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sábado, 27 de março de 2021

BE SOBRE NOVO BANCO: PEDIDO DE NOVA INJEÇÃO É DE "ABSOLUTA VIOLÊNCIA"


O pedido de uma nova injeção no Novo Banco "é inaceitável" e uma "absoluta violência" face à crise que o país atravessa, defendeu este sábado a coordenadora do BE, que entende que o primeiro-ministro veio dar razão ao Bloco.

"O Novo Banco, em ano de crise, vem pedir uma nova injeção de 598 milhões de euros. São quase 600 milhões de euros que ninguém sabe de onde vêm. O primeiro-ministro diz que quer analisar as contas. Parece que agora já não considera, como disse ao Bloco no debate do Orçamento do Estado, que não se podiam analisar as contas, porque isso provocaria uma crise financeira terrível no país. Parece que agora já estamos todos de acordo que o Bloco tinha razão, é mesmo preciso analisar as contas antes de pôr sequer um tostão mais no Novo Banco", disse Catarina Martins.

A líder do Bloco de Esquerda (BE) falava no encerramento do Encontro Nacional de Trabalho, que decorreu em teleconferência ao longo do dia, e que Catarina Martins concluiu com uma intervenção presencial na sede dos bloquistas, em Lisboa.

Catarina Martins defendeu que o pedido de uma nova injeção no Novo Banco de quase 600 milhões de euros "é inaceitável" e uma "absoluta violência" no atual contexto.

"É uma absoluta violência num país que se debate com uma crise que será muitas coisas, mas não é bancária e os bancos têm de assumir a sua responsabilidade. Nos próximos dias faremos as contas, porque queremos respostas justas à crise, porque não desistimos de encontrar o equilíbrio e a justiça de responder com dignidade a quem trabalha e a quem ficou sem trabalho por causa da pandemia. É essa a nossa responsabilidade", disse.

O primeiro-ministro, António Costa, afirmou este sábado que o pedido de capital do Novo Banco ao Fundo de Resolução "será apreciado", mas considerou que "manifestamente ultrapassa" aquilo que se avalia ser devido.

A transferência de 476 milhões de euros prevista na proposta de Orçamento do Estado para o Fundo de Resolução, destinada a financiar o Novo Banco, acabou por ser chumbada no parlamento, mas o Governo já indicou que irá cumprir o contrato estabelecido aquando da venda da instituição financeira à Lone Star.

Na sexta-feira, em comunicado do Ministério das Finanças, o Governo disse estar "plenamente convicto" de que o valor final do Fundo Resolução a transferir para o Novo Banco, "após a verificação das entidades competentes, ficará abaixo do previsto na proposta de OE2021".

As Finanças dizem que "o Governo ficará a aguardar pela informação que lhe seja transmitida pelo Fundo de Resolução sobre esta matéria".

A tutela recordou que, "além dos mecanismos contratualmente previstos, aguarda-se ainda a conclusão da auditoria especial prevista na Lei n.º 15/2019, de 12 de fevereiro, relativa ao pagamento efetuado em 2020 pelo Fundo de Resolução, a qual deverá ser concluída em breve" e apelou a "todos os agentes" a que "atuem com a máxima exigência e rigor, com vista à preservação da estabilidade do sistema financeiro e da reputação da República, e à minimização dos impactos nas contas públicas".

Desde 2017, o Fundo de Resolução já meteu 2.976 milhões de euros no banco, dos quais 2.130 milhões vindos de empréstimos do Tesouro (como o fundo não tem dinheiro suficiente, todos os anos pede dinheiro ao Estado, que devolverá em 30 anos).

No total, até ao momento, os custos do Fundo de Resolução com o Novo Banco já totalizam 7.876 milhões de euros (4.900 milhões de euros da capitalização inicial, em 2014, e 2.976 milhões ao abrigo do mecanismo contingente desde 2017) e mais encargos se poderão somar quer para o fundo quer diretamente para o Estado, muitos dos quais impossíveis de quantificar (indemnizações por processos em tribunal, pagamentos a credores do BES, garantias a lesados, entre outros).

terça-feira, 19 de janeiro de 2021

NOVO BANCO INAUGURA NO PORTO PRIMEIRO DE 16 NOVOS ESPAÇOS


Banco liderado por António Ramalho vai executar investimento superior a 100 milhões de euros nos próximos dois anos na remodelação da rede de balcões, dos quais 50 até julho.

Fica no Palácio dos Correios, no Porto, o primeiro dos novos espaços "Balcão Master" que o Novo Banco (NB) quer deter em cada capital de distrito, com um conceito moderno e sustentável que "tem agradado a todos, clientes e funcionários". Até julho, o NB terá remodelado um total de 50 balcões e, nos próximos dois anos, o investimento na rede geral deverá ultrapassar os 100 milhões de euros.

O espaço do Porto substitui três balcões encerrados na Baixa, até porque, segundo o CEO, António Ramalho, "a relação com o banco faz-se através de sete canais e o balcão já não é o principal".

"Estamos a preparar o NB "sem rodinhas" [sem injeções de capital do Fundo de Resolução, sendo este o último ano de apoio possível], foram apoios necessários, primeiro nos anos de resiliência, de 2014 a 2017, depois até agora, na reestruturação. Agora é o renascimento, com uma grande aposta nos clientes e no novo modelo de distribuição", explicou o CEO do NB, ao JN.


Numa área de 700 metros quadrados, onde foram demarcadas cinco zonas de forma fluída, 16 funcionários estão a postos para orientar o cliente, desde a entrada, ao local de atendimento em confortáveis sofás, passando pelas salas de trabalho e zonas de espera, até ao pequeno anfiteatro que estará aberto à comunidade para apresentações, sessões culturais ou de formação, entre múltiplas possibilidades de utilização.

O mobiliário ergonómico foi testado para receber confortavelmente o cliente comum, as luzes são eficientes e partem de candeeiros de cortiça nacional para iluminar detalhes de cerâmica portuguesa nas cores do NB entalhados junto ao teto. Pormenores de verde, com plantas vivas, criam um ambiente descontraído que pouco lembra os bancos escuros e fechados de outrora. Aqui e acolá, vitrines apelam à aquisição de peças de filigrana e os painéis digitais apresentam facilidades para a aquisição de um moderno robot de cozinha em prestações.

"Quando foi lançada a pré-venda do Samsung S20, nós e a Worten fomos quem mais vendeu equipamentos. Um banco já não é só produto financeiro", confessou Luís Ribeiro. "Estamos a implementar um projeto de assinaturas digitais, que dispensam por completo a assinatura de papéis, muito focados na sustentabilidade e na diminuição da pegada ecológica", assegurou o administrador responsável pela área comercial e pela implementação do Master Balcão NB a nível nacional.

A aposta no "novo modelo de distribuição" assente em varios canais e altamente digital é fundamental, pelo que, "a seguir ao Porto, o modelo de espaço, em vez de balcão, será replicado em Lisboa, Aveiro, Braga, Faro, Setúbal". Paralelamente, serão remodelados "50 balcões até julho", num investimento global que ultrapassa os 100 milhões de euros.

Assimetria pandémica

A reestruturação em curso abriu a porta à reforma a funcionários mais antigos,. "Em relação a 2014, temos menos 170 balcões, menos 25% a 30%", contabilizou António Ramalho. Mas o NB também tem estado a recrutar. "O nosso programa de estagiários, em 2020, teve 20 pessoas, das quais 18 ficaram connosco", resumiu Luís Ribeiro.

A covid-19 teve impacto nos negócios do banco, mas de forma assimétrica, revelou o CEO: "A pandemia trouxe alterações de comportamento, e este novo espaço é muito mais compatível com as necessidades de distanciamento e até de teletrabalho, mas também alterações na nossa carteira de clientes. A restauração está pior do que a agricultura e a hotelaria está pior do que a indústria, portanto, a nível regional, é onde temos maior base agrícola e industrial, mais exportações e maior clusterização que a economia tem reagido melhor". Para António Ramalho, as assimetrias regionais revelam que "as zonas onde tem corrido menos mal ficam no Norte, no Alentejo e no Algarve".

Com os investimentos previstos que encerram a reestruturação do Novo Banco, António Ramalho quer que espaços como o que inaugurou esta segunda-feira, no Porto, sejam a resposta para os desafios do futuro. Resumindo, "enquadrar a tradição dos grandes bancos com a inovação digital".

sábado, 28 de novembro de 2020

JOÃO LEÃO ADMITE RECORRER AO CONSTITUCIONAL E REVER ORÇAMENTO

 


O ministro das Finanças, João Leão, admitiu que o Governo poderá recorrer ao Tribunal Constitucional ou promover um Orçamento retificativo em resposta à anulação das transferências para o Novo Banco.

O ministro das Finanças, João Leão, referiu que o Governo está a avaliar "diferentes alternativas para mostrar que Portugal cumpre" o contrato relativo ao Novo Banco. Destacando que a anulação da transferência de 476 milhões euros "viola a lei de enquadramento orçamental e a Constituição", admitiu recurso ao Tribunal Constitucional. A solução também "poderá passar por rever o Orçamento e em que medida se pode enquadrar" esta realidade.

Numa entrevista à RTP1, sexta-feira à noite, acusou o PSD de ter aprovado quinta-feira "uma medida radical" apresentada pelo Bloco de Esquerda. E alertou que a decisão saída do Parlamento, de não acautelar a verba prevista para o Novo Banco no Orçamento para 2021, é como passar um cheque careca" e "é um sinal de que se está em incumprimento".

Marcelo aguarda documento

"Portugal é uma pessoa de bem" e não deixará de cumprir o contrato assinado com os acionistas do Novo Banco, sublinhou João Leão. E insistiu que a medida aprovada "viola a Constituição", porque o Estado "tem o dever de inscrever no Orçamento o valor dos compromissos que assumiu".

Marcelo Rebelo de Sousa aguarda pelo envio do Orçamento para se pronunciar e decidir se envia ou não o documento para trás.

LINHA VERMELHA PODE SER ATINGIDA DAQUI A DOIS MESES

                           O índice de transmissão está a aumentar. Portugal pode chegar aos 120 casos de covid-19 por 100 mil habitantes e ...