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sexta-feira, 30 de outubro de 2020

MARIDO DE ISABEL DOS SANTOS MORREU NO DUBAI


O marido de Isabel dos Santos, Sindika Dokolo morreu, esta quinta-feira, no mar no Dubai. A notĂ­cia do Ăłbito foi avançada por jornais internacionais, especialmente congoleses, e confirmada pela Lusa junto de fonte ligada Ă  famĂ­lia. O colecionador de arte tinha 48 anos.

A imprensa do paĂ­s adianta que Sindika Dokolo morreu no Dubai, enquanto praticava mergulho. Outras fontes angolanas indicaram que a causa da morte foi uma embolia.

Dokolo nasceu em Kinshasa, na RepĂșblica DemocrĂĄtica do Congo, em 1972. Casou com Isabel dos Santos em 2002.

O marido da mulher mais rica de Ăfrica, filha de JosĂ© Eduardo dos Santos, tinha uma das mais importantes coleçÔes de arte contemporĂąnea africana, com mais de 3 mil peças. 

Isabel dos Santos nĂŁo confirmou a morte do marido mas publicou, esta quinta-feira, uma fotografia com Sindika Dokolo e o filho na rede social Twitter. O post nĂŁo contĂ©m qualquer legenda.

JĂĄ MichĂ©e Mulumba, assessor do Presidente da RepĂșblica DemocrĂĄtica do Congo, Felix Tshisekedi, confirmou a notĂ­cia no Twitter, onde prestou a sua homenagem a Sindika Dokolo"Foi durante um mergulho que partiu para a eternidade, uma atividade habitual que o afastou da sua luta e dos seus entes queridos. Descansa em paz, caro Sindika Dokolo", lĂȘ-se no tweet.

Tal como Isabel dos Santos, os negĂłcios de Sindika Dokolo estavam a ser investigados pela justiça angolana, na sequĂȘncia das revelaçÔes do ConsĂłrcio Internacional de Jornalistas que ficaram conhecidas como 'Luanda Leaks'.

Sindika Dokolo e a mulher sĂŁo suspeitos de terem lesado o Estado angolano em milhĂ”es de dĂłlares e foram alvo de arresto de bens e participaçÔes sociais em empresas, em dezembro do ano passado, por determinação do Tribunal Provincial de Luanda.

Dokolo era filho do banqueiro Augustin Dokolo Sanu, e da sua segunda mulher, a dinamarquesa Hanne Taabbel. Frequentou o liceu Saint Louis de Gonzague, em Paris, e prosseguiu os estudos na Universidade Paris Vi Pierre et Marie Curie.

Inspirado pelo pai, amante de arte, começou a sua coleção de arte quando tinha 15 anos e criou mais tarde a Fundação Sindika Dokolo, a fim de promover as artes e festivais de cultura em Angola e noutros paĂ­ses.

Em outubro do ano passado, a sua Fundação comprou e repatriou para Angola 20 peças de arte que tinham sido levadas de museus angolanos para coleçÔes estrangeiras e preparou-se para entregar ao museu de Kinshasa a primeira peça congolesa recuperada, segundo uma entrevista concedida na altura Ă  agĂȘncia Lusa.

CrĂ­tico dos quase 20 anos do regime do Presidente Joseph Kabila na RepĂșblica DemocrĂĄtica do Congo, Sindika Dokolo esteve cerca de cinco anos no exĂ­lio, devido aos processos movidos contra si em Kinshasa, tendo regressado apenas em maio de 2019, jĂĄ depois da chegada ao poder de FĂ©lix Tshisekedi, que tomou posse como chefe de Estado congolĂȘs em janeiro.

Em fevereiro de 2016, ainda com JosĂ© Eduardo dos Santos nas funçÔes de Presidente em Angola, a Fundação Sindika Dokolo entregou ao chefe de Estado, no PalĂĄcio Presidencial, em Luanda, duas mĂĄscaras e uma estatueta do povo Tchokwe (leste de Angola), que tinham sido saqueadas durante o conflito armado, recuperadas apĂłs vĂĄrios anos de negociação com colecionadores europeus.


 

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