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quarta-feira, 7 de julho de 2021

LUÍS FILIPE VIEIRA DETIDO EM INVESTIGAÇÃO A NEGÓCIO DE 100 MILHÕES


O presidente do Benfica, Luís Filipe Vieira, foi detido esta quarta-feira, no âmbito de uma investigação sobre suspeitas de burla, abuso de confiança e branqueamento de capitais.

O dirigente benfiquista está detido na esquadra da PSP de Moscavide e será presente ao juiz Carlos Alexandre na quinta-feira, passando a próxima noite na prisão, apurou o JN. Os empresários Tiago Vieira (filho de Luís Filipe Vieira) e José dos Santos (conhecido como o "Rei dos Frangos") também foram detidos, bem como o agente desportivo Bruno Macedo.

As detenções acontecem no mesmo dia em que o Ministério Público e a Autoridade Tributária realizaram buscas no universo Vieira por suspeitas de abuso de confiança, burla qualificada, falsificação, fraude fiscal e branqueamento crimes relacionados com a compra de ações do clube da Luz, entre outras operações financeiras.

"No processo investigam-se negócios e financiamentos em montante total superior a 100 milhões de euros, que poderão ter acarretado elevados prejuízos para o Estado e para algumas das sociedades", detalhou o Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) em comunicado, indicando que os factos em escrutínio terão ocorrido "essencialmente a partir de 2014 e até ao presente".

45 mandados de busca em Lisboa, Torres Vedras e Braga

No âmbito da investigação que contou com 66 inspetores tributários e com a colaboração de quatro magistrados do Ministério Público, três juízes de Instrução Criminal e 74 agentes da PSP "foram cumpridos cerca de 45 mandados de busca, abrangendo instalações de sociedades, domicílios, escritórios de advogados e uma instituição bancária", nas áreas de Lisboa, Torres Vedras e Braga, acrescentou o DCIAP.

Segundo apurou o JN, o procurador Rosário Teixeira e o inspetor das Finanças Paulo Silva, ambos também envolvidos na investigação do Processo Marquês, tal como o juiz Carlos Alexandre, participaram nas buscas, que englobaram o Estádio da Luz, o Novo Banco e várias empresas.

Ministério Público teme fuga e quer prisão

As quatro detenções efetuadas visam "acautelar a prova, evitar ausências de arguidos e prevenir a consumação de atuações suspeitas em curso". "Considerando a gravidade dos crimes e as exigências cautelares", o Ministério Público quer "medidas de coação diferentes do termo de identidade e residência" para os detidos, presentes na quinta-feira a primeiro interrogatório judicial.

O inquérito encontra-se em segredo de justiça.

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