular quando o idoso se aproximou por trás e começou a passar a mão nas partes íntimas dela. O primo da adolescente viu a situação por uma janela e gravou um vídeo para provar o que aconteceu. Ao reparar que está sendo filmado, ele se afasta da vítima.

No dia seguinte ao crime, a mãe da menina registrou um boletim de ocorrência e o caso passou a ser investigado na Delegacia da Mulher. A polícia emitiu um pedido de prisão preventiva, mas quando o pedido foi deferido o homem não foi encontrado na cidade.

Na terça-feira (5), o idoso compareceu à delegacia, acompanhado de dois advogados, e descobriu que havia o mandado de prisão. Ele alegou que foi para a casa do filho em São Paulo, após ter suspeita de Covid-19. Ainda segundo o G1, o caso foi registrado como importunação sexual de menor de idade, e o suspeito permanece preso.

JOVEM DE 21 ANOS É ATACADA A FACADAS PELO PRÓPRIO PAI

Um homem, de 42 anos, é suspeito de matar a facadas a própria filha nesta segunda-feira(12) em Rodeio, no Vale do Itajaí, em  Santa Catarina...