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quarta-feira, 28 de outubro de 2020

NÃO HAVERÁ VACINA PARA TODOS ATÉ O FINAL DE 2021

 



Apenas parte da população da UniĂŁo Europeia estarĂĄ imunizada contra a Covid-19 atĂ© ao final de 2021. A informação, divulgada pela agĂȘncia Reuters, terĂĄ sido revelada numa reuniĂŁo interna da UniĂŁo Europeia, onde foi avaliada a possibilidade de a vacina nĂŁo ser tĂŁo eficaz quanto se espera e de esta nĂŁo ser produzida em quantidade suficiente atĂ© entĂŁo.

"NĂŁo haverĂĄ doses suficientes de vacinas contra a Covid-19 para a toda a população antes do final de 2021", revelou um membro da ComissĂŁo Europeia numa reuniĂŁo Ă  porta fechada que decorreu na segunda-feira.

À agĂȘncia Reuters, outro membro da ComissĂŁo Europeia, que preferiu manter o anonimato, confirmou a mesma informação.

Com uma população de 450 milhĂ”es, a UniĂŁo Europeia reservou jĂĄ mais de 1 biliĂŁo de doses de potenciais vacinas contra a Covid-19 de trĂȘs farmacĂȘuticas (AstraZenecaSanofi e Johnson & Johnson). Para alĂ©m disso, estĂĄ ainda a ser negociada a compra antecipada de mais um biliĂŁo de doses de outras empresas, entre elas a Moderna, a Pfizer e a CureVac.

De acordo com a agĂȘncia noticiosa, a UniĂŁo Europeia jĂĄ tinha avançado que as vacinas serĂŁo limitadas "durante a fase inicial de implementação", mas nĂŁo esclareceu quanto tempo demoraria essa fase.

De acordo com a evolução dos estudos que estĂŁo a ser desenvolvidos, a ComissĂŁo Europeia revelou, no inĂ­cio de outubro, que espera que as primeiras vacinas possam estar disponĂ­veis no inĂ­cio do prĂłximo ano.

Considerando a - expectĂĄvel - oferta limitada da vacina, a UniĂŁo Europeia tem exortado os governos europeus a desenvolverem planos de vacinação que deem prioridade a grupos vulnerĂĄveis, nomeadamente profissionais de saĂșde, idosos ou doentes crĂłnicos.

Em julho, um documento ratificado entre a ComissĂŁo Europeia e os governos da UE referia que pelo menos 40% da população da UE deveria ser vacinada na primeira fase.

quinta-feira, 22 de outubro de 2020

EM FRANÇA, FOI DECLARADO O RECOLHER OBRIGATÓRIO PARA 46 MILHÕES DE PESSOAS


Jean Castex, o primeiro-ministro francĂȘs, anunciou esta quinta-feira, depois da apresentação semanal da situação epidĂ©mica no paĂ­s, a extensĂŁo da medida de recolher obrigatĂłrio, que passarĂĄ a vigorar em 54 departamentos franceses, impactando a vida de 46 milhĂ”es de cidadĂŁos, segundo indica o LibĂ©ration.

As pessoas nĂŁo deverĂŁo andar nas ruas entre as 21h e as 6h durante um perĂ­odo de seis semanas, regras que entram em vigor a partir da meia-noite de sexta-feira. As multas podem ir dos 135 aos 3.750 euros.

Recorde-se que a medida jĂĄ estava em vigor na regiĂŁo de Paris e nas cidades de Lyon, LilleGrenobleRouenMontpellier, Saint-Étienne, Toulouse e Marselha.

Agora, a medida é alargada a todo o departamento (ou província) nos casos em que estava restrito apenas à cidade. A partir de såbado, 54 departamentos estão sujeitos a estas novas regras, ou seja, 46 milhÔes de franceses.

"A segunda vaga estĂĄ aqui", disse o primeiro-ministro, justificando o alargamento desta medida com a duplicação do nĂșmero de novos casos a cada 15 dias em França, assim como a progressĂŁo da pandemia em todo o territĂłrio. A prĂłxima semana, alertou, serĂĄ de avaliação, mas as medidas poderĂŁo ser "endurecidas", avisou.

"A situação Ă© grave na Europa e Ă© grave em França", explicou Castex, acrescentando que a "situação continua a degradar-se". "Digo isto com muita clareza. As semanas que se aproximam serĂŁo duras, os nossos hospitais vĂŁo ser postos Ă  prova e o nĂșmero de mortos vai continuar a aumentar. Novembro vai ser complicado", indicou.

O ministro da SaĂșde, Olivier VĂ©ran, que o acompanhava nas declaraçÔes, confirmou o prognĂłstico negativo. "Os nĂșmeros duplicam a cada 15 dias, apesar de todos os esforços. Sem novas medidas, em 15 dias terĂ­amos mais de 50 mil casos diĂĄrios", indicou. 

quarta-feira, 21 de outubro de 2020

ESTADO DE EMERGÊNCIA EM FRANÇA PODE DURAR ATÉ FEVEREIRO

                               

                              

O Governo francĂȘs estĂĄ a estudar o prolongamento do estado de emergĂȘncia no paĂ­s atĂ© 16 de fevereiro de 2021, com algumas restriçÔes a puderem prolongar-se atĂ© abril, devido Ă  covid-19, indicou hoje o executivo.

Numa conferĂȘncia de imprensa, o porta-voz do Governo francĂȘs, Gabriel Attal, adiantou que na reuniĂŁo de hoje do Conselho de Ministros foi decidido submeter ao Parlamento um documento para prolongar o estado de emergĂȘncia atĂ© 16 de fevereiro do prĂłximo ano, altura em que poderĂŁo tomar-se novas medidas.

A Assembleia Nacional francesa vai reunir-se excecionalmente no sĂĄbado e no domingo para analisar o projeto de lei, que seguirĂĄ, depois, para o Senado.

O estado de emergĂȘncia entrou em vigor em França no sĂĄbado por um perĂ­odo de pelo menos um mĂȘs.

"Tal como desde o inĂ­cio da pandemia, tomaremos decisĂ”es adaptando-nos Ă  evolução da doença", referiu Attal, adiantando que o texto inclui a ideia de que as restriçÔes Ă  circulação e Ă  reuniĂŁo, bem como o encerramento antecipado do comĂ©rcio poderĂŁo prolongar-se atĂ© abril do mesmo ano.

O porta-voz do Governo francĂȘs admitiu que vĂĄrios departamentos do paĂ­s poderĂŁo entrar em alerta mĂĄximo dos prĂłximos dias, que se juntarĂŁo no recolher obrigatĂłrio jĂĄ imposto na regiĂŁo de Paris e nas cidades de Lyon, LilleGrenobleRouenMontpellier, Saint-Étienne, Toulouse e Marselha.

Entre as novas cidades que podem ter recolher obrigatĂłrio estĂŁo Estrasburgo, Clemond-Ferrand e Nimes, onde a taxa de incidĂȘncia da covid-19 atingiu os 322 casos por cada 100 mil habitantes.

MÉDICO DE DIEGO MARADONA INDICIADO POR HOMICÍDIO POR NEGLIGÊNCIA

  Depoimentos das trĂȘs filhas do jogador foram fundamentais. O mĂ©dico pessoal de Diego Armando Maradona foi indiciado por homicĂ­dio por negl...