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quinta-feira, 29 de abril de 2021

AS PRAIAS COM BANDEIRA AZUL EM 2021

   

            As praias com Bandeira Azul em 2021


O Programa Bandeira Azul 2021, galardão que premeia as praias costeiras, fluviais e lacustre, portes de recreio, marinas e embarcações ecoturísticas, focou-se este ano no tema “Recuperação de Ecossistemas”.

Os participantes “são desafiados a olhar para os ecossistemas, identificar aqueles que podem recuperar e desenvolver atividades nesse sentido. Por outro lado, também são incentivados a juntar-se e apoiar os que já estão em curso, uma vez que qualquer trabalho beneficia se conseguir o maior número de parceiros possível”, explica a Associação Bandeira Azul da Europa (ABAE).

No seguimento do programa, foi hoje divulgada a lista de praias distinguidas na próxima época balnear com a Bandeira Azul. Foram premiadas 372 praias, mais 12 que no ano passado, 16 Portos de Recreio e Marinas e 11 Embarcações Ecoturísticas.

No total estão abrangidos 98 Municípios, sendo que Avis, Beja, Calheta, Fafe, Óbidos e Oleiros são os 5 novos a integrar a lista de praias. A região do Algarve é a que tem mais praias galardoadas, com 87 no total, seguida do Norte com 79, do Tejo com 62, do Centro com 46, do Centro com 46, dos Açores com 45, do Alentejo com 37 e da Madeira com 16.

Portugal foi ainda classificado como o sexto país entre os 53 a concurso europeus com maior número de Bandeiras Azuis atribuídas, e o segundo com mais praias fluviais premiadas.

Pode consultar aqui todas as praias, marinas e embarcações com Bandeira Azul na época balnear de 2021.

domingo, 21 de fevereiro de 2021

DEPUTADO DO PS DEFENDE DEMOLIÇÃO DO PADRÃO DOS DESCOBRIMENTOS (E QUE "DEVIA TER HAVIDO SANGUE" NO 25 DE ABRIL)


Ascenso Simões, deputado do PS, votou contra o pesar pela morte de Marcelino da Mata e considera que “a nossa História precisa de ser descolonizada”. Assim, defende que o Padrão dos Descobrimentos devia ter sido “destruído” e sugere que “devia ter havido sangue” no 25 de Abril, embora não de forma literal.

Numa altura em que as feridas da guerra colonial foram reabertas, após a morte do militar Marcelino da Mata, o deputado Ascenso Simões acrescenta achas à fogueira.

Num artigo de opinião escrito no jornal Público fala do “mamarracho do Padrão dos Descobrimentos” e considera que, “num país respeitável, devia ter sido destruído”.

Ascenso Simões também escreve que “o 25 de Abril de 1974 não foi uma revolução, foi uma festa”. “Devia ter havido sangue, devia ter havido mortos, devíamos ter determinado bem as fronteiras para se fazer um novo país”, constata ainda.

Após estas declarações, o deputado socialista explica ao Observador que “não se trata de mortos físicos nem de sangue derramado nas ruas, mas de cortes epistemológicos“.

“Cortes verdadeiros do ponto de vista da política, da transformação da sociedade”, acrescenta, salientando que o 25 de Abril não “fez os cortes suficientes para limpar da nossa memória elementos que são danosos da construção de uma democracia plena”.

“É um dos grandes monumentos do regime ditatorial”

Mas quanto ao Padrão dos Descobrimentos, Ascenso Simões defende que devia ter sido destruído enquanto “monumento do regime ditatorial”, da mesma forma que se derrubaram estátuas e se nomeou a ponte Salazar para ponte 25 de Abril.

“Quando não temos leitura da história achamos que a normalidade é passar por um qualquer momento sem nos questionarmos. Mas se nos questionássemos, enquanto sociedade, perguntaríamos porque é que não derrubamos aquele que é um dos grandes monumentos do regime ditatorial”, afiança ainda sobre o Padrão dos Descobrimentos.

No artigo no Público, Ascenso Simões refere que “o salazarismo foi muito eficaz na construção de uma história privativa, garantindo, até hoje, a perenidade dos mitos do desígnio português, dos descobrimentos, ou do império”.

Mas, em declarações ao Observador, esclarece que “falta perceber verdadeiramente que não tivemos império nenhum” e “que os tempos que vivemos desde o século XV até ao 25 de Abril foram tempos de grande instabilidade que nunca consolidaram império nenhum”.

“Esse império que está na nossa cabeça” é “uma construção simbólica do império salazarista”, conclui.

“Fomos dos piores colonizadores europeus”

Sobre o voto de pesar pela morte de Marcelino da Mata, contra o qual votou em oposição à tendência de voto da bancada socialista, Ascenso Simões justifica que as condecorações do militar que nasceu na Guiné, mas combateu ao lado das forças portuguesas na guerra colonial, eram “medalhas do fascismo” e “a elaboração máxima do exemplo de africano usado pelos senhores da guerra”.

Marcelino da Mata “era eleito como sendo o D. Afonso I do Congo do século XX, um títere ao serviço de uma ideia de império de pés de barro que o Estado Novo construiu e que se mantém presente na nossa sociedade”, nota o deputado em entrevista ao Público.

Em declarações a este jornal, Ascenso Simões refere ainda que “é uma falácia o exemplo colonial português”, pois entende que “fomos dos piores colonizadores de todos os países europeus”.

Citando António de Spínola, o deputado resume a história da seguinte forma: “os ingleses dizem para os povos colonizados: cresce, mas não te aproximes; os portugueses consagraram o: aproxima-te, mas não cresças“.

A nossa História precisa de ser descolonizada, carece de uma limpeza dos atavismos historiográficos que foram, também, marcados pela investigação positivista”, acrescenta, concluindo que “não se suportará uma história anacrónica, mas é insuportável uma história falsa”.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2021

CDS-PP EXIGE "SAÍDA IMEDIATA" DE MAMADOU BA DE GRUPO DE TRABALHO CONTRA O RACISMO


O CDS-PP exigiu, este domingo, a "saída imediata" do ativista Mamadou Ba do Grupo de Trabalho para a Prevenção e o Combate ao Racismo e à Discriminação, criado pelo Governo em janeiro, por "insultar" o tenente-coronel Marcelino da Mata.

Em comunicado assinado pelo vice-presidente Miguel Barbosa, o CDS-PP recorda que já tinha criticado a nomeação de Mamadou Ba para este grupo de trabalho.

"Mamadou Ba destila e incita ao ódio impunemente, beneficiando da passividade e 'vista grossa' das autoridades, despreza os principais referenciais da nossa cultura, insulta as nossas instituições, as nossas leis, e, mais recentemente, um dos maiores heróis do nosso tempo -- também ele alvo de discriminação -- o tenente-coronel Marcelino da Mata, falecido esta semana, vítima de covid-19", refere o partido.

O CDS-PP salienta que reclamou, "perante o silêncio ensurdecedor das principais figuras do Estado", luto nacional e funeral de Estado para o tenente-coronel Marcelino da Mata, que morreu na quinta-feira, por considerar que "Portugal deve a Marcelino da Mata a homenagem que em vida nunca lhe prestou".

"O racista Mamadou Ba não pretende apenas 'matar o homem branco', o seu ativismo fanático dispõe-no também a 'matar o homem negro' se leal e patriota. Refere-se a Marcelino da Mata em termos inaceitáveis: 'figura sinistra', 'criminoso de guerra' ou 'malogrado sanguinário'", refere o dirigente do CDS-PP, invocando publicações do ativista nas redes sociais.

Para o vice-presidente democrata-cristão, estas declarações "tornam insustentável" a continuidade de Mamadou Ba no grupo de trabalho contra o racismo.

"Assim, o CDS exige do Governo a saída imediata de Mamadou Ba do Grupo de Trabalho para a Prevenção e o Combate ao Racismo e à Discriminação", apela o partido.

O tenente-coronel morreu na quinta-feira, aos 80 anos, vítima de covid-19, no Hospital Professor Doutor Fernando Fonseca (Amadora-Sintra).

Marcelino da Mata, natural da Guiné-Bissau, tinha 80 anos e foi um dos fundadores da tropa de elite "Comandos".

Após a Revolução do 25 de Abril e do fim da Guerra Colonial foi proibido de voltar à sua terra natal, país que entretanto se tinha tornado independente, e viu-se obrigado ao exílio, em Espanha, até ao contragolpe do 25 de Novembro (que terminou com o Processo Revolucionário Em Curso).

Foi o militar mais condecorado de sempre do Exército, segundo o ramo. Em 1969, foi armado cavaleiro da "Antiga e Muito Nobre Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito", após ter subido sucessivamente de patente, desde soldado a major.

Marcelino Mata reformou-se em 1980 e foi ainda promovido a tenente-coronel em 1994.

Em janeiro, o Governo anunciou a criação de um Grupo de Trabalho para a Prevenção e o Combate ao Racismo e à Discriminação, que terá cinco meses para apresentar contributos e recomendações para a elaboração de políticas públicas nesta área.

De acordo com o despacho publicado, este grupo de trabalho tem uma composição multidisciplinar, incluindo a Comissão para a Igualdade e Contra a Discriminação Racial (CICDR), especialistas e representantes de associações antirracistas.

Segundo o mesmo despacho, o grupo de trabalho será coordenado por José Reis, vogal do Alto Comissariado para as Migrações, e constituído por 15 membros, incluindo Mamadou Ba, dirigente do SOS Racismo.

PORTUGUESES TERIAM DE PAGAR MAIS 22% DE IMPOSTOS PARA MANTER PENSÕES INTACTAS

No longo prazo, para manter a sustentabilidade orçamental e os mesmos benefícios ao nível de pensões,  os portugueses teriam de pagar mais 2...