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domingo, 25 de julho de 2021

DEZ MORTOS E 45 FERIDOS EM ACIDENTE COM AUTOCARRO NA CROÁCIA


Na Croácia, dez pessoas morreram na sequência de despiste de um autocarro na cidade de Slavonski Brod, numa autoestrada que liga a capital Zagreb à Sérvia.

O acidente ocorreu por volta das 6:00 locais e fez pelo menos 45 feridos, alguns com gravidade, de acordo com as autoridades locais.

De acordo com as autoridades croatas, um dos dois motoristas que conduziam veículo pesado de passageiros alternadamente terá adormecido e acabou por ficar encarcerado, mas sobreviveu.

"Disse que adormeceu por um momento", explica o responsável de operações de socorro Slavko Pranjic.

No autocarro, seguiam 67 passageiros, incluindo 15 crianças e os dois motoristas, um dos quais também morreu no acidente.

"Um dos piores acidentes que já vi", refere o chefe da polícia local, Franjo Galic.

Fotos do incidente mostram o autocarro tombado numa zona relvada junto à estrada.

sábado, 17 de julho de 2021

SOBE PARA 168 NÚMERO DE MORTOS EM INUNDAÇÕES NA ALEMANHA E NA BÉLGICA


Pelo menos 168 pessoas morreram na sequência das chuvas torrenciais e das consequentes inundações e enxurradas que afetaram nos últimos dias, sobretudo, a Alemanha e a Bélgica, indicou hoje um novo balanço das autoridades destes dois países.

O anterior balanço de vítimas das chuvas intensas e das inundações que estão a fustigar parte da Europa Central dava conta de 153 mortes.

O número de vítimas mortais no estado da Renânia-Palatinado (oeste da Alemanha), onde fica o condado de Ahrweiler, um dos mais afetados pelas condições meteorológicas adversas, subiu para 98.

Segundo as autoridades locais, entre as vítimas mortais estão pelo menos 12 residentes de um centro de assistência para pessoas com deficiência.

As autoridades advertem que estes números podem vir a aumentar, uma vez que cerca de 1.300 pessoas no condado de Ahrweiler continuam incontactáveis e dadas como desaparecidas.

Os esforços para estabelecer contacto com estas pessoas estão a ser dificultados por causa dos danos provocados nas redes de comunicação.

A morte de outras 43 pessoas foi igualmente confirmada pelas autoridades do estado vizinho da Renânia do Norte-Vestfália.

Em termos totais, estão contabilizadas 141 vítimas mortais no território alemão.

Regressada de uma viagem a Washington, Estados Unidos, a chanceler alemã, Angela Merkel, vai visitar no domingo a região da Renânia-Palatinado, divulgaram hoje as autoridades locais.

Segundo a agência France-Presse (AFP), citando um porta-voz do Ministério do Interior do executivo regional, Merkel irá à aldeia de Schuld, local descrito como "mártir", uma vez que quase tudo na localidade foi destruído pela força das águas.

Merkel já considerou estes acontecimentos como uma "tragédia nacional" e comprometeu-se a aplicar todos os auxílios federais para ajudar na reconstrução.

Já hoje o Presidente da Alemanha, Frank-Walter Steinmeier, visitou a cidade de Erftstadt, na região vizinha da Renânia do Norte-Vestfália, onde ocorreu um deslizamento de terra, na sequência das inundações.

Igualmente fustigada por níveis de precipitação e por inundações de contornos históricos, a Bélgica, através do centro nacional de crise, atualizou também o número de vítimas mortais no país, informando que pelo menos 27 pessoas morreram e outras 103 continuam dadas como desaparecidas.

Na Bélgica, o Governo decretou que na próxima terça-feira, dia 20, será dia de luto nacional.

Além da Bélgica e da Alemanha, as fortes chuvas e as consequentes cheias causaram graves danos materiais nos Países Baixos, no Luxemburgo e na Suíça.

INUNDAÇÕES NA ALEMANHA DEIXAM MAIS DE 100 MORTOS E CERCA DE MIL DESAPARECIDOS


Cheias dos rios causadas por chuvas em volume recorde varreram cidades e vilas alemãs, deixando carros derrubados, casas destruídas e pessoas ilhadas

O número de pessoas que perderam suas vidas nas fortes enchentes na parte ocidental da Alemanha aumentou para mais de 100 nesta sexta-feira (16). Cerca de mil pessoas ainda estão desaparecidas na região de Neuenahr-Ahrweiler, segundo informações da polícia de Koblenz. Ao total, 117 pessoas morreram em toda a Europa Ocidental.

Cheias dos rios causadas por chuvas em volume recorde varreram cidades e vilas alemãs, deixando carros derrubados, casas destruídas e pessoas presas nos telhados.

Na cidade de Schuld, há imagens de casas que foram reduzidas a pilhas de entulho e vigas quebradas. As estradas foram bloqueadas por destroços e árvores caídas.

As enchentes causaram a pior perda em massa de vidas na Alemanha em anos. Antes disso, inundações em 2002 mataram 21 pessoas no leste do país e mais de 100 em toda a região central da Europa.

sexta-feira, 16 de julho de 2021

VIDEO: LUTO NACIONAL NA BÉLGICA POR INUNDAÇÕES "SEM PRECEDENTES"


O primeiro-ministro belga, Alexander De Croo, disse temer que o balanço do número de vítimas se agrave ainda. "Em muitos locais, a situação continua extremamente crítica", disse. Pelo menos 103 pessoas morreram na Alemanha.

s inundações "sem precedentes" que devastaram uma parte da Bélgica desde quarta-feira fizeram pelo menos 20 mortos, e um dia de luto nacional será cumprido na terça-feira, 20 de julho, anunciou esta sexta-feira o governo belga.

Pelo menos 20 pessoas morreram e outras 20 estão dadas como desaparecidas, segundo um balanço provisório fornecido pela ministra do Interior belga, Annelies Verlinden.

O primeiro-ministro belga, Alexander De Croo, disse temer que o balanço do número de vítimas se agrave ainda. "Em muitos locais, a situação continua extremamente crítica", declarou o dirigente liberal flamengo, em conferência de imprensa.

"Aguardamos ainda o balanço definitivo, mas pode dar-se o caso de estas inundações serem as mais catastróficas que o nosso país já viveu", declarou.

"Trata-se de circunstâncias excecionais, sem qualquer precedente no nosso país", acrescentou, saudando a mobilização de países vizinhos para ajudar as equipas de socorro belgas.

A província de Liège, no leste do país, é a mais afetada pelas cheias e concentra a maior parte das operações de socorro. Só os municípios de Verviers e Pepinster registaram pelo menos uma dezena de mortos.

Na próxima terça-feira, todo o país será convidado a respeitar um dia de luto nacional, acrescentou o primeiro-ministro à imprensa, em Bruxelas.

As bandeiras estarão a meia-haste em todo o reino e será cumprido um minuto de silêncio ao meio-dia, precisou.

126 mortos na Europa Central

Na Europa, o balanço do mau tempo atingiu pelo menos 126 mortos, a maioria dos quais na Alemanha, onde muitas pessoas continuam desaparecidas, fazendo temer uma tragédia ainda mais grave.

Até ao momento, pelo menos 103 pessoas morreram na Alemanha na sequência das fortes chuvadas e inundações que estão a assolar parte da Europa Central.

O balanço de vítimas, contudo, pode vir a aumentar depois de um número indeterminado de pessoas ter morrido ou desaparecido na Alemanha após um grande deslizamento de terras, que derrubou vários edifícios numa localidade próxima de Colónia, indicaram fontes locais.

Na localidade de Erfstadt-Blessem, "as casas cederam à força das águas e vários edifícios desmoronaram-se e acabaram por afundar-se nas águas", lê-se numa declaração publicada na rede social Twitter da organização das comunas de Colónia.

Um porta-voz da organização, citado pela agência noticiosa France-Presse (AFP) confirmou a existência de "vários mortos".

A imprensa local, que cita vários membros da comunidade de Erfstadt-Blessem, adianta, por outro lado, as chuvas diluvianas que estão a assolar o oeste da Alemanha originaram autênticos rios, provocando grandes inundações.

Naquela localidade, apesar de as autoridades locais terem dado o alerta para possíveis inundações, grande parte da população permaneceu nas recetivas casas.

Com mais este incidente, o número de vítimas mortais devido às fortes chuvas vai subir, depois de, hoje de manhã, as autoridades locais terem dado conta de que pelo menos 103 pessoas morreram na sequência da intempérie que assola há vários dias parte da Alemanha.

Por outro lado, falta contabilizar também o número total de pessoas desaparecidas.

"Receio que só veremos a extensão total da catástrofe nos próximos dias", avisara já a chanceler, Angela Merkel, na quinta-feira à noite, em Washington, onde cumpre uma visita oficial.

Mais de 21 000 pessoas sem eletricidade

A Valónia, região francófona no sul da Bélgica, tem sido particularmente afetada e continua, em parte, em estado de alerta de inundações.

O exército belga já disponibilizou helicópteros para socorrer as pessoas que se encontram em telhados na região de Pepinster (na província de Liège), estando a apoiar as equipas de busca e salvamento dos bombeiros e das forças da ordem.

Mais de 21 000 pessoas estão provadas de eletricidade na região, depois de, segundo a empresa que gere as redes de distribuição de eletricidade de gás na Valónia, a água ter inundado cerca de 300 postos de distribuição.

Na Suíça, as autoridades locais continuam em alerta máximo nas zonas que circundam os lagos de Biena, Thun e Quatro Cantões, que transbordaram várias vezes nos últimos dias, receando novas inundações face às persistentes chuvas registadas no último mês e meio.

O Presidente suíço, Guy Parmelin, visitou quinta-feira a cidade de Lucerna (nas margens do lago dos Quatro Cantões) e Biena para constatar, no terreno, a situação das inundações que deixaram submersas dezenas de residências, na maioria vivendas, sem que, porém, tenham sido registadas quaisquer vítimas mortais.

Segundo o centro hidrográfico suíço, os maiores lagos do país, como os de Constança (na fronteira com a Alemanha) e de Leman (junto a França), apresentam um "risco moderado" de cheias, havendo, porém, várias estradas de acesso cortadas ao trânsito.

Cerca de mil soldados alemães mobilizados

Em toda a parte da Europa central afetada, espera-se que continue a chover, com o nível do rio alemão Reno e de vários dos seus afluentes a subir perigosamente.

Cerca de mil soldados alemães foram mobilizados para ajudar nas operações de resgate e limpeza das cidades e aldeias, que oferecem todos o mesmo espetáculo desolador: ruas e casas debaixo de água, carros virados, árvores arrancadas.

Em Ahrweiler, várias casas desmoronaram-se literalmente. Debaixo dos escombros, a cidade parece ter sido atingida por um tsunami, descreve um jornalista da AFP.

Euskirchen, um pouco mais a norte, é provavelmente uma das cidades mais afetadas, com pelo menos 20 mortes registadas. O centro da cidade parece um campo de ruínas, com as fachadas das casas literalmente arrancadas pelas cheias.

Além disso, uma barragem próxima está em risco de uma rotura.

Bélgica pede ajuda devido a mau tempo e UE ativa Mecanismo de Proteção Civil

A Bélgica pediu ajuda aos seus parceiros da União Europeia (UE) através do Mecanismo Europeu de Proteção Civil, após fortes tempestades e inundações, disse hoje a Comissão Europeia, que aguarda um pedido da Alemanha.

Em resposta ao pedido das autoridades belgas, três países ofereceram já apoio, tendo a França enviado já barcos e helicópteros e estando já equipas a trabalhar no terreno.

"A UE está pronta a oferecer toda a ajuda necessária aos países afetados pelas intempéries", disse o porta-voz da Comissão Europeia, Stefan De Keersmaecker, acrescentando que, para isso, basta apenas que Berlim ative o mecanismo, a exemplo do que já fez a Bélgica.

A Áustria também disponibilizou barcos à Bélgica e a Itália avançou com uma equipa de salvamento, barcos e helicópteros, para ajudar nas buscas e resgate nas zonas inundadas.

"Estão a ser estudadas ofertas de outros Estados-membros para ver se podem juntar-se às equipas que estão já na Bélgica", disse De Keersmaecker.

Na Alemanha, o Presidente Frank-Walter Steinmeier apelou à "unidade nacional" e à solidariedade para com os afetados pelas inundações devastadoras no oeste do país, com pelo menos 103 mortos, enquanto prosseguem as buscas por centenas de pessoas desaparecidas.

"As águas estão a regredir e isso mostrará a verdadeira dimensão da tragédia", disse Steinmeier, numa declaração institucional.

Países Baixos vão retirar 10 700 residentes de cidades próximas do rio Meuse

Pelo menos 10 700 pessoas vão ser retiradas esta sexta-feira na cidade de Venlo e arredores, na província holandesa de Limburg, como medida de precaução devido aos elevados níveis de água atingidos pelo rio Meuse.

As áreas a serem evacuadas são as mais baixas ao longo do rio, como é o caso da cidade de Arcen, que vai ficar completamente vazia porque toda a população será retirada.

Um hospital de Venlo também está a ser evacuado, incluindo os 200 pacientes que estão nas urgências, dos quais 40 encontram-se debilitados, e todos os pacientes vão ser transferidos para outros hospitais da região.

IJsbrand Schouten, da direção do hospital, frisou que a possibilidade de desabamento do centro hospitalar é "relativamente baixa", mas destacou ser "um risco que não pode ser corrido" e destacou que todo o hospital deve ser totalmente evacuado antes das 03:00 locais (02:00 em Lisboa), horário em que o Meuse deve atingir o pico.

Por outro lado, o dique de Meerssen, cidade próxima à fronteira holandesa com a Bélgica, está a ser reforçado pelo Exército com sacos de areia, depois de parte da estrutura ter desabado esta manhã, mas a água continua a entrar pela rutura, ameaçando cidades próximas.

As corporações de bombeiros de 13 regiões de segurança mudaram-se para Limburg para ajudar os colegas, fornecendo bombas de água e máquinas para levar sacos de areia, enquanto as diferentes entidades de água enviam inspetores para os diques da província.

Em mensagem de alerta na rede social Twitter, o comité de segurança de Limburgo garantiu também que o alto nível de água do rio Meuse, a passagem por Roermond e Venlo no norte da província é esperada mais cedo do que o previsto, entre a tarde de hoje e a manhã de sábado.

Além disso, os habitantes de várias aldeias foram incentivados a deixarem as casas o mais rápido possível à procura de porto seguro, "o mais tardar, antes do pôr do sol", porque essas populações podem ficar inacessíveis aos serviços de emergência se o nível do rio aumentar.

"Se decidir ficar em casa, está por sua própria conta e risco", alertou a presidente da Câmara de Bergen, Manon Pelzer.


sábado, 10 de julho de 2021

FRANÇA PODE ANUNCIAR NOVAS MEDIDAS FACE À PANDEMIA NA SEGUNDA-FEIRA


Anúncios de Macron deverão debruçar-se sobre a obrigatoriedade da vacinação aos profissionais de saúde, mas também sobre a evolução da expansão no país da variante Delta

O Presidente francês, Emmanuel Macron, prepara-se para anunciar novas medidas para combater a covid-19, nomeadamente a variante Delta, com uma declaração ao país na segunda-feira, sem indícios que as regras de viagem de e para Portugal possam endurecer.

Os anúncios do Presidente deverão debruçar-se sobre a obrigatoriedade da vacinação aos profissionais de saúde, mas também sobre a evolução da expansão no país da variante Delta, inicialmente detetada na Índia e considerada mais contagiosa e já maioritária entre os infetados de terras gaulesas.

Membros do seu Governo têm avançado, nos últimos dias, com a possibilidade de ser alargada a utilização do certificado sanitário a mais atividades, sendo que, até agora, só são indispensáveis para eventos que reúnam mais de 1.000 pessoas ou para acesso a discotecas, que estão autorizadas a abrir a partir de hoje.

É ainda esperado que as medidas a anunciar pelo chefe de Estado passem pelo tema das viagens de férias para fora do território, nomeadamente para locais onde a quarta vaga de covid-19 está ativa, como é o caso de Portugal. O Conselho de Defesa avaliará o risco da pandemia no exterior e, caso considere necessário, recomendará a adoção de novas regras para quem viaja de e para França.

Por enquanto, não se espera que as regras de quem viaja de ou para Portugal ou Espanha sejam endurecidas, apesar do secretário de Estado dos Assuntos Europeus, Clément Beaune, ter desaconselhado na quinta-feira os franceses de partirem de férias para esses dois países, alegando que o número de infeções disparou nos dois Estados.

O ministro da Saúde, Olivier Véran, enviou hoje uma mensagem de tranquilidade aos franceses que fazem turismo em Portugal e em Espanha, sublinhando que, a partir do momento em que tiverem o certificado de saúde, não terão quaisquer restrições de movimento. 

Entretanto, o ministro dos Negócios Estrangeiros francês, Jean-Yves Le Drian, disse também hoje que os franceses que passem férias em Portugal e Espanha se devem vacinar antes de partirem.

"Para partir de férias, é preciso fazer-se vacinar", disse o ministro dos Negócios Estrangeiros francês durante uma conferência de imprensa em Madrid.

O encontro bilateral entre França e Espanha parece desvalorizar novamente as afirmações de Beaune.

"Não há razão para anular as férias em Espanha. É preciso ser prudente, sobretudo que as pessoas se vacinem, mas não tomar decisões guiadas pelo pânico", disse González Laya, ministra do Negócios Estrangeiros espanhola.

Antes, em entrevista à rádio RNE, a ministra do Turismo espanhola, María Reyes Maroto, já tinha assegurado que a Espanha é um destino seguro para os turistas franceses.

"Os Governos não devem acionar o alarme sobre a situação", defendeu a ministra espanhola.

quarta-feira, 7 de julho de 2021

CHINESES JÁ SE PREPARAM PARA O FIM DO MUNDO E COLOCAM FOGUETÕES A POSTOS


Investigadores chineses querem enviar 20 dos maiores foguetões do país para poderem afastar asteróides da Terra, uma técnica que pode ser crucial quando um astro do género estiver na rota para colidir com o nosso planeta, o que poderia levar ao fim do mundo, num cenário extremo.

A ideia vai ser mesmo posta em prática pelos Estados Unidos, entre os finais de 2021 e os princípios de 2022, que irão lançar uma nave espacial para intercetar dois asteróides que se encontram relativamente próximos da Terra. Quando a nave espacial da NASA chegar, um ano mais tarde, irá despenhar-se contra o asteróide mais pequeno e tentar mudar a sua trajetória.

Os investigadores do Centro Nacional de Ciências Espaciais da China descobriram, durante as simulações, que 23 foguetões “Long March 5” seriam suficientes para desviar um asteróide por uma distância 1,4 vezes superior ao raio da Terra (6,371 quilómetros).

A China lançou, desde 2016, seis foguetões "Long March 5" com sucesso, tendo o último causado algumas preocupações de segurança, uma vez que os seus destroços voltaram a entrar na atmosfera em maio.

A proposta de lançar um foguetão, numa nave espacial, para desviar um asteroide, é um conceito bastante agradável", disse o professor Alan Fitzsimmons, do Centro de Investigação de Astrofísica da Universidade de Quenn's, citado pela Reuters.

Gareth Collins, professor no colégio Imperial de Londres, garantiu que existe apenas 1% de probabilidade de um asteróide com mais de 100 metros de largura atingir a Terra nos próximos 100 anos, mas a China começa a preparar-se para o caso de acontecer um azar.

Segundo os especialistas, alterar a rota de um asteróide é um risco menor que explodi-lo com recurso a explosivos nucleares, que poderia causar pequenos fragmentos que iriam em direção à Terra.

domingo, 25 de abril de 2021

VÍDEO MOSTRA HOMEM A IMPEDIR ATROPELAMENTO EM FILA DE VACINAÇÃO COM PONTAPÉ NO AR


Um homem foi detido este domingo na Albânia após ter levado o carro que conduzia para uma área de pedestres no centro da capital, Tirana.

O carro, que colocou em perigo de vida centenas de pessoas, só foi parado após um pedestre ter pontapeado o suspeito, através da janela do carro. 

     

Um vídeo do incidente mostra como o carro estava a dirigir-se contra uma multidão, tendo sido impedido momentos antes de causar qualquer ferido. 

O homem que impediu o carro de passar disse que o sujeito estava a tentar atropelar uma série de pessoas, naquilo que poderia ser um possível ataque terrorista.

A praça onde o incidente ocorreu, Skanderbeg Square, estava preenchida por filas de pessoas à espera para serem vacinadas contra a covid-19.

A polícia da Albânia diz que o suspeito, de 32 anos, terá estado a conduzir sob efeito de drogas.

domingo, 31 de janeiro de 2021

BIDEN AVANÇA COM PROPOSTA PARA DUPLICAR O SALÁRIO MÍNIMO NOS ESTADOS UNIDOS

A proposta ambiciosa do novo presidente norte-americano Joe Biden de duplicar o salário mínimo para tirar milhões de norte-americanos da pobreza já está na mesa dos legisladores, segundo a agência France Presse (AFP).

Esta medida pode revelar-se uma revolução social para os mais pobres dos Estados Unidos, adianta a agência de notícias francesa. “Mesmo antes da pandemia, o salário mínimo federal de 7,25 dólares [cerca de seis euros] por hora era economicamente e moralmente indefensável”, afirmou o democrata do Estado da Virgínia Bobby Scott, na apresentação do projeto de lei.

Embora muito popular entre a população – mesmo nas fileiras dos apoiantes republicanos – e apoiada há mais de uma década pelos sindicatos, a iniciativa esbarrou na oposição dos republicanos pressionada por lobbies de empresas que recusam custos adicionais.

“Este não é um ideal radical”, defende Bernie Sanders, um antigo candidato presidencial progressista que qualificou os 7,25 dólares por hora de “salário de fome”. “No país mais rico do mundo, quando se trabalha 40 horas por semana, não se deve viver na pobreza“, defende o senador do Vermont, que vai apresentar a proposta e espera convencer os céticos.

A crise económica causada pela pandemia afeta principalmente as pequenas empresas, especialmente o setor da restauração, que não vê com bons olhos esta proposta incluída no gigantesco plano de resgate de 1.900 mil milhões de euros (cerca de 1,6 mil milhões de euros).

O vice-presidente da Federação Nacional de Restaurantes, Sean Kennedy, saudou a proposta, até porque entende a obrigação de pagar esse salário mínimo integralmente, independentemente das gorjetas impostas aos clientes. Isso permite que os patrões paguem aos empregados apenas dois ou três dólares quando essas famosas “gorjetas” preenchem a lacuna com os 7,25 dólares, refere a AFP.

Contudo, esta medida “terá custos insuperáveis” para muitos estabelecimentos que não terão outra escolha a não ser dispensar funcionários ou fechar definitivamente as portas, prevê Kennedy.

Para a nova secretária do Tesouro, Janet Yellen, “o aumento do salário mínimo vai tirar dezenas de milhões de americanos da pobreza, ao mesmo tempo que cria oportunidades para inúmeras pequenas empresas em todo o país”. Tudo depende de como será implementado, argumentou Janet Yellen, observando que um aumento gradual – 15 dólares até 2025 – daria “tempo suficiente para se adaptarem”.

Mas o Governo Biden destaca o círculo virtuoso: pagar aos que têm salários mais baixos geraria milhões de dólares em gastos adicionais do consumidor em bens e serviços prestados por pequenas empresas.

Em 2019, 1,6 milhões de trabalhadores foram pagos com um salário igual ou inferior ao mínimo federal, ou seja, 1,9% de todos os trabalhadores pagos à hora, de acordo com o Gabinete de Estatísticas.

Uma taxa horária de 15 dólares até 2025 aumentaria os salários de 27,3 milhões de pessoas e retiraria 1,3 milhões de famílias da pobreza, estimou o Gabinete de Orçamento do Congresso. Mas estima também estima que possa resultar na perda de 1,3 milhões de postos de trabalho.

Para Gregory Daco, economista-chefe da Oxford Economics, além do impacto potencial, a proposta ilustra a mudança social que Joe Biden queria. “Isto confirma o desejo de uma administração de se concentrar mais nas desigualdades sociais e raciais que levaram a altas tensões no ano passado“, defende Gregory Daco.

A proposta será difícil de aprovar, mesmo que os democratas dominem ambas as câmaras. Bernie Sanders já mencionou o uso de um dispositivo para aprovar a lei por maioria simples.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2021

INCÊNDIO NA SEDE DA MAIOR FABRICANTE DE VACINAS DO MUNDO NA ÍNDIA


Um incêndio foi declarado nesta quinta-feira (21) no Serum Institute of India, maior fabricante mundial de vacinas, de acordo com imagens da televisão local, mas a imprensa indiana disse que a produção de vacinas contra a covid-19 não foi afetada.

Os canais de televisão indianos exibiam imagens de uma enorme nuvem de fumaça cinza sobre as instalações do Serum Institute of India, em Pune (oeste), onde milhões de doses da vacina contra o coronavírus Covishield, desenvolvida pela AstraZeneca e pela Universidade de Oxford, estão sendo produzidas atualmente.

De acordo com os canais, o incêndio começou em um local em construção, longe das instalações de produção de vacinas.

"A instalação de produção de vacinas não foi afetada e isso não afetará a produção", declarou uma fonte do Serum Intitute of India à AFP, acrescentando que "o fogo começou numa nova fábrica em construção".

"Enviamos seis ou sete caminhões de bombeiros ao local. Não temos mais informações para compartilhar no momento sobre a extensão do incêndio ou se alguém está preso", disse à AFP um responsável pelo corpo de bombeiros local.

"Equipes da polícia chegaram ao local", informou à AFP a polícia de Pune, sem fornecer mais detalhes.

A Índia é o segundo país mais afetado - depois dos Estados Unidos - pela covid-19, com mais de 10 milhões de casos confirmados, embora a taxa de mortalidade seja uma das mais baixas do mundo.

No início de janeiro, duas vacinas foram aprovadas com urgência: a Covishield, desenvolvida pela AstraZeneca e pela Universidade de Oxford e produzida pelo Serum Institute of India, e a Covaxin, fabricada pela empresa local Bharat Biotech.

A Índia lançou, no sábado, uma das campanhas de vacinação mais ambiciosas do mundo, com o objetivo de imunizar 300 milhões de pessoas até julho.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2021

"A CHINA MENTE E ENGANA A COMUNIDADE INTERNACIONAL HÁ MEIO SÉCULO"


 Jornal Expresso

Em 2011, quando conseguiu fugir da China, disse: “Estou a tentar convencer-me de que não estarei fora muito tempo e que tudo mudará em breve”. Já lá vão dez anos de exílio na Alemanha. Yiwu Liao, que deu uma entrevista exclusiva ao Expresso, tornou-se um dos maiores inimigos de Pequim, pelo que escreve e diz e por ajudar outros dissidentes. A última foi Liu Xia, viúva do Nobel da Paz Liu Xiaobo, que morreu em 2017.

Em entrevista ao Expresso, Yiwu Liao oscila entre raiva, frustração e nostalgia ao falar de casa, que abandonou depois de preso e perseguido. Começou a ser um alvo após o Massacre de Tiananmen, em 1989. Depois publicou dez livros e ganhou mais de uma dezena de prémios pela obra que repete o protagonista: o regime do Partido Comunista chinês (PCC). Sente falta do vinho, da comida e do dialeto de Sichuan, onde nasceu e para onde quer voltar. O escritor diz que Pequim lhe roubou os sonhos e as raízes, mas também culpa o Ocidente por fechar os olhos.

É conhecido por ser crítico do regime chinês. O impacto do que escreve vale os riscos que corre?

Os meus livros “For one song and one hundred songs – a literary testimony from a Chinese prison” e “Bullets and Opium” [sem edição portuguesa] tiveram impacto gigante. Ganhei o prémio Geschwister-Scholl-Preis, em 2011, o Peace Prize, da Associação German Publishers and Booksellers em 2012, e o Prémio Ryszard Kapuscinski International Report. Na comunicação social sou referido como o “Solzhenitsyn da China”, porque comparam estes livros a “O arquipélago Gulag” [sobre a vida nos campos soviéticos]. “Bullets and Opium” foi o livro com maior impacto no âmbito da literatura sobre o Massacre de Tiananmen.

Diz que há muitas histórias por contar, entre outras a de “todos os dirigentes chineses corruptos que emigram para os Estados Unidos”. Tem-se dedicado ao que está por contar?

Em 2019 publiquei “18 prisoners and two Hongkongers escape prison in Germany” e “When the Wuhan virus came”, em Taiwan, já com edições em inglês, alemão e polaco, que sairão na primeira metade do ano.

Temas atuais.

O último é um romance baseado em factos verídicos. Durante dias, pesquisei no site do Instituto de Virologia de Wuhan. Também procurei estar a par do debate protagonizado por Shi ZhengLi, conhecida como “Batwoman da China” depois de descobrir que o SARS tinha origem nos morcegos e que nega que o vírus da covid-19 tenha resultado de uma fuga de um laboratório em Wuhan. Até que muitos indícios acessíveis ao público foram apagados. O Governo chinês, a Organização Mundial da Saúde (OMS) e especialistas na China e no Ocidente concordaram em negar que o novo coronavírus tenha tido origem no laboratório de Wuhan. Quem levanta essa tese é acusado de teoria da conspiração. Parecem esquecer que a China é uma nação altamente conspiradora sob a liderança do PCC. Mente e engana a comunidade internacional há meio século.

Não é um tema precoce?

Comecei a escrever com raiva e gradualmente cheguei a uma personagem. Ai Ding é um historiador de Wuhan, académico numa universidade alemã. No Ano Novo Chinês de 2020, cumpre a tradição e volta a casa, mas mal aterra em Pequim depara com a pandemia e o encerramento de Wuhan. Tem de fazer quarentena. Como vários médicos, especialistas e civis na cidade, começa a duvidar da origem do vírus. Ao mesmo tempo, acompanha os protestos em Hong Kong, a controvérsia com a rede 5G, a questão dos morcegos, a fuga do vírus em Wuhan – como a fuga em Chernobyl... a quarentena acaba e Ai ode voltar a casa.

Parece um final feliz.

Ninguém sabia que voltar a casa seria bem mais difícil do que deixar o país. Toda a China entrou numa era sem paralelo por causa do vírus. Decretou o confinamento obrigatório: vilas, cidades, transportes parados. A temperatura e o cartão de identidade são verificados em todo o lado. Ai Ding vive cenas absurdas. Quando Wuhan decreta o fim do confinamento, consegue chegar a casa mas a mulher morreu com o vírus. Fica com a filha de 10 anos. Não dura muito. As autoridades aparecem para levá-lo por causa de comentários online.

“Quando estava na Alemanha, os meus amigos insistiram para que ficasse. Disse-lhes que queria voltar porque era sobre a China que escrevia”. A afirmação é sua, como esta: “Para um escritor, sobretudo aquele que aspira a ser testemunha do que se passa na China, a liberdade de expressão e de publicar são mais importantes do que a vida”. Escolheu o exílio. Como pode ser essa testemunha?

Desde o discurso que fiz aquando do Peace Prize, em 2012, passei a ser dos inimigos mais perigosos para a ditadura chinesa. Como dizia o meu amigo Liu Xiaobo, “não tenho inimigos”, mas esta “nação do vírus”, que trouxe desastre a toda a Humanidade, será um inimigo para sempre. Vivo em exílio há dez anos, publiquei dez livros e recebi mais de 10 prémios importantes no Ocidente. Pressionei o Governo alemão para juntar esforços com o mundo literário e a sociedade, e resgatarem o casal de dissidentes chineses mais famoso de sempre, Liu Xiaobo e a mulher. Liu foi morto, mas a mulher foi resgatada.

Nada muda?

Posso escrever e testemunhar o que se passa na China em qualquer lado. Anseio pelo colapso do PCC, como aconteceu com a União Soviética. Anseio por voltar à minha terra natal, a “República de Sichuan”, onde há vinho maravilhoso, gastronomia deliciosa e de onde vem um lindo dialeto. O PCC roubou-nos os sonhos e as raízes.

Noutra entrevista referiu não querer voltar para a prisão nem ser tratado como “símbolo da liberdade”. Disse-o depois da morte de Liu Xiabo. Como é que a perda o mudou?

Mantiveram o Nobel da Paz preso até morrer e o mundo nada fez. Após a sua morte, o Ocidente continua a negociar com a China, como após o Massacre de Tiananmen ou quando Pequim aplicou a Lei de Segurança Nacional para destruir o princípio ‘Um País, Dois Sistemas’ em Hong Kong, assassinando e forçando inúmeras pessoas a abandonar o país. Mudei. Deixei de ter ilusões sobre a globalização, mas continuarei a minha busca pela verdade.

Como conseguiu fugir sob o apertado controlo das autoridades?

Pela fronteira com o Vietname, em 2011. Gastei muito dinheiro. Consegui através de bandos. Para não ser apanhado, tinha quatro telemóveis: um público, que a polícia podia vigiar; dois para comunicar com bandos e amigos no estrangeiro, e um suplente. Os diplomatas alemães ajudavam-me em segredo. Nunca fizeram nada que pudesse gerar um problema diplomático.

Como é a vida desde que se mudou para a Alemanha?

Muito boa. Usei o dinheiro dos prémios e das publicações para comprar uma casa em Berlim. Casei e fui pai. Desfruto da liberdade que me custou tanto a alcançar. Até fui para uma escola aprender alemão e fiz o exame para conseguir o direito à cidadania – um milagre que nunca aconteceria na China.

De que forma a decisão de fugir o afetou?

A minha criatividade cresceu a um nível sem precedentes.

Todos os artistas chineses dissidentes acabam por fazer da China e do regime o centro do trabalho. Sente que tem uma missão?

Sempre lutei pela liberdade das vítimas da ditadura, como Liao Xiaobo, Li Bifeng, Wang Yi e, mais recentemente, o poeta Wang Zang. Havia a ideia de que a Internet destruiria os regimes ditatoriais e as relações comerciais acabariam por levar à democracia. Foi por isso que, com o apoio dos Estados Unidos, a China foi autorizada a integrar a OMS com estatuto especial. Passaram 20 anos e a Net não só não destruiu os regimes autoritários como os fortaleceu. Onde quer que esteja, um dissidente vai ser sempre intercetado e perseguido. Uma transação bancária ou publicação na Internet pode ser usado como prova de crimes contra o país.

Pode ser mais claro?

A tua cara passa a ser automaticamente identificada por telefones e computadores da polícia nos hotéis, estações de comboio e aeroportos. É um exemplo de como a Internet e a tecnologia criada pelo Ocidente estão a ajudar os regimes autoritários. Aceder a sites estrangeiros bloqueados pelo regime é crime na China, a polícia pode prendê-lo. No Ocidente não há censura. Chineses e estrangeiros podem usar livremente o WeChat, o Weibo e o software da Huawei, ainda que todos sejam vigiados sem saberem. Quando há comentários considerados radicais, suspeitos, irónicos e subversivos, a Weibo emite um aviso de “Apagar a conta” ou apaga-a sem pré-aviso. Depois essa pessoa “desaparece” uns tempos, e amigos e família na China podem correr perigo.

Esteve quatro anos na prisão, onde diz ter sido agredido e torturado. Tentou suicidar-se duas vezes. Como sobreviveu?

Como escrevi, a prisão tornou-me um cão, invadiu a minha Humanidade com violência e ódio. Escrevo para desintoxicar. Dentro e fora da prisão, recolhi centenas de histórias. Muitos dos seus protagonistas tiveram desfechos bem mais tristes e são alvo de suspeitas e humilhação, o que às vezes é ainda mais difícil de curar. Tento expulsar a dor, a sensação de fracasso e a “doença da prisão” alheias para curar a minha, pouco a pouco, até que o amor e a compaixão voltem.

Diz que “os jovens de hoje já não sabem o que aconteceu em 1989”. Tiananmen é tema proibido na China. Depois da pandemia, há notícias de que Pequim está a fazer tudo para reescrever a história sobre a origem do vírus em Wuhan. Como sobrevive a memória quando censura e propaganda estão do outro lado?

Estou alerta contra a propaganda esmagadora que procura a lavagem cerebral. Nem toda gente tem de ser herói, mas cada um tem a responsabilidade e o direito de contar a história, desde logo a sua. Não devemos esperar que um escritor o entreviste e o faça.

Tiananmen prova que o regime chinês resiste a tudo?

Nós, intelectuais como Liu Xiaobo e Ding Zilin [fundadora do grupo Mães das Vítimas de Tiananmen], não falhámos. Sem essas memórias, o massacre seria apagado. A memória é uma forma de resistir. Precisamos que o Ocidente acorde e nos apoie. Populações e governos ocidentais têm de entender que negociar com um assassino – mesmo que as vítimas sejam milhares de chineses a milhas de distância – é o pecado original que acabará por corroer a vossa liberdade, democracia, Estado de Direito e direitos humanos. Vai destruir as células saudáveis de todos, como a pandemia.

Como olha para o que está a acontecer em Hong Kong? Há semelhanças com Tiananmen?

Em 1989, milhões de pessoas vieram para as ruas em dezenas de cidades chinesas. Não queriam derrubar o governo do PCC, mas apoiar os “reformistas”. Foram reprimidos com sangue e violência. Quando saí da prisão, em 1994, Deng Xiaoping tinha feito a digressão pelo Sul da China para lançar as reformas económicas que mudaram drasticamente o rumo do país. Os chineses deixaram de ser patriotas para se tornarem obcecados por dinheiro. O PCC usou primeiro balas para reprimir e lançar o medo, depois criou um caminho que fez toda a gente crer que podia enriquecer. A lavagem cerebral é muito mais eficaz com dinheiro do que com ideias políticas. As notas do banco são a religião do povo. Nenhum chinês é patriota se o patriotismo não lhe trouxer segurança e benefícios. Hong Kong hoje é Pequim há 31 anos.

Não se vê a comunidade internacional muito preocupada.

Os políticos ocidentais são incapazes de resolver a dualidade de critérios. A condenação do que se passa em Hong Kong e Xinjiang está longe de ser suficiente. Governos e políticos têm dificuldade em assumir posição clara, porque têm medo de perder o dinheiro e mercado chineses. O vírus alterou o mundo, mas o Ocidente continua sem conseguir acordo para perceber a sua ligação ao laboratório de Wuhan, isolar e exigir compensação à China. É uma vergonha para as sociedades democráticas e é muito perigoso.

Há quem defenda que é tarde para agir. Como olha para o país e para a influência que tem hoje?

Não, se o Ocidente se juntar contra a ditadura do regime chinês e exigir que pague pelos crimes contra a Humanidade que cometeu. Mas tem de ser já.

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