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terça-feira, 18 de maio de 2021

NOVA RASPADINHA DO PATRIMÓNIO "É UM ERRO". CES TEME "PROMOÇÃO DE INJUSTIÇA SOCIAL"


Francisco Assis, que lidera o Conselho Económico e Social, alerta para os possíveis riscos socioeconómicos e de saúde mental que os jogos de sorte como a raspadinha têm para os portugueses.

Francisco Assis, presidente do Conselho Económico e Social (CES) considera que é um erro avançar com a raspadinha do património. A Lotaria do Património Cultural, uma parceria entre o Ministério da Cultura e a Santa Casa da Misericórdia, é posta à venda esta terça-feira, mas está a ser recebida com resistência.

Em declarações à TSF, Francisco Assis defende que a nova lotaria não deveria avançar, face aos riscos que estes tipo de jogos podem implicar, em termos viciantes .

"Neste momento, tudo o que signifique avançar mais com a raspadinha, tendo em consideração os indícios claramente existentes, constitui um erro", declara o presidente do Conselho Económico e Social, antigo eurodeputado socialista.

Francisco Assis reconhece que a nova raspadinha "consta do Orçamento do Estado", mas considera que a decisão de criá-la foi tomada "já há algum tempo" e que "nessa altura, provavelmente, não haveria tanta noção dos perigos que estão associados à prática deste jogo".

O Conselho Económico e Social está de tal forma preocupado com os efeitos socioeconómicos que a promoção destes jogos de sorte pode representar para os portugueses que pediu um estudo sobre os perigos da raspadinha.

"O que nos levou a avançar com a realização desse estudo é o facto de haver indícios muito claros de que estamos perante um gravíssimo problema social e até um gravíssimo problema de saúde mental, que afeta já uma parte não despicienda da população portuguesa. Evidentemente que isto nos preocupa", defende Francisco Assis. "Há um risco real para a saúde mental de alguns portugueses e para a situação socioeconómica de muitos mais", reforçou.

Por este motivo, para o presidente do CES, "financiar seja o que for a partir deste jogo", caso a investigação que está a ser levada a cabo confirme estas preocupações, constitui "a promoção de um ato de clara injustiça social".

TSF tentou ouvir o provedor da Santa Casa da Misericórdia e também a ministra da Cultura sobre o tema, mas estes não se mostraram disponíveis para prestar declarações.

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