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terça-feira, 16 de março de 2021

"NOVA PONTE SOBRE O DOURO É A CEREJA NO TOPO DO BOLO"


Esta terça-feira, no lançamento de duas novas linhas e do concurso de ideias para a nova travessia sobre o Douro, tudo no âmbito do metro, o autarca Eduardo Vítor Rodrigues, de Gaia, considerou que a "obra de arte", a nova ponte sobre o rio, é a "cereja no topo do bolo".

A cerimónia, que se realizou nos Jardins do Palácio de Cristal, no Porto, juntou o primeiro-ministro, António Costa, e o ministro do Ambiente, Matos Fernandes, a par de vários autarcas. O dia foi histórico, mas também ficou marcado por uma gafe, prontamente corrigida, quando Costa iniciava o discurso e saudou a plateia dizendo: "Senhor presidente da Câmara de Lisboa".

Ouviram-se umas gargalhadas, mas o primeiro-ministro logo emendou. "Vamos lá começar", retificou, bem-humorado, com Rui Moreira mesmo à sua frente, numa sessão em que presidente da Câmara do Porto recordou o tempo em que viu "fechar o arco" da Ponte da Arrábida e Matos Fernandes confessou nunca ter sonhado estar a lançar o concurso de ideias para a nova travessia, que servirá a futura linha de metro entre a Boavista e Santo Ovídio.

Esta terça-feira foram consignadas as obras para a extensão da Linha Amarela, entre Santo Ovídio e Vila D´Este, e da nova linha Rosa, a ligar a Praça da Liberdade à Casa da Música. A Linha Amarela terá mais sete quilómetros e começará com um viaduto, seguido de um túnel, antes de voltar à superfície. Na Linha Rosa, que "tirará 15 mil carros das ruas", as estações serão desenhadas por Eduardo Souto de Moura, havendo, no caso de São Bento, uma parceria com Álvaro Siza.

António Costa lembrou os tempos de presidência da Câmara de Lisboa e do encontro, em 2013, com o seu homólogo da Câmara do Porto, na Casa do Roseiral, quando se discutia a hipótese de privatização dos transportes públicos. "Em boa hora conseguiu reverter-se essa ideia. Ninguém melhor do que os autarcas sabe gerir os transportes", elogiou, destacando papel das autarquias.

"Hoje estamos a adjudicar. Haverá cortes de trânsito, buracos e ruído, mas vai reanimar a economia, criar empregos e é trabalho que fica para as gerações futuras", destacou.

"O covid não desapareceu, levará muito tempo a ultrapassar esta batalha, mas ao mesmo tempo temos que reconstruir a vida dos portugueses porque há um amanhã. Este investimento não é do Estado para o Estado, mas sim do Estado para as cidades", salientou, enumerando os objetivos pretendidos e que passam pela "transição digital, pelo combate às alterações climáticas e pela mobilidade sustentável".

Lançando à plateia o desafio para a realização de uma "nova cimeira das Áreas Metropolitanas, agora no Norte", António Costa disse que o que foi anunciado para o metro do Porto é a "prova de que com a descentralização consegue-se mais, articulando em conjunto e cada um no seu galho".

Matos Fernandes considerou que "os governos no PS são os motores da mobilidade urbana" e adiantou terem sido injetados "190 milhões de euros nos transportes públicos durante a pandemia". Confirmou que a nova ponte "não terá pilares" e que será construída a uma "cota mais alta", relativamente à vizinha da Arrábida.

"Venham as propostas e os concorrentes. Lançar a obra é um sonho que nunca tive, mas agora é um sonho que ninguém me tira", concluiu o ministro do Ambiente, avançado que para Gondomar, na próxima fase de expansão do metro, está reservado um investimento de 154 milhões de euros.

Rui Moreira antecipou que "as obras lançadas vão ter um impacto extraordinário na Área Metropolitana", nos domínios da "sustentabilidade, do ambiente e da mobilidade", com efeitos na "atividade económica".

Para o presidente da Câmara do Porto, que comentou que "o tempo das grandes discórdias na Área Metropolitana acabou", as empreitadas que aí vêm não o atormentam. "Não me assustam. Lembro-me do fecho do arco na Ponte da Arrábida. Vim ver com o meu avô. Naquela altura até diziam que a ponte ía cair", recorda, desejoso por ver as obras em marcha.

Eduardo Vítor Rodrigues considerou que "o concurso de ideias para mais uma obra de arte [ponte] é a cereja no topo do bolo". Declarando tratar-se de "um dia de grande felicidade e de orgulho", o presidente da Câmara de Gaia evocou a "época dos descobrimentos" para afirmar que também agora está-se a "preparar o futuro".

Tiago Braga, que preside ao conselho de administração da Metro do Porto, usou da palavra para classificar o dia como "um dos mais importantes" da empresa de transportes. Referiu que até 2024 "o investimento global será superior a 400 milhões de euros" e permitirá a "retirada anual de 4 mil toneladas de CO2" da atmosfera.

Segundo Tiago Braga, "até 2030" está prevista uma nova "fase de expansão" para Gondomar, Trofa e Matosinhos. "É tempo de arregaçar as mangas e deitar mãos à obra", finalizou.

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