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segunda-feira, 15 de fevereiro de 2021

ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS PODEM MATAR CINCO VEZES MAIS DO QUE A COVID-19, ALERTA BILL GATES


"Como Evitar Um Desastre Climático" é o nome do livro escrito por Bill Gates, que irá ser lançado terça-feira, e que quer demonstrar que a covid-19 não é a única preocupação mundial, ou sequer a mais perigosa.

O cofundador da Microsoft, que nunca pensou falar sobre o clima, muito menos escrever um livro sobre o tema, lança esta terça-feira uma obra, onde dá pistas sobre o caminho que a Humanidade deve seguir para resolver o problema das alterações climáticas. Gates afirma que o mundo deve estar preparado para a próxima década, tal como se de uma guerra se tratasse, e este é o tema central desse conflito.

Ao longo dos 12 capítulos do livro, são revelados os números negros das alterações climáticas. Por exemplo: 51 mil milhões de toneladas é o valor que todos devemos conhecer sobre o total de emissões de gases com efeitos de estufa que, normalmente, são emitidos por ano. O desígnio a atingir é zero.

Bill Gates esclarece: "o mundo precisa de gastar mil milhões para salvar mil milhões" e revela que esta realidade precisa de ser encarada com preocupação. O multimilionário pede para que alguns países forneçam a maior parte do investimento, salientando que os respetivos governos serão os mais favorecidos pelas medidas.

O antigo líder da Microsoft sublinha que a ameaça das alterações climáticas é mais difícil de ser resolvida do que uma pandemia e, por conseguinte, poderá matar cinco vezes mais que o novo coronavírus, colocando em perigo toda a vida do planeta.

Com a publicação do novo livro pretende-se que a sociedade esteja consciente de que é possível travar um potencial desastre climático a nível global. E, de acordo com Gates, pessoas, governos e empresas podem adotar determinadas atitudes para evitar esta situação.

O livro resulta de uma pesquisa realizada durante anos e da necessidade de se colmatar a dificuldade de acesso à energia pelos mais desfavorecidos. Através desta investigação, Bill Gates compreendeu que só pode fornecer energia à população se não houver um aumento da emissão de gases de efeito de estufa. Para isto ser possível, há anos que procura inovação na área da energia nuclear, argumentando que é a única possibilidade para uma energia verde, livre de emissões de dióxido de carbono.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2020

CONCORRÊNCIA ACUSA CONTINENTE, PINGO DOCE, AUCHAN E BEIERSDORF DE CONCERTAÇÃO DE PREÇOS


A investigação conclui que a concertação de preços entre as cadeias de supermercados e o fornecedor prejudicou os consumidores.

A Autoridade da Concorrência (AdC) acusou as cadeias de supermercados Modelo Continente, Pingo Doce e Auchan e o Beiersdorf, fornecedor de produtos de cosmética e higiene pessoal, de concertação de preços entre 2008 e 2017, foi anunciado esta quarta-feira.

"A Autoridade da Concorrência acusou os três grupos de distribuição alimentar Modelo Continente, Pingo Doce e Auchan e o fornecedor de produtos de cosmética e higiene pessoal Beiersdorf, de práticas equivalentes a cartel", lê-se no comunicado da AdC que adianta que a nota de licitude (acusação), hoje divulgada, foi adotada no dia 02 de dezembro.

A investigação levada a cabo pelo organismo presidido por Margarida Matos Rosa concluiu pela existência de indícios de que os três grupos da grande distribuição "utilizaram o relacionamento comercial" com o Beiersdorf, fornecedor de produtos das marcas Nívea, Hansaplast, Labello ou Harmony, entre outras, para "alinharem preços de venda ao público" dos principais produtos, "em prejuízo dos consumidores".

Além dos três grupos da grande distribuição, a acusação recai também sobre o fornecedor Beiersdorf, com a AdC a precisar que os comportamentos investigados "duraram vários anos", tendo sido praticados entre 2008 e 2017.

Caso venha a confirmar-se, a conduta em causa é "muito grave", refere a Autoridade da Concorrência, assinalando tratar-se de uma prática equivalente a um cartel em que os distribuidores não comunicam entre si, como sucede habitualmente num cartel, recorrendo antes a "contactos bilaterais com o fornecedor" para "promover ou garantir, através deste, que todos praticam o mesmo preço de venda ao público".

Em causa está uma prática que, na terminologia de concorrência é designada por 'hub-and-spoke', a qual, acentua a AdC, "prejudica os consumidores".

A AdC salienta, contudo, que a adoção da Nota de Ilicitude "não determina o resultado final da investigação", lembrando que nesta fase do processo é dada oportunidade aos visados de "exercer os seus direitos de audição e defesa em relação aos ilícitos que lhes são imputados e às sanções em que poderão incorrer".

A acusação conhecida esta quarta-feira segue-se a uma outra, de 24 de novembro, em que a AdC acusou os mesmos três grupos de grande distribuição de prática idêntica com a Active Brands, fornecedor de vinhos e bebidas brancas das marcas Licor Beirão e Porto Velhotes.

O organismo presidido por Margarida Matos Rosa tem atualmente em curso mais de dez investigações no setor da grande distribuição de base alimentar, algumas das quais ainda sujeitas a segredo de justiça.

O comunicado refere que o setor da grande distribuição alimentar está entre as prioridades definidas pela AdC, "tendo em conta a importância que detém para a maioria dos consumidores portugueses e para o abastecimento diário das famílias".

SEF: CRONOLOGIA DE UM CASO DE TORTURA E MORTE


Um homem ucraniano morreu em março às mãos das autoridades portuguesas. A gravidade do caso, que já tem acusados e julgamento marcado para 2021, levou já a várias demissões. A última deu-se esta quarta-feira: caiu a diretora do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras.

A morte de Ihor Homenyuk, às mãos de três inspetores do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), resultou de "uma situação de tortura evidente". As palavras foram proferidas recentemente pela diretora do SEF, Cristina Gatões, em março, no Centro de Instalação Temporária do Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa.

Ihor Homenyuk, de 40 anos, aterrou em Lisboa no dia 10 de março, com o objetivo de arranjar trabalho em Portugal, e faleceu dois dias depois, pelas 18.40 horas. Inicialmente, o óbito, declarado pelo INEM, foi atribuído a uma "paragem cardiorrespiratória presenciada após crise convulsiva". Mas a autopsia revelou outra versão: asfixia mecânica, presumivelmente decorrentes de lesões sofridas nas horas anteriores.

Um inquérito da Inspeção-Geral da Administração Interna implica no crime um total 12 elementos do SEF, vários seguranças privados e um enfermeiro, que poderiam ter evitado a morte de Ihor Homenyuk. Mas culpa maior foi já imputada, em despacho de acusação do Ministério Público, a três dos inspetores do SEF: Luís Silva, de 44 anos, Bruno Sousa, 42 e Duarte Laja, 47, acusados de homicídio

Isolado, algemado e agredido

Segundo a acusação, no dia 12 de março, eram 8.15 horas quando aqueles três inspetores se dirigiram à sala onde, no dia anterior, tinham deixado Homenyuk em isolamento e manietado, com "fita adesiva à volta dos tornozelos e dos braços", aplicada por seguranças. À entrada para a sala, um dos inspetores terá dito a uma vigilante para não registar os seus nomes.

"Hoje já nem preciso de ir ao ginásio"

Os inspetores terão então algemado as mãos do ucraniano atrás das costas e amarrado os seus cotovelos com ligaduras. Em seguida, ainda segundo a acusação, tê-lo-ão atingido em todo o corpo com um "número indeterminado de socos e pontapés". Além sido, Ihor Homenyuk também foi espancado com bastão extensível, apurou o MP.

Os três inspetores saíram da sala 20 minutos depois, abandonando o cidadão ucraniano deitado de barriga para baixo, algemado e com os pés atados por ligaduras". "Agora, ele está sossegado", terá comentado, à saída, um dos inspetores. "Hoje, já nem preciso de ir ao ginásio", gracejou outro.

Sete horas depois, quando outros dois entraram na sala, com o objetivo de fazer o ucraniano embarcar num voo com destino a Istambul, na Turquia, a vítima já não reagiu. O óbito foi declarado no local. . A autópsia revela "morte lenta e agonizante", com costelas partidas e progressiva falência do aparelho respiratório. Apresentava ferimentos na face, tronco e membros, e hemorragias. Também tinha lesões profundas nos pulsos.

Depois de a imprensa noticiar o caso, o diretor e o subdiretor de Fronteiras de Lisboa demitiram-se dos seus cargos, mas a dirigente máxima do SEF, Cristina Gatões, manteve-se no cargo até esta quarta-feira.

Cronologia de um caso chocante

10 de março 2020

Ihor Homenyuk, cidadão ucraniano de 40 anos, vindo da Turquia, tenta entrar em Portugal de forma ilegal. Fica dois dias detido no aeroporto de Lisboa, sendo posteriormente revelada a sua morte.

14 de março

No dia da autópsia, e após informação do médico-legista sobre as condições estranhas da morte de Ihor (lê-se "Igor"), a PJ, que já estava a investigar, recebe uma denúncia anónima. Com base em inquéritos posteriores, três agentes do SEF, Bruno Sousa, Duarte Laja e Luís Silva, são colocados em prisão domiciliária.

30 de março

A Inspeção-Geral da Administração Interna instaura processos disciplinares ao diretor e subdiretor de Fronteiras de Lisboa, ao coordenador do Espaço Equiparado a Centro de Instalação Temporária do Aeroporto, assim como aos três inspetores do SEF, que têm agora julgamento marcado para 10 de janeiro de 2021.

8 de abril

O ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, é ouvido no Parlamento, onde afirma que houve "negligência grosseira e encobrimento gravíssimo" na morte de Ihor Homenyuk. Anuncia também o encerramento e restruturação do Centro de Instalação Temporária do Aeroporto de Lisboa, que passa a ser apenas utilizado para cidadãos com recusa de entrada em Portugal, deixando de aí ser alojados os requerentes de asilo. Muitas das situações de estada prolongada neste espaço deviam-se ao alojamento de requerentes de asilo.

1 de agosto

O Centro de Instalação Temporária do Aeroporto de Lisboa, entretanto remodelado, reabre com um novo regulamento. As camaratas estão convertidas em quartos individuais e cada uma possui agora um botão de pânico. Continua o coro de críticas à gestão do caso. O novo regulamento do Centro só é distribuído, em comunicação interna para todas as unidades orgânicas do SEF, no dia 26 de novembro.

18 de agosto

A viúva do cidadão ucraniano, Oksana Homenyuk, pede 230 mil euros de indemnização adiantada ao Estado Português pela morte de Ihor, conforme está previsto na lei 104/2009.

30 de setembro

O Ministério Público acusa formalmente os três inspetores do SEF do homicídio qualificado de Ihor Homenyuk. São entretanto revelados outros testemunhos que acusam a prática continuada de agressões e outras ilegalidades no Centro de Instalação Temporária do Aeroporto de Lisboa.

7 de outubro

O ministro Eduardo Cabrita envia para o Ministério Público as conclusões do inquérito da Inspeção-Geral da Admnistração Interna, que concluiu pela instauração de 12 processos disciplinares. Ou seja, além dos três inspetores já formalmente acusados, são implicados outros nove inspetores que, por "ação ou omissão", terão contribuído para a morte do cidadão ucraniano.

4 de outubro

É assinado um protocolo entre o Ministério da Administração Interna, o Ministério da Justiça e a Ordem dos Advogados, para garantir assistência jurídica do Estado, em todos os aeroportos, a cidadãos estrangeiros a quem seja recusada a entrada em território nacional.

30 de outubro

O Governo determina a realização de uma auditoria aos procedimentos internos do SEF, visando aa sua avaliação e correção.

16 de novembro

A diretora nacional do SEF, Cristina Gatões, admite que a morte do cidadão ucraniano resultou de "uma situação de tortura evidente", conforme concluíra a investigação da PJ. O caso tinha já conduzido à demissão do diretor e do subdiretor de Fronteiras do Aeroporto de Lisboa. Mas não estavam ainda apuradas todas as responsabilidades.

18 de novembro

PSD e a deputada não inscrita Joacine Katar Moreira apresentam requerimento a exigir a audição do ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, e da diretora do SEF. O PS junta mais um pedido de audição à Provedora de Justiça, Maria Lúcia Amaral. Os socialistas dizem estar em causa conduta atentatória dos direitos humanos, considerando ser necessário ativar o Mecanismo Nacional de Prevenção da Tortura, que funciona na Provedoria.

1 de dezembro

A presidente da bancada parlamentar socialista, Ana Catarina Mendes, garante ao DN que o PS vai votar a favor daqueles requerimentos e declara: "Uma coisa garanto, não me calarei!".

8 de dezembro

O deputado Duarte Marques, do PSD, faz um ultimato a Eduardo Cabrita, ministro da Administração Interna, exigindo-lhe que mude já a direção do SEF ou abandone o Governo, demitindo-se. Nove meses após a morte de Ihor Homenyuk, nem o SEF nem qualquer representante do Estado português terá contactado ainda a família do ucraniano, diz o advogado do caso, Gaspar Schwalbach, citado pelo "Público".

9 de dezembro

Cristina Gatões, diretora do SEF, demite-se ao final da manhã. Oficialmente, a sua saída é enquadrada numa redefinição do "exercício das funções policiais relativas à gestão de fronteiras e ao combate às redes de tráfico humano". A direção do organismo fica a cargo dos diretores nacionais adjuntos Luís do Rosário Barão e Fernando Parreiral da Silva.

domingo, 28 de junho de 2020

ESPECIALISTAS DIZEM "COVID-19 ATINGE MAIS ORGÃOS DO QUE NOS PENSÁVAMOS"





Os médicos diziam que, para alem dos pulmões, também tinham sido detectadas sequelas no coração e no cérebro, mas um estudo mais recente aponta para problemas também no pâncreas, rim e fígado, e que em alguns casos podem revelar-se "catastróficos". 

"Pensávamos que era um vírus do trato respiratório. Afinal, atinge o pâncreas, coração, rins, cérebro, fígado e outros", disse o cardiologista Eric Topol.

No inicio da pandemia, os médicos estavam preocupados nos doentes que tinham sintomas mais graves, agora os especialistas estão atentos àqueles que não necessitaram ser hospitalizados, estes ainda apresentam sequelas meses depois de terem sido infectados.

"Ouvimos relatos de pessoas que têm fadiga persistente, falta de ar".





JOVEM DE 21 ANOS É ATACADA A FACADAS PELO PRÓPRIO PAI

Um homem, de 42 anos, é suspeito de matar a facadas a própria filha nesta segunda-feira(12) em Rodeio, no Vale do Itajaí, em  Santa Catarina...